Estágio

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Esta é DE LONGE a oneshot mais INDECENTE que eu já escrevi na vida. xDD
Não tenho pretensão nenhuma com essa fic. Ela foi escrita para fins de entretenimento ONLY. xD
Espero que gostem e comentem! ^^

Kai olhou para a gigante pilha de documentos sobre a mesa e suspirou, infeliz. Ao menos era sexta-feira, e ele poderia descansar ao fim do dia. Alguns amigos lhe haviam convidado para um happy hour assim que deixassem a empresa e ele não via a hora de sair pra beber. Eram estagiários assim como ele, por isso entendiam a necessidade de se fazer uma pausa durante a semana, uma pausa de todos aqueles trabalhos tediosos e complicados que ninguém queria fazer.

“Para isso servem os estagiários”, brincava um de seus colegas, Hiroto, filosofando sobre a profissão que tanto estressava Kai. “Servem pra fazer o trabalho sujo enquanto os superiores levam todo o crédito.”

O garoto não deixava de ter razão. Não havia um só chefe naquela maldita companhia que não se aproveitasse de seus estagiários. Era como um destino cruel reservado a cada um eles. Escutar gritos, humilhações e ofensas dos superiores, e ainda assim abaixar a cabeça e fazer todo o trabalho difícil.

Mesmo assim, Kai pensava, seus companheiros de trabalho tinham sorte. Porque apesar de possuírem chefes folgados ou mal-educados, no fim do dia, todos, incluindo esses mesmos chefes, só queriam esquecer a palavra “serviço” e sair o mais depressa dali.

Todos, menos o chefe de Kai.

Suzuki Akira era o maior workaholic que ele já havia conhecido. Um homem que prezava a eficiência acima de tudo e simplesmente abominava um trabalho mal feito. Kai concordava que a qualidade de um trabalho representasse a qualidade do profissional, em qualquer ramo que fosse, mas o sr. Suzuki simplesmente não lhe dava um segundo de folga! Eram gritos e reclamações dia após dia, e ele passava suas manhãs correndo feito doido pelo departamento financeiro da companhia Kotodama, atrás de números de contas, entregas, cópias de documentos, e até do café expresso do chefe, um total viciado em cafeína.

E o mais impressionante era o fato de Akira ser apenas seis anos mais velho que ele, mesmo agindo como um velho neurótico. Kai tinha acabado de completar 18 anos e já fazia um ano que trabalhava como subordinado do sr. Suzuki. Lembrava-se da primeira vez que o havia visto. Tinha ficado muito surpreso pois aparentavam a mesma idade. Poucas semanas depois já ficava claro que o fato de o chefe ser bem jovem não influenciava em nada na sua postura.

Assim, quando Kai olhou por cima das lentes de seus óculos para a enorme pilha de papéis a serem entregues ao seu superior naquela sexta, sentiu um certo calafrio percorrer seu corpo. Suspirou fundo, segurando as folhas com cuidado, e caminhou em direção à sala do chefe.

Bateu duas vezes, escutando um mal-humorado “Entre!” do outro lado do cômodo.

- Sr. Suzuki? — chamou relutante, empurrando a porta de leve, com receio de dar dois passos que fossem em direção à mesa do mesmo.

Os olhos negros, que segundos antes estavam voltados para a tela do computador, o encararam de forma assustadora e Kai viu que o chefe mordia o lábio inferior com força.

E aquilo não era nada bom.

Quando fazia isso era porque estava à beira de um colapso nervoso.

- Entre, garoto, entre! Vai ficar parado aí?! — berrou então, fazendo com que Kai se apressasse em sua direção, fechando a porta atrás de si.

- As planilhas precisam ser revisadas, senhor...

- E o que faz você pensar que eu tenho tempo pra isso agora? — o outro grunhiu em resposta, voltando os olhos para o computador. Akira tinha os cabelos descoloridos e um ar extremamente rude. E sempre que estava nervoso, pelo menos mais nervoso que o seu normal, mordia os lábios com força. Os cabelos bagunçados caindo-lhe pela testa e cobrindo parte de seus olhos davam a impressão de que ele não se importava muito com a aparência, apesar de se vestir impecavelmente, com seus ternos de businessman atarefado.

Kai odiava admitir que bem no fundo, o achava muito atraente. Se não fosse aquele temperamento dele, pensava de vez em quando, poderia até sentir certo prazer em ser seu subordinado.

- O que você ainda ta fazendo aí de pé? — despertou de seu devaneio com a pergunta mal-humorada. -Pode dar meia volta com essas planilhas!

- Sr. Suzuki, eu... — Kai respirou fundo, tomando coragem -... eu queria perguntar sobre minha promoção, já que estou aqui há algum tempo e completei 18 anos na semana passada, meu estágio já vai expirar...

O chefe o olhou de cima a baixo, com uma expressão séria e carrancuda.

- Você trabalha pra mim há um ano, não é?

- Sim, senhor.

- Acha que está pronto pra assumir as responsabilidades de um cargo fixo nessa empresa? — perguntou formalmente, os cotovelos apoiados sobre a mesa, enquanto mantinha os dedos das mãos cruzados diante de si. Naquela posição, Kai pensou que ele mais parecia um ditador, delegando tarefas para a ralé.

O moreno prendeu a respiração, achando seu olhar ainda mais intenso do que antes.

- Sim, senhor. Estou pronto. — respondeu, baixo, mas sem desviar o olhar. Percebeu um resquício de satisfação cruzar o olhar do chefe por um breve segundo.

- Muito bem. — o loiro respondeu, respirando fundo e voltando seu olhar para o computador. — Como você já deve saber, receberemos alguns auditores na semana que vem, por isso temos que deixar em ordem cada investimento, empréstimo ou aplicação feita pela Kotodama nesse semestre.

- Sim, senhor... — Kai, respondeu, ainda incerto sobre qual havia sido a resposta do chefe.

- Bem, eu quero começar esse serviço hoje. — Reita respondeu, o olhar fixo na tela. -E já que tem tanto interesse numa promoção, acho que devo começar a avaliá-lo desde já.

- Muito obrigado pela oportunidade, sr. Suzuki. — o moreno respondeu, apreensivo. — O que... exatamente o senhor quer que eu faça?

- Vai me auxiliar hoje após o expediente. — o loiro respondeu simplesmente. E aquilo soou como uma bomba caindo sobre a cabeça de Kai.

Ficar trabalhando depois do expediente na sexta-feira? Era um pesadelo! E se ele bem conhecia o chefe, era capaz que ele o obrigasse a passar a noite toda lá, até ver tudo terminado! Arrependeu-se no mesmo instante de ter tocado no assunto da promoção.

