Estrela Negra
4 Capitulo 3 - Relembrando Pesadelos
Notas iniciais
Olá, eu primeiro gostaria de agradecer uma amiga aqui do Nyah que teve a gentileza de me oferecer outra capa para a minha fanfic. Muito obrigada Mary Crovenew, mas gosto da minha e acho que combina mais com a minha historia :) Obrigada mesmo! Queria também agradecer vocês, meus lindos leitores, que é com o carinho de vocês que me faz querer escrever mais e mais! Obrigada amores!
Uma luz teimosa entra pela cortina improvisada do no quarto de Luce. Isso não era bom, pelo menos não para ela.
Luz? Cedo? Acordar? Aaarr!" pensa Luce. Ela detestou a idéia de ter que acordar todo dia cedinho para ir estudar. "Eu estou em um reformatório! Não em uma droga de escola!". Pelo que parece, nem todos tem um humor muito bom de manha. Mas o problema é que: Lucinda é mal humorada o tempo todo! Ela levanta, pega a calça que tinha encontrado, uma regata coladinha e pega o cachecol vermelho usando como cinto de novo. A calça bem folgada, provavelmente era de um garoto. Era. Ficava parecendo um estilo boyfriend. Lucinda achou um máximo! Adorou o 'look'. Ela escovou os dentes e olhou para o espelho. "Pentear o cabelo pra que?" Da de ombros e vai para a sala de aula direto. Lucinda preferia dormir mais a comer, então ela escolheu não tomar o café da manha para conseguir acordar mais tarde. Chegando à sala, Luce se surpreende. Realmente parecia uma sala 'normal' de aula, considerando todos os aspectos. Tirando o fato que, ela quase nunca ia para as aulas. -Lúcifer! -Molly chama quando vê ela. -Er, quer dizer, Lucinda. -Sabe que não gosto que me chame assim Zane. -Serio? Zane? -Molly revira os olhos. -Feliz primeiro dia de aula! -As duas riem. Ate parece que esse dia ia ser feliz. Um professor chega à sala. Lucinda não prestou atenção em nada deste dia de aula. Se ela encontrasse com o mesmo professor da que há duas horas, não saberia dizer quem é. Ela não estava muito bem neste dia, então só queria relaxar. A diversão da aula foi ficar olhando para a parede. Ate isso fica interessante nesses momentos. Molly envia alguns bilhetes sem importância para Luce, mas o professor nem se importou, como quem diz Dane-se, apenas deixe eu dar a minha aula!. Lucinda pensa em dormir, mas lembrou de quando a Molly diz dos terríveis dias que ela teve que ficar trancada em uma solitária. Tudo bem que, A Molly provocou, mas Luce não iria correr estes riscos. Trim. Trim. Trim. –Agh, finalmente! LIBERDADE. -Molly zomba. O professor ainda fala uma coisa, mas ninguém escuta ou presta atenção. Apenas tentam sair da sala. Estava no tão desejado horário do almoço! Lucinda foi almoçar com a Molly e acabou encontrando Cam no caminho. Eles se dirigiram ao refeitório, pegaram a comida e conseguiram uma boa mesa. –Vocês já se conheciam antes? -Molly dirige a pergunta para os amigos. –Uhum Luce responde. Nós estudamos um ano em outro reformatório, antes de eu vir para cá. –Serio? Caramba. -Molly se surpreende. –Pois é, depois que ela foi expulsa de lá, eu pedi transferência. Aquele lugar era um lixo! Não que aqui seja muito diferente, mas... -Desta vez, Cam que fala. –Luce, você passou por quantos reformatórios antes de parar aqui? -Molly fica curiosa. –Bem, eu passei por uns três. Ai eu descobri que o Cam estava neste e resolvi pedir transferência. Nunca me dei certo com as outras pessoas dos reformatórios, aqui pelo menos eu sabia que tinha ele. -Luce explicou para Molly. Eles conversam mais, colocam o papo em dia e se divertiram. Quando o horário do almoço termina, Luce vai relaxar um pouco e resolve explorar o lugar, sozinha. Ela caminha e percebe que nem é tão ruim assim. De tanto que andou, Lucinda acaba descobrindo uma espécie de mata. Com arvores lindas e altas. O chão revestido de folha seca. Entrando lá, admira-se com o lago que tem. Sem pensar duas vezes, ela vai nadar. De roupa e tudo. Nada melhor do que relaxar. A água era gelada e límpida. Era o que Lucinda chamara de cristalina. Era realmente perfeito, mas algo a incomodou. Ela escutou uma voz interrompendo seus pensamentos e sua adoração. –Você realmente gosta de água, não é? -Daniel interrompe-a. –Ah, você. -Luce fala com desprezo. –Sou Daniel, não sei se tinha falado isso antes. Quando nos conhecemos. –Me ajudou em tanta coisa saber o seu nome, sabia? -Luce diz, com ironia, mas um sorriso surgiu em seu rosto. –Você não é muito sociável sabia? –E você não é muito legal, sabia? -Ela retruca e depois riu. Foi mais ou menos assim que ela virou amiga da Molly. Brigando. Daniel entra na água também vestido e vai ate ela, nadando. –Luce, você não sabe o quanto foi difícil conseguir sair do ginásio que fica a piscina. Alguém tinha pegado as minhas roupas. -Ele se aproxima mais. –Que horrível! Mas tenho certeza que para alguém ter feito isso, você deve ter jogado em qualquer canto. -Ela ironiza. Daniel chega mais perto, a ponto deles quase se tocarem. Lucinda fica tensa e se afasta um pouco. –E por ironia do destino, eu sou uma das poucas pessoas que tem um cachecol vermelho aqui. Daniel sorri e depois olha para o vermelho que envolvia a cintura de Luce. –Isso é um cinto... -Ela começa a falar e depois ri. Mas é neste instante que ela pensa O que eu estou fazendo? Por que eu estou deixando ele se aproximar de mim e.... Luce afasta o pensamento. –Pode ficar. Fica melhor em você. -Daniel diz, mas ela tira e joga nas mãos dele. –Se era isso que você queria aqui esta. -Lucinda começa a nadar para a margem do rio. –É fácil? Se afastar as pessoas quando você começa a se divertir? Quando Luce escuta essas palavras, ela vira.
