Notas iniciais
Betado e revisado, qualquer erro, avisem.

Me encarei no espelho que havia no banheiro, sobre a pia, respirando fundo várias vezes, tentando me preparar psicologicamente para o dia de hoje, que estava dando inicio ao desafio proposto por Lavi. Joguei água no rosto, me olhando novamente.

– Você consegue Allen! – Bati as mãos no rosto, deixando o local levemente vermelho.

Sai apressadamente quando recebi a mensagem de Link dizendo que o esperava na frente do prédio. Assim que passei pelo portão já coloquei o capacete, montando na moto atrás do loiro. Já era rotina desde que briguei com Yuu.

Lavi havia nos dado o prazo de uma semana para nos prepararmos para começar, não era lá a coisa mais difícil do mundo, mas precisavámos pensar nos meios para tal.

O desafio era: precisávamos nos provocar da forma que acharmos melhor e mais conveniente, até que um dos dois cedesse, e o perdedor ia sofrer uma “punição”. E claro que nenhum de nós queria perder.

Eu já tinha uma base do que usaria como arma. O ciúmes. Querendo ou não, Yuu era muito ciumento, e quem ele mais odiava perto de mim era Link. O pequeno problema é que eu preciso falar com Link sobre isso... Eu meio que evitei falar para ele, tenho medo de que ele não me ajude e diga para que eu não o envolva em meus problemas.

– Link? – Aproveitei que ele parou no sinal vermelho para poder falar. — Podemos passar num lugar antes de ir pra faculdade? Preciso falar com você.

– Certo.

Link estacionou a moto em frente à uma padaria, onde aproveitei para comprar pelo menos alguma coisa para enganar o estomago. Eu estava tão nervoso que nem consegui comer algo decente em casa.

– Er... Link... – Ele virou o rosto em minha direção. – Lembra que você disse que estava aqui caso eu precisasse de sua ajuda...? – Ele arqueou a sobrancelha, parecendo desconfiado, mas concordou. – Então... Sabe sabe o que é... Eu to precisando da sua ajuda agora.. – Eu brincava com a embalagem que tinha em mãos.

– E o que seria?

– Então... Ontem o Lavi propôs um desafio para mim e o Yuu...

–Yullen-

“- E qual é seu desafio, usagi? – Yuu perguntou, olhando feio para o ruivo.

– Quero que vocês se provoquem da forma que quiserem. O perdedor sofrerá uma punição!

– E porque eu participaria de uma coisa idiota como essa? – Verocifou Yuu.

– Ora, qual seria a coisa melhor do que um desafio? Eu conheço vocês e seus espíritos competitivos mesmo que estejam namorando. Então, porque não? – Sorriu. E eu, que estava quieto até aquele momento, me pronunciei.

– Eu topo.

– Tsc, então foda-se. Eu não vou perder nessa merda, já é um aviso moyashi.

– Eu muito menos, BaKanda. – Nos encaramos irritados, e então viramos a cara. Ele entrou em seu carro, e eu fui embora com Lavi.”

–Yullen-

– E bem, foi isso que aconteceu. – Contei a Link enquanto voltávamos para a faculdade. – Por isso que quero sua ajuda. O Yuu te odeia porque acha que você gosta de mim, então eu posso usar isso contra ele, para fazer ciúmes!

– Não sei, Walker...

– Por favor Link! – O abracei, olhando para ele com a minha melhor cara de cachorrinho que caiu do carro de mudança. – Eu só posso contar com você! – Ele travou, e ficou me encarando, até que suspirou, como se desistisse.

– Está bem... Está bem... – Ao vê-lo concordar abri um enorme sorriso.

– É por isso que eu te amo Link! – Me joguei em seus ombros, beijando seu rosto, alguns metros atrás de nós estava Yuu, que nos olhava completamente enfurecido. Acenei para ele, sorrindo sadicamente. Ahh... Eu acho que iria gostar muito desse desafio...

