Etérea

4 Capítulo 4 - Mudança


Notas iniciais
Heeeey, esse eu demorei para escrever. Super enrolada com a faculdade, quem tiver interesse eu adicionei uma imagem no primeiro capitulo de como é o Saci. Eu que desenhei, pintei e editei. Espero que gostem, enfim, aproveitem o capítulo. õ/

Passaram-se duas semanas desde a visita ao sítio da família Lupin, Luana ainda estava nervosa. Seu superior direto, o Agente Alfa da Asa Norte, ficara com uma pulga atrás da orelha sobre a falta de evidencias que ela havia conseguido. Selene passava de vez em quando para dar uma checada na garota que geralmente estava exausta de relatórios e procedimentos que tinha de preencher. Finalmente parecia que as medidas em relação ao assunto haviam sido esgotadas e morrera aquela investigação. Certamente não havia sido bom ter sido promovida.

Finalmente conseguiu respirar aliviada, preparou waffles cobertos com creme de avelã acompanhados de um copo de leite com canela. Estava na sua varanda de madeira comendo quando ouviu a campainha. Resmungou irritada, iriam interromper seu primeiro momento de paz depois de tanto tempo.

– Já vai! – Gritou apoiando o prato com a comida na mesa da sala e indo até a porta.

– Ah, Lu, quanto tempo. – Falou um jovem alto e incrivelmente magro, este é Demitri que estava acompanhado de uma jovem mais baixa que Luana de quadris largos e cabelo cor de fogo, essa é Tália. Os dois foram entrando e se fazendo em casa, a anfitriã não se incomodou com isso.

– Ai seus lindos, o que posso fazer por vocês? – Luana falou sentando no sofá após pegar seu prato de comida.

– Você pode fazer um desses para mim. – Tália falou apontando para a comida. – Mas viemos te ver para ver o que podemos fazer por você já que você vai se mudar. – Ela falou Puxando a amiga para a cozinha.

– Eu não vou me mudar. De onde você tirou essa idéia? – Luana falou com os olhos arregalados. – Ai deusa, já sei que coisa boa não vem. – Luana falou preparando um lanche para os amigos.

– Ué, como assim você não sabe que você tem até quinta para se mudar? – Demitri falou ascendendo um cigarro na janela perto delas.

– Ninguém me falou que eu tenho que me mudar. Gente, quinta é depois de amanhã, esse povo é louco ou o que? – Ela estava brava, colocou os pratos na mesa de centro e todos se sentaram nos sofás em volta. –Explica isso melhor Tália.

– Então, eu li uma papel na mesa do Alfa e perguntei o que era e ele me falou que era um pedido para realocação para unidade oficial da nova agente. Essa seria você, né? – A ruiva falou arqueando uma sobrancelha.

– Confere, mas eu não recebi nenhuma informação. – Luana falou tomando um gole do leite.

– Mas eu vi ele mandando enviar a carta. . .

– UMA CARTA?! AQUELE DESGRAÇADO ME MANDOU UMA CARTA?! PORQUE DEMONIOS ELE NÃO ME LIGA? – A jovem saiu bufando até a caixa de correio enquanto os outros dois estavam quase chorando de tanto rir da reação dela.

Na caixa de correio tinha umas três correspondências de propaganda e um envelope verde bandeira que era a cor do Ministério. Ela estava furiosa, pegou a carta e a abriu com raiva, dentro havia as informações necessária junto uma chave do local que ela iria se mudar. O local era no final da Asa Norte nas 700, Luana detestava a idéia de sair de sua casa para morar em residência do governo, mas nada podia ser feito. Voltou ainda com raiva para dentro.

– E ai? Quem quer me ajudar a empacotar? – Ela falou desencorajada, mas sabendo que não havia nada a ser feito.

– Ai, pode deixar que eu ajudo. É bom que só vamos levar suas roupas bonitas as suas roupas ruins eu já me livro delas. – Demitri falou saltitando e puxando a amiga para o quarto.

– Enquanto vocês fazem isso vou acender o nargui. – Tália falou indo até a varanda.