–O que? –Por que parece que nunca quer ser feliz? Nunca quer conversar com alguém? É fácil viver sozinha? -Daniel grita. Mas Luce não fala uma palavra se quer. -Você sofreu muito na sua vida antes de chegar aqui, sofreu e agora tem o castigo de ter que viver em um reformatório. É isso Luce? Ele se surpreende com o que falou e em seu tom de voz. Mas não recua. Apenas a encara por longos minutos e finalmente Luce quebra a troca de olhares. –Você não sabe o que esta falando. -Ela range. -Não imagina a metade do que eu vivi antes de chegar aqui. Se soubesse, ia perceber que o Reformatório é a melhor coisa que me aconteceu. -Desta vez, Daniel se cala e Luce completa. -Agora me diz: É fácil? Julgar as pessoas? Luce sai do lago e deixa Daniel sozinho. Junto com a resposta dele, que ela não se incomodou em ficar para escutar. Lucinda apenas saiu. Sem rumo e sem direções, ela só queria chegar a um lugar em que ela possa esconder suas lagrimas e seus pesadelos. Ela corre e seus olhos ardem terrivelmente. Não, por favor, NÃO! Luce pensa, mas não adianta. Uma lagrima desce de seus olhos seguida por outra e outra. O primeiro lugar que ela avista é um banheiro. Luce abre a porta desesperadamente e tranca com a chave pendurada na porta. Sentada no chão chorando, Luce fica desesperada. Que merda, por que eu tenho que voltar a pensar nisso? POR QUÊ?. Seus pensamentos são interrompidos pelo som da descarga. Merda, tem alguém aqui! Ela odiava quando a viam chorando. Começa a lavar o rosto para disfarçar e isso a deixa mais nervosa. Uma garota apareceu na frente do espelho. Cabelos castanhos, pequena e olhos amendoados. Parecia mais inocente do que os outros alunos deste lugar. A menina começa a lavar as mãos. Ela olha para Luce e realmente pareceu preocupada. –Você esta bem flor? -Pergunta. –Não. -Luce diz, francamente. Ela poderia mentir, mas isso não adiantaria em nada. -É que... Luce chora mais. –Ei, relaxa. Não precisa falar nada viu. -Inesperadamente, a menina para de falar e da um abraço em Luce. Meu nome é... Penn. –Sou Luce. Penn leva Luce até o quarto de uma delas. Conversam e jogam conversa fora. Mas tem uma hora que, Luce não agüenta mais e desabafa. Ela sabe que pode confiar em Penn. Conta tudo que estava preso e amargurado nela. E chora muito, muito mais. – Tudo aconteceu anos antes. Mas tenho cada memória bem fresca aqui, na minha cabeça. Quando eu era apenas uma menininha, uns sete ou oito anos meus pais passaram por uma fase muito difícil. Acabaram entrando em depressão e minha mãe entrou no mundo das drogas: Crack, Heroína, maconha e etc. Meu pai começou a beber muito e eles acabaram perdendo o rumo, a cabeça e em breve uma filha. Eles ficaram doentes pelas drogas e pelo álcool. Começaram a vender as peças da casa que um dia foi maravilhosa. Eu perdi a infância e os amigos. O dinheiro da minha escola começou a ser para alimentar o vicio deles. Ate ai a minha historia tava quase normal. Mas eles começaram a alucinar, me espancar e etc. Depois de um ano que minha vida virou um inferno, meus pais começaram a dever dinheiro para os traficantes. E foi ai que essa historia me atingiu mais. Os traficantes me seqüestraram e me torturaram. Tenho cicatrizes ate hoje pelo meu corpo e vou leva-lás a minha vida inteira. Eu perdi cerca de setenta por cento do meu sangue. Cortaram-me nos pulsos, nas costas, nas pernas e na barriga. Quem disse que meus pais foram lá me salvar? Uma mulher os denunciou, nem sei como me acharam, mas ela foi o meu anjo. Passei três meses internada na UTI e mais um pouco em observação. Nunca descobri quem pagou o meu hospital, mas certamente não foram os viciados que eram meus pais. Mas eu tive que voltar a morar com eles, ninguém da minha família quis ficar comigo. Os pontos dos meus machucados ainda estavam em mim, quando meus pais me espancaram. Soltou a maioria. E eu quase morri de novo. Nunca quis machucar meus pais, mas eles precisavam ser libertos do inferno que cercava a vida deles. Não eram meus pais há muito tempo, e sim seguidores das drogas. Eu tomei uma decisão a qual me arrependerá pelo resto da vida. Enfiei uma faca no coração deles, quando dormiam. Mas eu poderia vê-lós morrer aos poucos, sofrendo mais e mais ou fazer isso e acabar tudo de uma vez. Tenho cicatrizes que nunca me deixarão esquecer-me o que fiz. Não no corpo, e sim no coração.
Notas finais
Obrigada amores! queria dizer também que, caso tenha algum erro de digitação, por favor me avisem. Meu computador ta cortando algumas coisas! Desculpa
Fale com o autor