–Yullen-

Horário de entrada, almoço e saída eram os momentos que tínhamos que agir pelo desafio. E estávamos justamente no segundo horário citado. Sentamo-nos perto, e claro que puxei Link para meu lado, agarrando seu braço, naquele dia ele me trouxe um generoso pedaço de bolo que ele havia feito na noite do dia anterior. Enlouqueci com aquele pedaço, mas em determinado momento, estendi um pedaço pego pelo garfo até a boca de Link, que aceitou sem reclamar. Sem querer meio que querendo, sujei o canto de sua boca, onde lambi usando o pretexto de que estava limpando.

Link podia facilmente ser confundido com um tomate de tão vermelho, e Yuu, ele faltava quebrar a mesa de tanta força que pragava ao segurar-se nela para não voar em cima de nós dois. Vi-o respirar fundo, e depois olhar ao redor como se procurasse alguém.

E procurava.

O desgraçado chamou Emília, que era uma jovem moça cursante de pedagogia e que era claramente apaixonada por Yuu. Usei a minha melhor mascara de to-pouco-me-fodendo-pra-essa-merda, ao vê-lo sorrir para ela e convida-la para se sentar com ele. A moça corou e aceitou. Yuu começou a perguntar sobre como estava o curso dela, e ainda meio tímida ela contava, eu respirava fundo de forma que ninguém percebesse que eu estava irritado, apenas Link, que olhava para o lado, não dizendo nada sobre o fato de que eu estava quase quebrando sua mão de tanto que apertava.

Minha sede de matar alguém aumentou ainda mais ao vê-lo brincar com o cabelo dela, todo galante.

.. Esse desgraçado.

Quando deu o horário para voltarmos, Yuu e eu íamos pelo menos caminho, ele passou por mim sussurrando em minha orelha.

– Esse jogo, dois podem jogar também...

Eu definitivamente vou acabar com a vida desse infeliz.

–Yullen-

Na saída, alguns dias depois, ouvi Yuu chamar a srta. Emília para ir ao cinema. Sendo sincero, eu fiquei hiper possesso. Esse filho da puta raramente me chamava para sair, ir ao cinema ou coisa assim. E então, para acompanha-los, chamei Link para ir comigo.

O “encontro” seria no final de semana, e durante esse tempo nossa única tática foi o ciúmes que causávamos um no outro, coisa que me fazia querer quebrar tudo em casa. E quando chegou o dia, pegamos o mesmo filme, no mesmo horário e no mesmo lugar. Nos sentamos na mesma fileira, apenas com algumas poltronas nos distanciando.

No meio do filme, vi quando Yuu, passou o braço envolta do ombro de Emília, que se aconchegou nele. Virei a cara, bufando, abracei o braço de Link, deitando a cabeça no ombro dele. E para não me irritar ainda mais decidi que não olharia para os dois idiotas, e fiquei apenas olhando para o filme ridículo que passava na enorme tela. Quando me deu cede, segurei na mão de Link, que estava com o copo de refrigerante, bebendo do canudo dele mesmo. Como um beijo indireto.

Olhei discretamente para o lado, e vi que Yuu tinha uma expressão carregadíssima.

Ok, sendo sincero de novo, esse joguinho de ciúmes estava me magoando de verdade. Pelo simples fato de que esse idiota foi pegar justamente uma garota que gostava dele de verdade e não escondia isso. Suspirei chateado. Link olhou para mim, como se soubesse o que se passava em minha mente. Beijou carinhosamente a coroa de minha cabeça, deitando o rosto ali em seguida.

Quando o filme acabou, seguimo-nos para a saída, e ouvi quando srta. Emília convidou Yuu para ir em sua casa, dizendo que faria algo para eles comerem. O que me deixou irritado mesmo foi ele ter aceitado.

Mordi o lábio, pedindo para Link me levar logo para casa. Eu não queria chorar ali, seria humilhante.

