Eternal Dragon

2 Estranhos acontecimentos


No monte Fuxi. Sobre o mesmo local que Wei Fang estivera anteriormente.

Enquanto Wei Fang caminhava pelo portão da cidade, uma coisa estranha acontecia no monte Fuxi.

....

O ar se tornou pesado, e a pressão espiritual irradiava sobre aquele jardim. Vestígios de enxofre e podridão começaram a entrar em atrito. Aquele jardim que antes permanecia esbelto, em um segundo se tornou inóspito e inundado por podridão. Todas as flores murcharam, e a madeira começou a se corroer.

.....

Sobre a lápide que o tio de Wei foi enterrado, algo estranho estava prestes a acontecer.

A terra começou a se remexer. E sobre o aglomerado de terra, uma mão emergiu.

O palmo era enrugado, e na sua extensão poderia ver invólucros em sua pele descascada, aonde até mesmo seus ossos poderiam ser vistos por esses buracos.

Depois da mão, foi a vez da cabeça. E em seguida, o seu corpo todo.

As roupas estavam em trapos, e a aparência daquela pessoa.. Bem... Era obviamente de um cadáver. Um cadáver de um velho.

E se Wei estivesse aqui, logo iria o reconhecer como o seu tio.

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Mas estranhamente... Algo estava fora.

O velho sorria perversamente, e sua língua roçava entre seus lábios enrugados.

— Sorte... Muita sorte! — O velho começou a gargalhar.

— Já faz tanto tempo... E parece que os céus não me abandonaram! — Seu sorriso se tornou frio. E outra coisa estranha estava acontecendo ao seu redor.

— Quem diria que eu encontraria um filho de Mhetos durante meu sono profundo.. —

— Já que eu acordei... Nada mais justo do que “agradecê-lo” por ter me acordado. — Novamente o velho gargalhou, e dessa vez sua risada poderia ser ouvida por todo o pico.

Então... O velho levantou seu punho para o alto. E de repente, o tempo ao seu redor parou.

Um vórtice enegrecido e borrado surgiu no alto do monte Fuxi. Ele começou a girar, girar, e girar. Sugando toda a energia para dentro dele. E após o tempo de algumas respirações... Ele sumiu.

Por outro lado o velho agora não era mais um velho. E também não possuía a aparência de Zhao Sidan.

Agora era um jovem garoto, de cabelos escuros e de olhos vermelho escarlate. Seus dentes eram afiados como navalha, e estranhamente ele possuía uma marca de vedação em seu ombro esquerdo. Pelo visto parte do seu poder estava selado. Mas pela pressão que ele exercia, provavelmente ainda poderia usufruir de uma esmagadora quantidade de poder.

— Estou indo te buscar, filho de Mhetos! E então... Terei minha vingança! — Logo após, ele desapareceu. Apenas sua imagem borrada poderia ser vista logo atrás.

Mas antes de desaparecer ele deu um último olhar para o cemitério, que antes mais parecia um jardim. Seu olhar era profundo e significativo, como se estivesse se despedindo do seu grande amor, ou de seu lar...

...

Cidade dos Nove Ventos. Primeiro distrito.

Após passar pelo portão enorme portão, Wei se deparou com uma grande movimentação.

Existiam milhares de pessoas constantemente vagando, e voando, pelo portão. A quantidade de caravanas era enorme, e as barracas posicionadas próximo ao portão também eram inúmeras.

Existiam muitas lojas e monumentos por perto, além de guarnições da cidade que passavam marchando apenas para patrulha.

O local todo era um total alvoroço. A conversa era como fogo ateado em palha, todo mundo poderia ouvir. E pelas suas expressões alegres, eles realmente não se importavam muito.

Caminhando pelo primeiro distrito Wei manteve um olhar atento por todo o percurso. O que gerou risadas e olhares de zombaria das pessoas que viram sua expressão de desconfiança.

