Estrelas de Vidro

1 Estrelas de Vidro


Manchada de sangue está minha camisola de cetim
Impuro carmesim
Que flui lentamente
Escureceu de repente...

Respira comigo meu agressor
Internamente mergulha-me em torpor
Venda meus olhos, me fecha num cômodo
Engana meus soluços de choro sôfrego

"Siga-me". Envolve-me em braços frios
Labirinto de corredores vazios
Parei com ele num canto escuro
"Te afago, te juro"

Deixo-o. Por esta porta me retiro
Promessas são como arranjos de vidro
Enfeitam cada espaço dessa estante
E se quebram com lágrimas de estrelas brilhantes

Procurei no céu uma estrela cadente
E nenhuma passou, que inocente
Virei as costas para este mundo
Voltei para casa

Meu lugar é atrás dos teus muros.

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