–Yullen-

Eu decidi que não usaria mais o Link a todo o momento para causar ciúmes, porque isso já me cansou. Então parti para a parte de seduzir. Eu sabia o que enlouquecia Yuu, então, naquele dia me vesti da forma que ele mais gostava, coloquei uma calça apertada e uma camisa branca quase transparente.

Quando o vi, forcei para parecer inocente enquanto caminhava lentamente, agradecendo pelo fato de Lavi estar falando com ele. Me aproximei como quem não quer nada, sorri da forma mais angelical que eu sabia e cumprimentei o ruivo, que brincou falando que me assediaria, eu apenas ri. Falamos algumas coisas, e fiz questão de ficar de costas para o Yuu. Eu sabia que ele estava encarando minha bunda fixamente

Tendo dado o horário, me despedi deles, indo para minha sala.

No almoço me sentei novamente na mesa ao lado da dele, trazendo meus óculos de descanso, coloquei-os e trouxe comigo um dos meus livros. No momento em que notei que Yuu me olhava comecei a encenar. Coloquei o cabelo lentamente atrás da orelha, umedeci os lábios, mordi meu lábio, mordi a ponta da lapiseira que trazia comigo, tudo isso enquanto fingia ler algo no livro. Discretamente levantei o olhar, apenas para vê-lo quase de boca aberta enquanto me olhava ainda.

Ponto pra Allen!

–Yullen-

Naquele dia Link estava atolado de coisas para fazer, então não podia me ajudar, e como eu não estava nem um pouco afim de me vestir ousadamente de novo, estava pensando no que faria para provocar Yuu. Isso até que vi ele e a srta. Emília no corredor, me escondi no primeiro lugar que vi, apenas para espia-los.

– Dei-me aqui suas coisas, eu carrego para você Emi. – Emi? Carregar coisas pra ela?

– Obrigada. – Ela sorriu, entregando os livros que pareciam pesados para o moreno. Yuu não disse nada, apenas seguiu com ela corredor adiante.

E eu, fiquei só estático no meu “esconderijo”.

O único apelido que eu ganhei do Yuu é moyashi. E não é nada romântico.

.. Ele nunca carregou as coisas para mim, ou ao menos ajudou-me a levar...

Sorrindo triste.

Acho que era melhor desistir.

–Yullen-

Link não acreditou quando eu disse que estava pensando em desistir, mas quando eu disse as coisas que Yuu estava fazendo, ele compreendeu e não disse nada. Alguns poucos dias se passaram, e eu não acreditei quando Lavi me disse que Yuu levou Emília para um jardim que só ele conhecia. Eu sabia que jardim era esse.... Yuu levou-me lá depois do acidente, disse que aquele lugar seria apenas nosso. Eu não acreditava que ele levou-a lá.

Ao que tudo indicava Yuu estava se interessando por Emília. Não parecia mais que era coisa para me provocar. E eu precisava ver se era isso mesmo, então usaria minha ultima carta, e se ela não funcionasse, seria o fim do meu namoro com Yuu.

E naquela noite eu chorei de novo.

– Yullen –

Faltei à faculdade naquele dia.

Passei o dia me preparando psicologicamente para aquilo que faria, recebi encorajamento de Link e Lavi. E quando estava perto do horário de Yuu chegar da faculdade fui para a casa dele, arrumei-me e o esperei em seu quarto. Porém ele demorou duas horas para chegar. Isso tinha me desanimado, mas eu não podia desistir. Não mesmo.

Arrumei o capuz sobre meus cabelos, coloquei a expressão mais sedutora que eu conhecia e olhei para a porta que se abria, revelando o meu – talvez temporariamente – namorado.

Vi quando ele estacou na porta, e ficou me encarando de cima a baixo.

– Mo-moyashi? O que...?

– Bem vindo de volta, Yuu~ — Cantarolei seu nome, aproximando-me em passos felinos. – Imagino como deve estar cansado... – Disse, enquanto tirava seu casaco, deitando-o de qualquer jeito sobre a mesa da escrivaninha.

