Estrela da minha noite
20 Capítulo 20
— Não. _ Ele tirou o sorriso do rosto. _ Não agora, eu gosto de você Charlie mas eu não posso decidir minha vida assim. Tudo tem sido tão rápido e confuso. Vou ter meu bebê em menos de quatro meses.
— Tudo bem Maria eu te espero.
— Obrigada por me entender. _ Respirei fundo. _ O que está fazendo aqui?
— Vim buscar você pra ir tomar um banho de mar comigo. _ Eu me levantei do colo dele e ele se levantou do banco.
— Eu adoraria tomar um banho de mar contigo. _ Pisquei para ele e sorri e ele sorriu de volta.
Entrei para dentro de casa e peguei minha bolsa e um biquíni. Saímos para a casa dele.
Chegamos, ele desceu do carro, atravessou o carro e abriu a porta para mim e eu desci do carro. Entramos dentro da casa dele que estava totalmente silenciosa.
— Sua família está aqui? _ Olhei em volta
— Estão. Devem estar na praia ou não devem ter acordado ainda. _ Ele atravessou a sala e subiu as escadas. Subi logo atras dele. Ele atravessou o corredor enorme e eu o segui. Lembrava do caminho. Já tinha estado aqui antes. Ele abriu a porta do quarto dele e entrou. Então entrei logo atrás dele e encostei a porta atrás de mim.
Ele abriu o guarda-roupa e pegou uma sunga. Me sentei na beirada da cama dele e ele olhou para mim e depois para o banheiro.
Ele entrou no banheiro e deixou a porta semi-aberta. Mas o que ele não viu é que ele tinha parado de frente ao espelho e dava pra eu ver ele dentro do banheiro. Ele desabotoou a blusa e a calça e tirou a roupa toda de uma vez. Ficando completamente nu de frente ao espelho. Ele pegou a sunga branca em cima da pia e a vestiu. Quando ele se virou pra sair do quarto olhei para os lados.
— Como fiquei? _ Olhei para ele. Ele estava em pé na minha frente, apenas de suga branca, quase transparente. O corpo dele a pesar de ser magro era bem definido. Meu corpo se esquentou no momento em que o vi daquela maneira.
— Muito bem. _ sorri e olhei para o lado sem jeito. Me levantei da cama e me aproximei da cômoda dele. Ao lado da foto da Melissa tinha uma foto minha. Peguei o porta retrato e mostrei a ele, e ele sorriu
— Eu tirei sem você... desculpa. _ Ele se aproximou de mim, pegou o porta retrato e colocou no lugar. Foi até o guarda-roupa. Pegou uma calça de moletom cinza e a vestiu.
Entrei para o banheiro, fechei a porta e me troquei vestindo meu biquíni preto. Saí do quarto, Charlie me acompanhou com os olhos.
— Você é sexy até grávida. _ Ele riu baixo, se aproximou de mim e me abraçou. Passei os braços em volta da cintura dele retribuindo o abraço.
— Vamos? _ Ele pegou minha mão e me puxou do quarto. Descemos as escadas, atravessamos a sala e a cozinha. O sol estava mais forte que de manhã. Desci as escadas da praia. As irmãs do Charlie estavam tomando banho e o pai dele estava sentado na cadeira de praia de sunga preta, lendo um livro.
— Pai. _ Charlie o cumprimentou o pai e me puxou em direção ao mar.
Senti a água gelada nos meus pés e foi subindo até meu joelho conforme eu andava em direção do mar.
— Tá muito frio. _ Ri e abracei Charlie, o seu corpo estava quente e ele ainda estava de calça. Ele se abaixou e me pegou no colo e saiu andando em direção da água. Até a água tampar meu corpo todo e ele ria. _ Tá muito gelada. _ Eu o abracei mais forte ainda no colo dele.
— Você é muito mole Maria. _ Ele riu e me desceu, senti o chão de areia nos meus pés e a água até meu pescoço. Pulei e passei as pernas e volta da cintura do Charlie que me pegou e me abraçou, a barriga não atrapalhou que ele fizesse isso.
As irmãs do Charlie tomavam banho um pouco afastada de nós.
— Vou pegar uma toalha pra você. _ Charlie saiu da água na minha frente e correu até o pai dele. Saí da água devagar e olhei para o Charlie correndo de volta. O pai dele estava em pé. Tomando água em um copo. Ele estava apenas de sunga e pela primeira vez vi as inúmeras tatuagens espalhadas pelo seu corpo. Charlie se aproximou de mim e me entregou a toalha. Ele olhou em direção que eu estava olhando.
— Não sabia que seu pai tinha tantas tatuagens. _ Desviei o olhar o encarando.
— É, ele veste roupa de frio por causa do serviço. _ Olhei novamente para ele. Os traços da tatuagem, eu já as tinha visto antes.
— Charlie?
— Tudo bem Maria? Está se sentindo bem?
— Eu...
— Maria fala comigo. _ O pai do Charlie olhou para nós e começou a se aproximar.
— Tudo bem aí?
— Acho que ela está passando mal. _ Eu estava branca e pálida.
Ele se aproximou e a cada passo que ele dava em minha direção eu reconhecia mais as tatuagens, a barba.
— Eu to bem. _ Olhei pro Charlie e dei um passo para trás para me afastar dele. _ Eu to bem.
— Você tá branca Maria. Fala comigo. _ Ele parou na minha frente entre mim e o pai dele e eu o olhei nos olhos.
— Estou bem Charlie. Eu juro. _ Respirei fundo e olhei em direção as meninas que olhavam para mim preocupadas.
— Quer sair daqui? Comeu alguma coisa hoje? _ balancei a cabeça negativamente.
— Quero. _ Peguei a toalha da mão dele e atravessei a praia o mais rápido que consegui. Escutei os passos do Charlie logo atrás de mim.
— O que aconteceu Maria? _ Subi as escadas e entrei na cozinha.
— Seu pai.
— O que tem ele?
— Foi ele que...
— Que o que? _ Ele me encarou.
— Ele é o pai do bebê que eu estou esperando Charlie.
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