Consegui-se ouvir a bagunça que estava sendo feita no quarto e com a discussão sobre o que levar ou não. Primeiramente Demitri cansara e desceu trocando de lugar com Tália então Luana cansou. No final os amigos estavam brigando entre si sobre o que Luana devia ou não empacotar enquanto esta fumava na varanda. Nisso a noite caiu.

–Eu acho que a gente já escolheu coisa o suficiente, aliás, tem mais do que eu vou precisar. – Luana interrompeu a briga. – Eu quero saber é como vou fazer para carregar tudo para o local. – Ela olhou as caixas e mais caixas que estavam lá.

– Ah, a gente chama a galera que tem carro e vamos todo mundo com um pouquinho. – Tália falou. – É bom que é desculpa para juntar aquele sumidos.

– Amore, aí a gente já podia emendar num churrasco na sua casa nova. – Demitri falou carinhosamente.

– Ah, agora entendi essa toda boa disposição pra me ajudar a empacotar, aposto que até já visitaram o local. – Luana falou rindo.

– Mas vai ser legal e assim como você não atende o seu telefone a gente meio que já marcou com todo mundo, estamos só te avisando. – Tália falou com uma voz fofinha.

– Intimidade é uma merda. Mas de boa, a gente se vira. – Luana riu.

Estavam cansados, pediram pizza e comeram vendo TV, programas bobos que os faziam rir. Já era de madrugada quando os dois se foram, Luana se sentia bem com a presença deles mas ficou seria assim que o silêncio se instaurou na casa. Tinha algo muito mais sério a preocupando, uma agonia lhe abatia. Viu uma sombra se escondendo no corredor que leva para a escada, suspirou fundo e seguiu em sua direção.

. . .

Era quinta feira, começo de tarde, 5 carros estavam estacionados do lado de fora da casa da Luana. Ela abriu o portão e a garagem onde se espalhavam as caixas de mudanças. No primeiro carro que era da Selene foram as coisas do quarto: roupas, calçados, eletrônicos entre outros. No carro de Harley, em que Artie estava de carona, que era maior foram as coisas da sala de estar e de jantar. E o ultimo carro era a de Tália que foram as coisas mais delicadas da cozinha, como pratos, copos e outros vidros e porcelanas. Outro amigo deles que ficara de ir, Dante, falou que levaria uma amiga então encontrariam com eles na casa mais tarde. Alice não poderia ir porque estava em retiro de treinamento.

. . .

Chegaram ao local, a casa e o terreno era menor que os da casa de Luana mas era melhor para apenas uma pessoa morar. Tinha dois quartos, um banheiro, uma pequena sala em conjunto com a cozinha e um lavabo. Já era mobiliada apesar de ser com moveis bem antigos e simples. A bagunça de arrumar casa era incrível e mesmo assim em menos de duas horas tudo estava desempacotado e em seu devido lugar, o que fez com todos começassem a bagunça na churrasqueira que ficava no quintal. Logo colocaram carnes, frangos, pão de alho entre outros para assar. Artie cuidava das carnes enquanto Tália e Demitri faziam batidas, com e sem álcool. Harley, Selene e Luana estavam na mesinha do jardim jogando em portáteis e de tempos em tempos ajudavam com alguma coisa.

Logo Dante chegou, ele viera acompanhado de uma garota alta e magra, cabelos curtos e bem extrovertida. Trouxeram refrigerante e sucos. Eles se sentaram com as garotas e todos se amontoaram e começaram a conversar.

– Então Flora, que nome bonito o seu. – Tália falou já zoando da cara da novata no grupo. – Sua mãe era hippie quando ti teve? – Todos riam.

– Muito engraçada você, nunca tinha escutado essa. – A menina respondeu virando os olhos mas mantendo o bom humor.

– Tália, com esse nome você tem coragem de zoar com nome dos outros? – Artie falou aumentando a bagunça.

– Antes eu do que você, né? –A jovem rebateu.

– Nessa de nome zoado só eu que me salvo. – Luana completou fazendo com que todos olhassem para ela com raiva.

– Vish! Essa ta se achando demais. Isso não tá certo não. Quem vai cortar as asinhas dela? – Harley falou tirando a cara do jogo.

– Precisa não que essa daí é só papo. – Selene falou rindo. – Sabe o que eu acho? Que alguém ta afim de tomar um banho. – Agora o olhar dela era malicioso.