– Mas o que é isso moyashi? – Ele ainda parecia sem reação, me deixando leva-lo para perto da cama sem resistir.

– Hm?

– Essa... roupa...

Veja bem, Yuu é um imenso pervertido, acho que isso já deu bem para notar, então, normalmente, ele adora que eu me fantasie. Então como minha ultima carta e... para pelo menos fazer com que nossa ultima noite juntos seja memoriável, eu estava pesquisando fantasias, até que achei essa que estou vestindo.

É uma pseudo-“blusa”, que passa por meus braços, na altura do meu peito, mas aberta neste local, e que continha uma touca nos detalhes do bendito jogo Assassin’s Creed e o que seria uma “cueca”, apelidada por Lavi de “cinto de castidade”*, coisa que pra mim não parecia nem um pouco. Tudo isso em detalhes do jogo, contendo até mesmo um acessório em meu braço, que seria da arma, provavelmente. Óbvio que, no momento que vi essa roupa, pensei no Yuu. Tinha também a versão feminina, que era algo como uma mini-blusa com a touca ligada e uma calcinha nos mesmos detalhes da minha cueca, mas era claro que eu não me vestiria como mulher.

Então essa roupa seria um ultimo agrado para o que provavelmente seria nossa ultima transa. Por isso que, façamos direito.

Sem querer acabei por tropeçar em algo que estava no chão, fazendo-me cair pro cima do Yuu, que caiu na cama. Minhas mãos se espalmaram em seu peitoral, e eu contive um gemido baixo ao sentir uma das pernas dele entre as minhas. Ao que parece, isso surtiu efeito nele, que acordou do seus estado de torpor, agarrando minha cintura fazendo-me montar em seu colo.

– Mas que surpresinha agradável... – Olhei para seu rosto, vendo seu sorriso malicioso.

Acabei por não comentar nada.

Senti suas mãos começarem a passar por meu corpo, acariciando e tocando onde ele quisesse. Seus olhos me fitavam como se fossem me devorar... Coisa que não duvidava que ele fizesse.

E então suas mãos passaram por meu tronco, caminhando lentamente em direção do meu peitoral, não contive o suspiro ao senti-lo começar a acariciar meus mamilos. Inferno, esse cretino sabe que é um lugar sensível, muito sensível, e se diverte com isso! Um gemido languido saiu por meus lábios sem que eu permitisse, Yuu apertou o bico. Desgraçado.

– Não Yuu... – Segurei suas mãos, tentando tira-las, mas foi uma tentativa fracassada ao senti-lo puxar e apertar os mamilos novamente. Não tive outra alternativa a não ser segurar forte seus pulsos, suspirando.

– Eu estou brincando, para de ser chato. — Claro que eu não deixaria barato, pensando nisso, comecei a rebolar bem devagar em seu colo. – Tsc.

Yuu estalou a língua, ele fazia isso apenas quando queria segurar os gemidos. Não pude deixar de sorrir.

Por pouco tempo.

O moreno se ajeitou na cama, se sentando, ainda me mantendo em seu colo, desceu suas mãos por minhas costas, apertando minhas nádegas quando as alcançou. Suspirei, arqueando as costas, fazendo com que nossos peitos se encostassem.

Sabe, aquilo estava muito... Sem graça. Acho que essa palavra não seria a certa. Porque, sabe, o Yuu, a primeira coisa que ele faria seria me beijar e.. Até agora ele não fez nada disso, mesmo com nossos rostos tão próximos.

Abracei-o pelos ombros, puxando-o para mais perto, olhando fixamente em suas orbes negras, a procura de qualquer coisa que mostrasse que ele não me queria mais, que estava fazendo aquilo apenas... Sei lá, talvez tesão, ou só porque estava na seca. Mas não vi nada, quando digo nada, era nada mesmo, amor, carinho, ou qualquer outra coisa. Nada. Era melhor eu deixar esses pensamentos de lado, pelo menos por agora.

