Estrela da Noite
3 Adivinhe quem será a próxima!
Notas iniciais
Oi pessoas, Rachel aqui xD
Eu não tenho nada pra falar, como sempre, só tipo... leiam e gostem xP
O bilhete a deixou com medo, e deixar Annabelle com medo não era uma coisa muito fácil de se fazer. Ela leu novamente o que estava escrito no papel e se perguntou onde estava Amelie quando mais se precisava dela, então decidiu procurá-la.
– Mas cadê essa mal lavada quando eu... — Antes de terminar a frase, abriu a porta do refeitório e encontrou a amiga conversando com o namorado. — Mel, vem cá, eu preciso falar contigo. — Tentou parecer o mais calma possível.– Anna, eu estou falando com o Michael, se você não viu. Depois a gente se fala. — Dito isso, a loura juntou seus lábios aos do namorado.Annabelle ficou indignada. Acabara de ver a melhor amiga a ignorando naquela situação...– Mel, é sério, tipo... é grave, entende? — Tentou fazer uma expressão de preocupação.Amelie se levantou do banco onde estava sentada e dirigiu-se até Anna, que já praticamente estava para dar-lhe um tapa no rosto.– Não, eu já estou indo. — Ela se virou para voltar ao seu lugar e sentiu seu braço sendo puxado.– Dane-se o Michael, vem logo comigo. — Sussurrou no ouvido da amiga e a puxou para fora do refeitório.Amelie soltou seu braço, com raiva, e não entendendo o que estava acontecendo. Ela tinha certeza que iria passar a maior parte de seu tempo naquele acampamento com Annabelle, mas também precisava de algumas horas com seu namorado, afinal, eles praticamente nunca tinham momentos sozinhos e, quando tinham, eles não costumavam durar muito tempo como os dois desejavam.As duas se dirigiram para o chalé e logo Anna mostrou a amiga o bilhete que havia recebido, porém antes pediu que a mesma ficasse calma... não que tivesse adiantado muita coisa.– MEU DEUS, É UM SERIAL KILLER. ELE QUER NOS MATAR, ANNA! AI, ALGUÉM NOS AJUDE. ANNA, NÓS TEMOS QUE LIGAR PRA POLÍCIA, ALGO DE MUITO RUIM VAI ACONTECER, EU SINTO ISSO NO MEU CORAÇÃO! — A loura dizia, descontrolada, e quase chorando.– Mel, calma. Tipo, eu não... — Annabelle foi interrompida quando ouviu duas batidas na porta do chalé. — Você ouviu isso? Anna foi até a porta e a abriu rapidamente, porém não havia mais ninguém lá. Ela tentou procurar ao redor do chalé, mas tudo estava completamente vazio.Amelie decidiu arriscar e foi ver o que havia na porta. Era uma cesta, que tinha um laço azul e dentro, várias conchas, frutos do mar, até um pouco de areia... aquilo a assustou, porém o mais intrigante era o que havia no meio de todas aquelas coisas, que, para ela, eram macabras. Um pequeno papel, dobrado. Ela o pegou, desdobrou e sentiu seu coração acelerar com o que estava desenhado lá.Era uma criança, de cabelos louros, com uma feição de desespero. A criança estava se afogando, e Mel logo percebeu que aquela criança... que aquela criança era ela. Quando Amelie tinha apenas dez anos, viajou para uma praia. Teria sido tudo perfeito, se não fosse o que quase a matou no segundo dia da viagem. Ela brincava, alegre, na água do mar, porém foi arrastada pela correnteza para o fundo. Fora praticamente um milagre a garota ter se salvado e, depois daquele episódio, ela nunca mais conseguiu entrar em nenhum lugar que tivesse alguma relação com água.– Mel, o que foi? — Annabelle perguntava, preocupada, pois a amiga estava paralisada, ainda olhando para o desenho. — AMELIE! — Ela deu um tapa no rosto de Mel.– Oi... Anna, eu... — Ela não conseguia falar e apenas deu um abraço na amiga.