Passar a noite trabalhando com Suzuki Akira parecia um sacrifício grande demais.

Kai suspirou, repensando o que acabava de constatar. Ok, talvez não fosse tão ruim assim. E ele precisava mesmo provar que estava disposto a trabalhar duro pela empresa. O sr. Suzuki era um controlador maníaco por trabalho, mas era um homem justo.

Kai assentiu com a cabeça, fazendo uma reverência e deixou a sala, resignado.

Cerca de duas horas e meia já haviam se passado desde que os outros funcionários haviam deixado a empresa, e o quinto andar se encontrava totalmente deserto. Com exceção dos dois homens que trabalhavam arduamente em uma das últimas salas do corredor principal. Reita colocava uma lista interminável de números no sistema, digitando concentrado, enquanto Kai separava pilhas de documentos sobre sua mesa, por ordem de data e importância. Ele podia estar se divertindo com os amigos naquele momento, mas ao invés disso estava ali, fazendo aquela tarefa absurdamente entediante.

Olhou então para o chefe, que analisava com cuidado um dos recibos em suas mãos. Devia ser ainda mais estressante pra ele estar ali, com todas aquelas responsabilidades. Sua função na empresa Kotodama era de extrema importância, já que ele era encarregado da análise, planejamento e controle financeiro, e Kai sabia, trabalhando com ele durante todo aquele tempo, que o loiro se dedicava de corpo e alma ao que fazia.

Escutou o chefe bufando e o viu atirar a folha de papel sobre a mesa, levando uma das mãos até o pescoço, massageando o lugar. Ele parecia realmente exausto. Kai sentiu-se mal ao se dar conta de que o loiro também sacrificava sua sexta à noite estando ali. Continuou sua tarefa, vendo-o retirar o paletó, jogando-o num canto, para em seguida afrouxar a gravata, abrindo os dois primeiros botões da camisa. Estava tão acostumado em vê-lo sempre bem alinhado em seus ternos, que aquele simples ato o deixou levemente desconfortável. Akira, porém, parecia totalmente alheio ao seu desconforto, voltando os olhos para a tela do computador.

Kai continuou a observá-lo discretamente, sentindo-se ainda mais incomodado com o fato de achá-lo particularmente atraente vestido daquela forma. Tentou se livrar desses pensamentos, corando. Aquilo só o faria se desconcentrar de seu serviço e essa era a última coisa de que precisava.

Abaixou a cabeça, tentando focar sua atenção nos documentos que separava, mas não se conteve em dar mais uma olhada no chefe antes de prosseguir. Reita mordia o lábio inferior, encarando a tela a sua frente.

Era sexy demais.

- Acho que precisamos de uma pausa! — disse então, virando-se para Kai, que quase derrubou os papeis que segurava no susto. O moreno o encarou confuso, enquanto ele se levantava para encher sua xícara de café.

- Eu também faço pausas, sabia? — disse então, sério, como se tivesse lido os pensamentos do estagiário. Kai ficou envergonhado por aparentar surpresa, e imaginou que o chefe sabia muito bem da fama de viciado em trabalho que tinha por ali. Akira recostou-se em sua poltrona, levando a xícara aos lábios, enquanto o moreno prosseguia o serviço, sem encará-lo.

- Pode ir embora, se quiser. — afirmou, fazendo Kai levantar o olhar, mais surpreso ainda.

- Mas senhor...

- Nós já adiantamos bastante coisa, pode deixar aí que eu termino o resto.- continuou firme, olhando em seguida para a mesinha encostada na parede oposta. — Só me traga aquela pasta, sim?

Kai apressou-se a fazer o que lhe havia sido pedido, aproximando-se da cadeira do loiro por trás da mesa para lhe entregar o arquivo.

- Mas até que horas o senhor vai ficar aqui? — perguntou, vendo que o relógio já marcava quase nove horas.

- O quanto precisar. Estou acostumado. — Reita respondeu, abrindo um discreto sorriso. — Pode ir aproveitar o resto da noite.

Kai sentiu-se extremamente culpado de deixá-lo ali com todo aquele serviço estressante, principalmente após aquele gesto surpreendentemente amigável da parte dele.

- Eu posso ficar mais um pouco... — disse timidamente, ainda em pé diante dele. — Não ia mesmo sair hoje...- mentiu.

O loiro ergueu as sobrancelhas, parecendo surpreso. Colocou a xícara de volta à mesa, encarando-o.

- Não tem uma namorada te esperando?

Kai corou até a raiz dos cabelos, abaixando os olhos. Sentia-se absurdamente constrangido de ter aquele tipo de conversa com o chefe.

- Não... — respondeu baixo, o rosto queimando ainda mais ao ouvir uma risada contida vinda do loiro.

- Devo dizer que isso me surpreende...- falou, cruzando os braços informalmente, enquanto se recostava ainda mais sobre a poltrona. E Kai estava realmente pasmo de vê-lo daquela forma... agindo como uma pessoa normal. — Ficou com vergonha? — o loiro perguntou então, sorrindo, ao notar o enorme embaraço do estagiário.

- Eu...- olhou pra baixo, totalmente sem jeito. Jamais havia ficado tão embaraçado diante do chefe. Procurou rapidamente mudar de assunto. — ...o senhor quer que eu fique mais um tempo?

Reita se levantou, no rosto uma expressão mais séria. Aproximou-se do moreno, que instintivamente deu um passo pra trás, sentindo a borda da mesa bater em seu quadril.

- Se você diz que não tem nada mais interessante pra fazer... — o loiro falou então, encarando o estagiário de perto, enquanto apoiava uma das mãos na beirada da mesa atrás dele.

- Não, senhor. — Kai respondeu automaticamente, sentindo-se extremamente intimidado pelo chefe. De alguma maneira, seu tom de voz parecia ter mudado, e o moreno ficou visivelmente tenso com aquela proximidade. — Eu p-posso ficar... por quanto tempo precisar.

Akira o examinou de cima a baixo com seus olhos escuros e penetrantes, parecendo ponderar sobre o que o moreno lhe havia dito. Kai não ousou se mover durante os segundos em que era analisado pelo outro, e sem que percebesse, prendeu a respiração. O que estava havendo ali?

- E acha que pode fazer outro serviço pra mim... — o loiro disse, pousando a mão esquerda do outro lado da mesa, de forma que Kai ficasse encurralado. — ...além de me auxiliar com a contabilidade?

Reita o encarava novamente bem de perto, poucos centímetros separando seu rosto do de Kai, e o moreno sentiu um arrepio percorrer-lhe as costas. Engoliu em seco.

