Eterna paixão.
5 Nunca serei sua.
Me levantei da minha cama e troquei. Saí do quarto e desci as escadas com medo de encontrar ele. Dito e feito.
Ele estava sentado no sofá.
— Acordou donzela. Disse — Achei que tivesse morrido.
— Assim fosse. Disse indo para a sala de jantar.
Ele me colocou contra a parede.
— Me desculpa. Disse.
— Pelo que? O desafiei com o olhar.
— Do que viu ontem. Disse. — Quando se negou ontem para mim, Eu fiquei com raiva.
— E por isso fez aquilo? Perguntei confusa.
— Eu estava descontrolado, Eu queria você é ainda quero. Tentou me beijar.
Não deixei.
Ele acariciou meu rosto.
— Você ainda vai ser que essa pele macia que possui precisa de um toque masculino.
— Não o seu toque. Saí do seus braços.
— Nem pense em se deitar com outro. Disse ele com raiva.
— Não sei preocupe, não sou você.
Me sentei na mesa e logo ela veio. Me levantei na hora.
— Não vou tomar cafe feito por essa meretriz. Disse com raiva e indo até ela. Derubei a bandeja de sua mão.
Rodolfo veio até mim.
— Já não bastar ter feito tudo aquilo ontem e agora vai me obrigar a comer a comida que ela faz? Perguntei com raiva.
Ele olhou para ela.
— Saia. Pediu educado.
Ele me segurou pelos braços.
— Solte-me. Ordenei.
Ele me soltou e respirou fundo.
— Arrumarei outra para te servir. Disse ele.
— Está fazendo mais que sua obrigação.
Ele me fitou sério.
Saiu pela porta da sala e eu fui para a cozinha.
— Saia. Ordenei a ela.
— Srta. Elena me desculpe por ontem.
Não dei a mínima.
— Eu ordenei que saia, se ponha no seu lugar. A enfrentei.
Eu preparei com muito custo o meu cafe da manhã. Quase me queimei se não fosse uma mão feminina me salvar.
— Sou Severina sua nova empregada. Sorriu.
Sua pele mulata era encantadora.
Sorri.
— Obrigada por ter me salvado.
— De nada Sra. Disse ela sorrindo. — Sente-se irei te servir.
Me sentei na mesa da cozinha mesmo. Ela estranhou mais não falou nada.
— De onde vem? Perguntei.
— Eu procurava emprego e o Sr. Rodolfo me contratou. Sorriu. — O Sr. seu marido é muito bom.
— Só a aparência. Sorri. — Seremos ótimas amigas, quem sabe não passaearemos juntas
— Ser sua mucama Sra? Sorriu.
— Sim, Por que gostei muito de você. Sorri.
Ele apareceu.
— Vejo que gostou da Severina. Disse sorrindo.
— Eu gostei. Me levantei.
— Não precisa sair só por que cheguei.
Respirei fundo.
— Precisa sim, meu cafe não fará digestão olhando para você e pensando no que você fez ontem. Saí da cozinha.
Ele me segurou.
— Não me teste garota, só fiz aquilo por que se recusou a ser minha. Disse ele olhando para a minha boca.
Ele se aproximou e me beijou. No começo eu deixei mais as lembranças do que Ele fez ontem dominaram meus pensamentos.
Eu o empurrei.
— Não me beije mais. Ordenei. — Sua boca está infectada com o gosto das bocas de mulheres perdidas, você nunca mais me beije e nunca mais cheguei perto de mim. Eu o encarei. — Tenho nojo de você principalmente de onde você passa as noites.
Minha mãe sempre me disse que era para eu odiar as meretrizes. Eu fiquei com essa ideia na cabeça. Eu não as odeio até por que se elas nao deitam não comem.
Eu as compreendo com o seu jeito de vida, mais ter um marido que vai lá? Isso já é de mais para mim aceitar. Como poco ser dele se se não me respeita, nem na noite de núpcias que não teve.
Quando a noite surgiu eu saí do meu quarto. Severina me chamou para jantar.
Ela me serviu e Rosa serviu Rodolfo que estava com um copo de bebida em mãos.
Não me importei
— Estava ótimo o jantar Severina muito obrigada. Disse me levantando. — Agora vou para o meu quarto. Tenha uma boa noite. Disse sorrindo a ela.
Severina ficou feliz.
— De nada Sra. Sorriu
Entrei em meu quarto e antes de fechar ele entrou.
— Saia. Ordenei.
Ele fechou a porta e me colocou contra o guarda roupas
— É mau educado não dizer boa noite para marido. Disse ele com cheiro de bebida.
— O marido que mereça respeito.
Ele ficou bravo.
Ergueu meu vestido e colocou sua mão em minha parte íntima. Tudo isso antes que eu pudesse dizer algo.
— Saia. Pedi ofegante ao sentir o seu toque.
Ele mechia sua não. Ele gemia assim como eu.
— Meus Deus. Disse ele. — Quando vai deixar eu provar você? Perguntou para mim.
Não respondi. Ele me deitou na cama e continuou com sua mão em baixo se mim.
— Ela só está me esperando. Disse. — Não seja má com ambos de nós dois, seja minha.
Ele beijou minha boca e eu deixei.
Tirou uma parte do meu vestido me deixando de roupa íntima.
Ele beijava meu pescoço ferozmente. Seu corpo pedia pelo meu. Só que minhas memórias sempre surgiam.
— Saia. Eu o empurrei. — Sai do meu quarto agora. Ordenei
Ele me olho com raiva e saiu de cima de mim. Foi até a porta a abriu e pegou a chave para si.
— Devolva. Pedi.
— Não queria fazer isso, agora farei todas as noites. Disse ele saindo e deixando a porta aberta.
Troquei de roupa e me deitei. Eu escutei gemidos vindo do seu quarto. E a voz de Rosa chamando por ele
Eu fiquei prestando atenção e uma tensão sobre minha intimidade começou a surgir.
— Pare com isso. Disse me levantando e batendo a porta com força.
Foi ai que consegui dormir.
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