Estrela De Um Céu Nublado
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Conheceu Dora enquanto trabalhava no bar,
servindo bebidas, ela soltando fumaça no ar.
Perua desquitada que vivia da pensão do ex-marido,
empresário falido que sofria de Síndrome de Down Jones
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_ Não mãe... Nã-Não se preocupe comigo... Também estou com saudade. Eu sei que já disse isso muitas vezes, mas me desculpe não ter ido visitar vocês nas férias, mas eu não tinha dinheiro para a passagem. — Finn falava com Carole ao telefone enquanto caminhava até AMDA para a primeira aula depois de um mês. Desde que Puck o visitou no início de Julho, abrindo seus olhos para o quão arrogante estava se tornando em relação a Lima, passou a ligar para casa e para o amigo sempre que podia.
_ Finn, meu filho, você sabe muito bem que temos mais do que o suficiente para te comprar passagens. Assim como tínhamos dinheiro para que você pudesse ter ido para L.A. sem ter que trabalhar.
_ Eu sei mãe, mas eu não gosto de ficar pedindo grana para vocês, além do mais você e o Burt já fizeram muito por mim. Se eu não começar a me virar sozinho nunca vou amadurecer, foi você que me disse isso quando eu era criança, lembra? — Finn sorriu quando ouviu um exagerado suspiro de derrota no outro lado da linha. Sua mãe era a pessoa mais dramática que conhecia.
_Okey, okey. Você venceu. Mas você vem passar o natal aqui. Nem que eu tenha que ir até a Califórnia e te buscar pelas orelhas, mas minha família estará reunida. Entendeu?
_ Sim senhora. — Respondeu brincalhão, como se estivesse no exército. Teria batido continência se sua mãe pudesse ver. _ Agora eu tenho que desligar, achei na faculdade. Manda um beijo para o Burt e o Kurt, tchau. — Finn parou em frente ao grande prédio cinza. Sempre se surpreendia com a altura do lugar.
_ Bem vindo de volta. — Ele sussurrou antes de entrar.
xXx
_ Finn! Aqui. Finn. — Ele olhou ao redor pelo refeitório procurando a voz que lhe chamava. Avistou Rachel acenando levemente em uma das mesas mais distantes, a mesa que ela estava quando se conheceram, sozinha.
Que estranho.
Com exceção do dia em que se conheceram, Rachel nunca sentava sozinha. Ela e Brody eram da mesma turma e saiam juntos. Nas poucas aulas que tinham separados, ele costumava sair um pouco antes para ir buscá-la.
Mais tarde Rachel contara que ela só estava sozinha porque a turma de Brody tinha ficado na sala até mais tarde por causa de um trabalho.
_ Oi Rachel, — Ele disse se sentando na mesa, de frente à ela. _ cadê o Weston?
_ Ele não veio hoje. Está doente. — Rachel respondeu tristemente. Brody havia pego um forte resfriado no fim de semana. Tinham pego chuva durante a noite e acordou de madrugada ouvindo os gemidos do rapaz. Quando se virou para olhá-lo ele tremia e suava, ardendo em febre.
_ O que houve, algo grave? — Finn perguntou com um tom de voz preocupado. Não que ele se importasse que Brody estive doente. Ao contrário, poderia estar colocando as tripas para fora. Mas doía ver o quando Rachel estava triste e abatida.
_ Mais ou menos... Eu acho... Eu fui com ele no hospital sábado de manhã e disseram que talvez ele esteja com pneumonia. Pegamos aquela chuva de sexta. — Falava brincando com o copo vazio que estava na mesa.
_ Hey — Finn alcançou suas mãos e ela levantou os olhos para ele. _ Não se preocupe. Ele é petulante demais para se deixa abater por uma doençazinha.
_ Petulante? — Rachel riu levemente. _ Está aprendendo palavras novas Finn?
_ Ha ha ha. Você é muito engraçada senhora Berry. _ Finn tentou parecer irritado, mas o sorriso nos lábios colocou sua atuação por água à baixo.
_ Senhora? — Rachel tinha os olhos arregalados e a expressão incrédula mais engraçada e fofa que Finn já tinha visto. _ Você está me chamando de velha, Hudson?
Finn tinha certeza que estava vermelho devido ao esforço que fazia para não rir da cara da morena.
_ Ih. Que garota mais complexada.
_ O que?
Rachel arregalou os olhos comicamente, ainda mais, e Finn não conseguiu se segurar. Estava quase caindo de cadeira de tanto rir.
A morena encarava o jovem ator furiosa e jogou o copo que segurava em sua direção. Sua reação fez com que ele jogasse a cabeça para trás e risse ainda mais.
Rachel pegou a mochila que estava apoiada no pé da cadeira e se levantou. Finn percebeu o movimento e tentou olhar para ela, mas fracassou quando um novo ataque de riso surgiu ao ver os olhos castanhos brilhando de fúria.
_ Idiota. — Disse dando um pequeno grunhido de raiva. Saiu pisando duro para dentro do prédio da AMDA, mas deu um pequeno sorriso quando percebeu que, mesmo de longe, ainda podia ouvir as gargalhadas de Finn.
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