– É né, tá realmente precisando. – Artie, Selene se levantaram e pegaram a garota que só teve tempo de jogar fora a carteira e celular antes de ser jogada na piscina.

– Vocês são muito babacas! – Ela falou saindo da piscina encharcada, tirou a roupa e ficou só de biquíni. – Parem de rir não tem tanta graça. – Ela bufou.

– Ah, tem sim. E muita. – Tália ria descontroladamente.

– Ah é? – Ela correu atrás da garota e abraçou deixando ela toda molhada. – Você tem razão é muito engraçado mesmo. – Olhou para o resto dos amigos e saindo atrás deles, Demitri deu gritos finos enquanto Luana o abraçava já que fora o mais fácil de alcançar.

– Eu nem te fiz nada. Vai abraçar a Harley vai. – Ele falava afastando a menina e mesmo assim rindo.

Logo todos decidiram nadar, Flora foi a primeira a pular e logo Demitri, Tália, Artie e Dante seguiram, Luana que já estava molhada também entrara e a última foi Selene que ninguém se atreveu a tentar forçar entrar na piscina.

Festejaram enquanto faziam piadas uns sobres os outros e riram o tempo todo. Beberam e tiveram que controlar Demitri para que ele não tirasse a roupa e pulasse na piscina, como já havia feito antes. Dante ficou cansado e foi dormir numa rede e o resto começou a brincar de coisas bobas como verdade ou conseqüência, todos eram covardes e só escolhiam verdade, a parte boa era que Luana com seu poder de ler mentes se certificava de que ninguém trapaceasse. A noite foi longa e aos poucos as pessoas cansavam e iam embora. Selene, que iria passar a noite no local, terminou a noite ajudando Luana a jogar o lixo para fora, usaram apenas coisas descartáveis para que não tivessem que limpar nada.

. . .

Depois de se certificaram de que o local estava vazio e ninguém as vigiava Selene e Luana foram até a van e abriram a porta do bagageiro. Elas encararam o porta malas que estava lotado de eletrônicos e caixas.

– Pode sair meu bem – Selene falou com uma voz amável. – Rápido, que a gente não tem a noite toda.

Da escuridão do funda da van surgiu então um garoto de 11 anos de idade, baixinho e extremamente magro, apesar de o que realmente chamava a atenção era o fato dele ser um mestiço de humano e dragão. No rosto possuía escamas nas bochechas, olhos em fendas, chifres por todo o corpo e uma coloração preta arroxeada aonde possuía escamas.

– Humpf, vocês são muito malvadas, eu podia ouvir vocês se divertindo enquanto eu estava trancado aqui. – Ele falou fazendo biquinho.

– Eu fiz sua comida favorita, a gente pode virar a noite hoje jogando os seus jogos favoritos. Aposto que você consegue dar uma surra na Sel. – Luana falou dando um sorriso brincalhão. Ele sorriu em responda e se jogou em cima dela. – Você sabe que não é tão mais leve assim, né? Vai pro chão.

– Nem, me carrega ou eu saiu correndo pela vizinhança gritando. – Ele brincou com um sorriso peralta.

– Nem brinca seu pivete! – Selene falou dando um tapa na cabeça do menino. – Quer morrer? – Ela fez uma expressão de dor e preocupação.

– Eu só tava brincando, não fica brava comigo mana. – Ele fez cara de choro.

– Humpf, não to brava, mas se você fizesse isso eu juro que esqueceria que você é meu irmão e te matava de uma vez por todas. – Ela suspirou alto. – E sai do colo da Luana que você está muito mimado. Vamos entrar que eu vou te mostrar quem é que manda no vídeo game.

Entraram na casa, fecharam as cortinas e começaram a pequena festa particular com muita bagunça e animação. Lucca que era a sombra que espreitava a antiga casa de Luana se mudou junto com ela e sua existência estava cada vez mais eminente, o perigo de esconder um mestiço estava finalmente começando a apertar. Só podiam esperar que o último lugar para o Ministério procurar era bem em baixo de seu nariz.

Notas finais
De tempos em tempos eu devo postar desenhos meus nos capítulos para ilustrar ai eu aviso nas notas quando tiver algo novo. :3 Por favor comentem. õ/