E.t.
2 Mudanças
Duas semanas depois a casa já estava toda encaixotado à espera do caminhão, estavam todos lá até Tia Marcia que resolveu ficar para ajudar na mudança, meus amigos todos, até aqueles que eu pensava que não gostavam de mim Ana Laura Colin chorava ao lado das amigas, eu era seu melhor amigo não podia abandona-la assim do nada, senti um peso na consciência mas não podia fazer nada.
–Isso só pode ser brincadeira cara! -Chegou Leandro Carnadeiro perto de mim, meu melhor amigo, o mais fiel, meu primeiro amigo estava com os olhos marejando prestes a deixar umas lagrimas caírem. – Bem agora que íamos jogar Monges geinaicos juntos! Não tinha palavras pra responder ele, apenas lhe dei um abraço, até que minha mãe chegou e falou que tínhamos que ir se não íamos perder o voo.–Não fiquem assim meninos! –ela falou- vamos nos ver em breve, Leandro pode ir nos visitar assim que arrumavam a casa. Me despedi de todos, eu estava coma impressão que esse era o pior dia da minha vida, mas eu não sabia o que vinha pela frente, aliás nem queria saber pois o que mais essa mudança ao Brasil pode causar além de lagrimas e muita tristeza? Chegamos ao aeroporto e embarcamos. Não falei nada a viagem toda só virei pro lado e dormi. Quatro horas depois minha mãe me acorda, mas já estava de noite como sendo que saímos cedinho, olhei no relógio como já podiam ser 7 da noite eu dormi tão pouco. Ajeitei seu relógio pro fuso horário daqui enquanto dormia, acho que já vamos pousar. -Disse ela assim que viu minha cara de espanto. Pousamos e assim que saímos do avião um cara de terno preto apareceu para nos levar para a nova casa. Chegando lá fui conhecer toda a casa, meu pai até brigou comigo por eu não ter ajudado com as malas, mas a curiosidade quase me matou. A casa já era mobiliada nos só levamos o básico e o que queríamos. A sala era gigantesca como um sofá cinza gigante no centro, mas o que achei estranho foi que não tinha Tv, tinha só algo que parecia com uma barra de ferro em baixo do painel, mas pra que isso serve eu iria descobrir depois. Subi as escadas e me dei com um grande corredor, resolvi começar pela esquerda, na primeira porta tinha um quarto gigante com uma cama de casal e um guarda-roupa ocupando a parede toda e novamente uma barra de ferro, ignorei e abri o armário para ver o tamanha mas em na porta que eu abri tinha um banheiro, um banheiro dentro do armário muito original hein? Supus que seria o quarto dos meus pais, e estava certo. Na próxima porta havia outro banheiro só que muito maior, tinha uma banheira e um espelho do tamanho da parede, que por sinal eram verdes com quadradinhos brancos e verde-claro, um armário branco em baixo da pia tinha lugar para escova de dente, pente de cabelo toalhas entre outros. Passei para a próxima porta lá tinha tipo uma biblioteca com estantes, ainda vazias, pois meu pai ainda não havia organizados seus livros, além das estantes tinha lá um computador, que na minha opinião erra chiquérrimo, com um abajur para leitura. Passei para outro cômodo da casa que era o quarto de hóspedes, lá tinha um armário menor mas tinha, e novamente um banheiro dentro dele, simples mas tinha. A última porta era meu quarto, lá tinha uma cama encostada na parede com o forro azul, tinha uma estante com um notebook com uma luminária para estudos, encima da estante uma janela que dava para arvores, a casa toda dava para árvores, era como se fosse deserta no meio da mata, tinha um armário na parede e uma portinha que devia ser meu banheiro, novamente encontrei uma outra barra de ferro na parede a frente da minha cama. Sinceramente aquilo estava começando a me irritar, o que eram aquelas barras, que função tinham, ao pensar nisso sentei na minha cama que erra mole demais pro meu gosta, até que lembrei que havia comentado com minha tia que deve ter falado com minha mãe que eu era doido com uma cama de agua, descobri a cama todo e me dei de cara com um monte de agua isso só podia ser um sonho, até que vir pra cá não era tão ruim, aqui temos mais luxo. –Leo!!-Minha mãe gritou.–To indo! — gritei de volta para ela e desci as escadas. -Que foi?–Gostou do seu quarto? –Se eu gostei, aquilo e um sonho!–Meu filho agora os carregadores vão entrar para ajeitar nossas coisas então se você quiser ir dá uma voltinha para conhecer a cidade pode, mas e só ter cuidado ok? Nem a respondi, já fui saindo de casa. Meu pai nem percebeu que eu tinha saído de tão ocupado estava com seus livros. Fui andando em direção a uma pracinha onde tinha um caminhão de sorvete, bati a mão em meu bolso e achei uns trocadinhos que tinha esquecido dentro daquela calça, e fui comprar um sorvete. Nesse momento vi uma menina andando de capa e roupas pretas com um batom vermelho sangue com um crus fixo no pescoço, admito que me deu muito medo ela tem cara de não ser uma pessoa muito amigável, ela anda de um jeito como se estivesse com pressa mas com muita raiva de ter que chegar ao seu destino...Fiquei a observando...
