Onze meses após o nascimento dos gêmeos

Onze meses de passaram desde o nascimento do Lucas e da Sophie. Eu o Gabe mudamos a nossa vida toda. Nossa rotina não é mais a mesma, nós dormimos quando eles decidem dormir, e não é nada fácil para eles pegarem no sono. Eu cheguei a perguntar para a minha mãe a minha madrinha sobre isso, e elas disseram que é normal esse negócio de sono. Então eu não fiquei tão preocupada, mas muito cansada. Não que eu esteja reclamando, porque a maternidade é algo mágico, e que todas as mulheres deveriam passar por isso. É incrível olhar para os meus filhos, e saber que eles saíram de mim. Que eles estavam dentro da minha barriga, e que eram tão perfeitos. Eu me sentia uma mulher bem melhor depois deles. Uma mulher mais completa, e que a única alegria era saber que eles estavam bem e estar com a minha família. Eles me faziam um bem tão grande, que nenhuma palavra poderia explicar o meu amor por eles. Os três, porque o Gabe só melhorou depois do nascimento deles. Ficou mais preocupado com tudo. Seu amor e a sua dedicação com eles chegava a me emocionar. Éramos o time perfeito!

Eu ainda não estava trabalhando, porque, por enquanto, eu queria me dedicar o meu tempo para os meus filhos, que ainda eram pequenos, e estavam com quase um aninho. Queria passar o maior tempo possível com eles, e aproveitar cada segundo.

Eu estava fazendo a papinha dos bebês, e a babá deles estava lá em cima, cuidando deles, enquanto eu estava na cozinha. Ah, eles têm uma bela babá: o Gabe. Nós dividimos as tarefas, e ele ficou com a missão de cuidar deles, enquanto eu estivesse ocupada. Mas ele adorava esses momentos. Era o momento paizão, e ele adorava contar piadas para as crianças. Piadas inocentes, porque eu não o deixaria contar aquelas piadinhas que ele adora contar.

Esfriei as papinhas, coloquei nos pratinhos deles e fui até a sala de jantar. Subi até o quarto dos gêmeos, e quando eu abri a porta, me deparei com o Gabe andando devagar, com um pé de cada vez. O que ele está aprontando?

— Gabe! – ele virou-se para mim, e sorriu. – O que você está fazendo?

— Princesa, eu não vi que você estava ai.

— Eu vi. – ri. – O que papai estava aprontando, bebês? – os dois estavam sentados no tapete, cercado de brinquedos, de todos os tipos e tamanhos.

Eles só sabiam sorrir. Era escutar a minha voz ou a do Gabe, que eles sorriam sem parar, mostrando os dentinhos que já tinham. Quando nós vimos que os dentinhos estavam nascendo, nós piramos de alegria. Era muita fofura para as nossas vidas.

— Eu estava pedindo para que eles andassem logo. Quero ver essas perninhas em ação, porque, baseado nos meus estudos, eles já deveriam estar andando e falando. – disse, mas logo fechou a cara. – Emy, e se eles atrofiarem, e não conseguirem andar? Meu Deus! Isso é muito sério! Eu acho que devemos levá-los ao médico. E se eles forem mudos? Precisamos aprender a língua de sinais.

— Gabe, parou! Eles não vão atrofiar e não são mudos. Tudo tem o seu tempo, querido. Eu tenho certeza que logo eles estarão andando por ai, e você ficando louco atrás deles.

— Jura? Porque eu acho que...

— Sim, eu juro! Está tudo ótimo com os nossos pimpolhos lindos. Logo eles desandam e falar, e você vai ver. – sorri. – Agora, nós iremos descer e comer tudo, meus amores.

— É hora da papinha? – perguntou assustado.

— Sim, mas não precisa me ajudar, querido. Eu sei que você...

— Não! Eu preciso enfrentar esse medo. Foi só uma vez. – sorriu.

— Isso mesmo, meu amor. Você enfrentou o cocô aquela vez, e agora precisa enfrentar isso. Vai dar certo! – sorri.

— Vai dar certo! – repetiu.

