Eternamente Apaixonados
5 Finalmente juntos
P.O.V. Lucy.
Eu estou de volta ao momento em que os meus pais me colocaram na Sword and Cross.
—Nós só queremos o seu bem e você sabe disso não é?
—Eu sei. Obrigada.
—Obrigada?
—Obrigada.
Eu desci e fui direto para a recepção. Deixei todas as minhas coisas com o Randy.
—Você é a primeira aluna a deixar as suas coisas sem protestar.
—Eu não to nem ai pra nada dessas coisas.
Eu vi a nova versão do Cam ser trazido por um policial e o Randy agradeceu enquanto o policial tirava as algemas dele.
—Você está ferrado garoto. Está de detenção.
Eu ri. Um anjo de detenção.
Antes de vir pra cá eu pesquisei sobre os anjos, as ordens, a hierarquia celestial e essas coisas todas, eu sabia que o Cam era um Serafim.
Mas, eu sabia que dentre todos os caídos o Daniel é que era o mais poderoso.
Eu peguei o meu horário e a vadia Sofia me mandou pegar um livro na sessão reservada, eu peguei o livro e me virei. Vi o Daniel dormindo pacificamente na cadeira, ouvi a caneta cair, mas eu não liguei.
Com cuidado, peguei a caneta do chão e escrevi num pedaço de papel.
—Também senti saudades. Com amor, L.
Eu deixei o bilhete bem do lado dele e sai.
P.O.V. Daniel.
Eu acordei e comecei a pegar as minhas coisas. Mas, no meio das coisas eu achei um bilhete.
Eu reconheceria aquela letra em qualquer lugar.
—Também senti saudades. Com amor, L.
—Lucy.
Guardei o bilhete no bolso e fui para a aula. Ela entrou e sorriu pra mim.
Sofia começou a falar da queda e de mim, então Luci fez a pergunta de um milhão de dólares:
—Com licença.
—Pois não?
—Suponhamos que tudo isso seja verdade. E se um anjo me atacasse, existe uma forma de matá-lo?
—O que?
—Existe um jeito, de um ser humano acabar com a raça de um anjo? Matá-lo. Uma lâmina, um veneno, sei lá. Qualquer coisa.
—Existe uma lenda de uma espada. A espada de Miguel, alguns acreditam que está escondida aqui na Terra, mas ninguém nunca conseguiu encontrar.
—Obrigado Senhorita Sophia.
Quando a aula acabou Luci foi direto para a biblioteca. Acho que ela leu todos os livros daquele lugar. Passou meses procurando.
—Merda!
—O que está procurando?
—Eu queria saber mais sobre a espada de Miguel.
—Tem um porão inteiro pra você procurar. Mas, não diga que eu contei.
—Obrigado Penn.
—Sabe o meu nome?
—Eu sei.
—Me encontre aqui hoje á noite.
P.O.V. Lucy.
Depois de meses procurando no meio de caixas e diários velhos, eu finalmente achei.
—Finalmente. Você já era sua vadia.
Eu consegui interpretar o mapa e a bendita da espada estava bem debaixo dos narizes deles. Estava aqui na Sword and Cross.
Quando ficou bem de noite, eu coloquei um moletom, tênis e saí pela janela. Usei um feitiço para não me estabacar e morrer.
Fui até o armário do zelador, peguei a pá. Quando estava saindo, o vigia quase me pegou. Quase.
Fui até embaixo da estátua de anjo ou o que sobrou dela, já que ela fez a estátua quase cair na minha cabeça e comecei a cavar. Então, eu finalmente bati em alguma coisa.
—Até que enfim.
Era uma caixa que apesar de ser antiga e de madeira estava inteirinha, haviam detalhes em dourado, umas palavras que eu acho que eram em língua de anjo e um belo dum cadeado.
—Alohomora.
O cadeado abriu, eu abri a caixa e lá estava. Reluzente, com cabo de ouro encrustado de jóias que eu nem sabia o nome e um rubi enorme. A lâmina era... brilhante, parecia que podia cortar qualquer coisa e vai ver que pode.
Eu saí do buraco com a caixa e a espada, voltei pro quarto e queimei o mapa.
P.O.V. Daniel.
Na manhã seguinte todos os alunos da Sword and Cross estavam perto do resto da estátua de anjo.
—Gente, o que tem de tão fascinante nos restos de uma estátua?
—Lucy, você não devia se aproximar de lá.
—Porque não? Porque a coisa quase caiu na minha cabeça?
Teimosa que só ela, ela foi até lá.
—É um buraco? Porque teria um buraco ai?
—Isso foi proposital.
—Proposital?
—Alguém cavou.
—Quem cavaria um buraco aqui e porque?
—É o que eu quero saber senhorita Price.
Fui até a piscina e ela estava lá. Ela emergiu e olhou pra mim.
—Até que enfim. Eu tava te esperando.
Eu entrei na água.
—Estava?
—Estava. Anjos tem super audição?
—Não.
—Anjos são oniscientes?
—Não. Porque todas essas perguntas?
—Não quero ser pega de surpresa, mas quero pegar um de surpresa.
—É mesmo?
—É. Você sabe lutar com espadas?
—Sei.
—Então me ensina.
—Porque?
—Preciso aprender.
—Porque?
—Você faz muitas perguntas. Felizmente, agora que encontramos uma brecha na maldição, eu tenho... um método eficiente para te distrair.
—E qual seria?
—Esse.
Ela pulou encima de mim e eu senti os lábios dela nos meus. Sua língua pediu passagem e eu concedi. Foi um beijo... quente. E quando terminou... ela ainda estava lá.
—Nossa!
—Não se preocupe Daniel, quando eu acabar... nós vamos poder fazer muito mais do que beijar.
—Acabar o que?
—Nós temos um inimigo dentro dessas paredes. E não é o inimigo que você pensa, mas ele vai ver só. Me subestimou agora vai ter que aguentar.
—Eu esperei ansiosamente por essa sua versão.
—Own, isso é fofo.
—E quem é o inimigo Lucy? É o Cam?
—Não. Não é o Cam. É alguém bem mais próximo de nós. Infelizmente, essa traição vai doer, vai doer fundo.
—Traição? De quem?
—Do inimigo.
—Quem é o inimigo Lucy?
—Não se preocupe. Ele está com os dias contados, eu mesma vou acabar com ele. É por isso que eu preciso aprender a usar uma espada.
Nos treinos de esgrima, ela lutou com perfeição. Toda vez que ela caia, ela se levantava rapidamente e começava de novo. Fazia todo tipo de pergunta para o professor.
Se seria diferente lutar com uma espada larga, ao invés de uma espada de treino, se poderia usar a força do oponente contra ele mesmo e como fazer isso. E a cada pergunta eu formulava uma descrição mental do oponente.
Mais forte que ela, porém mais baixo, que conhecia melhor a técnica.
—Ei Daniel! Acorda.
—Desculpe Gabe. O que foi?
—Em que planeta você está?
—No planeta Lucy, lógico.
—Quem será esse inimigo?
—Inimigo?
—É. Lucy disse que temos um inimigo que é alguém muito próximo de nós, mas ela não disse quem era.
—Nós?
—É. Ela lembra de mim. E... eu a beijei e ela sobreviveu.
—Como na Suíça em mil quatrocentos e pouco.
—Sim. A Lucy da Suíça, é essa Lucy.
—Cara, que piração.
—E eu que não sei. Ela está tão focada que está me assustando. Eu não sei quem é esse inimigo, mas... do jeito que a Lucy está falando, esse cara vai morrer.
—A Lucy matando alguém? É difícil imaginar.

Fale com o autor