Eternamente Com Você - 2ª Temporada
13 Conversa e um disparo
Notas iniciais
No dia seguinte, perguntei para várias pessoas onde eu poderia encontrar o Sai. Descobri que ele estava na sala de música. Fui na direção da sala e abri a porta. Sai estava dedilhando um novo som quando percebeu que eu estava na sala. Levantou os olhos do instrumento e disse, sorrindo:
Sai: Hina! Bom dia! O que a traz aqui?
Hinata: Bom dia Sai! Na verdade, vim para perguntar uma coisa...
Sai: Pode falar.
Hinata: Por favor, não brigue comigo ou se aborreça tá? Andei perguntando por aí e descobri que você tinha uma banda. Que vocês eram em cinco e que passado um tempo, um novo integrante chegou. Pelo que ouvi também, esse novo integrante estava no hospital em depressão profunda... O que ocorreu com esse integrante?
Sai: Hina, não precisa ficar falando em rodeios... Você quer saber do Sasori não?
Hinata: Sim... Mas eu não queria magoar você...
Sai: Não tem problema... O Sasori era um cara super legal... Se dava bem com todo mundo. Pena que a vida foi dura para ele. Ele foi parar no hospital por conta das inúmeras tentativas de suicídio. Você já deve saber da história... Atualmente, ele conseguiu se recuperar e ainda mantemos contato. Ele está mais contente agora...
Hinata: Fico feliz com isso... Será que um dia poderei conhecê-lo?
Sasori: Por que não agora?
Sai: Sasori! O que o traz aqui?
Sasori: Vim conhecer a escola e a sua musa... Pelo jeito não precisei procurar muito não?
Sai: Sasori! Você está sendo abusado. Mas fico feliz de vê-lo. Essa é a Hinata, a minha musa...
Hinata: Não sou sua musa Sai... Ignore-o Sasori-san, ele é gentil demais. Prazer em conhecê-lo.
Sasori: Bela musa Sai! Será que está comprometida? Prazer em conhecê-la também!
Itachi: Está sim comprometida! Comigo!
Hinata: Itachi!
Itachi: O que faz aqui Hina? E Sasori, há quanto tempo... Pelo jeito está firme e forte... A última vez que eu te vi, você estava acamado, desanimado e pronto para fazer besteira novamente.
Sasori: Não seja ridiculo Uchiha. Eu estava mal, mas não no estado terminal. Não sabia que tinha capacidade de arranjar namorada direita também...
Hinata: Poderiam parar de trocar farpas por favor? Eu estava conversando com o Sai Itachi-kun... Nada de mais...
Sasori: A sua cara de bravo Uchiha é simplesmente hilária...
Itachi: Não enche...
Sai: Sasori, relaxa, o Itachi não consegue ficar bravo por muito com a Hina... Mas você querer visitar a escola é estranho... Não me diga que veio aqui para...
Sasori: Sai, você continua rápido como sempre em sacar as coisas... Eu vim justamente para isso...
Sai: Como queira... Ela ficou mil vezes pior, acredite em mim...
Naruto: SASORI!
Vi o Naruto abrindo a porta e correr em direção ao Sasori... Este, conseguiu se desviar fazendo o Uzumaki bater a cabeça na parede....
Naruto: Dói.... Sasori, por que você desviou? Você não era assim...
Nesse momento, minha prima aparece na sala e corre em direção ao Naruto.
Shion: Naru-kun, você está bem? Nossa, tem um corte na testa, fica quietinho que eu já coloco um band-aid.
Sasori: Mas o que está ocorrendo aqui? Quem é essa Naruto? Sua prima?
Naruto: Não seu idiota! É minha namorada, prima da Hinata e do Neji!
Sasori: E cada vez mais me espanto... Jurava que você nunca arranjaria namorada direita...
Naruto: Cala a boca! Ai... Dói Shion...
Shion deu um beijo em cima do band-aid recém colocado no corte e disse:
Shion: Melhorou?
Naruto: Claro linda!
O sinal tocou... Me despedi de todos e fui caminhando em direção a sala... Estar com meus amigos era algo que me deixava feliz... Porém, não afastava o mal estar que eu estava sentindo... Um péssimo pressentimento de algo ruim... Eu esperava que isso passasse, mas pelo jeito não passou...
