Estrela Negra
15 Capitulo 14 – Três Palavras E Uma Dúvida
Notas iniciais
Luce acordou sentindo um cafuné no cabelo. Daniel sairá depois que ela confessou amar Cam também. Tinha sido uma noite complicada. Definitivamente.
-Quem é? –Perguntou sonolenta, sem conseguir abrir os olhos. Sentiu um fio dourado caído em seu ombro então concluiu: Daniel. –O que esta fazendo aqui?
-Nada. –Ele sorriu.
-Então saia. Preciso me vestir. –Disse sem nenhum sinal de rispidez presente na voz.
-Eu não ligo se...
-Saia DANIEL! –Gritou com raiva. –Eu preciso trocar de roupa. Da um tempo.
-Ok, mas depois preciso falar com você. É importante. –Disse serio. Luce sorriu e o levou ate a porta.
Tirou a mala bagunçada que guardava de baixo da cama e tirou qualquer peça preta que havia lá. No final percebeu que tinha pegado um short preto e um suéter da mesma cor. Olhou-se no espelho e virou de lado. Seu corpo permanecia o mesmo, sem nenhum sinal que o bebe estava crescendo. O que era normal, já que estava apenas no inicio da gravidez.
Bagunçou seus cabelos curtos e sorriu. Saiu do quarto e trancou a porta, olhando diretamente nos olhos violetas de Daniel. Ele retribuiu o sorriso, mas parecia nervoso.
-O que queria dizer? –Lucinda sorriu animada com alguma coisa.
-Eu queria falar que... –Ele suspirou. –Eu não ligo que o filho não seja meu... Mas eu quero assumi-ló –Disse determinado. Lucinda abriu a boca, surpresa e intrigada.
-Isso você deve falar com o Cam! Ele é o pai. Ele pode querer assumir a criança! –Ela o encarou.
-Eu te amo Luce. Nunca se esqueça disso.
Ela queria responder que também o amava. Que ele era o amor da vida dela, mas... Seria uma mentira. Ela o amava, mas não do jeito que Daniel pensava. Não do jeito que ele desejava que amasse.
-Eu... Estou muito confusa Daniel. Não sei exatamente o que eu estou sentindo. Mas eu tenho que ser sincera com você. Eu o amo. E não importa o que eu sinta por você... Sempre será ele. –Fez uma pausa meio dramática e pensou: “Eu sinto algo Por Daniel?” –Qual quer que seja a maldição que nos cercava... Acabou.
Luce se arrependeu de ter dito aquilo. Era verdade, mas... Foi dura com as palavras. Mesmo sabendo que a maldição só o cercava. Ela sempre foi condenada a odia-ló. Quando finalmente Daniel quebra isso, o coração da garota pertencia a outro. Ela sussurrou baixinho que estava certa. Não poderia engana-ló. Ainda sim era difícil. Para os dois.
Lucinda percebeu que não pertencia aquele lugar. Ela pertencia a Cam, mas aquele reformatório não poderia ser o lugar que teria que passar o resto da vida com o amor e seu bebe. Não era certo. Ela deveria sair de lá. E resolveria isso agora.
Sem saber o que estava fazendo, começou a correr. Em direção a liberdade, em direção ao amor. Luce ouviu a voz de Daniel, mas ignorou-a e continuou correndo. Foi até o corredor do quarto de Cam e abriu um largo sorriso.
Bateu na porta e nenhum sinal dele. Abriu-a sem dificuldade, Cam não costumava tranca-lá. Mas o garoto não estava ali.
Ela suspirou e percebeu que havia corrido muito. Respirou com dificuldade e percebeu que seria mais sensato Luce esperar no quarto dele. Deitou na cama e relaxou.
-Eu estou fazendo a coisa certa Penn? –Perguntou para o nada. Sua cabeça disse que estava, mas a cabeça dela seria a ultima coisa que confiaria. Uma lagrima desceu de seus olhos ao se lembrar dos pais. –Por favor! Eu estou fazendo a coisa certa? Não consigo raciocinar Penn. Estou tão confusa em relação a essa criança e a minha vida... Não me deixe falando sozinha! Penn...
-E você não confia em si para responder? –Não era Penn. Era uma voz grossa e masculina. Cam. –O que foi Luce? –Viu as suas lagrimas e secou-as com o dedo.
-Eu estou tão confusa! –Chorou mais. –E... Não quero mais viver aqui. Não é certo que o nosso filho nasça em um reformatório! Nunca fez mal a ninguém... –Luce lembrou o quanto passou mal por causa do sangue do filho, mas ignorou isso. –Eu já o amo! E ele ainda nem nasceu! –Suspirou novamente. –E eu também te amo. –Surpreendeu-se com a confissão. –Mas não posso obriga-ló a vir. Só queria te dizer que vou partir bem brevemente.
Cam sorriu. Ele abraçou-a e beijou sua bochecha.
-Lucinda esta me chamando para fugir com ela? Que tentador... –Ele riu porem assumiu uma expressão seria. –Vou com você a qualquer lugar sem pensar duas vezes. Eu também e amo Luce. Muito! Vamos ate agora se quiser!
-Não. Hoje não. –Hesitou. –Preciso me despedir dos meus amigos e... Acertar-me com Daniel. –Cam fechou a cara. –Eu te amo Cam, sabe disso. Mas preciso falar com ele. Não posso simplesmente desaparecer.
-Claro que pode. Você só não quer.
-Eu quero. Preciso falar com ele. É serio. –Disse quase determinada.
-O que você esta escondendo Lucinda Price?
-Não é nada. –Respondeu rápido demais.
-Luce, você quer ser sincera com ele, mas comigo não? –Fez uma cara melancólica e ela cedeu.
-Ele queria assumir o bebe. Eu disse que não, só que eu preciso conversar com ele. Daniel merece pelo menos isso. –Respondeu finalmente.
-O anjinho merece uma surra, isso sim. –Disse entre dentes.
-E eu também te amo. Mas preciso ir. Junte suas coisas, encontro você logo depois. –Luce sorriu.
-Luce, eu também preciso me despedir de algumas pessoas. –Cam disse e ela fez uma careta. –O que? Eu tenho alguns amigos poxa. –Parecia quase magoado, mas logo ignorou e deu um longo beijo apaixonado na garota.
Cam passou às mãos nos curtos cabelos dela e aprofundou o beijo. Lucinda suspirou e sorriu. Deu-lhe mais um selinho rápido e quando se separou, viu uma expressão diferente no rosto dele.
-O que foi? Eu fiz algo errado?
-Não, você não fez nada. –Cam assegurou.
-Então o que foi? –Ela insistiu. –Que cara é essa?
-Não é nada. –Luce arqueou as sobrancelhas.
-O que você esta escondendo Cameron Briel?
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