- Que... que tipo de serviço? — perguntou, tentando se manter calmo. Mas falhando miseravelmente ao notar como o chefe o mantinha “preso” à mesa naquela posição. Estava começando a ficar assustado.

- Um serviço pra maiores de 18 anos...- o loiro sussurrou em seu ouvido, levando sua mão direita até a coxa do estagiário, apertando-a de leve. — Você tem 18 anos, não tem?

- Sr. Suzuki! — Kai exclamou, levando ambas as mãos ao peito do outro, para afastá-lo. Aquilo realmente o havia pego de surpresa! O chefe sorriu maliciosamente, mantendo agora ambas as mãos firmes sobre o quadril do mais novo, impossibilitando-lhe de se mover. Empurrou-o em direção a mesa mais uma vez.

- Quer aquela promoção, não quer? — o loiro perguntou então, segurando o queixo do estagiário, que arregalou os olhos, estupefato. Kai sentiu o corpo do outro fazendo pressão sobre o seu, deixando-o completamente sem ação. Reita deslizou seus dedos pelos pescoço do mais novo, aproximando os lábios daquela região. — Não quer?

- S-sim, mas eu... — Kai gaguejou, estremecendo com o toque, um misto de medo e excitação tornando-o ainda mais suscetível àquele assédio. Não conseguiu conter um pequeno gemido ao sentir os lábios do outro roçando em seu pescoço daquela forma. Jamais imaginaria se encontrar em uma situação como aquela, justamente com seu chefe, que sempre havia parecido tão frio e distante.

Não poderia ter estado mais enganado a respeito dele. Fechou os olhos instintivamente, ao sentir beijos e lambidas se intensificando por seu pescoço e rosto, enquanto as mãos ágeis de Reita deslizavam por sua cintura, abrindo os botões de baixo de sua camisa.

Foi só quando sentiu o contato dos dedos do mais velho sobre seu estômago por baixo da roupa que percebeu pra onde aquilo parecia caminhar de fato. Tentou empurrar o chefe mais uma vez, sendo novamente contido pelo loiro, que segurou seus pulsos com força.

- Sr. Suzuki, por favor, não faça isso! — Kai pediu aflito, esforçando-se para se libertar do domínio do outro, que o puxou pra si com violência.

- Como é que eu posso te avaliar, se você não deixa? — o loiro perguntou sarcasticamente, mantendo os dois corpos colados, divertindo-se imensamente com o desespero do moreno. Kai não podia acreditar no que ouvia. Ele realmente estava propondo...

- Sr. Suzuki, por favor... — o moreno choramingou, ainda tentando se afastar, mas sendo guiado pelo chefe até sentir suas costas chocarem-se contra a parede atrás de si.

- Você vai fazer o que eu mandar, como um bom menino... — o chefe continuou, falando em seu ouvido, enquanto levava uma das mãos de Kai até seu peito, forçando-o a deslizar seus dedos até chegar ao seu baixo-ventre. — ...se quiser manter seu emprego, é claro.

O estagiário prendeu a respiração, sentindo-se extremamente envergonhado, principalmente ao perceber como o loiro já se encontrava visivelmente excitado sob seus dedos. Não acreditava no que estava acontecendo! E pior ainda, não acreditava que estava ficando igualmente excitado com aquela ameaça!

Tentou retirar sua mão, sentindo-se assustado e confuso, mais foi novamente prensado contra a parede pelo loiro, enquanto tinha os lábios tomados por ele. Gemeu dentro do beijo, incrivelmente surpreso com o ato tão íntimo. E com a constatação de que Reita beijava muito bem. Sentiu seu coração disparar, enquanto os lábios quentes e macios eram pressionados sobre os seus, e sem que percebesse, começou a retribuir, deixando-se levar pelo desejo reprimido que o afligia já há algum tempo.

Não demorou para que o mais velho percebesse o quanto o estagiário estava gostando do que estava acontecendo, por isso aproveitou para soltar seus pulsos e terminar de abrir sua camisa. O moreno gemeu ao sentir os dedos do outro sobre a pele sensível do seu abdômen, sentindo-a queimar com a excitação e a vergonha que o invadiam. O loiro se afastou então, separando o beijo e deixando Kai extremamente ofegante ainda encostado na parede.

- Vem aqui. — Reita disse, simplesmente, caminhando em direção a sua cadeira e se sentando, as costas inclinadas pra trás despreocupadamente. E Kai ficou chocado ao perceber que ele se tocava indiscretamente por cima da calça, desafivelando o cinto com uma das mãos. Sentiu o rosto arder enquanto se aproximava receoso. Definitivamente, não devia estar fazendo aquilo...

- Sr. Suzuki, eu não posso fazer isso... — começou timidamente, parando em pé bem diante do chefe, mas suas palavras foram silenciadas por um gemido baixo que deixou seus lábios ao sentir as mãos do outro puxando seus quadris de forma possessiva.

- Eu já disse que você vai fazer exatamente o que eu mandar, e eu não vou mais repetir. — o chefe disse então, autoritário, e o moreno estremeceu com seu tom de voz. Sempre tivera um certo medo dele, e agora percebia envergonhado que esse mesmo medo o estava deixando excitado bem rápido.

- Vem, quero você aqui. — Reita continuou, puxando-o então em direção ao próprio colo.

Kai arfou assustado, sentindo-se incapaz de lutar contra o que lhe era imposto, as mãos firmes do chefe lhe guiando, forçando-o a separar as pernas, para em seguida sentar em seu colo, de frente pra ele. Apoiava os joelhos sobre a poltrona, ainda tentando manter uma certa distancia entre os corpos, mas sua respiração descompassada entregava por completo seu estado de excitação.

- Você também quer muito isso, não é? — o loiro sorriu, percebendo como o garoto estava tenso naquela posição, como se tentasse controlar desesperadamente o que sentia. Sabia que Kai tinha medo dele e que aquele medo se misturava agora a algo mais, a uma vontade reprimida de se entregar a ele, de fazer o que ele quisesse, sem questionar. Reita sabia desse seu efeito de dominação sobre as pessoas. E era assim que gostava.

O moreno gemeu em resposta, movendo os quadris instintivamente, para dar lugar a um ofego aflito quando sentiu o enorme volume do outro debaixo de si. Kai então pousou as mãos sobre o peito do chefe, pela primeira vez olhando-o diretamente nos olhos. E ele tinha os olhos mais sedutores que já havia visto, um olhar profundo e intimidante, que o fez se arrepiar.

Viu-o sorrir malicioso, como se soubesse exatamente no que ele pensava. Reita segurou-o mais uma vez pelo pulso, fazendo-o deslizar a mão sobre sua calça semi-aberta. Kai ofegou, massageando-o timidamente por cima da roupa, não muito certo do que fazia, enquanto a voz rouca em seu ouvido lhe incentivava.