Apesar de ser um distrito teoricamente “seguro”, seu pai adotivo sempre o ensinou a manter-se em vigilância. Mas essas pessoas nunca entenderiam, e realmente acharam muito divertido a expressão de desconfiança que o jovem fazia sempre que uma pessoa esbarrava com ele, ou passava conversando pela sua direção.

Seu tio poderia ter sido muitas coisas, mas “medroso” não era uma delas. Ele sempre ensinou dessa maneira para que seu filho nunca fosse enganado por ninguém.

Para algumas pessoas o primeiro distrito poderia ser denominado como um simples distrito de negócios. Mas para os ingênuos, era o distrito aonde poderiam perder todo o seu dinheiro.

E isso ficava evidente por onde Wei Fang passava. Discussões e brigas por causa de lojistas espertos que abusavam da falta de informação dos viajantes, era comum.

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Passando pelo primeiro distrito ele entrou em uma via mais humilde. Essa via levava para a Zona Baixa, e a quantidade de pessoas nessa via também era menor. Das poucas pessoas que viviam aqui, a maioria era formada por mortais, sem nenhuma base de cultivo.

Passando por muitas casas construídas á pedra e de outros minérios de baixo custo, a pobreza já era aparente.

Seu caminho todo o levou até uma ruela que consistia de vários becos interligados ao seu interior.

Nos becos haviam muitas pessoas conversando, algumas brigando, e outras claramente bêbadas, de Skruum. A bebida alcoólica local.

E o clima melancólico e briguento se seguia por todo o caminho.

....

As casas nesse lugar eram amontoadas uma acima da outra. E de baixo já não se podia enxergar o final das casas, já que se estendia por cima das nuvens.

Wei lembra que seu tio havia lhe contado que poderosos especialistas possuíam moradas acima das nuvens, e que as casas abaixo só serviam para aqueles com baixo nível de cultivo e nenhum método de vôo.

....

Após alguns minutos de caminhada.

Chegando finalmente em uma extremidade da ruela, ele parou em frente a uma casa.

A casa era como as outras do térreo. Simples, pobre, e caindo aos pedaços. Mas devido ao brilho no olhar do jovem quando olhava para aquela singela casa, era evidente que ele tinha grande afeto por ela.

— Cheguei... — Ele anunciou sorrindo. Mesmo sabendo que não havia ninguém para recebê-lo.

— Aonde deixei essa chave.. — Enquanto Wei Fang procurava a sua chave dentre seu robe, algo acontecia poucos metros dali.

Um velho sentado no meio-fio da viela, vestindo trapos e cheirando a mijo, era constantemente chutado por alguns homens no local.

O velho não mostrava reação, e tudo ­que fazia era suspirar. Em sua mão havia uma moeda de cobre, a qual ele constantemente mantinha pressionada entre seus dedos.

— Dê logo a moeda para o nosso irmão, seu velho idiota — Um homem de meia idade e aparência pobre berrou.

— Você não ouviu? São os impostos. Vá logo! — Outro de similar condição financeira, mas um pouco mais jovem, exclamou.

Um terceiro, outro homem de meia-idade, vestindo mantos de pele e seda e sorrindo friamente, apenas permaneceu parado. Enquanto seus “irmãos”, ou subordinados, importunavam o velho.

Wei pôde ouvir tudo. Apesar de não ter uma base de cultivo, ele não deixaria que intimidassem um pobre velho bem na sua frente. Já com os nervos á flor da pele, ele se virou. Em seguida caminhou tranquilamente até os rapazes.

— Movam suas bundas imundas para fora do meu quintal! — Ele gritou bem alto, encenando como se tivesse um enorme poder.

Os homens olharam assustados para ele. Com exceção do velho e do homem envolto no manto de seda.

— E quem é você para me ordenar a fazer algo? — Finalmente o homem de manto falou. Sua voz era áspera e continha uma certa dignidade.

