Fui caminhando pelo imenso pátio, até a cantina. Minha garganta estava seca e eu precisava beber alguma coisa pra aliviar a tensão que eu mesma tinha criado. Está na hora de começar a assumir as responsabilidades por meus atos. HAHAHAHAHAHAHAHA

Pára. Só tenho poucos anos de idade e tenho mais é que aprontar, dar muito trabalho e aprontar mais. Beijar na boca, ter crises de raiva, de riso, tudo isso é o que todos os adolescentes normais devem fazer. É claro que está fora de cogitação pra mim. As vezes tenho vontade de arrancar a roupa e gritar: “AAAAAHHHHHH, EU SOU LIVRE!”

Chegando na cantina, uma moça de cabelos presos em um rabo de cavalo mal feito, sorriu.

Tia da cantina: O que deseja?

Nessie: Não tem veneno de rato, tem? – comecei a procurar dinheiro nos bolsos, até achar três dólares.

Tia da cantina: RSRS, tem não.

Nessie: Ah, então me vê uma coca.

Peguei a bebida, paguei e abri ali mesmo. O liquido gelado me fez estremecer. Olhei para meu pulso, na intenção de ver as horas, mas me lembrei de que não usava relógio. Essa era uma mania que eu não conseguia evitar.

Daniel: Olhos verdes... Que linda! – uma voz masculina disse ao meu lado

Assim que meus olhos o encontraram, vi que era alto, tinha uma pele clara, mas nada comparada a de um vampiro. Seus olhos azuis eram grandes e calorosos e a barbicha em baixo do queixo podia ser considerada um charme para as garotas. Garotas que gostam de garotos... Meu olhos também não eram sem graça como os de Carlie e como os de Bella eram quando humana. Eram esmeralda, assim como os de quando Edward era humano. Eu pensava constantemente em comprar lentes de contato pretas. Acho que dá um bom contraste com minha pele.

Nessie: Que foi? – dei mais um gole na coca, já que estava despreocupada.

Daniel: Juro que nunca vi pessoa mais linda no mundo. Você é bem melhor do que Angelina Jolie. Quer transar?

Eu tinha certeza de que ele já sabia que eu era lésbica, mas mesmo assim fez gracinha. Como não sou do tipo de garota mal humorada e de mau com a vida, eu ri, afinal o modo como ele falou, foi engraçado.

Nessie: Quero não. – bebi mais. – Você quer coca ou vai ficar me olhando com cara de tapado? – sorri, demonstrando calma.

Daniel: Ah, me dá um pouco de coca. – pediu e eu lhe dei.

Nessie: Se beber demais, vai me pagar outra. – avisei.

Ele colocou as mãos nos bolsos e as tirou de lá, mostrando que não tinha nem uma moedinha. O cara só deve ter molhado os lábios, rapidamente me devolveu.

Daniel: Aquele brutamontes é seu namorado? – segui seu olhar e me deparei com um Jacob que não expressava nada alem de raiva, nos fulminando, como se a qualquer segundo fosse se levantar e vir até mim. Embry parecia o conter.

Nessie: Ele não é um brutamontes. E bom... não é meu namorado. – não voltei a olhar Jacob quando respondi.

Essa era mesmo a verdade: não éramos namorados, mas tínhamos ficado. Eu só queria entender porque aquilo doía de certa forma.

Daniel: Que bom. Então eu tenho uma chance? – se encostou na parede.

Nessie: Não, eu sou lésbica. E mesmo se eu gostasse de homens, não teria. – ele ergueu as sobrancelhas. – Não me leve a mal. Ou leve, tanto faz. Prefiro os caras mais... bronzeados, assim como Jacob.

Daniel: O brutamontes? Fala sério, ele é mais feio que eu. – cobriu o rosto com as mãos por um tempo e depois voltou a me olhar.