- Isso, assim....ahh... bom menino... — o moreno sentia o membro do mais velho crescendo em sua mão a medida em que o apertava e massageava com mais força sobre a roupa, e os grunhidos de Reita o estavam deixando ainda mais desconcertado. Devia parar aquilo, não podia deixar que o outro se aproveitasse dele daquela maneira... Não era certo que seu próprio chefe fizesse aquilo com ele! Sua mente lhe dizia que devia parar, independente do que seu corpo desejasse. Em meio a esses pensamentos de culpa, sentiu as mãos firmes de Reita segurando sua cintura, incitando-o a mover o quadril sobre sua ereção de maneira obscena.

Kai gemeu envergonhado pela situação em que se encontrava, mas não teve coragem de dizer uma palavra que fosse, limitando-se a acatar o que o outro lhe obrigava a fazer, as mãos apoiadas agora nos ombros do mais velho. Estava começando a sentir sua própria ereção doer dentro da calça, e a fricção o estava deixando louco, à medida em que ele se movia sobre o colo do chefe. Após alguns minutos nessa posição torturante, sentiu as mãos do loiro sobre suas coxas, parando o que ele fazia, e antes que pudesse entender o porque daquilo, ouviu a ordem, vinda sem cerimônias.

- Agora fica de joelhos e me chupa. — Reita disse, sorrindo de canto enquanto fazia o estagiário descer de seu colo. — Quero ver o que essa boquinha consegue fazer.

Kai arregalou os olhos, não acreditando no que ouvia, constatando, chocado, que o loiro falava muito sério.

- Sr. Suzuki, por favor... — iniciou, apreensivo, tendo ímpetos de sair correndo dali. Não podia ir em frente com aquilo. — Por favor, eu não posso...

- E perder seu emprego você pode? — Reita sorriu, ciente de que estava jogando sujo. Era muito divertido brincar com aquele garoto. Além do mais, aquele estagiário era gostosinho demais pra deixar escapar.

- N-não, senhor! — o mais novo respondeu, aflito. Realmente precisava daquele serviço. — Por favor, não me despeça, sr. Suzuki!

- Então prove que é um bom funcionário... — o loiro respondeu cínico, voltando a sentar em sua poltrona, as pernas separadas. — De joelhos.

Kai se aproximou do chefe, não acreditando no que fazia. Não acreditando que estava sendo ameaçado daquela maneira! Queria contestar, dizer que o loiro não podia fazer aquilo, que estavam num ambiente de trabalho! Mas no fundo, realmente tinha receio de como o mais velho poderia reagir caso se negasse a fazer o que ele mandava.

Não queria admitir, mas tinha medo do chefe, e realmente não era capaz de dizer não a ele. Fechou os olhos, profundamente envergonhado, enquanto se abaixava, se posicionando de joelhos.

- Não me diga que nunca fez isso antes... — o loiro riu, segurando Kai pelo queixo, forçando-o a olhar pra cima, o rosto queimando. — Porque eu tenho certeza que já fez...

Kai não respondeu, sentindo a respiração falhar. Viu quando Reita usou a outra mão para descer o ziper da calça, descendo em seguida a roupa de baixo, de forma que seu membro já parcialmente ereto ficasse bem visível para o garoto a sua frente. O moreno sentiu o corpo todo estremecer com a visão, e ofegou aflito. Estava muito envergonhado. Queria dizer não, mas não encontrava forças. Não com a imagem do próprio chefe ficando excitado diante dele. Vamos lá, faz direitinho... — o loiro disse então, levando o próprio membro até a boca do mais novo.

Kai então se desesperou, fechando os olhos aflito, sentindo a ponta do membro do loiro roçando seus lábios cerrados. Apertou os olhos fechados, virando o rosto, constrangido, sentindo toda a extensão do maior deslizando sobre sua bochecha. Gemeu baixo com o contato, ao perceber como mais velho estava ficando rígido muito rápido.

- Não vai deixar, huh? Vai ficar provocando? — Reita riu, continuando a esfregar o membro contra o rosto do garoto, e em volta de seus lábios. — Abre a boquinha, abre...

Kai sentiu um arrepio percorrer seu corpo todo ao ouvir aquelas palavras, mantendo ainda a boca fechada e o rosto meio virado. Foi quando sentiu a glande meio úmida deslizando sobre seu lábio inferior, contornando-o devagar.

- Não... eu não posso... — Kai ofegou entre dentes, sentindo o ar faltar. O chefe então se levantou, parecendo impaciente, ficando de frente para o moreno, que não ousou olhar pra cima.

Kai sentiu a mão direita do chefe em seus cabelos, e um puxão forte o obrigou a erguer os olhos, o pescoço curvado pra trás. Separou um pouco os lábios, tomando ar, enquanto o loiro levava mais uma vez sua ereção de encontro a boca dele.

- Abre! — Reita disse, autoritário, dando uma batidinha no rosto do estagiário com o membro já quase ereto. — Eu sei que você quer experimentar isso aqui faz tempo.

Kai gemeu muito baixo com o toque, sentindo o som daquelas palavras tão rudes invadir seu interior, deixando-o entorpecido. Separou os lábios, deslizando a ponta da língua pela glande, timidamente. Sentiu o gosto do mais velho, o que fez seu baixo-ventre pulsar involuntariamente.

Mas ainda sentia algum receio, limitando-se a lamber a ponta do membro do loiro devagarzinho.

O chefe gemeu sensualmente, grunhindo, enquanto continuava a puxar os cabelos de Kai em direção aos seus quadris.

- Coloca tudo... — o loiro exigiu em tom sério, empurrando a cabeça do mais novo em direção ao seu membro, forçando o estagiário a abrir a boca ao máximo. O moreno sentiu o ar faltar, empurrando as coxas do chefe com as mãos, tentando se afastar em vão. Ele era muito grande, sentia toda a extensão invadindo sua boca, chegando quase até a garganta. Reita o segurou por alguns segundos naquela posição, retirando-se de dentro dele em seguida, com um ofego. Kai tossiu, sentindo a saliva escorrer pelo canto da boca, puxando o ar pra dentro de seus pulmões.

- Sr. Suzuki... — choramingou, mas antes que pudesse dizer algo, o loiro o fez engolir seu membro novamente, movimentando-o pra dentro e pra fora com rapidez.