Selei nossos lábios, a principio um pouco hesitante, mas logo senti Yuu lamber minha boca, aprofundando o contato em seguida. Beijamo-nos mais algumas vezes antes de ele me deitar na cama, ficando por cima de mim. Tirou a touca e afastando o tecido de meu pescoço, passando assim a marcar essa parte da minha cútis com beijos e mordidas. Deslizei minhas mãos por seu cabelo, tirando o elástico que o prendia, puxando as madeixas negras levemente, suspirando e arfando em agrado.

Yuu levantou apenas meu tronco, tirando aquela peça da roupa, sorrindo enquanto se abaixava em meu corpo, lambendo uma trilha até chegar a meus mamilos novamente. Deixei uma mão apoiada em seu ombro como se quisesse afasta-lo, enquanto a outra eu usava para impedir meus gemidos de saírem altos. Yuu apenas se divertia, lambendo e mordendo meu mamilo, enquanto o outro ele apenas beliscava ou passava o polegar um pouco mais forte.

Eu não conseguia conter parte dos meus gemidos, agarrando-lhes os cabelos e me contorcendo sob ele.

– Yuu, não seja cruel... – Murmurei fracamente, no que ele deu um sorriso de canto e sugou com mais força, antes de dar uma mordida moderadamente forte e fazer uma trilha de beijos até meu umbigo, com as mãos ainda apertando e puxando meus mamilos.

Sua língua adentrou o pequeno buraco, me fazendo arquear as costas em expectativa para que ele abaixasse mais. Suas mãos saíram de meu peito e foram descendo, até chegar a ultima peça de roupa que eu vestia e tira-la lentamente. Ele estava realmente me torturando.

Yuu ajeitou-me melhor entre minhas pernas, afastando-as mais, me deixando exposto para seu bel prazer. Mesmo estando há anos com ele, não conseguia não corar e me sentir extremamente envergonhado nesses momentos, por isso escondi meu rosto em minhas mãos, não querendo ver aquele olhar totalmente cobiçoso do moreno.

Senti seus beijos em uma de minhas coxas, logo as mordidas e lambidas fizeram parte. Ele fazia questão de sempre evitar meu membro que clamava por atenção, soprando e rindo baixinho toda vez que eu gemia ou ofegava. Eu queria bater nele por causa disso! E quando eu menos esperava, Yuu segurou meu membro pela base, lambendo a glande antes de suga-la.

Não contive o gemido alto que saiu, arqueando minhas costas na cama enquanto puxava seus cabelos. Yuu começou a sugar, fazendo movimentos de vai-e-vem, que estavam me levando a loucura, e então senti um de seus dedos rodearem minha entrada antes de penetra-la lentamente, me fazendo gemer manhoso. Eu não sei dizer quando foi que ele pegou o lubrificante.

Eu estava tão entorpecido com sua boca que não notei quando ele acrescentou mais dedos ao que estava dentro de mim, só percebi quando Yuu acertou minha próstata. Gemi alto seu nome, passando a agarrar o lençol da cama para não arrancar seus cabelos de tão desesperado que eu estava, meus gemidos saiam sem controle, enquanto o moreno apenas parecia se divertir e se deliciar ainda provocando aquele ponto dentro de mim.

– Y-Yuu... Pa-raaa... Se não eu vou... Ah! – Eu não conseguia formar uma frase coerente, não com ele se movendo mais rápido em meu falo, acertando a próstata a todo instante. – Yuu! – Seu nome saiu por meus lábios, meus olhos se fecharam quando senti aquela explosão de prazer se esvair na boca do moreno.

Relaxei na cama, respirando ofegante. Abri meus olhos apenas quando senti Yuu se afastar, vendo-o tirar a roupa, me encarando ferinamente, o sorriso de canto nunca abandonando seus lábios. E então o vi se sentar na cama, ajeitando os travesseiros em suas costas, ficando sentado apoiado na cabeceira da cama, ainda me olhando, Yuu passou o lubrificante em seu membro, me chamando em seguida.