Sakura Pov's:
A vingança é um prato que se come frio e cru... Sempre me falaram essas palavras... Vi a Hyuuga saindo da sala de música acompanhada pelos amiguinhos... Eu, num canto, não fui notada... Isso me deixou satisfeita. Mas, algo me chamou a atenção. Vi um rapaz sair da sala de música. Ele era alto e tinha cabelos cor de fogo. Ele me lembrava alguém... Vai ver era o Gaara. Mas estranhamente o meu coração mostrava que algo estava errado. Não era o Gaara. Era alguém que eu conhecia. O problema é que eu não queria dar o braço a torcer e dizer que aquele que saia da sala junto de Sai e de outros era aquela pessoa.
...
Quando terminou o período das aulas, sai correndo. Fui até a esquina e esperei um van encostar. Kabuto me puxou para dentro e seguimos a rua principal. Depois de muito chacoalhar, chegamos ao velho galpão. O lugar, esquecido há muito tempo, caia aos pedaços e dava a impressão de estar abandonado. Descemos da van e ao adentrar o galpão, seguimos em direção a uma escada que dava acesso a um corredor subterrâneo. Andamos mais um pouco até chegarmos a um salão imenso com várias portas. Uma delas foi aberta e continuamos a andar. No final do corredor, mais um salão, dessa vez, com seis portas, todas nomeadas. Entrei naquela que continha o nome de Orochimaru. Kabuto se aproximou do homem e sussurrou algumas palavras... Este virou e me encarou... Sua cara era de uma cobra com cabelos negros.
Orochimaru: Uma mocinha linda como você... O que a traz aqui realmente? O que te leva a querer uma arma?
Sakura: Isso não te interessa. Kabuto deve ter dito o suficiente. Te dou o quanto achar necessário pela arma, mas o que eu vou fazer com ela não te interessa.
Orochimaru: Vejo que você, embora sendo uma mocinha com carinha de inocente, tem uma alma muito negra. Só tenho algumas considerações a fazer: se caso ocorrer da polícia te prender com essa arma, jamais diga onde ela foi adquirida. Se descobrirem, terei de me mudar para outro lugar e caso você não saiba, nós, antes de nos mudarmos, apagaremos qualquer evidência, inclusive a sua presença nesse mundo. Está avisada. Aqui está a sua arma.
Sakura: Não irei revelar se caso ocorrer minha prisão. Não sou assim. Foi bom fazer negócio com você e espero que você cumpra com a parte do acordo me cedendo munição e lugar para ficar depois do que eu fizer.
Orochimaru: Com certeza senhorita. Kabuto, leva a garota até a saída do galpão. E deixe-a num lugar em que não pareça nada suspeito.
Kabuto: Como quiser Orochimaru-san.
Hinata Pov’s:
Estranhamente tudo ocorreu bem. A rosada veio hoje, mas estava presa nos próprios pensamentos, não causando nenhum transtorno para a minha vida. Sasuke parecia absorto nos próprios pensamentos também... Depois do encontro no telhado onde ele forçou o beijo em mim, nunca mais ele tentou algo ou tentou se aproximar. Quando vou a casa dos Uchihas para passar a tarde com Itachi, Sasuke não dá as caras. Quando aparece, sobe correndo a escadaria, sumindo da nossa presença. Eu fico aliviada com isso. Lembrar que um dia eu estive apaixonada por ele, que nós chegamos a namorar e que depois ele rompeu comigo acreditando na palavra da rosada me entristece e me deixa um pouco irritada ao mesmo tempo... Eu estava viajando nos meus pensamentos quando Itachi me abraça por trás e dá um sopro perto do meu pescoço... Fiquei toda arrepiada...
Hinata: Quantas vezes eu já disse para você......
Fui silenciada com um beijo dele. Ele adora me tirar do sério e me calar com beijos... Assim eu não resisto e não consigo ficar brava com ele.
Itachi: Podemos ir para casa agora?
Hinata: H-hai...
Ele riu. Ele adora fazer isso. Me deixar envergonhada e totalmente sem graça. Continuamos a caminhar. Estávamos na porta de casa quando eu vi um vulto cor de rosa se deslocando atrás do muro e apontar algo em direção a Itachi. Percebi que era uma arma. Num rápido movimento, me joguei na frente dele e algo me atingiu no peito em cheio. Eu comecei a cair e vi o vulto sumir da minha linha de visão. Itachi gritava o meu nome mas eu não conseguia escutar. A última coisa que passou pela minha cabeça antes de eu apagar foi: Sakura.
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