- Eu não disse que você podia falar, disse? — o mais velho perguntou, num tom sério. Kai sentia o membro quente invadindo sua boca, e aquilo o estava inebriando. Fechou os olhos, não querendo pensar sobre o que fazia, sentindo o ar faltar. Assustou-se então com o pensamento que cruzou sua mente, independente de seus esforços pra se manter são. O chefe era muito gostoso, ele queria chupá-lo todinho, fazer ele gemer bastante com aquela voz sexy e mandona. Sim, ele queria muito. Não sabia de onde vinha aquele desejo, mas não conseguia se segurar.

- Até que você engole bem, Kai-chan. — sentiu os cabelos sendo puxados pra trás mais uma vez, enquanto o loiro, ainda de pé, o olhava malicioso. — Mas não foi isso que eu mandei você fazer, foi?

O moreno ofegou, os lábios molhados entreabertos.

- Foi? — Reita perguntou mais uma vez, quase gritando, segurando o queixo do estagiário com a mão que antes puxava seus cabelos.

- Não, senhor... — Kai respondeu, ainda com dificuldade pra respirar.

- O que eu mandei você fazer?

- O senhor mandou que eu... chupasse... -o moreno disse baixo, quase num sussurro, como se não quisesse que o outro o ouvisse. Reita ainda segurava seu queixo, encarando-o de cima.

- Então por que ainda não começou? — o loiro soltou o rosto do mais novo bruscamente, desabotoando agora a camisa, e afrouxando mais a gravata.

- Me desculpe, sr. Suzuki. — o moreno respondeu, extremamente excitado com a ordem, segurando o membro do chefe com uma das mãos, enquanto deslizava a língua por toda a extensão, chupando de leve os lados enquanto o fazia. Sugou então a glande, levando o membro pra dentro da boca até a metade, de forma que pudesse continuar o que fazia enquanto o segurava firme. Reita gemeu, ficando maior ainda entre os lábios do moreno, que foi forçado a retirá-lo antes de perder o ar novamente.

Kai levou então a língua até a base, chegando aos testículos, massageando-os com a outra mão, enquanto lambia a área com bastante vontade. O loiro gemeu com a visão, sentindo um chupão forte onde segundos antes os dedos delicados do estagiário se ocupavam em massageá-lo.

Reita ficou impressionado com a habilidade do garoto, sorrindo internamente. Tinha certeza de que ele não era nenhum santinho como parecia, e tinha certeza de que bastaria uma oportunidade como aquela para fazê-lo mostrar isso.

E como ele mostrava! Kai chupava com força o membro ereto do chefe, segurando-o firme entre os lábios, massageando-o com a língua, engolindo-o quase inteiro. O moreno só se afastou após vários minutos, ao sentir o pré-gozo do chefe em seus lábios molhados de saliva, aproveitando o momento para respirar.

- Eu sabia que você chupava igual a uma puta. — Reita disse então, meio ofegante, o membro já latejando. Kai permanecia de joelhos, esperando pelas instruções do chefe. Queria sugar até a última gota de dentro dele, mas só o faria quando o loiro deixasse. Nunca havia sentido tanto tesão na vida. Levou uma das mãos ao próprio membro preso dentro da calça, e gemeu com a fricção que seus dedos causaram ali. Ele seria capaz de gozar só de ficar chupando o loiro daquele jeito, tão excitado estava. Mal se reconhecia.

- Agora chupa até o fim, vadia. — Reita disse então, fazendo o mais novo engolir seu membro novamente, empurrando-o agora até que a glande tocasse a garganta do estagiário. Kai tentou se afastar, pois estava literalmente sem ar, mas o loiro segurava sua cabeça com as duas mãos agora, mantendo-o onde estava. Kai gemeu em desespero, sentindo o corpo todo se retesar. O loiro então o soltou, fazendo-o tossir várias vezes.

- Agora abre a boquinha pra mim, abre... — o chefe pediu, sorrindo, se masturbando diante do moreno, que abriu a boca de forma indecente, parecendo faminto. Reita fez mais alguns movimentos com as mãos e em poucos segundos, jatos fortes de sêmen preenchiam a boca do mais novo, que deixou uma pequena quantidade escorrer por seus lábios e seu queixo.

O loiro respirava pesado, continuando os movimentos com a mão, agora mais lentos. Kai voltou seus lábios para o membro ainda duro do mais velho, lambendo e sugando o esperma que ainda se encontrava ali.

Reita grunhiu extasiado, deixando-se cair na poltrona.

- Ah, garoto gostoso... — disse então, os olhos fechados, a mão direita ainda se movendo sobre o membro. Kai se manteve de joelhos, sentindo a própria ereção aumentar ainda mais com a imagem diante de si. Começava a sentir dor em seu baixo-ventre.

- Quer mais alguma coisa de mim, sr. Suzuki? — perguntou então, a voz soando mais pedinte do que ele pretendia. Não conseguia evitar nem entender, queria que o loiro mandasse nele, abusasse dele o quanto quisesse.

Reita sorriu, parecendo imensamente satisfeito com a pergunta. Se livrou totalmente da calça e da roupa de baixo, fazendo com que Kai se levantasse diante dele. Manteve as pernas separadas para que o garoto se encaixasse entre elas.

- Tira. — disse, secamente, apontando para a calça do estagiário. — Eu quero ver.

Kai mordeu o lábio inferior, levando a mão direita até o zíper da calça, descendo-o devagar, enquanto a desabotoava com a esquerda. Fez a peça escorregar por suas coxas, até chegar ao chão, sob o olhar atento do chefe.

Gemeu alto ao sentir de repente a mão do loiro sobre seu membro ainda coberto, apertando-o com certa força; sorrindo ao notar a situação em que o garoto se encontrava.

- Ta doido pra ser comido, não ta? — falou, ainda o segurando firme. Kai gemeu mais uma vez em resposta, quase pedindo para que o chefe o soltasse, tão dolorido estava. Mas não precisou, já que segundos depois, o mais velho o largava, virando-o de costas pra ele com um safanão. O moreno não ousou olhar pra trás, sentindo que Reita se levantava por trás dele. Kai estremeceu, sentindo os dedos do loiro sobre suas coxas agora desnudas, enquanto os lábios dele deslizavam sobre seu pescoço.

- Mas você vai gozar só quando eu mandar... — sussurrou então no ouvido de Kai, fazendo-o estremecer. Sentiu uma forte fisgada em seu membro, só de ouvir as palavras do mais velho, que o incitava esfregando seu quadril no dele. Não conteve um gemido, jogando a cabeça pra trás, deixando o pescoço ainda mais exposto ao loiro, que levou então uma das mãos à sua garganta, apertando de leve.