Engatinhei em sua direção, sentando-me em seu colo. Coloquei minhas mãos em seus ombros para ter apoio, e ele me guiou para seu falo me penetrasse aos poucos. Suspirei e gemi baixo, quando a glande passou, eu pensei em quanto não estava me importando com nada, e me sentei de uma vez. Gememos tanto eu quanto Yuu.

– Droga Allen... – Grunhiu entre dentes, eu sentia suas mãos apertando em minha cintura. Com certeza ficaria marcado.

Mais uma vez eu não disse nada, apenas respirei fundo e comecei a me mover tendo Yuu a me ajudar. Encostei minha testa em seu ombro ao lado de uma de minhas mãos, suspirando em agrado, tão logo os movimentos se aceleraram, e meus gemidos aumentaram uma nota.

Eu não pensava em mais nada naquele momento, ou talvez estivesse evitando pensar. Minha mente estava em branco, eu apenas sentia o moreno se mover dentro de mim, me preenchendo apenas como ele sabia. Suas mãos permaneciam em minha cintura, me marcando como ferro. Seus lábios estavam perto de minha orelha me permitindo ouvir seus poucos gemidos e suspiros, que me arrepiavam completamente.

Envolvi seu pescoço com meus braços, me colando mais ao seu corpo. Mas eu não queria o largar, não queria me separar dele, não queria... Não queria tanta coisa. Entretanto quase nada sai como queremos. Eu amava Yuu, amava demais. Eu sabia que ele seria meu único e eterno amor. Seu nome estava escrito no meu coração, marcado em minha pele, eu jamais o esqueceria... Eu sabia disso.

Eu senti as lágrimas se formarem em meus olhos, embaçando minhas vistas. Apertei mais meus braços ao redor de Yuu. Minhas pernas estavam quase perdendo as formas, mas eu não parei em nenhum momento, chamando seu nome por diversas vezes em meus gemidos.

Uma de suas mãos foi parar no meio de nossos corpos, passando a me masturbar. Mais um gemido alto saiu. Sua mão se movia na velocidade das estocadas, que acertavam minha próstata a quase todo o momento.

Eu não aguentaria muito.

E eu sabia que Yuu também não.

Sua respiração, assim como a minha, estava ofegante, erradia, nossos movimentos estavam desesperados, almejávamos o tão esperado alivio. Mas que não queria que esse momento terminasse tão cedo, porém isso não estava dentro de minha escolha.

– Yuu... Eu te amo tanto... – Sussurrei em sua orelha, mas eu não recebi nada em resposta.

Seu nome novamente saiu por meus lábios no ultimo gemido daquela noite quando cheguei em meu ápice, tão logo sentindo o de Yuu me preencher.

Permanecemos naquela posição por mais alguns instantes, até que normalizássemos nossa respiração. Saí de seu colo, vendo-o escorregar na cama até estar deitando, me puxando para seus braços logo em seguida. Olhei para seu rosto, vendo-o fechar os olhos.

Acariciei sua face, aproximando meus lábios dos seus no ultimo beijo daquela noite.

No ultimo beijo que trocaríamos.

No nosso ultimo beijo.

Notas finais
Agradecimentos especiais à: Sweet Death, Bloody Tsuki e Yuppie, por comentarem no capítulo anterior. Obrigado lindas ♥ E ai? O que acharam? É agora que começa o drama!! E galerinha, eu gostaria muito que comentassem, a opinião de vocês é muito importante, ainda mais nessa fic, que é diferente do que costumo fazer, por justamente ser em primeira pessoa. Sério, é com o comentário e opinião de vocês que eu posso evoluir, melhorar. Então, se não for matar, comentem. Ah, e eu terminei o cap novo de Desenhos, Poses e Fotografias, agora é só esperar a Maneko me entregar o cap betado que tem mais uma fic pra hoje! Até! 11.10.2014