Ele pegou o Lucas, e eu a Sophie. Fomos até a cozinha, e os colocamos nos cadeirões. Gabe se ofereceu para dar comida ao Lucas, enquanto eu para a Sophie. Ele dava bem pouco, e eu pedia para ele colocar mais um pouco, porque o Lucas não era passarinho para comer tão pouquinho assim. Ele me olhou por um instante, mas acabou fazendo o que eu pedi. Depois de comerem toda a papinha, Gabe olhou orgulhoso para mim, e sorriu. Era tão bom vê-lo com esse lado pai. Ele aprendia todos os dias, e dava para ver que estava gostando.

Depois de fazerem os dois arrotarem, o Gabe colocou um desenho para os dois, enquanto eu arrumava as coisas, e ele me ajudava.

— Amor, daqui a alguns meses, será o aniversário de um aninho dos dois. Eu queria fazer uma festinha para os dois. Nada exagerado, porque não precisa. Só os amigos e a família.

— Emy, eu acho maravilhoso! Mesmo achando que passou muito rápido esse negócio de idade. Eu acho que deveríamos dar uma pausa no mundo, e os deixarmos ficarem pequenos para sempre.

— Gabe, é a lei da vida!

— Eu mudo essa lei! Quem inventou deve ter sido uma pessoa atoa. Estava sem fazer nada, e foi lá e inventou esse negócio de ficar mais velho, e do ano passar correndo. Não gosto disso! Inventasse só pra ele. Essa tal de vida acha que a gente é vídeo game pra querer ficar passando tão rápido de fase.

Como não rir dele, gente? Ele está emburrado porque os gêmeos já vão fazer um aninho. Isso porque é o primeiro aniversário, e eles nem andam e falam, principalmente a Sophie, que não namora.

— Gabe, eles vão demorar a crescer. É só o primeiro aninho deles, ok? Não precisa se descabelar inteiro. – o abracei, sentindo que ele realmente estava tenso.

Gabe relaxou, pelo menos por enquanto. Eu entendia o lado dele. O ano passou correndo, e aprece que eles nasceram ontem, mas já estão grandinhos. Dá aquele aperto no peito, mas os dois têm muita coisa pela frente.

***

Enquanto os dois tiraram a soneca da tarde, eu o Gabe aproveitávamos ao máximo esse tempo. Entre um sexo quente, ou bem lento, o Gabe continuava o meu deus grego do sexo. Só de falar disso, me dá até um calor.

— Eu deveria estar no escritório hoje, sabia? Mas quem disse que eu consigo ir, e te deixar aqui, com todo esse desejo, mesmo depois de todo o nosso sexo. – falou, enquanto descansávamos um pouco.

— Esquecendo-se do trabalho para curtir um sexo selvagem com a sua esposa? Que feio! – ri.

— Não posso fazer nada. A minha esposa maravilhosa estava toda carente, e eu faço jus a minha promessa de enlouquecê-la.

— Ah, você faz mesmo. – ri.

Ele me puxou mais pra cima, segurou a minha cintura e me beijou, só que bem lento, provocando arrepios no meu corpo. Fomos interrompidos com o barulho do meu celular, e eu decidi atender, mesmo com os protestos do meu querido marido.

— Oi, Lis. – Gabe sorriu, mas eu sei que ele queria matar a Lis naquele momento.

— Emy, como você está?

— Estou bem. – sorri.

— Escuta, eu queria combinar com você de irmos jantar na sua casa. Sei que eu falei muito tarde, mas eu preciso apresentar o Nathan para vocês. Chegamos ontem de viagem, e eu quero que a minha melhor amiga o conheça.

Lis e George conseguiram adotar um lindo menininho. Eles conseguiram a guarda faz um mês, mas estavam viajando com o pequeno Nathan, que tinha três anos. A Lis e o George estavam babando de amor por ele. Eu ainda não o conheço, mas estou bem ansiosa para conhecer o pequeno Nathan, que está fazendo a alegria na casa da minha amiga. No começo eles queriam um recém-nascido, mas ela disse que foi só colocar os olhos nele, que seu coração se apaixonou. George a pediu em casamento, e pelo jeito sairá em breve, a igreja, porque eles se casaram no civil.

— Claro! Podemos pedir um delivery, daqueles que a gente ama, e você trás o pequeno Nathan para nós conhecermos. Estou tão ansiosa para vê-lo pessoalmente.

— Você vai amá-lo! Ele é um menino tão carinhoso. É quieto, mas é muito amoroso, Emy. Ele vai amar conhecer os gêmeos.

