Estrela Apagada - No fundo do oceano
5 Biblioteca aberta no meio da noite
Depois que saí do hotel e vagava pela rua minha cabeça era atacada de pensamentos, entre eles quem era a pessoa que eles viram na água comigo ? Que caixa era aquela ? E o que saiu dela ? Afinal nunca tinha visto uma caverna como aquela na minha vida (na verdade nunca tinha visto uma caverna ou qualquer coisa tão bonita do tipo, minha vida era tão animada quanto a vida de uma pedra), mas agora que tinha visto minha vida chamava por aventuras. Caminhei pela rua, por onde ia começar ? Afinal não é nada normal sair por ai perguntando: você sabe qual a história da caverna bizarra no fundo das águas mais profundas dessa praia ao qual fui arrastado sabe lá por que ? Talvez pudesse achar algo na internet, mas não queria correr o risco de voltar pra o hotel, e todas as lan houses estavam fechadas agora, onde eu poderia encontrar um computador era em uma:
– Biblioteca ! — Gritei quando vi uma enorme em minha frente, era branca e parecia esconder um terreno enorme atrás. — E ainda esta aberta...
Eu subi os cinco degraus da frente para entrar, não é muito comum estar aberto algo assim naquele horário da noite, e perto da praia, não deveria ser muito bem frequentada. Por dentro era incrível, milhares de estantes que não podia dizer onde era a parede ou só mais uma estante revelando várias atrás, livros de todas a idades e autores que eu nunca tinha ouvido falar na vida, e também muitos autores famosos. Ouvi mulher falar de trás de uma das estantes:
– "O mundo mudou diante de nossos olhos, o que passou está longe de meu alcance e o que virá está cada vez mais perto, eu não consigo saber o que está diante de mim, meu olhos guiam para o passado e futuro, mas nunca para o presente".
Olhei para quem era, era uma velha de cabelos brancos e casaco cor de catarro, com uma saia rosa e rodada que ia até os pés, ela me viu e disse:
– Oh, um jovem na biblioteca esta hora da noite, finalmente alguém que gosta de ler por aqui, o que deseja ?
– Você é a dona daqui ?
– Sim, sou sim...
– Você tem computadores conectados a internet só para eu fazer uma pesquisa ?
– Sim... — Ela disse torcendo o nariz, aparentemente decepcionada. — Tenho sim... venha... por aqui meu jovem...
Eu a segui diante de várias estantes e milhares de livros, ela me levou a três computadores no canto e eu me sentei na frente de um, em uma cadeira comum feita de metal, ela ficou me observando pelas costas olhando diretamente para a tela, aquilo não me deixou muito confortável mas eu tinha de concluir minha pesquisa, abri o buscador e digitei:
Caverna de pedras douradas no fundo do oceano
Alguns sites apareceram, alguns de ciências mostrando várias cavernas similares mas todas longe da borda da praia, e o que eu vi foi um site que abrigava lendas de todas as partes do mundo, contando uma lenda que só podia ver o começo, então cliquei sobre o link e abri o site para ler completo, tudo bem que era uma lenda e podia não fazer o mínimo sentido, mas até aquele momento nada fazia sentido mesmo, estava escrito:
A lenda diz que desde os tempos antigos uma força maligna fazia parte da terra assim como qualquer animal, planta ou coisa que estivemos acostumados, ela era tão natural quanto, mas tão maligna que podia destruir a terra em só um olhar, não haviam várias delas, apenas um, mas podia ser vista de todas as partes do mundo vagando sobre a terra, fora chamada pelos homens de "Homem dos ossos de gelo", pois sempre que visto mantinha a aparência de um homem esquelético e sempre que estava por perto fazia um extremo frio e seus ossos pareciam feitos de gelo de tão transparentes, ele só não destruía aos humanos porque nos escondíamos em 8 partes do mundo, e a cada um pertencia um de 8 itens mágicos que o mantinha longe, um dia quando os humanos cansados de não poderem vagar pela terra que lhe foi concedida livremente, reuniram esses 8 itens e usou para prender o homem em uma caixa, ela foi jogada no mar, mas ele estava preso e não morto, conseguiu criar sombras que vagam na água por perto da caixa e criou uma caverna de pedras douradas, era o máximo que conseguia fazer, e com o resto de seu poder deu o dom de que as sombras conseguissem localizar as pessoas mais provaveis que iriam abrir a caixa e então de tempo em tempo a caverna se muda de lugar, perto da pessoa que possa abrir, a mais provavel, os 8 itens foram em 8 partes do mundo, cada um dá a indicação de onde está o próximo caso um dia a humanidade precise lutar contra ele de novo.
Oh droga, oque foi que eu fiz ? A única maneira que está coisa não destruísse a humanidade era reunir os 8 itens, mas para saber onde os outros estão eu precisava no mínimo saber onde um deles está, mas como saber isso ? A internet não ia me mostrar desta vez, a velha olhou pra mim sorrindo:
– Gosta de lendas garoto ?
– Um pouco...
Eu levantei da cadeira e antes de sair pela porta da frente perguntei:
– O que tem no terreno atrás da biblioteca ?
– Apenas minha casa, apenas minha casa...
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