Estrela da minha noite

25 Capítulo 25 - Com amor


Charlie estava pensativo dirigindo o carro a caminho do hospital.

— Tudo bem?

Ele virou o rosto me olhando por alguns segundos e depois voltou a olhar a estrada. E só depois disse:

— Sim, porque não estaria?

— Hoje faz duas semanas desde a morte da suas irmãs. Você sai todas as noites. Passa quase o dia todo fora. Mal vejo você.

— Sabe que estou ajudando meu pai com a construção da casa Maria.

— E sei que muitos dias você não está lá. Porque de vez enquanto seu pai me pergunta onde você está.

Ele respirou fundo e olhou o carro atrás de nós no retrovisor.

— Só estou cuidando de algumas coisas importantes.

— O que por exemplo?

Levantei uma sobrancelha, olhando o caminho a frente.

— Espero poder te contar um dia.

Charlie disse rápido.

— Espero que um dia não guarde tantos segredos de alguém que diz amar Charlie.

Virei meu rosto o encarando e percebi o quão desconfortável ele estava com esse assunto. Respirei fundo e olhei o hospital se aproximando.

Charlie estacionou o carro no estacionamento do hospital, desci do carro e peguei Ethan na cadeirinha, no banco de trás do carro. Charlie se aproximou e fechou a porta atrás de nós. Ethan se remexeu em meus braços e fez um beicinho de que ia chorar.

— Calma meu amor, é só uma consulta de rotina.

Falei tentando o acalmar, ele se revirou em meus braços se acalmando. Entramos no hospital. Ele estava cheio como de costume. Charlie foi falar com a recepcionista e eu me sentei com o Ethan.

— Ela disse que agorinha vamos ser atendidos. _ Charlie se aproximou e se sentou ao meu lado.

— Tudo bem.

Depois de alguns minutos a recepcionista chamou Ethan e entramos para o consultório de pediatria.

O médico nos atendeu, fez algumas perguntas para mim sobre a alimentação sobre vacinas e outras coisas. Logo saímos do consultório.

Saímos do hospital depois de quase uma hora e meia lá dentro. Estava no estacionamento, colocando Ethan na cadeirinha e esperando Charlie sair lá de dentro do hospital porque ele tinha ficado pra marcar o retorno do Ethan no pediatra.

— Maria? _ Me virei para trás, era Ed vestido com uma camiseta braça amarrotada e uma calça jeans escura. Ele estava mancando e conseguiu se aproximar de mim com dificuldade.

— Oi Ed. _ Ele se aproximou ainda mais de mim com aquele sorriso branco e me abraçou.

— Oi _ Ele se afastou e me olhou de cima a baixo e sorriu. _ Continua linda como sempre. Um pouco mais magra. _ Sorri

— O que está fazendo aqui? _ Levantei uma sobrancelha o encarando.

— Caí da escada e machuquei minha perna. _ Ele olhou pra perna e pude perceber que seu pé que estava calçado com uma chinela estava enfaixado.

— Isso deve ter doído. _ Fiz careta

— Muito. _ Ele riu baixo.

Charlie se aproximou de nós no estacionamento.

— Ed, esse é o Charlie. _ Ele se virou para trás e Charlie se aproximou ainda mais de nós e sorriu gentilmente.

— Seu namorado. _ Ele esticou a mão para o Charlie que a segurou imediatamente.

— É, o namorado. _ Charlie disse e abriu um sorriso ainda maior e me olhou de lado.

— Charlie, esse é Ed o meu amigo de infância.

— É um prazer conhecer você Ed, Maria me disse muito bem de você e das suas rosquinhas. E realmente são maravilhosas.

Ed sorriu e me olhou estranho e soltou a mão do Charlie.

— Maravilhosa é Maria que me fez tantos elogios.

Quis cortar o assunto antes que Charlie se estressasse com o comentário.

— Ed, ainda não conhece Ethan. _ Sai da porta do carro dando espaço para Ed ver Ethan.

— Oi bebê. _ Ele se aproximou do carro e se sentou na beirada do banco do carro. Pegou na mãozinha do Ethan. _ Você é muito lindão. Também com uns pais desses tinha que ser mesmo. Ele virou o rosto me encarando e sorriu. Charlie respirou fundo e deu um passo para trás.