— E os gêmeos irão amar, com certeza.

— Então está combinado. Passo ai pelas 19h00. Pode ser?

— Claro! Estaremos esperando vocês três. – desliguei o telefone, e o Gabe voltou para a cama.

— Eu achei que você tinha fugido. – ri.

— Aproveitei que você estava no telefone, e eu fui ao banheiro. O que a Lis queria.

— Ai, você não vai acreditar. – falei, empolgada. – Ela voltou de viagem com o George e o pequeno Nathan. E nós combinamos de jantarmos alguma coisa por aqui, para conhecermos o pequeno Nathan.

— Que legal! Eu fico feliz por eles, de verdade. Apesar de encher o saco do George, eles merecem a felicidade. Eu tenho certeza que o pequeno Nathan irá trazer muitas alegrias para a vida dos dois.

Ai, meu coração derreteu de amor pelo Gabe. Ele aceitou o George de vez, e só implicava na brincadeira, pelo menos eu achava isso. Os dois estavam se dando bem, porque ele entendeu que a Lis e o George se amam mesmo, e agora com o Nathan, ele vai acalmar mais ainda.

— Agora, vamos aproveitar mais um pouco. – ele me agarrou, jogando-me na cama.

***

Eu estava arrumando a Sophie, esperando o Gabe chegar do escritório. Infelizmente ele teve que ir assinar uns papéis, mas acabou levando o Lucas junto para passear. A pequena Soso quis ficar com a mamãe. Adiantei o banho dela, e depois ficava o Lucas, enquanto o Gabe cuidava da Sophie. Coloquei um vestidinho branco, e ela parecia um pequeno anjinho com ele.

— Ai, que eu estou linda, mamãe! Estou parecendo um anjinho. Sim, eu sou linda, mamãe! Muito linda! – ok! Aqui estou eu, usando aquela voz infantil, mas eu adorava.

Sophie riu da minha voz, eu beijei aquelas bochechas gordinhas.

— Vai deixar a minha filha sem ar. – virei ao escutar a voz do Gabe, que estava parado na porta, com o Lucas em seu colo.

— É impossível não apertar essas bochechas lindas. – ri.

— Coitadinha da minha filha. – veio até a mim, e brincou com a Sophie.

Mostrei a língua para ele, que sorriu.

— Hora do banho do meu menino lindo e fofo! Vamos tomar banho, meu amor? Sim! Um banho bem gostoso! – lá vem essa voz de novo.

— Eu compre uma coisinha para os dois. – Gabe disse, tirando da sacola. — O Lucas escolheu uma camiseta de carros, e escolheu uma asinha de anjo para a Sophie. Ele que apontou e me mostrou.

Gabe comprou uma asa de anjo para a Sophie?

— É pequena e de criança. Eu comprei, porque eu sei que ela ficará linda! – sorriu, colocando nela.

Ai, ela ficou parecendo um verdadeiro anjo. A asa era pequena, e não a machucava. Sophie tentava olhar para trás, fazendo-nos rir.

Dei um banho no Lucas, e coloquei a blusa de carros que ele queria colocar. Ficou olhando, e apontando para a camiseta, e eu babei no meu pequeno.

Coloquei os gêmeos para o gabe olhar, e fui tomar o meu banho. Arrumei-me, e era a vez do Gabe tomar banho. Sempre revezávamos, senão não teria como. No começo é difícil, mas com o tempo nós vamos nos adaptando melhor.

Sentei-me com eles na sala, em volta de alguns brinquedos. Lucas já quis se sentar no meu colo, enquanto a Sophie estava entretida com os brinquedos. Escutei a campainha tocar, e tive que ir atender.

— Soso, fique quietinha, ok? A mamãe já vem. – sorri.

Ela meio que entendeu o que eu falei, e voltou a sua atenção para os brinquedos.

Levei o Lucas comigo, porque ele era mais atentado. Sabia que era a Lis, e abri a porta.

— Amiga, que saudades! – ela correu para me abraçar. – Ah, meu Deus! Ele está tão lindo! Oi, Lucas, tudo bem? – perguntou sorrindo. – A madrinha estava morrendo de saudades, meu amor. – beijou-o.

Lucas sorriu de volta pra ela.

George cumprimento eu e o Lucas, que fez a mesma coisa com ele.