— Essas roupas chamativas, esse cabelo ridículo... Eu sei quem você é — O homem continuou, e um sorriso arrogante poderia ser visto em sua face.

Naquele momento, Wei Fang entrou em caos, e suor frio começou a derramar de sua testa.

Parece que todo seu plano tinha caído por água abaixo. Mas ele não ia demonstrar fraqueza. Apertou seu lábios com seus dentes, bem forte. Fazendo o sangue escorrer. Em seguida, ele gritou bem alto.

— Foda-se !!! — Ele já estava próximo o suficiente do homem de manto, e agora não poderia recuar, moveu seu punho em velocidade constante, em direção ao rosto do sujeito.

O sujeito não recuou, pelo contrário. Com a palma aberta ele acolheu o soco.

Seu sorriso arrogante tomou conta de seu rosto no momento que o punho se chocou contra sua palma. O que aconteceu em seguida foi bem simples; o punho de Wei Fang se quebrou, como se estivesse se chocado contra uma imponente parede de ferro.

“Cultivador!” Wei pensou. Enquanto a dor o fazia estremecer, e recuar alguns passos.

— Cadê sua confiança agora? — O homem riu.

Wei mordia seus lábios, e não deixava nenhuma reminiscência de dor aparecer em seu rosto.

Mas no seu interior ele estava gritando. A dor é difícil de ser descrita, mas é como se um caminhão tivesse passado por cima de sua mão.

Após ver que o seu “irmão” tinha tudo sobre controle, os dois capangas começaram a rir, e zombar.

— Há Há Há Há, você é muito idiota mesmo. Achou que um simples mortal como você poderia fazer algo para meu Grande Bro? — O jovem em farrapos pobres zombou.

E foi seguido na zombaria pelo homem de meia-idade, o outro capanga.

— Há Há Há. È realmente muito cômico. Pensando bem, eu também lembro quem é você. Você é filho daquele bastardo da guarda que morreu há três anos atrás, não é? Como é o seu nome... Ah sim, alguma coisa feng. —

A sua risada provocativa se retumbava pela estreita viela.

As pessoas que moravam próximas dali já sabiam que alguma briga iria acontecer, e por isso, trancaram suas casas e fecharam suas janelas.

Simplesmente julgando pela vestes de seda do homem que comandava os dois capangas, era possível saber que ele era um cultivador.

E cultivadores não eram pessoas para serem provocadas de ânimo leve.

...

Wei não agüentava mais de dor, e a zombaria em seu ouvido era como uma agulha espetada diretamente em seu coração. Afinal, quem eles estavam chamando de bastardo era o seu amado tio.

— Não ousem falar do m-.. — Antes que Wei Fang pudesse terminar sua frase, o cultivador em mantos de seda avançou para cima dele. Ele se moveu em grande velocidade, e faltando apenas uma respiração de tempo para atingi-lo, uma coisa aconteceu.

O vento parou. Os pássaros pararam de se mover. E até mesmo os insetos ficaram paralisados.

Para não dizer nada das pessoas que estavam ali. Com exceção do velho, ninguém conseguia se mover.

O velho lançou uma expressão de nobreza. Sua calma e desinteresse, que antes reinava em seu semblante, parecia ter sido afetada por algo.

Ele se levantou, espatifou a poeira em seus trapos, e em seguida... Pronunciou algumas palavras.

— Quem lhe deu permissão? —

Foram simples palavras. Mas saindo da boca do velho continham um misterioso poder. Todos os três que haviam importunado o velho não conseguiam parar de tremer.

Havia até mesmo feito que o mais jovem dos capangas se borrasse todo, deixando um odor fresco de mijo vagando no ar.

O velho deu um passo e estendeu sua manga, em seguida, com um sorriso sarcástico no rosto, ele disse.

— Acho que preciso ensinar a vocês sobre boas maneiras. —

Bem... Depois dessa frase vários odores similares ao anterior podiam ser sentidos...

.....

Alguns momentos antes... No portão principal da cidade.

