Estrela da minha noite
2 Capítulo 2 - O bar
Notas iniciais
O táxi nos deixou na porta de um bar chamado "Palazzo", era um lugar caro perto de uma faculdade, que vivia lotado de adultos e adolescentes buscando alguma coisa que não fosse aulas chatas.
Eu no momento só procurava bebida com álcool mesmo.
Entrei no bar, que por sinal estava lotado de gente. Homens e mulheres, sentados em grandes mesas com sofás enormes, dançando uma música animada e alta, pessoas se pegando no meio do bar, algumas tão bêbadas que mal conseguiam levantar da cadeira. Homens bonitos com copos de vodca na mão procurando algumas presas, mulheres com roupas curtas e decotadas se mostrando procurando alguém pra trepar. Bando de vadias.
Passei pelas pessoas na pista, esbarrando nelas, fazendo todas elas me encarar feio.
Depois de muito desvencilhar de corpos consegui chegar no bar, Daniela que estava me acompanhando chegou logo atrás de mim.
— Maria porque não vai pra casa? _ Me sentei no banco alto do balcão, que tive que ficar na ponta do pé para alcançar.
— Se eu for para casa agora, vou matar alguém, ou vou me matar. _ Encarei o barmen que me viu, mas continuou atendendo outras pessoas.
— Maria, eu não posso ficar. Agorinha minha mãe vai me ligar.
— Vai, não estou te pedindo pra ficar. _ O barmen se aproximou.
— O que a senhoritas desejam?
— Nada, estamos de saída. _ Ela sorriu rápido para o barmen, que me olhou imediatamente e levantou uma sobrancelha sorrindo, belo sorriso por sinal.
— Ela está de saída, eu quero qualquer coisa que tenha álcool.
— Espero que esse rostinho de 16 anos, seja só o rostinho mesmo. _ o barmen disse rápido e foi buscar a bebida.
— Droga, minha mãe já está me ligando. Se ela descobrir que estou aqui ela me mata. _ Falou checando o celular. _ Maria eu preciso ir, vamos também.
— Vai lá. _ O barmen se aproximou com um copo grande de alguma coisa verde na mão e me entregou.
— Droga Maria, deveria ser menos babaca as vezes. _ Ela disse alto, o que fez que o barmen escutasse e nos encarasse.
— Quer saber, se virá. _ Daniela se virou e saiu andando até sumir entre várias outras pessoas.
Dei um gole na minha bebida verde, deliciosa, acho que era algo de maçã verde, e estava forte. Muito forte.
Bastou eu terminar o primeiro copo para eu ir para a pista de dança e começar a rebolar a minha bunda, como várias outras mulheres ali que se vendiam para o que tivessem mais dinheiro. Mas no momento eu queria apenas esquecer o traidor do meu namorado.
O barmen me perguntava se eu estava bem a cada copo de bebida que me entregava, e eu sabia que estava cada vez pior, mais bêbada.
Três copos, alguns garotos que eu conhecia de algum lugar chegara e começaram a conversar comigo, e logo eu estava dançando com dois deles. Acho que eram da minha escola, mas eu estava muito bêbada pra tentar lembrar de onde era, ou quem eram.
Muitos e muitos outros copos depois, minhas vistas estavam embaçadas, minha cabeça doía e eu estava com vontade de vomitar, e tudo que conseguia ver eram flash's.
Primeiro eu no banheiro de algum lugar, acho que não estava mais na festa, vomitei no vazo, lavei meu rosto na pia. Me olhei no espelho, minha maquiagem estava borrada, toda borrada.
Escutei a voz de um homem, olhei no espelho ele estava atrás de mim. Alto, forte, bonito. Mas não o reconheci.
— Vem amor. _ Ele me pegou pelo braço e me ajudou a ficar em pé.
E eu apaguei.
Acordei de novo, estava sentindo um desconforto na barriga, uma dor. Abri os olhos ele estava por cima de mim, dentro de mim.
— Não... _ Tentei empurrar ele de cima de mim, mas meu corpo estava mole, e eu mal conseguia falar.
Continuei sentindo aquela dor e então apaguei de novo.
Acordei, estava dentro de um carro com um cheiro de perfume masculino.
— Vem. _ O homem me pegou pelo braço e me desceu do carro, me arrastando até a porta de uma casa. Era minha casa.
Me encostei na porta e toquei a campainha, não ia conseguir nem se quer pegar a chave pra abrir a porta.
Me virei para ver se o homem ainda estava ali, e ele já estava entrando dentro do carro e acelerando.
Minha mãe abriu a porta da casa e me viu.
— O que aconteceu? _ Ela esfregava os olhos, acho que acordei ela.
— Mãe. — Fiquei feliz em vê-la, abracei-a, ela me segurou e me ajudou a entrar para dentro, fechando a porta atrás de nós.
— Homens, são todos iguais. _ falei com a voz rouca, acho que estava chorando de novo.
Ela me arrastou pelas escadas acima, entrou dentro do meu quarto, abriu a porta do banheiro e me arrastou para dentro da banheira. Ligou o chuveiro. A água escorria pelo meu rosto e meu corpo, pela minha roupa que começava a ficar encharcada. Estava fria, muito fria. Mas estava me fazendo sentir melhor.
Minha mãe se sentou no chão, me encarando.
— Brian, me traiu. Eu vi tudo. Ele estava em cima de uma garota, pelado, e ela também. _ Ela me olhava boquiaberta, o que me fez rir. Eu com certeza ainda estava bêbada.
Minha mãe se levantou e desligou o chuveiro.
Ela saiu do banheiro, e eu tirei com muita dificuldade cada parte da minha roupa, deixando ali mesmo. Ela entrou de novo e deixou o pijama em cima da pia do banheiro. Me levantei na banheira, eu já conseguia ficar em pé. Peguei a toalha e me enxuguei, e com frio, vesti meu pijama quentinho e me arrastei até minha cama. Que minha mãe deixará arrumada para dormir. Entrei debaixo da coberto, e logo meu corpo se esquentou e eu dormi.
Fale com o autor