— E esse menino lindo aqui? Oi, Nathan, tudo bem? Eu sou a tia Emily, mas pode me chamar de tia Emy. Esse é o Lucas, o meu filho. – Nathan sorriu envergonhado pra mim, mas adorou o Lucas.

— Fala oi pra tia Emy, Nathan. – George pediu.

— Oi, tia. – disse baixinho.

Ele era muito fofo!

— Que lindo! Ele é muito lindo! – sorri pra ele, que brincava com o Lucas. – Seja bem vindo, Nathan!

— Cadê a Sophie e o Gabe? – Lis perguntou.

— Ah, o Gabe está no banho, e a Sophie na sala, brincando. Vamos até lá! – os levei até a sala.

Sophie ainda estava brincando, e no mesmo lugar que eu pedi que ela ficasse. Assim que me viu, ela olhou para nós, e sorriu. Mas, assim que viu o Nathan, ela sorriu e apontou para ele, como se quisesse falar alguma coisa.

Antes da Lis cumprimentar a Sophie, Nathan foi até ela, e sentou-se no chão.

— Oi, anjo. – falou, sorrindo para ela, que retribuiu o gesto.

Olhei para a escada, e vi o Gabe descendo. Ele sorriu pra mim, alheio a presença dos nossos convidados. Eu acho que teremos um papai um pouco ciumento, e que não vai gostar nadinha disso. Mas a cena era tão fofa. Nathan parecia estar encantado com a Sophie.

Gabe

Quase um ano havia se passado, e eu estava me apaixonando cada vez mais por esse papel de pai. Eu comecei a gostar de criança a partir do momento em que eu vi a Emy pela primeira vez. Desde então, eu nunca achei que seria pai. Não por falta de vontade, mas porque eu achei que eu iria demorar a encontrar a mulher da minha vida. Contudo, quando eu percebi que a Emy era essa mulher, eu pensei em ter filhos. Confesso que não esperava ter dois, mas eu me senti tão abençoado com isso. Se Deus mandou dois, é porque nós damos conta de cuidarmos e de darmos muito amor para essas coisinhas abençoadas e que amamos a cada dia.

Foi uma mudança na nossa vida. Não uma mudança ruim, mas é difícil se adaptar com duas crianças. A Emy é uma mãe fantástica, e faz tudo parecer tão fácil. É difícil sair para trabalhar, e passar tanto tempo longe deles. Ainda era complicado ficar tantas horas longe, mas eu sempre ligava e perguntava se estava tudo bem. Eu sei que ela não estaria sozinha com eles, mas eu sou pai muito nervoso e ansioso. Quando eu estava em casa, eu dava uma de babá. Eu amava isso. Eu ainda tinha alguns medos de qualquer pai de primeira viagem, mas era normal.

Enquanto a Emy estava na cozinha, eu brincava com eles. Eles já conseguiam se sentar sozinhos, mas porque não andavam ainda? Será que tinha alguma coisa errada? Meu Deus! Eu deveria ensiná-los e incentivá-los.

Levantei-me, e os dois já olharam pra mim.

— Bebês, vocês precisam aprender a andar. O papai quer ver essas perninhas em ação. Andando de um lado para o outro. Lucas correndo atrás dos brinquedos, e a Sophie não correndo atrás dos garotos, porque isso não pode, meu amor. Só corra atrás dos objetivos, ok? Ok! Olhem para o papai, e veja como é fácil andar.

Fiquei na frente deles, que me olhavam. Fui colocando um pé na frente de cada vez, bem devagar.

— Viram? É só erguerem o corpo, e dar um passo de cada vez. Um pé na sua vez, ok? Não é tão difícil, bebês. Não façam essas caretas pra mim. É só questão de motivação. Sem preguiça! Vamos de novo. Um passo de cada vez, e...

— Gabe! – escutei a voz da Emy, e sorri. Fui pego no flagra! – O que você está fazendo?

— Princesa, eu não vi que você estava ai.

— Eu vi. – riu, e foi até eles. – O que papai estava aprontando, bebês?

E lá vem esses sorrisos maravilhosos. Eu acho que eles amavam sorrir, porque faziam isso direto.