Nessie: Feio? – sério, fiquei indignada. – Ele não é um cara. Ele é O cara! 100% lindo e gostosão. – e eu, lésbica. Abaixei os olhos. Daniel pareceu perceber.

Daniel: O que? Ele não quis ficar com você e por isso virou lésbica? – tentou segurar meu queixo, mas eu bati em sua mão, rindo e me recompondo.

Nessie: Não acho que te devo explicações da minha vida pessoal. – dei lhe um soco de brincadeira no queixo. – De qualquer forma, não foi por isso que virei lésbica. Alias, não virei lésbica, eu NASCI lésbica. – dei de ombros.

Dei uma ultima golada na minha coca e a joguei no lixo que tinha ali perto. Dei um breve aceno e deixei o moleque ali, sozinho. Do outro lado do salão, vi um grupo de garotos, tocando violão e cantando. Esse era um bônus que ninguém tinha me contado: podia trazer seu instrumento para a escola de vez em quando. É claro que com a permissão do supremo diretor que eu ainda não conhecia. Caminhei até eles. Tocavam Cine, garota radical.

Eram três caras. Um deles era alto, sua pele era morena e seus cabelos arrepiados, eram castanhos escuro. O segundo era loiro, tinha uma franja, era o mais forte e tinha um piercing maneiro na boca. O terceiro tinha os cabelos bem pretos e também tinha uma franja. Eram os chamados ‘coloridos’, assim como eu, as vezes.

Perceberam minha presença, de imediato.

André: Eita, é a lésbica! Oi, menina lésbica, qual é seu nome? – perguntou entusiasmado o menino de cabelos negros.

Nessie: É Nessie.

Bernardo: Tipo do lago Ness... To ligado. – assentiu o moreno. – Sou Bernardo, esse é o André – mostrou o de cabelos pretos -, e esse é o Breno. – apontou o loiro, de piercing. – Mas e aê, ta perdida aqui?

Nessie: Não, vim ver vocês arranhar esse violão.

Breno: AHAHAHAHAH Você toca?

Nessie: Melhor que vocês. – brinquei.

Breno: Faz um som então. – deu o violão na minha mão.

Sentei na beirada do palco, onde eles estavam e dei uma afinada no violão. Não olhei para minha ‘familia linda e feliz’ ao fazer isso.

“Eu fui matando os meus heróis

Aos poucos como se já não tivesse nenhuma lição pra aprender.

Eu sou uma contradição

E foge da minha mão fazer com que tudo o que eu digo

faça algum sentido

Eu quis me perder por ai

Fingindo muito bem que eu nunca precisei de um lugar só meu

Memórias, não são só memórias

São fantasmas que me sopram aos ouvidos

Coisas que eu...

Eu dou sempre o melhor de mim

E seu que só assim

É que talvez se mova alguma coisa ao meu redor

Eu vou despedaçar você

Todas as vezes que eu lembrar por onde

Você já andou sem mim.

Memórias, não são só memórias

São fantasmas que me sopram aos ouvidos

Coisas que eu...

Memórias, não são só memórias

São fantasmas que me sopram aos ouvidos

Coisas que eu nem quero saber”.

Cantei uma musica que eu mesma tinha feito e eles ficaram boquiabertos quando terminei a ultima nota. Fazer o que? Eu mando bem;

André: UAAAAU. – arregalou os olhos, depois me analisou com calma. – Menina, você já pensou em ter uma banda, fazer sucesso e morar em Los Angeles?

Fiz uma careta.

Breno: É sério, você toca e canta muito bem. – mordeu o lábio, perto do piercing.

Nessie: Valeu.

Vi Alice me chamando do outro lado.

Nessie: Vou indo, agente se vê.

Eles iam falar alguma coisa, mas sai dali rapidinho. Todos na mesa conversavam entre si, somente Jacob estava com cara de poucos amigos.

Alice: Quem era aquele cara que você deu coca? Sabe a quantidade de germes que você pode pegar? – começou.