- Se você gozar agora, vai se arrepender... — Reita continuou, com a mesma voz dominadora de antes, e Kai sentiu a respiração falhar, o ar deixando seus pulmões. Mas aquele ato só o fazia se sentir ainda mais submisso, e conseqüentemente, mais excitado que antes. Os dedos do chefe continuaram envolvendo seu pescoço, fazendo-o arfar em busca de ar, até sentir seu corpo se retesando quando o loiro o prensou de frente para a mesa diante deles.

Kai grunhiu com o impacto que aquele ato teve sobre seu membro já muito rígido, tentando finalmente se soltar do domínio do outro, levando ambas as mãos sobre o braço do mais velho, enquanto buscava livrar seu pescoço. Sentia o calor vindo do corpo atrás de si, como se estivesse em brasas, elevando sua própria temperatura com a proximidade. Kai nunca havia sentido algo tão intenso, cravando inconscientemente as unhas sobre o braço do chefe. Queria e não queria que o loiro o soltasse.

Mas o ato só fez com que Reita aumentasse a força com que o segurava, apertando ainda mais seu pescoço, fazendo-o gemer abafado. O moreno começou então a sufocar, percebendo atônito o que o chefe fazia. Nunca havia experimentado asfixia erótica antes, e a sensação era um misto de desespero e intenso prazer. Tão intenso que o mais novo começou a sentir espasmos em seu membro, lágrimas escorrendo por seu rosto involuntariamente. Nunca tinha experimentado nada tão forte. Reita deslizou então a mão livre de seu quadril para a parte interna de suas coxas, segurando seu membro com a mesma força com que segurava seu pescoço.

E Kai pensou que fosse explodir naquele exato momento, o polegar do mais velho pressionando a abertura da glande sem dó, enquanto ele beijava sua nuca, parecendo faminto.

- S-sr. Suzuki... — gemeu entrecortado, com enorme dificuldade. Só então, seu pescoço foi liberto, fazendo com que o moreno praticamente gritasse, sem saber se de alívio ou de tesão.

Kai arfava de forma aflita, as mãos agora apoiadas sobre a mesa, tentando recobrar a respiração. Mas seu esforço foi em vão, ao sentir Reita separando suas pernas com violência.

- Você geme gostoso...- ouviu o chefe sussurrar em seu ouvido, forçando-o a apoiar os cotovelos sobre a mesa, os quadris empinados na direção dele. — Eu quero ouvir mais. — continuou, apertando o membro do estagiário mais uma vez, fazendo-o gritar de dor.

- P-por favor, Sr. Suzuki! — Kai pediu, perdendo a força nas pernas. — Me deixe gozar...

-Por que eu deveria? — o chefe perguntou, sorrindo, acariciando a parte interna das coxas do mais novo. — Você não tem se mostrado um funcionário muito dedicado...

- O que quer que eu faça? Me diga, eu faço o que quiser... — o moreno disse sem pensar, o prazer e a dor já completamente fundidos em uma só sensação de euforia. Ele estava tão perto e tão necessitado que faria, literalmente, qualquer coisa que o outro ordenasse.

Reita sorriu mais uma vez, satisfeito em notar que mesmo não o segurando, o garoto não se movia sem a permissão dele. Sentou-se na poltrona mais uma vez, posicionando-se bem em frente ao moreno, que continuava virado de bruços sobre a mesa.

- Separa mais as pernas. — disse então, como quem manda alguém fazer uma tarefa óbvia.

Kai assentiu em silêncio, separando o máximo que podia naquela posição, de maneira obscena.

- Assim? — perguntou inocentemente, olhando pra trás em busca da aprovação do chefe. E Reita sentiu ímpetos de estuprá-lo naquele exato instante, sem próprio membro voltando a endurecer.

Ele era mesmo uma vadiazinha... Não se conformava de não ter notado isso antes.

- Muito bom... — o loiro exclamou, recostando-se confortavelmente na cadeira, masturbando-se lentamente. — Você quer se tocar, Kai?

- Sim, chefe... quero muito... — o garoto suspirou pesadamente, cerrando os punhos numa tentativa de se manter imóvel.

-O que mais você quer? — o loiro perguntou, a voz já um pouco mais rouca que o normal.

- Quero que me coma... — Kai respondeu quase inaudível, cerrando os olhos, um leve rubor ainda insistindo em percorrer sua face. Sentia-se totalmente sem forças, as lágrimas se misturando a fina camada de suor em suas bochechas.

Reita sentiu uma fisgada dolorosa em seu baixo-ventre ao ouvir aquilo, surpreso com a ousadia do garoto. Estava claro que o estagiário se encontrava a beira de um colapso de tanta excitação, mas o loiro não achava que ele pediria por aquilo tão rápido. Um sorriso quase maligno se formou em seu rosto, e a necessidade de torturá-lo cresceu ainda mais.

- E há quanto tempo quer isso, Kai? — perguntou, surpreendendo-se com o próprio tom de voz equilibrado. Precisava ver até onde o mais novo agüentaria.

O moreno gemeu em resposta, movendo os quadris de forma extremamente erótica, como se se oferecesse ao chefe. E a visão fez com que Reita gemesse também, ainda que de forma mais contida, um quase grunhido deixando seus lábios entreabertos. O garoto o estava provocando, movendo os quadris daquela maneira, esfregando-se sobre a mesa e gemendo sôfrego como uma vadia necessitada.

- Por favor, Sr. Suzuki... — Kai pediu mais uma vez, o desespero já perceptível em sua voz, ao perceber que o chefe continuava sentado sobre a poltrona atrás dele.

- Há quanto tempo quer que eu te coma? — Reita voltou a perguntar, muito satisfeito com o que causava em Kai. Poderia gozar só pelo prazer de vê-lo naquela situação tão submissa.

- Eu... — o moreno iniciou ofegante, sem coragem para olhar pra trás — ... eu sempre quis...

E aquilo foi o bastante para que o loiro voltasse a tocá-lo, provocando, seus dedos apertando firmes as coxas do mais novo. Kai prendeu a respiração, levando as próprias mãos até as do chefe, tentando puxá-lo pra mais perto de si, como se precisasse urgentemente de um contato mais íntimo que aquele.

- Quer tanto assim? — o chefe perguntou, sorrindo safadamente. Ele queria que o garoto confessasse todos os seus desejos pra ele. Queria que ele implorasse... da maneira mais baixa que pudesse. — Quer muito, Kai-chan? — sussurrou então em seu ouvido, acariciando suas coxas de maneira nada carinhosa, apertando cada pedaço do seu corpo como se ele não passasse de um brinquedinho que o iria satisfazer.

O moreno apenas gemeu em resposta, empinando os quadris em direção ao loiro, que ainda se mantinha confortavelmente sentado atrás de si. Reita riu deliciado com a reação do mais novo.

