E.t.

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Meu nome é Leonardo Harley.

Tenho 14 anos de idade. Moro com meu pai e minha mãe. Bom eu acho que vai tudo bem com a família. Meu pai era gari, limpava as ruas da cidade onde morávamos, já minha mãe dava aula para criancinhas em uma creche.

Nós morávamos em uma cidadezinha em Portugal,tem poucos habitantes e é muito bonita. Tem uma estação de trem bem antiga e um pequeno centro da cidade. Na verdade lá você vai se sentir nos anos 50, com todas as casas abertas e as bicicletas das crianças na porta.

Era aluno da Legging school, e lá tinha muitos amigos adorava minha vida, não tínhamos muito dinheiro mas dava para sobreviver, pelo menos nós éramos felizes.

Um dia cheguei a escola e fui encontrar meu melhor amigo da época Leandro Carnadeiro, as pessoas nós éramos tão próximos que as pessoas falavam que nós podíamos até fazer uma dupla sertaneja. Imagina ‘’ Leandro e Leonardo’’ acho que iriamos ter muitas fãs, iriamos arrasar no mundo da música, só que não.

Leandro estava no pátio conversando com Terry di Ferreira e Ana Laura Colin outros dos nossos amigos.

— E ai galera. – falei assim que cheguei.

— Fala Leozinho. – Gritou Terry no meu ouvido.

— Bom dia Leo, como vai você e sua família? – Fala Ana Laura em um tom delicado e meigo.

-Vai muito bem Aninha, obrigado.

-Hummmmmm cês dois hein!! – falo uma professora que estava passando por lá nesse momento.

— Leo você acredita que vai lançar o novo jogo de Monges geinaicos. –falou Terry

— Serio, cara.

— Eu acho que vou indo. –Disse Ana saindo ainda com cara de desentendida.

— Estava doido para que laçasse, já vou começar a juntar dinheiro. –Falou Leandro

-Eu também, mas vou esperar eles abaixarem o preço primeiro. –Falei fazendo cara de responsável que cuida do seu dinheiro.

Todos caíram na gargalhada, a conversa estava indo bem até agora, mas por incrível que parece eles sempre lembrar de tocar no assunto que eu não quero falar.

-E ai Leo, seu pai ainda continua com aquele projeto de alienígenas? – Perguntou Terry.

-Continua sim. Por que?

-Nada não estradinho, só estava perguntando.

-Se vocês sabem que eu não gosto que perguntem. Por que ainda insistem?

-Porque nós queremos saber novidades, é. –Falou Leandro rindo.

Acabei estourando mas não falei nada simplesmente me virei e sai. Não é culpa minha que meu pai e obcecado por seres de outros mundos, ou se ele insiste em mandar para o governo de todos os países suas teorias e experiências loucas.

O que minha mãe acha disso? Ela simplesmente não fala nada deixa meu pai fazer o que ele quiser, pois ela diz para deixar as pessoas serem felizes do jeito delas, acho isso a maior verdade, pois o que adianta você seguir a opinião dos outros, assim você vai parar em lugar nenhum.

Chegando na sala fui sentar no meu lugar e logo a professora chegou e assim continuei até o final da aula. Assim que nos liberaram eu sai o mais de presa possível pois estava morrendo de fome e já sabendo que minha mãe ia fazer de almoço fui o mais de pressa possível para os braços da minha lasanha...

O almoço estava divino como sempre então assim que terminei subi para o meu quarto e fui mexer no computador vi que havia uma mensagem para mim então abri com a esperança que fosse algo interessante como o pessoal da produção de Monges geinaicos avisando que eu havia ganhado sua última promoção.

Não era nada disso era só minha tia Marcia avisando que vinha passar o fim de semana em minha casa, e que era para avisar minha mãe e meu pai.

Sabe minha mãe não gosta muito da tia Marcia mas elas simplesmente se suportam, e assim vão levando, o problema e que meu primo, filho da tia Marcia, o Iago Frernandes um chat0o e não se dá muito bem comigo, mas fazer o que?

O resto da semana passou muito rápido e no sábado de madrugada, mas quando eu falo de madrugada e cedo mesmo lá pras 3:30 Tia Marcia chegou com meu primo. Eles deixam as malas no meu quarto, eles iriam ficar lá e eu no quarto de visitas, pois da última vez eles viram um mosquitinho de nada e já ficaram com frescurite.

Tenho que admitir que gosto um pouco dessas visitas, pois minha tia sempre traz presentes então assim que troquei de roupa desci com eles pra sala já esperando minha lembrancinha.

-Bom vamos lá, aos presentes! – disse tia Marcia. – esse e seu meu sobrinho predileto Alberto (Sr. Harley), pra você Laura (Sra. Harley) e pra você Leozinho.

Quando minha tia falou Leozinho meu primo fez uma cara de nojo que me deu até vontade de rir. Depois de agradecer fui pro meu quarto e abri o embrulho:

-Meias fala sério! – falei baixinho pra ninguém ouvir.

Coloquei as meias no guarda roupa e voltei lá pra baixo, Tia Marcia estava contando a mesma piada de sempre:

-O que é uma velha sem relógio? – falou ela dando uma risadinha.

-Essa eu sei, eu sei! – gritava meu primo!

-Não benzinho deixa os outros responderem.

Nessa hora meus pais fizeram que não sabiam com a cabeça e Tia Marcia falou a resposta.

— Uma senhora. (SEM HORA)

Ninguém achou graça mas ficaram sorrindo com cara de paisagem, como se isso tivesse mudado algo na vida deles. Nessa hora meu pai me viu e falou:

-Venha cá, Léo temos uma novidade!

Fui e me sentei ao lado de minha mãe que estava sorrindo até as orelhas!

-Bom nós vamos aproveitar a reunia da família pra contar uma novidade...-começou meu pai -Havia mandado para o governo de muitos países minhas pesquisas sobre os seres de outro planeta, e o governo brasileiro me respondeu.

Ele terminou de falar e eu já sabia o que estava por vim, não era possível nós íamos nos mudar para o Brasil, não era possível, éramos tão felizes aqui! E meus amigos???

-Bom e como era esperado eles acharam muito interessantes e querem que eu vá trabalhar imediatamente em um laboratório no Acre. -Terminou com um sorriso no rosto.

Não estava acreditando na quilo, como assim íamos mudar imediatamente? Subi diretamente para meu quarto antes que ele falasse alguma outra coisa, e bati a porta.

Alguns minutos depois minha mãe bateu na porta do quarto:

-O que você quer? – falei com a voz irritada.

-Conversar! Posso entrar? – Depois que ela flou isso não respondi, então ela entrou e sentou na beirada da minha cama.

-Vai ser bom pra nós! Eu vou parar de trabalhar e vou passar mais tempo com você, vai ser bom pra nós eu juro. –Ela falou olhando pra mim com aqueles olhinhos de cachorrinho pidão.

— Mas e meus amigos?

-Você arruma outros lá, e afinal vamos passar mais tempo juntos! Em família, quem sabe você até me ensina a jogar aquele joguinho lá! Vamos passar por isso juntos! É o sonho do seu pai.

-Você promete? – perguntei levantando a cabeça pra olhar pra ela.

-Prometer o que meu filho? – ela perguntou

-Que vamos passar por essa mudança juntos?

-Mas é claro! – ela sorriu

Notas finais
Espero que gostem :)