Um jovem de cabelos morenos caminhava calmamente em direção ao portão.

Ao seu lado, era uma enorme fila de pessoas que tentavam entrar no portão principal a pé, ou em caravanas.

Todos olharam para ele, alguns olharam em zombaria, e outros em preocupação.

— Será que esse pobre garoto sabe que todos que não podem voar devem entrar na fila? — Uma senhorita segurando um bebê no colo se pronunciou. Não conseguindo mais ver essa cena.

— Tanto faz. — O homem ao seu lado berrou, enquanto segurava seu braço com força.

— Não é da nossa conta — Ele amenizou um pouco o aperto, tentando persuadir a mulher.

Normalmente falando, esse homem era realmente um covarde. Mas sua mulher até agora nunca havia o contrariado, e por isso ele regia essa tirania.

Mas agora foi diferente.

Com seu bebê no colo, ela saiu da fila. Deixando o homem aturdido e claramente irritado.

Caminhando até o garoto, ela parou bem a sua frente.

— Pequeno. A única forma de entrar na cidade dos Nove Ventos é por essa fila. — A mulher apontou o dedo para a enorme fila que se prosseguia, até alcançar o final dela, no qual se localizava á vários quilômetros de distância, quase desaparecendo.

Com exceção do marido da mulher que constantemente gritava com ela, muitos pareciam estarem sentidos com esse gesto de bondade da moça, com quem ela nunca havia tido contato.

Mas era diferente com o jovem garoto. O qual parecia ser um garoto ingênuo com a aparência de dez anos de idade... Mas obviamente não era...

O garoto sorriu, e seus dentes afiados apareceram á mostra.

— Eu, Hong Dongyan, não preciso de ninguém para me informar o caminho! — Seu palmo prendeu o braço da mulher, a qual olhou atônita, sem entender o que estava acontecendo.

Sons de rachadura começaram a ecoar pelo local, e em apenas uma respiração de tempo, a mulher começou a gritar.

Todos olharam para o garoto, surpresos e confusos. E o marido da mulher investiu contra o, não importando se era uma criança ou não. Com sua espada empunhada ele tentou cortar a testa do garoto.

Até o momento que o homem se aproximou de onde eles estavam... A mulher já havia perdido a consciência. Hong Dongyan soltou seu palmo do braço dela, e ela desmoronou, se transformando em uma pilha de cinzas. O bebê que estava no seu colo, caiu, chorando, enquanto seu pai avançava contra o assassino de sua mãe.

Pode levar algum tempo para descrever, mas na verdade aconteceu tudo em um instante, e em seguida, quando a espada estava próxima de alojar no crânio de Hong, um bufo frio podia ser ouvido.

O homem que empunhava a espada de repente tremeu. Sua garganta havia sido cortada sem que ele ao menos percebesse.

O autor do bufo não era ninguém menos do que aquele garoto. Gotas de sangue caíram em seu rosto, e sobre o rosto do bebê também. A espada soltou sons de estalo e após alguns segundos também se transformou em cinzas.

Nesse momento todo mundo na fila estava de boca aberta e alarmados. Mães escondiam suas crianças e pais protegiam suas esposas. Muitos grunhidos de raiva poderiam ser ouvidos, mas ninguém ousava ser o primeiro a avançar contra o garoto.

A força que ele havia demonstrava era muito além do que essas pessoas poderiam esperar.

....

— Tão pouca essência espiritual... Droga, não serviu nem para aperitivo —. Hong Dongyan exclamou. Seu olhar varria pela multidão, e de repente, um sorriso faminto foi visto em seu rosto.

— Talvez vocês sejam mais apetitosos... —

No momento que ele estava prestes a avançar, sua expressão se tornou sombria.

Foi nesse exato momento que o velho havia paralisado o tempo naquela viela.