- Se eu colocar tudo em você agora, vou te machucar, Kai-chan... — disse, então, cinicamente. Sentia o próprio membro latejando com a visão do estagiário se oferecendo pra ele daquela maneira. Ele era mesmo muito gostosinho... agindo como uma puta daquela forma, sendo que normalmente parecia um jovem tão contido. O que só fazia com que o chefe ficasse ainda mais excitado em despertar aquele lado nele.

- Por que você não se prepara? — perguntou em seguida, fazendo com que Kai virasse o rosto para ele, confuso. Até quando iria torturá-lo daquela maneira?

- O que eu devo fazer, Suzuki-san? — o moreno perguntou em um tom de voz choroso. Sentia-se como um garotinho pedindo orientação ao professor. Um garotinho muito mau.

Reita sorriu, tão satisfeito com a forma como Kai havia dito aquilo, que sentiu outra fisgada em seu baixo-ventre. Precisava se aliviar, apesar de estar adorando brincar com ele daquele jeito.

- Assim, Kai-chan... — o loiro disse então, levando a mão direita do estagiário até sua própria entrada, fazendo-o forçar o dedo indicador na região. Kai gemeu com a sensação do próprio dedo, ainda tendo a decência de corar com o pedido que lhe era feito.

- Espera. — Reita disse, sorrindo ainda mais, abrindo uma de suas gavetas, e retirando de lá um pequeno frasco. — Tenho uma coisa aqui pra você.

Kai respirou fundo, sentindo o corpo tremer de antecipação mais uma vez. Tencionou os músculos ao sentir o líquido lubrificante escorrendo entre suas nádegas. Parecia-lhe estranho que o chefe guardasse aquele tipo de coisa em sua sala, mas o moreno realmente não dava a mínima pra isso. Levou rapidamente uma de suas mãos até o local, forçando o dedo indicador contra sua entrada, apressado. Sentiu o dedo deslizar mais facilmente, enquanto separava ainda mais as pernas, exibindo-se para o loiro.

O chefe apenas o observava, tocando-se deliciado. Adorava ter aquele showzinho particular só pra ele. Grunhia entre dentes a cada som que deixava os lábios do mais novo, a cada movimento que ele fazia com o dedo, ciente de que ele estava ficando desesperado. Kai respirava com dificuldade, mordendo os lábios, devido a pequena dor que sentia pela força com que empurrava o próprio dedo dentro de si. Estava fora de si de tanto tesão. Em poucos segundos, um segundo dedo era inserido, forçando Kai a apoiar uma das coxas sobre a mesa para conseguir colocar tudo. Reita sentiu uma fisgada violenta em seu baixo ventre dessa vez. Queria o garoto, e queria agora mesmo.

O mais velho então se levantou, e antes que Kai pudesse perceber o que estava prestes a acontecer, sentiu seu peito sendo forçado contra a mesa.

- Suzuki-san... por favor... — gemeu, empinando os quadris ainda mais.

Reita libertou então seu membro já enorme e completamente rígido, colando seu corpo no do estagiário. Kai quase gritou ao sentir o membro pressionando de leve sua entrada.

- Gosta de ser meu estagiário, Kai-chan? — perguntou então, de encontro à sua nuca, sua respiração quente arrepiando cada pêlo do mais novo. Até quando o chefe continuaria com aquela tortura?

- H-hai... — o moreno respondeu num sussurro, fechando os olhos inconscientemente.

- Tenho que admitir... — o mais velho continuou, prensando-o com mais força sobre a mesa – de todos os estagiários que eu já fodi, você é de longe o que ta me dando mais tesão...

O garoto gemeu alto essa vez, sentindo as lágrimas se formando ao redor de seus olhos. Já estava sentindo dor, e não agüentava mais. Tentou levar uma das mãos até seu membro, apesar de sua cintura estar presa a mesa diante de si. O chefe, notando o que o moreno queria fazer, puxou então seus braços pra trás com violência, segurando os pulsos do estagiário com uma das mãos de maneira firme.

- Quietinho... — disse no ouvido do mais novo, fazendo-o arfar em desespero. Apertou os pulsos do garoto, de forma que ele não pudesse se mexer, enquanto buscava com a mão livre um preservativo dentro da mesma gaveta de antes. Kai ouviu o barulho da embalagem sendo aberta atrás de si, e aquilo enviou arrepios por todo seu corpo, fazendo-o estremecer de maneira involuntária.

- Calma, gatinho... — Reita respondeu sorrindo safado, soltando-o por um rápido segundo, apenas para colocar o preservativo. — Eu já vou te dar o que você quer...

Kai mal teve tempo para responder a mais aquela provocação quando sentiu o membro do mais velho o invadindo rápido. Gritou, tentando libertar os pulsos, novamente presos, enquanto se movia pra frente, para diminuir a intensidade da investida. O que só piorava sua situação, já que o movimento fazia com que seu próprio membro fosse pressionado tortuosamente pela mesa diante de si. O moreno sentiu perder o ar, enquanto o chefe investia contra ele, seu corpo resistindo o máximo que podia, numa reação física inconsciente.

Estava completamente imobilizado naquela posição, de forma que não demorou muito até Reita ter metade de seu membro já dentro dele. Kai gemia palavras desconexas, não tendo idéia se o que sentia era dor, prazer, ou alguma outra sensação que abarcasse essas duas coisas. Só sabia que seu corpo se encontrava em um estado de excitação jamais experimentado por ele antes.

Separou suas pernas o máximo que pôde para receber o loiro, arqueando as costas à medida em que Reita o puxava pra trás pelos pulsos.

Queria que o mais velho acabasse com ele, literalmente. E naquele instante, não tinha vergonha alguma de desejar tal coisa. Estava fora de si, como se alguma substância corresse por sua veias, causando uma euforia anormal.

O loiro moveu seu quadril, avançado mais e mais dentro dele, até se encontrar totalmente colado ao seu corpo, grunhindo palavras baixas no ouvido do garoto. Ele mesmo não sabia se agüentaria muito mais tempo, depois de toda aquela provocação entre ambos.

- Eu não imaginava que você fosse tão apertado... — Reita sussurrou mais uma vez contra a nuca do mais novo, entre gemidos roucos, movimentando-se cada vez mais rápido — ...safado desse jeito...

Kai apenas gemeu em resposta, tentando ondular o quadril de encontro ao chefe, que o violava tão impacientemente. Sentia suas coxas se retesando a cada estocada, um nível de tensão tão alto percorrendo seus músculos, que o garoto mal conseguia respirar.