Jacob: Ah, calma Alice. Ele chamou ela pra transar, mas nem assim ela se irritou. Quer saber? Eu não consigo te entender. – disse a ultima olhando diretamente pra mim.

Nessie: Ele estava brincando, e eu também gosto de brincar. – comecei a explicar, mas ele me interrompeu nervoso.

Jacob: Não... Isso realmente não me importa. – respondeu se levantando e ficando de frente para mim, a poucos centímetros de distancia. – Espero que saiba o que está fazendo da sua vida, Nessie. – e se foi.

Bem na hora o sinal tocou e com raiva, eu o segui.

Nessie: Hei, hei, hei. – chamei, mas ele não esperou. Eu corri e parei na sua frente, de braços cruzados. Ele seguiu meu exemplo e cruzou seus braços também. – O que deu em você?

Ele não devia estar assim por eu ter dito que não somos namorados, porque não éramos namorados, de fato.

Jacob: Você é... – ele parou, angustiado. Como se não soubesse se devia ou não me dizer o que queria.

Nessie: Manda ver. Diz o que sou. – pedi carrancuda.

Jacob: Esquece. – mirou o chão.

Me doía vê-lo triste.

Nessie: Jake? – fiz beicinho. – Não fica bravo com a Nessie. Ela te ama. – falei de mim na terceira pessoa.

Segurei seu queixo, o fazendo olhar pra mim. Assim que ele o fez, pareceu amolecer um pouco a carranca. Dei um beijo em sua bochecha, desejando beijar-lhe a boca, e o passei meus braços por seu pescoço, o abraçando forte.

Nessie: Eu posso agüentar que todos em casa me odeiem, posso agüentar que TODOS me odeiem e me critiquem, mas não posso suportar isso de você. – falei com sinceridade, enquanto inalava o seu cheiro, assim como ele estava fazendo comigo. – Eu te amo!

Quando terminei de dizer esta frase, senti uma dor profunda. Como se uma faca tivesse sido cravada em meu coração, o fazendo sangrar. Foi mais estranho do que pude explicar para mim mesma. Foi inigualável.

Jacob: Te amo tanto, pequena. – foi só um sussurro. – Mais do que posso dizer...

Nessie: Me perdoa. Realmente não pensei que uma coisa tão besta fosse chateá-lo. – tirei da cabeça como ele ficaria se soubesse que o usei. – Mas você precisa entender, que é meu jeito. Eu nunca pediria pra você mudar, então não peça isso pra mim.

Jacob: Não quero que mude. Amo você assim como é. – se afastou um pouco e eu fiquei impaciente.

Mas ele se afastou justamente para roçar seu nariz no meu. Havia algo de diferente no jeito como eu disse o meu “eu te amo” e a forma que ele disse “te amo tanto”. Sei que eu disse como uma amiga que ama um amigo. Nossos olhos se encontraram e não quiseram mais se desviar por um tempo.

Jacob: Ficará chateada se eu te beijar?

Nessie: Ficarei bastante chateada se não me beijar agora.

E antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ou me arrepender por dizer as palavras que eu sabia que eram erradas, Jacob me beijou ferozmente. Nossas línguas dançaram juntas, e eu explorei cada canto de sua boca, na tentativa de memorizar isso. Guardar dentro de mim, onde ninguém poderia tirar.

Nos desgrudamos por estarmos sem ar. Parecia que toda a escola estava nos olhando. “A garota lésbica que pega o cara mais gato da escola.” Pois é, eu sou foda!

Jacob: Vem. – não me contentei em simplesmente entrelaçar sua mão na minha. Segurei em sua cintura, para que ficasse próximo a mim, e ele fez o mesmo, segurando a minha.

Deitei minha cabeça em seu peito, e soltei um longo suspiro. Estava sendo aquecida pelo sol, e nenhuma sensação era melhor do que aquela.