— Eeeeen? Então há realmente uma pessoa que cultiva o DAO do tempo como eu por aqui? — Apesar do controle ser ordinário, ainda é um DAO do tempo! —

— Acho que posso deixar o filho de Mhetos para outra hora. — Dito isso, ele desapareceu.

Se transformando em nada além de cinzas.

.....

No momento que Hong Dongyan desapareceu, uma guarnição, acompanhada pelos dois guardiões, já estava á caminho do local.

Um raio azul celeste se moveu com ainda mais velocidade que os outros, e ao chegar no local do ocorrido, o raio se dissipou. No lugar do raio estava um rapaz em uma túnica branca, que possuía cabelos acinzentados e olhos azuis resplandecentes. Além da sua aparência transmitir que sua idade dificilmente passava dos vinte.

A multidão, após perceber a chegada do rapaz, começou a se ajoelhar, e outros até riam de agradecimento e felicidade.

— Estamos salvos! —

— Eu conheço esse rosto.. Ele é o filho do senhor Lin, herdeiro da posição de lorde da cidade, e também neto do fundador! — Disse outro homem.

— Só a sua presença botou o desgraçado para correr! —

— Há Há Há Há —

— Fomos salvos pelo jovem mestre Li! Há Há Há Há! — Todos estavam muito felizes, e não fizeram nada para esconder isso.

O rapaz olhou de canto para eles, com um olhar arrogante e esnobe. Como se não desse a mínima para essas pessoas insignificantes.

— Calados — Após sua exclamação, todos os gritos de alegria e louvor se cessaram.

Então ele continuou.

— Quem fez isso? —

Nesse momento o resto da guarnição chegou, e após várias perguntas, os acontecimentos daqui foram esclarecidos.

— Interessante! — O jovem de cabelos cinzentos novamente se transformou em um raio azul celeste, e vagou em grande velocidade para o interior da cidade.

....

Quando Hong Dongyan havia mostrado seu poder temporal no monte Fuxi, ninguém havia detectado. Porém quando o velho mostrou esse poder dentro da cidade... Causou uma grande celeuma entre os poderosos especialistas

....

Nesse mesmo tempo, em outros lugares da cidade dos Nove Ventos.

No interior da cidade, especificamente no distrito militar, existia uma torre isolada.

No décimo andar dessa torre escura, havia uma janela que dava á um cômodo, ao qual podia se ver um vestígio de luz, bem fraco.

O cômodo estava totalmente escuro, e a única coisa que iluminava o local era uma única vela acesa, acesa na borda de uma mesa, ao qual um homem usava como apoio para escrever.

Esse homem era de aparência jovial, e consistia trajado em vestes negras imperiais. Se deleitava ao escrever, e em cima de sua mesa havia muitos papéis, organizados em várias pilhas. E a cada pincelada que o homem dava, não era necessário armazenar mais tinta ao seu pincel.

Parecia como se o pincel nunca sofresse com falta de tinta.

Seus cabelos negros eram longos, e pela sua aparência, de longe poderia parecer que ele era na verdade uma mulher.

No momento que o velho usou seu poder temporal, esse homem estremeceu. Seu pincel se quebrou , e a única vela que permanecia no local... Se apagou.

Após a escuridão predominar, uma voz maquiavélica retumbou pelo local.

— Um imperador? Intrigante, intrigante. — Foi tudo que o homem disse.

Este homem seria reconhecido por onde é que ele caminhasse, afinal ele era o comandante dos guardiões da cidade, segundo irmão do senhor Lin, e o terceiro e último filho do reverendo Dáfeng.

Yu Ley!

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Dentro do mesmo distrito, perto do campo de treinamento do regimento Tiāntǐ.

— Você só pode estar de brincadeira!!! — Que desgraça foi essa? — Um homem musculoso que estava treinando, berrou. Ele possuía um peculiar e explosivo temperamento, mas nesse momento...

Ele estava suando e claramente apático. Seus cabelos eram curtos e cinzentos, e sua armadura era excepcionalmente grande. Nela, havia talhado um símbolo de um urso, que representava a guarnição Tiāntǐ, a guarnição dos “homens fortes”.