— Eu estava pedindo para que eles andassem logo. Quero ver essas perninhas em ação, porque, baseado nos meus estudos, eles já deveriam estar andando e falando. – estão com quase um ano, e nada. Eles só podem estar... Não! – Emy, e se eles atrofiarem, e não conseguirem andar? Meu Deus! Isso é muito sério! Eu acho que devemos leva-los ao médico. E se eles forem mudos? Precisamos aprender a língua de sinais.

Isso é urgente! E se eles não conseguirem andar? E falar? Não! Eu vou levá-los ao médico o mais rápido possível! Quanto mais cedo diagnosticado, será melhor.

— Gabe, parou! Eles não vão atrofiar e não são mudos. Tudo tem o seu tempo, querido. Eu tenho certeza que logo eles estarão andando por ai, e você ficando louco atrás deles.

Será? Eu precisava pesquisar no meu caderno de pesquisas para pais de primeira viagem.

— Jura? Porque eu acho que...

— Sim, eu juro! Está tudo ótimo com os nossos pimpolhos lindos. Logo eles desandam e falar, e você vai ver. – sorriu. – Agora, nós iremos descer e comer tudo, meus amores.

Se ela diz, então pode ser verdade. Eu confio na Emy, e ela não me esconderia nada. Agora, pra mim, é uma hora tensa. Hora da papinha deles.

— É hora da papinha? – perguntei assustado.

— Sim, mas não precisa me ajudar, querido. Eu sei que você...

— Não! Eu preciso enfrentar esse medo. Foi só uma vez. – sorri.

A primeira vez que eu fui dar a papinha para a Sophie, ela começou a passar mal. Não sei o que era, ou se foi falta da minha atenção com ela, mas eu sei que ela começou a engasgar, e eu a chorar, ficar desesperado, pedindo para todos os santos e até fazendo promessa. Depois ela começou a vomitar tudo em cima de mim, e parecia que nunca teria fim. O Lucas chorando ao ver a irmã daquele jeito, e a Emy desesperada, não sabendo se cuidava dela ou do Lucas. Foi uma cena de assustar. Até hoje eu tenho aquela sensação ruim.

— Isso mesmo, meu amor. Você enfrentou o cocô aquela vez, e agora precisa enfrentar isso. Vai dar certo! – sorriu.

— Vai dar certo! – repeti.

Tinha que dar certo! Eu não poderia me negar a dar comida aos meus filhos, por causa de um erro meu. Eu ficaria mais atendo a isso, e nunca mais deixaria isso acontecer.

Ela ficaria com a Sophie, e eu com o Lucas. Eu dava de pouquinho em pouquinho, quase nada, e o Lucas sempre pedindo mais. A Emy pediu que eu colocasse mais na colher, senão eu ficaria o dia inteiro só para dar a papinha dele. Olhei para ela, mas acabei fazendo o que ela pediu. Eu precisava aprender a cuidar deles, sem ter esse medo de dar uma simples papinha para os dois. Não era tão difícil assim. Ao final, Lucas comeu tudo, sem passar mal, e eu fiquei orgulhoso com o meu trabalho. Eu estava aprendendo mais um passo de como ser um pai de primeira viagem.

Coloquei um desenho para os dois, e fui ajudar a Emy. Nós tínhamos a moça que nos ajudava, mas ela tina faltado nesse dia, então a louça sobrou para nós. Guardei um prato no armário, quando me virei e vi que a Emy estava pensativa.

— Amor, daqui a alguns meses, será o aniversário de um aninho dos dois. Eu queria fazer uma festinha para os dois. Nada exagerado, porque não precisa. Só os amigos e a família.

Só de me lembrar de que eles já irão fazer um aninho, meu coração se aperta. Eu queria que eles ficassem pequenos para sempre. Que eles precisassem da gente para sempre. É difícil vê-los crescer desse jeito. Daqui a pouco, eles estarão com 15 anos, e isso será bem complicado.

— Emy, eu acho maravilhoso! Mesmo achando que passou muito rápido esse negócio de idade. Eu acho que deveríamos dar uma pausa no mundo, e os deixarmos ficarem pequenos para sempre.

— Gabe, é a lei da vida!

Foda-se essa lei idiota! Se eu fosse dono do mundo, eu mandaria acabar com essa lei!