Depois de nos sentar, Jacob beijou minha mão, e se sentou também.

Por sorte, era aula de educação física. Nossa, eu adoro esportes. Seguimos todos juntos para a quadra. É claro que seria terrivelmente desconfortável para os que eram totalmente vampiros, porem pra mim era muito... legal. O professor Carlos determinou que seria os meninos no futebol e as meninas no vôlei. ATÁH. Eu gosto de vôlei, mas sou fera em futebol. Carlos pareceu relutante a principio, mas acabou cedendo. Vesti o uniforme masculino e segui para a quadra, junto com os garotos.

Emmett, Edward e Quil ficaram no meu time. Jacob, Embry, Jasper e Seth ficaram no time oposto. HÁ, íamos ganhar. Não que desse pra contar com os que tinham no meu time, já que tinham que controlar a força, mas sempre fui uma boa jogadora. A partida começou. Tinha um fominha que não tocava a merda da bola.

Nessie: AQUIIIIII, PASSA PRA MIM, INFELIZ.

O fominha, tocou para Edward e como ele não queria se comprometer – ou por outra baboseira -, ele tocou pra mim. Avancei com ela sem pensar. Dei rolinho em Embry e toquei para outro cara. Corri para mais perto do gol, e assim que ganhei a bola de novo, matei de cabeça. Foi um gol lindo. Todos gritavam e pulavam, eufóricos.

Jacob: Hei, aonde foi que aprendeu a jogar assim? – me abraçou por trás. Um sorriso estava estampado no rosto.

Professor: Belo gol... – elogiou. – É Reneesme, estou certo? – eu assenti. – Acho que foi uma boa te colocar no futebol. Tudo bem, vamos voltar ao jogo.

Recebi o passe de Quil, e me vi encurralada por Jacob. Não sei como consegui dar um chapeuzinho em um cara tão alto quanto ele, porem isso fez com que o professor aplaudisse. Mandei de volta a bola a Quil, que matou no peito e chutou para o gol. Pena que o goleiro agarrou! De repente Jacob estava com a bola, desviou de três caras que estavam praticamente em cima dele, e marcou um golaço. Não consegui deixar de não comemorar, pulando em suas costas.

Nessie: Arrasou gostoso. – beijei o canto de sua boca.

Continuamos o jogo. Enquanto isso, as garotas jogavam vôlei, até que Leah deu chilique e disse que também queria jogar futebol. Ficamos então no mesmo time e acabamos descobrindo outra coisa em comum: ambas adoramos futebol e jogamos bem. Na sua primeira oportunidade, marcou um gol, sem contar o passe que me deu para o meu segundo.

Quando a aula acabou, fui para o vestiário assim como todos os outros e tomei um banho. Me senti mal pelo olhar da Bella, da Rosalie, da Alice e da Carlie, que eram as únicas que podiam me ver. Saindo de lá, esbarrei com Breno, o loiro do piercing. Bernardo e André estavam bem atrás dele.

Breno: Oi. Temos uma proposta pra te fazer. – disse receoso.

Nessie: Diz aê!

André: Vai ter um concurso de bandas aqui na escola, e agente nem ia tocar, porque não tínhamos um vocal, então pensamos que talvez você quisesse preencher essa vaga.

Embry: Infelizmente não vai rolar, galera. – interrompeu, surgindo do nada, com Seth, Jacob e Quil do lado. – Nós vimos no calendário da parede daqui que vai ter o concurso e vamos montar uma banda. A Nessie é essencial, porque ela também é vocal.

Nessie: Como assim ‘também’? – Ok, eu não estava entendendo nada, mas se eles iam mesmo montar uma banda, quem mais seria o vocal?

Seth: É, o Jacob canta bem também. Se dividirem o posto ninguém se cansa. – deu de ombros.

Breno: AH, pelo menos deixem ela pensar. Tchau, nós vemos amanha. – piscou pra mim. Jacob se pos ao meu lado.

