Notas iniciais
A todos aqueles que me apoiaram de alguma forma, eternamente obrigada!

Mudança. Há várias definições muito boas para essa palavra: “ato de mudar ou transportar alguém ou algo de um lugar ao outro” é uma delas, mas eu notei que o sentido literal, aquele que reflete em todos quando se fala nisso, não consta no dicionário. Uma palavra que detém o poder de trazer a felicidade para uns e tristeza para outros, responsável por tantos corações partidos e amizades acabadas. Talvez por isso as pessoas tenham receio de mudar. Preferem não correr os riscos que essa simples palavra propõe.

Confesso que há uns cinco anos atrás, quando meus pais morreram num terrível acidente de carro, eu tive medo de deixar o Arizona, não queria morar com parentes que não me amavam de verdade. Não tive muita escolha já que só tinha nove anos, mas depois de passar por oito casas diferentes, com oito tipos de família diferentes, ter que estudar em oito escolas diferentes em oito estados diferentes em seis miseremos anos, me acostumei.

Minha última viagem foi para a casa dos meus avós paternos, de quem meu pai não gostava nem um pouco, mas eu não sei o por quê. Nas vezes que os vi, eles foram bem gentis comigo. Meu avô foi um grande músico e maestro inglês, e minha avó era dançarina em um cassino de Las Vegas. Como se conheceram? Uma história longa e doida que envolve músicos, cassino, bebida e hospital. Nem queira saber.

Se bem que dessa vez nem foi tão ruim, fiz até amigos. O que é muito raro, acredite. A parte chata é que eu fui jogada dentro de um carro que saía de Miami, minha última cidade antes do vovô e da vovó, com nada além de minha mochila jeans desbotada, um exemplar do livro As Vantagens de Ser Invisível de Stephen Chbosky e as roupas do corpo, rumo a meu novo lar do outro lado do país. Denver, Colorado.

Foram as horas mais entediantes da minha vida. Dei graças quando estávamos chegando pois minhas nádegas ficaram doloridas de tanto ficar sentada! 12 horas sentada é #$\\@%! né. Um conselho: se for atravessar o país de carro, que seja num conversível e não numa hippie van velha do seu tio, com ele, seus cinco filhos barulhentos, dois cachorros com um latido estridente e sua tia reclamando que o marido não toma banho, cheira a bacon com geléia de amora, que seus filhos vão mal na escola por que ele não dá atenção para as crianças e etc.

Notas finais
Espero que continuem lendo minha fic -^^-
Talvez eu demore um pouco para postar, porque
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.