- Suzuki-san... — o estagiário choramingou, sem fôlego, finalmente sentindo seus braços serem soltos. Sentiu então ambas as mãos firmes de Reita em seu quadril, puxando-o pra si num movimento rude.

- Esperou muito por isso, não é? — o loiro o provocou, deliciado com os gemidos que ouvia, os movimentos se tornando cada vez mais violentos. E Kai estava a ponto de gozar, quando sentiu o membro do maior ser retirado de dentro dele bruscamente, arrancando-lhe um grito desesperado.

Mas antes que pudesse fazer qualquer reclamação, foi virado de frente para o loiro, que o encarava com um olhar quase agressivo. Reita ergueu então as pernas do estagiário, forçando-o a se sentar sobre a mesa, a dor de tal ato arrancando-lhe mais um gemido alto. E segundos depois, o mais velho já o invadia novamente, as costas de Kai apoiadas agora nos mesmos documentos que há pouco organizavam juntos.

Kai não conseguiu se conter por muito tempo, enlaçando suas pernas ao redor da cintura do chefe, que grunhiu em resposta, aproveitando a nova posição para invadi-lo ainda mais profundamente, curvando-se sobre ele.

- Você é uma delícia... — o mais velho falou de encontro à boca do moreno, passando a língua por seus lábios em seguida. Mantinha as mãos apoiadas uma em cada lado do corpo do mais novo, como se o quisesse prender ali pra si. E ele queria mesmo isso. Queria tê-lo ali à sua disposição quando e como bem entendesse. Queria ter aquele corpo inteiro de todas as maneiras possíveis.

O garoto continuava a gemer coisas incoerentes, entregando-se sem resistir. Gostava de ser usado daquela forma. Não só porque tinha a personalidade levemente masoquista, mas porque era o chefe ali, aquele que ele desejava secretamente há muito tempo, mais tempo do que admitia a si mesmo.

O loiro pressionou então seus lábios sobre os dele, beijando-o de maneira possessiva, enquanto se movia mais e mais dentro dele. E Kai gemeu dentro do beijo, sentindo seu prazer aumentar ainda mais, chocado em perceber que aquilo ainda era possível. Mas os lábios do mais velho sobre os seus, enquanto investia nele daquela maneira... aquilo era seu limite extremo. Com os olhos ainda fechados, tocou o abdômen do mais velho por baixo da camisa que ele ainda usava, abrindo-a em seguida num ato de descontrole, quase a rasgando com a força com que o fazia. Reita sorriu dentro do beijo, deixando que o moreno o tocasse daquela forma, percebendo como ele buscava senti-lo o máximo possível sob o toque de seus dedos.

E todo aquele estímulo foi o bastante para que Kai não conseguisse mais se segurar, os espasmos do orgasmo o atingindo como um choque elétrico. Sem que o loiro sequer o tocasse! Kai sentiu-se zonzo, puxando o chefe pra si, não querendo separar o beijo por nada no mundo. E quando Reita sentiu o garoto gozando de encontro ao seu abdômen, também não pôde suportar muito mais tempo. Aumentou o ritmo de seus movimentos, apertando o quadril do moreno, forçando-o pra si enquanto ainda devorava os lábios já totalmente avermelhados e inchados do garoto.

Há muito tempo não sentia um desejo de possuir alguém tão desesperado quanto aquele. E há muito tempo não transava com alguém que se mostrasse tão entusiasmado.. tão... entregue, tão excitado daquela forma. Perceber como o estagiário havia gozado sem sequer se tocar ou ser tocado por ele o havia agradado imensamente. Segundos depois, sentia o próprio orgasmo o atingindo, fazendo-o se mover freneticamente até não ter mais forças, arrancando gritos altos do garoto debaixo de si.

Kai manteve os olhos fechados, respirando com enorme dificuldade, as unhas ainda fincadas nos ombros do mais velho, como se não se encontrasse capaz de soltá-lo, nem que quisesse. Reita sorriu discretamente ao notar a expressão de puro deleite do moreno, e não fez menção de se mover pelos minutos seguintes, até sentir suas costas doerem. Reita então se afastou, arrancando um gemido baixo dos lábios do menor, ao se retirar completamente de dentro dele. Livrou-se em seguida do preservativo, olhando ao redor, como que para avaliar o estrago feito na sala. Haviam papéis espalhados por toda parte, como se um tornado tivesse passado por ali e metade do trabalho que haviam tido naquela noite para organizar toda a documentação tinha com certeza ido por água abaixo.

Não que qualquer um dos dois estivesse realmente preocupado com aquilo naquele momento. Aquela havia sido uma transa totalmente diferente de todas as que o loiro já havia tido. E ele queria mais. E ele teria mais, não duvidava disso. Reita voltou seu olhar para o estagiário sorrindo, com ares de quem tinha acabado de provar algo pra si mesmo. Kai sorriu de volta timidamente, descendo da mesa com alguma dificuldade, ainda entorpecido pelo orgasmo.

- Você demorou pra fazer 18 anos, hein? — o chefe comentou então, casualmente.

O garoto arregalou os olhos, surpreso. Realmente não conhecia o chefe que tinha. Resolveu então jogar com as mesmas cartas que o loiro.

- Consegui minha promoção? — perguntou, na voz um misto de inocência e provocação, um sorrisinho deixando seus lábios.

E foi a vez do chefe erguer as sobrancelhas, soltando um riso divertido em seguida. Aproximou-se do mais novo, segurando-o possessivamente pela cintura, como que para mostrar quem é que estava no comando ali.

Como se em algum segundo Kai tivesse se esquecido. Aquela pra ele havia sido quase que uma experiência de auto-descoberta. Nunca havia sentido prazer como aquele. E a conclusão a que chegava era que ele gostava de ser tratado daquela forma. Ele queria que o chefe o colocasse “em seu devido lugar”.

- Você foi promovido a meu brinquedinho particular... — Reita sussurrou então no ouvido do mais novo, puxando-o pra si. — ... pra conseguir a promoção que você realmente almeja, ainda vai ter que 'trabalhar' muito...

O moreno suprimiu um ofego, sentindo os pelos do corpo se arrepiando. Então seria assim dali pra frente? Ele seria o 'brinquedinho' do chefe sempre que ele desejasse?

- Isso significa que eu vou ter que vir fazer hora extra outras vezes? — o garoto perguntou com a voz arrastada, os olhos nublados pelos beijos que sentia agora em seu pescoço, fazendo-o estremecer.

- Oh sim... — o loiro continuou, movendo os lábios habilidosamente pelo rosto do mais novo, que havia fechado os olhos novamente, mais que disposto a se entregar. — Muitas outras vezes...

Notas finais
meudeusqueindecencia.

Reviews, please? ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!