– Hã... — Annabelle estranhou, porém retribuiu o gesto. — O que foi? Por que você está assim? — Desfez o abraço e começou a encarar a loura.Ela apenas entregou o desenho na mão de Anna, que por um momento estranhou um pouco, mas logo depois de olhar para a cesta, se lembrou do dia em que Mel havia se afogado na praia. Entrou novamente no chalé e fechou a porta, a trancando. Sentou-se em sua cama e virou o papel desenhado. Em um azul escuro, quase preto, estava escrito."Adivinhe quem será a próxima!"Quando alguma coisa a assustava, ela conseguia disfarçar, por isso decidiu não mostrar a frase para Amelie. A garota já estava muito desesperada com o desenho e lendo aquela frase as coisas só iriam piorar.– Mel, eu sei que é meio assustador, mas você não pode ficar na cama chorando igual uma condenada, parecendo que vai engolir uma lâmina enquanto tem um acampamento inteiro lá fora pra nós fazermos algumas perguntas. Se nós formos espertas, podemos descobrir muita coisa. Ou vai que é só alguém querendo fazer uma brincadeira idiota, não há motivos pra se desesperar desse jeito. — Anna cutucou Amelie, que estava deitada em sua cama, encarando o teto.– Tem razão. — Ela disse, determinada. Aquilo surpreendeu a morena. — Vamos descobrir quem é. — Levantou-se da cama. — Vem logo. — Ela puxou a amiga e as duas saíram do chalé.As amigas começaram a rondar o acampamento, que de dia possuía bastante pessoas fazendo atividades físicas, conversando e até mesmo tocando alguns instrumentos, o que deixava o lugar menos macabro. Elas paravam cada pessoa, perguntavam se no acampamento havia alguém que era da escola onde elas estudavam, ou do bairro, de algum lugar que pudesse ter ligação com alguma das duas, porém ninguém sabia respondê-las.
– Ai Anna, quer saber? Cansei, foda-se quem é essa pessoa, ela não vai conseguir fazer nada com a gente mesmo. — Elas pararam um pouco para descandar. Anna sentou-se, apoiando-se em uma árvore e Mel permaneceu de pé, á beira de um lago. — Ok, eu recebi um desenho de uma criança se afogando, aparentemente eu, mas o que mais pode acontecer? — Nesse momento, Mel se virou para o lago e tropeçou em uma corda.Era uma corda praticamente invísivel, da cor da grama. Era uma armadilha, e Annabelle agora tinha entendido o motivo da frase atrás do desenho... Amelie era a próxima, ela viu Amelie caindo naquele lago, sendo que a mesma tinha uma fobia de água desde que havia se afogado.– MEL! — Ela apenas gritou e se sentiu inútil, pois não sabia nadar.Amelie estava desesperada e desejou por tudo que é mais sagrado desmaiar para não poder sentir o que estava sentindo. Ela se sentiu sendo puxada por alguma coisa dentro da água, se debateu e tentou não soltar a respiração, mas era difícil. Quando ela finalmente conseguiu sair do lago, Anna agradeceu ao Deus que ela não acreditava por salvar sua amiga e ajudou ela a sair do lugar.– ANNA, EU SENTI... ANNA, EU... ALGUMA COISA! — Ela ainda tentava respirar normalmente e tossia muito.– Mel, calma, vamos voltar pro chalé e lá você me conta. — Abraçou a amiga e a levou de volta para o chalé.Elas chegaram no chalé, Anna cobriu Amelie, que tremia de frio e lhe entrou uma xícara com chocolate quente.– Amiga, pronto, agora me conta. — Ela se sentou ao lado de Mel e pediu.– NÃO! CHAMA O MICHAEL, EU QUERO FALAR COM ELE, CHAMA ELE, ANNA, CHAMA! – Okay, respira, já estou indo. — Anna se assustou e mostrou as mãos em forma de rendição.Ela se dirigiu até o chalé de Michael e do lado de fora encontrou o companheiro dele gritando seu nome. Se preocupou e perguntou o que estava acontecendo.– Hey! Eu sou a amiga da namorada do Michael e ela está procurando por ele, meio nervosa e tal. — Fez aspas no "meio". — Você por acaso sabe onde ele está?– Eu estou desesperado, porque o Michael não volta pra cá há horas! Já procurei por todo o acampamento e ele sumiu. Ele simplesmente sumiu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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