Nessie: Tudo bem... Vocês pelo menos sabem tocar? – olhei para cada rosto.

Embry: É, só o Quil que não. Então estávamos pensando no Seth na bateria, que ele manda bem. Eu e Jacob na guitarra e você fazer o baixo, já que também toca bem. Só que ai vai ser pique Restart, com dois vocalistas, no caso, você e o Jake.

Nessie: Desde quando você canta e toca? – ergui uma sobrancelha.

Jacob: Toco e canto desde sempre. Achei que seria divertido se participássemos do tal concurso. – entrelaçou suas mãos nas minhas, me guiando para o estacionamento com os outros garotos bem atrás de nós.

Nessie: É ótimo.

NOSSA, essa era a ultima coisa que eu esperava desses caras. Montarmos juntos uma banda pra tocar publicamente. Ia levar um tempo, mas ia me acostumar com a idéia. Seria divertido, assim como Jacob dissera. Agora eu estava ansiosa pelo momento em que começaríamos a ensaiar.

Nessie: Vocês vão lá pra minha casa ou eu vou pra La Push? – perguntei quando joguei o skate no chão.

Seth: O que você acha melhor?

Nessie: Tem um pequeno estúdio na casa dos Cullens, pode ser melhor lá.

Embry: Então ta combinado. Duas horas nós aparecemos pra ensaiar. – e seguiu para o rabbit do Jacob. Foi só ai que percebi que Leah não estava com eles.

Nessie: Cadê a Leah? – meus olhos vagaram por todo o estacionamento, porém não a encontraram.

Jacob: HÁ, a Leah não gosta de escola. Aposto que não vai ficar nem uma semana, escapou na primeira oportunidade que teve, mas te mandou um beijo.

UI, e que beijo hem. Preferi deixar isso em OFF.

Jacob: Vai mesmo nisso ou quer uma carona? Posso te deixar em sua casa. – ele não parecia gostar da idéia de eu ficar andando por ai de skate, não mais do que Edward.

Nessie: Ta tudo bem, skate é o melhor meio de transporte que existe. – fui pega de surpresa por um abraço de urso.

Jacob: Vou ficar com saudades até as duas horas.

Nessie: Tenho a solução pra nosso problema: Vá antes deles.

Precisei de uns segundos para perceber que tinha dito: “nosso problema”, ao invés de “seu problema” ou simplesmente “esse problema”. Também me perturbava ficar longe dele...

Jacob: Vou mesmo então... – e me beijou de maneira delicada. Não tínhamos pressa.

Subi em meu skate e fiz um jóia pra Jake, que observava sorrindo. Logo eu já estava longe dali.

No caminho pra casa, comecei a pensar no certo e no errado. É errado usar as pessoas para se conseguir o que quer e eu o fiz. Como ficaria se Jacob fizesse isso comigo? Nem consegui imaginar. É errado olhar em seus lindos olhos negros, e mentir sem ao menos sentir culpa. Só que não era exatamente isso o que estava acontecendo. Ta bom, no começo eu só queria tê-lo por perto para ver Chelsea e curtir meu lesbianismo sem ser descoberta. Eu o usava para esconder de Edward. Não consegui entender porque mesmo agora que Edward sabia, e não pretendia me manter afastada de minha ‘namorada’, eu não queria me afastar de Jacob. Eu não negava seus beijos, e ansiava sua toque. Dei por mim que o tempo ia me mostrar o que era certo e o que era errado. Meu celular velho, com um rachado no meio, tocou.

Nessie: O que você quer? – não contive a irritação, por estar sendo tirado dos devaneios.

Porém a voz do outro lado da linha, me fez voltar a realidade.

Notas finais
Reviews? Recomendações? É tudo bem vindo aqui!

Próximo cap:
◘ Primeiro ensaio da banda
◘ Copa do mundo

Desde já, obrigado