— Eu mudo essa lei! Quem inventou deve ter sido uma pessoa atoa. Estava sem fazer nada, e foi lá e inventou esse negócio de ficar mais velho, e do ano passar correndo. Não gosto disso! Inventasse só pra ele. Essa tal de vida acha que a gente é vídeo game pra querer ficar passando tão rápido de fase.

— Gabe, eles vão demorar a crescer. É só o primeiro aninho deles, ok? Não precisa se descabelar inteiro. – me abraçou, e eu relaxei.

Não me entendam mal. Eu só quero que esse momento deles demorasse a passar. Essa fase passa muito rápido, e eu não gosto disso. Cuidar, poder abraçar, beijar, dar carinho, e eles adorando tudo isso, não tem preço. Mas o crescimento das crianças são como peido, quando você não está esperando, já se soltaram para o mundo, sem a nossa permissão.

***

Uau! Depois da nossa segunda rodada de sexo, finalmente estávamos descansando. Aproveitávamos quando estávamos os dois em casa, e quando os gêmeos estavam dormindo. Neste momento, eu deveria estar trabalhando, mas resolvi ir mais tarde, porque eu posso.

— Eu deveria estar no escritório hoje, sabia? Mas quem disse que eu consigo ir, e te deixar aqui, com todo esse desejo, mesmo depois de todo o nosso sexo. – falei, enquanto descansávamos um pouco.

— Esquecendo-se do trabalho para curtir um sexo selvagem com a sua esposa? Que feio! – riu.

— Não posso fazer nada. A minha esposa maravilhosa estava toda carente, e eu faço jus a minha promessa de enlouquecer as pessoas. – ou a pessoa em questão, que está encostada no meu peito, envolta dos meus braços.

— Ah, você faz mesmo. – riu.

Eu a puxei, sentindo os seus lábios contra os meus. Aquele sabor era maravilhoso! Escutamos o telefone tocar, e eu quis arrebentar a cara da pessoa que estava ligando naquele momento.

— Oi, Lis. – eu sorri, me arrependendo de querer bater na pessoa, porque a pessoa é a Lis, e ela não merece.

Aproveitei que ela estava ao telefone, e imaginei que não sairia tão cedo dali, eu fui até o banheiro. Olhei-me no espelho, e meu cabelo estava um caos. Um caos sexy, obviamente. Meus braços estavam vermelhos por causa da Emy. Ela adorava apertá-los quando estava atingindo o orgasmo. Era bem libertador. Fiz o meu xixi, tranquilamente, lavei as mão e voltei para o quarto.

— Claro! Estaremos esperando vocês três. – desligou o telefone, e eu me sentei na cama.

— Eu achei que você tinha fugido. – riu.

— Aproveitei que você estava no telefone, e eu fui ao banheiro. O que a Lis queria?

— Ai, você não vai acreditar. – falou, empolgada. – Ela voltou de viagem com o George e o pequeno Nathan. E nós combinamos de jantarmos alguma coisa pro aqui, para conhecermos o pequeno Nathan.

— Que legal! Eu fico feliz por eles, de verdade. Apesar de encher o saco do George, eles merecem a felicidade. Eu tenho certeza que o pequeno Nathan irá trazer muitas alegrias para a vida dos dois.

Lis e o George, meu ex-rival, porque agora estou na vibe da paz e amor, conseguiram adotar um lindo menino. Eles se casaram no civil, e iriam se casar na igreja em alguns meses, eu acho. Eles mereciam toda essa felicidade. Apesar de tudo, o George tem se mostrado um rapaz cada vez mais apaixonado pela Lis, e estavam bem ansiosos com a doção do pequeno Nathan, que só veio para completar a felicidade dos dois. Viram só, eu evolui como pessoa. Que orgulho de mim!

— Agora, vamos aproveitar mais um pouco. – a agarrei, sorrindo maliciosamente pra ela.

***

Depois de passar no escritório e assinar alguns papéis que precisavam da minha autorização, eu mostrei para o Lucas como era o trabalho do papai. Ele não entendia muito bem, mas sorria e apontava para algumas coisas. As pessoas babaram nele, e o meu pai exibia o neto com orgulho, dizendo que ele seria o próximo advogado da família. Despedi-me de todos, e eu e o Lucas saímos do escritório. Passamos em frente a uma loja infantil, e eu fiquei olhando por alguns segundos, até eu decidi entrar. A loja era grande, e tinha uma grande variedade de roupas infantis. Fomos até as roupas masculinas, e mostrei uma camiseta de carros para o Lucas. Ele quase se jogou para pegar a blusa, e eu acabei comprando para ele, que ficou agarrado com ela.

