Eter-no
1 Entrelaço
Nossas duas mãos, naquela tarde, eram
um casal amante e primaveril,
dançando em amor tão forte e gentil,
enroscadas tanto quanto puderam.
Nossos lábios, naquela vez, souberam
que o paraíso nem sempre é anil
as vezes é intenso, as vezes, febril,
as vezes é como sempre quiseram.
Pintamos risos, dançando um abraço,
mudamos a ideia de tempo-espaço,
e ansiamos eternidade à cena.
Cantamos poemas de um só fonema,
nos quais tu eras meu pleno morfema,
naquela tarde, naquele entrelaço.
Nossas duas mãos, naquela tarde, eram
um casal amante e primaveril,
as vezes intenso, as vezes, febril,
mas sempre como sempre quiseram.
Fale com o autor