— Bom, eu preciso ir. Tenho uma consulta agora. _ Ed se levantou saindo de perto do carro. _ É um prazer rever você Maria, e um prazer conhecer você Charlie. Ele começou a andar mancando e deu um tapinha no ombro do Charlie e saiu. Charlie se virou me encarando e levantou uma sobrancelha e eu quis rir mas me segurei se não iria o irritar mais. Fechei a porta do carro do Ethan e entrei. Charlie entrou logo depois e deu partida.

Depois de alguns minutos estávamos em casa. Minha mãe estava no jardim cortando alguns galhos secos das flores e meu pai estava na churrasqueira fazendo alguns hambúrgueres para o almoço.

— Como está nosso garotão? _ Meu pai perguntou assim que nós viu aproximando do jardim.

— Com saúde de ferro. _ Charlie disse rápido.

— Tenho um presente. _ Minha mãe se levantou correndo de perto das rosas e saiu correndo para dentro da casa. Encarei meu pai que balançou a cabeça negativamente.

Ela saiu correndo e parou na nossa frente com um caixinha pequena de jóias.

— É para o Ethan. _ Peguei a caixinha e abri, era uma corrente de ouro escrito o nome dele.

— É linda mãe. Obrigada. _ Charlie se aproximou trazendo Ethan no colo. Peguei a correntinha e coloquei no Ethan.

— A ele é tão lindo. _ Ela disse toda sorridente.

— Vamos comer o almoço está pronto.

Almoçamos os hambúrgueres do meu pai e subimos para eu poder tomar um banho a amamentar Ethan. Charlie se sentou na cama balançando ele. Porque ele estava chorando. Eu entrei para o banheiro para tomar um banho rápido.

— Sabe, eu não gostei dele.

Escutei Charlie dizer do quarto.

— Quem?

— Ed. E eu não costumo não gostar das pessoas.

Eu ri baixo.

— Estou escutando você rir Maria.

— Desculpa Charlie, eu acho que isso é ciúmes.

Saí do banheiro enrolada na toalha. Ele estava em pé olhando para a janela. Olhei para o berço e Ethan dormia calmamente lá. Ele se virou e olhando e sorriu quando me viu.

— Talvez seja ciúmes Maria. Talvez ele não seja quem está pensando.

Ele se virou se aproximando de mim.

— Talvez. _ Levantei uma sobrancelha. Ele se aproximou ainda mais de mim e encostou seu corpo no meu.

Aproximou seu rosto do meu e me beijou, intensamente. Respirei fundo e senti cada parte do meu corpo se arrepiar. Ele deslizou a mão pela minha cintura, senti quando a toalha se desenrolou do meu corpo e caiu no chão. Ele sorriu entre o beijo e logo voltou a me beijar novamente. Senti suas mãos quentes me puxando pro seu colo. Passei as duas pernas em volta da cintura dele. Ele foi até a cama e me deitou sobre ela se deitando por cima de mim, deslizei a mão por baixo da sua camisa a puxando para cima. E então seu corpo se encostou no meu me esquentando ainda mais. Deslizei a perna pelas suas tentando descer suas calças, ele acompanhou minhas pernas com suas mãos e me ajudou a tirar suas calças. Senti seu membro grande e rígido encostar na minha coxa. Ele beijou meu pescoço e chupou-o. Eu já estava ansiando pela presença do seu membro dentro de mim. Então eu senti. Ele colocando devagar seu membro dentro de mim. Gemi alto quando senti ele inteiro dentro de mim. Ele erguei meus braços para cima e os segurou e começou a se fazer movimentos lentos e profundos e que ficavam cada vez mais rápidos e gostosos. Depois de alguns minutos ali naquela posição ele pegou minha cintura e me virou me colocando de costas. Ele se posicionou novamente dentro de mim e começou novamente a fazer os movimentos e depois de algum tempo ali senti o seu gozo quente dentro de mim, e uma gemidinha baixinha vindo dele. Ele se deitou ao meu lado na cama e nos cobriu com a colcha. Nós dois estávamos ofegantes. Ele me olhou nos olhos. E sem dizer nada, apenas nos olhando dormimos.