— O que podemos levar para a sua irmã, Lucas? Ah? Ajuda o papai, hein!

Passamos pelas fantasias, e olhei uma asa de anjo. Como eu não sei escolher muito bem as roupas. O que combina ou deixa de combinar, eu perguntar para o Lucas se a Sophie iria gostar, ele apontou, fazendo uns barulhos bem estranhos. Acho que isso é um sim dele, né? Peguei a pequena asa de anjo, passei no caixa e paguei.

— Ela vai gostar disso, não é, bebê? Eu espero que sim! – sorri, colocando-o na cadeirinha.

Ao chegarmos em casa, fomos direto par ao quarto deles, e fomos guiados pela voz da Emy, que fazia q voz d e bebê quando cuidava deles. Ela dava beijos pela bochecha da Sophie, e eu ri. Era uma cena fofa e a visão dela daqui é maravilhosa. A bunda da Emy está perfeita! Que visão!

— Vai deixar a minha filha sem ar. – virou ao escutar a minha voz.

— É impossível não apertar essas bochechas lindas. – riu.

É impossível não olhar para a bunda dela.

— Coitadinha da minha filha. – fui até ela, e brinquei com a Sophie.

Ela pegou o Lucas do meu colo, e o beijou.

— Hora do banho do meu menino lindo e fofo! Vamos tomar banho, meu amor? Sim! Um banho bem gostoso!

— Eu comprei uma coisinha para os dois. O Lucas escolheu uma camiseta de carros, e escolheu uma asinha de anjo para a Sophie. Ele que apontou e me mostrou. — sorri orgulhoso. — É pequena e de criança. Eu comprei, porque eu sei que ela ficará linda! – sorri, colocando nela.

Ela tinha ficado linda. Como um anjo de verdade. Ela tentava vez, mas não conseguia, o que fez com que eu e a Emy caíssemos na risada.

Eu desci com ela, e a coloquei na sala de vídeo, rodeada de brinquedos. Tirei algumas fotos dela, que sempre sorria, ou estava mordendo um brinquedo. Tão linda! Eu nunca me imaginei com uma filha mulher, e ainda me desespera ao saber que os homens da rua irão, um dia, querê-la, mas era maravilhoso conhecer esse mundo cor de rosa, onde eu me deixo levar pelas brincadeiras de bonecas, casinha e muito mais.

Emy desceu com o Lucas e foi tomar o banho dela, enquanto eu cuidava dos dois. Tirei mais fotos, e estavam ficando lindos. Os dois sorrindo, ou mostrando o brinquedo um para o outro. Não posso negar, eles eram a minha cara. A cara da sedução e charme, por isso que são maravilhosos. Uma mãe perfeita, e um pai bonitão, o resultado é esse. Bebês perfeitamente bonitões.

Depois foi a vez do meu banho. Era sempre dividido, e no final da noite, quando dava, eu e ela tomávamos um banho juntos, mesmo sem precisão. Era apenas para ficarmos juntos. Separei a minha roupa, e fui para o banheiro. Tomei um bom banho, da cabeça aos pés. Enxuguei-me, fui para o quarto e coloquei a minha roupa.

Escutei algumas vozes lá de baixo, e presumi que os nossos convidados tinham chegado. Penteei os meus cabelos, e sorri para o espelho. Eu estava sexy e casual. Perfumado, obviamente, porque a noite promete.

Desci as escadas, e vi a Lis e o George, mas o meu foco foi para a Emy, que estava linda e sorrindo pra mim. Puta merda! Pensa no cocô dos bebês, que o amigo não sobe. Lucas estava no colo da Lis, enquanto a Sophie estava no chão, com um menino, que eu presumo que seja o Nathan, sentado ao lado dela.

Ao lado dela? Ao lado da minha filha? Será que... Não! Isso é coisa minha cabeça. Nunca irá ter um romance com esses dois. Não vou pirar com isso, porque a minha Soso não irá namorar. Nunca! Never! Jamais! Nem fodendo! Nem que vaca tussa! Nem que eu morra! Nathan poderia ser como um irmão pra ela. Só um irmão!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.