Seus músculos eram como toras, e pelo seu ar selvagem, e tirano, era fácil saber quem ele era.

O primeiro irmão do senhor Lin, e segundo filho mais velho do reverendo Dáfeng.

O selvagem Wun Ley!

Mas toda sua selvageria foi extinta no momento que sentiu aquela aura.

E foi o mesmo com todos os poderosos especialistas na cidade que haviam sentido isso.

O mais curioso porém aconteceu em outro lugar. Na mansão ancestral dos Vento Nevado, e atual sede governamental do senhor da cidade. Senhor Lin.

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No meio da cidade, existia uma espécie de sítio, aonde não havia casas ou edificações.

Esse “sítio” era cercado por enormes muralhas, não tão grandes quanto as muralhas da cidade, mas muito mais luxuosas. Sendo constituídas de ouro puro e contendo diversificações de jóias, incluindo diamantes. Ao qual cobriam a muralha simplesmente como decoração.

Dentro, era tudo muito colorido. Havia cachoeiras, animais, e inúmeros jardins. No meio de tanta beleza havia uma mansão gloriosa. Era enorme, mas não ocupava tanto espaço naquele imenso lugar.

A mansão tinha vários andares, e guardas encouraçados em grandes armaduras como aquelas que os guardiões possuíam , mantinham-se em guarda em cada cômodo daquela mansão.

No lado de fora, e em riachos próximos, havia muitas crianças brincando — e muitas serventes cuidando dessas crianças — mulheres bonitas também eram vistas acompanhando alguns homens vistosos, vestidos em ternos luxuosos e exalando um ar nobre, e esnobe.

O lugar era muito elegante, e a guarda encouraçada também fazia algumas curtas escoltas por entre a propriedade, mas parecia que ninguém se importava, como se fosse padrão, algo normal.

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Dentro da mansão. No hall principal.

O interior era ainda mais luxuoso que o exterior. Jóias, esculturas de diamante e rubi, entre outras preciosidades, se encontravam aos montes por aqui.

Haviam muitas pessoas no interior do pátio, mas todas estavam caladas e em silêncio.

Apesar do interior do Hall já possuir guardas, cada uma dessas pessoas estava sendo seguidas por seus próprios guardas e subordinados.

Mas ninguém mostrou desrespeito aqui.

Sentados em várias cadeiras, eles permaneceram calados.

Um homem elegante, e com longos cabelos cinzas, calmamente bebia vinho em sua taça. Confortavelmente sentado em seu trono, no alto de uma escada, na extremidade elevada do pátio.

— Senhor Lin... — Um velho gorducho envolto em vestimentas de seda e fios traçados a ouro, quebrou o silêncio.

— Basta! — Com um simples gesto de mão do lorde da cidade, o homem se calou.

Senhor Lin então olhou para o alto. Ele não estava simplesmente olhando para o teto. Era como se ele pudesse enxergar por além das paredes, e por entre as estrelas.

Após, ele novamente endireitou seu olhar para os nobres que se aglomeravam em seu pátio.

— Não precisam se preocupar. O dono dessa aura é Doryo Dalu. Está tudo sobre controle. — Ele disse isso com a maior calma do mundo, mas interiormente ele também estava preocupado.

Todos os nobres abaixaram a cabeça e fizeram arcos com as mãos, para saudar o lorde da cidade, e após, saíram.

A sala se tornou vazia, e o único som que perambulava era o tilintar do senhor Lin bebendo em sua taça de vinho.

— Pai... O que o senhor vai fazer? — Sem prestar mais atenção no assunto, ele continuou a beber.

Notas finais
Voltando com o algoritmo de postagens semanais. Conforme eu veja que o público está gostando, eu posso aumentar a quantidade de capítulos semanais. Mas por enquanto é isso. Até mais galera!