–Seu sorvete cara – falou o sorveteiro para mim. Paguei meu sorvete e continuei andando em direção à um banco. Um certo tempo depois passou dois policiais perguntando se haviam visto uma menina de capa preta, decidi não falar, não sei se ela é uma assassina e depois vá a minha procura, existe tantas pessoas más nesse mundo.–Mãe chegue...–Demorou em filho! –falou meu pai segurando a escada em que minha mãe estava para ajeitar o lustre da sala.–Fui tomar sorvete, vou para meu quarto. Subi novamente a escada e fui para meu quarto e me deparei novamente com aquela barra de ferro, resolvi investigar já que não tinha nada para fazer, passei a mão por ela e achei alguns botões então apertei o primeiro e de repente surgi algo na parede que falou: –Seja bem-vindo Leonardo Harley ao portal TV NET GVP, qual canal gostaria de assistir? Simplesmente cai para traz, não era possível aquilo era uma televisão!–Disney Chanel, por favor! – falei para a Tv falante. A imagem na parede mudou e começou a passar Jessie até que ela falou novamente.–Para outros comandos é só falar! Sai correndo desci as escadas fui para sala onde meus pais ainda tentavam consertar o lustre e gritei:–Ligar! –como imaginava a Tv se auto ligou. – Globo por Favor! – gritei novamente e vi que estava passando o telejornal MGTV 2°ediçao.–Parece que já conheceu nossas novas televisões. – desse meu pai rindo.–Como? –perguntei.– As tecnologias estão evoluindo filho, vá se acostumando. Subi para meu quarto e fiquei vendo Tv até dormir. No outro dia cedo minha mãe me acorda falando:–Acorde meu filho, temos que ir à igreja!–Temos que ir aonde? – falei ainda sonolento.–À igreja para começarmos nossa nova vida bem e cheia de paz. Chegamos a igreja, assim que a missa começou meu celular apitou, todos da igreja olharam pra mim, que fiz cara de que também estava procurando de onde veio o barulho, depois que todos voltam a prestar atenção no padre falei com minha mãe.–É o Leandro, preciso responder à mensagem dele. Então ela me mandou ir lá fora pra não ser uma falta de respeito, então fui e liguei pra ele. A conversa você vai mesmo querer saber? Nós ficamos conversando sobre vídeo game e falei com ele sobre a casa nova principalmente a Tv, ele disse que estava doido para vir conhecer meu novo lar. Depois disso resolvi entrar de novo na igreja mas de longe vi que meu lugar foi ocupado por uma velinha que estava em pé ao meu lado, então decidi ficar num canto ali e esperar a missa acabar para encontrar meus pais, pois não queria chamar mais atenção, aquilo me deixou um pouco envergonhado, deveria ter colocado no silencioso mas... Fui para o fundo da igreja, nos últimos bancos lá tinham duas mulheres, uma estava prestando atenção na missa, já a outra parecia estar no mundo da lua, então resolvi puxar assunto:–Olá...–hãã...Tá falando comigo? me desculpa tava distraída. Oi, e ai? –Ela respondeu olhando pra mim.–E ai você vem sempre aqui? –Ok, tenho que concordar que essa foi horrível, tão ruim que até a outra mulher até olhou para mim, acho que ela deve ser mãe da garota, que parecia ser da minha idade. A garota estava vestindo uma calça jeans cinza com uma blusa de moletom feita de lã, com listras grossas rosa claro e branco, estava com o cabelo preso a um coque, que estava seguro por algo que parecia um lápis ou uma caneta não sei, deve ser. Ela usava um gloss rosa clarinho e brilhante na boca como se não quisesse que ninguém percebesse que estava usando maquiagem mas queria estar bonita. Reconheci ela imediatamente mas como?–Às vezes venho rezar aqui com minha mãe! E você? – Ela me respondeu rindo.–Não é a primeira vez que venho aqui. Mudei pra cá tem pouco tempo.–Acho que você vai gostar da cidade, ou não.–Por que ou não?–Sei lá...Não sei o que você acha sobre a cidade.–Mas como são as pessoas daqui?–Não posso julgar à ninguém aqui mas aconselho que fique atento, pois até as pessoas mais próximas podem ser o que você ouve dizer. Achei muito interessante o que ela falou, queria conversar mais com ela, até pensei em chama-la para tomar um sorvete na praça, mas então ouvi o padre disser amém.–Nós precisamos ir, antes de que eles apareçam! –Ouvi a mãe dela falar. Então sem eu perceber as duas saíram correndo da igreja, mas eu ao menos sabia o nome daquela garota. Então fui ao encontro dos meus pais que estavam conversando com outras pessoas. Quando chegamos em casa me atirei em minha cama e fiquei pensando no que aquela garota da igreja havia dito, e também ficava tentando descobrir o motivo delas terem saído daquele jeito na igreja. Cheguei as seguintes conclusões:1.Alguma delas deve estar com dor de barriga.2.Devem ter pensado que ia chover e não trouxeram guarda-chuva.3.Devem ter algum compromisso que até o momento estava esquecido. Mesmo tendo chegado a essas opções ainda acho que não é nenhuma delas, pois elas não pareciam doentes, nem o céu estava claro, e acho que se não fosse algo diferente elas teriam apenas se despedido. Fiquei pensando e me perguntei, por que não perguntei nem o nome dela agora essa coisa vai ficar me atormentando o resto do ano. Fiquei pensando então dormi.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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