P.O.V JAWARI

Eu caia... Caia muito rápido, em direção ao chão milhares de metros abaixo de mim, o vento não soprava em meu rosto, pois ali não havia vento, acima de mim milhares e milhares de estrelas, perfeitamente visíveis livres da intromissão da grossa camada que cobria o planeta. Mas como eu sabia daquilo? Nunca tinha estado no planeta que se aproximava. Nunca havia visto o céu, ou sentido o vento me tocar… As coisas começaram a ficar turvas, as estrelas oscilavam, memórias iam sumindo... Já não me lembrava do meu nome, ou o que eu era... Perdido em meus pensamentos, chamas pareciam dançar ao meu redor, sem tocar o meu corpo. l. As chamas aumentaram, quando percebi que não estava sozinho. Ao meu lado, uma esfera das mesmas proporções caia, na mesma velocidade... Eu começava a enxergar uma forma dentro dela, forma humana. Pele branca, cabelos dourados como fios de ouro, um pequeno nariz e uma boca vermelha... Tive uma sensação boa ao olhar pra ela, familiar... “Irmã”, eu pensei e senti que a garota havia escutado. Quando começamos a nos distanciar, foi pouca coisa no começo, mas a distância foi crescendo. O desespero encheu meu coração recém adquirido quando finamente perdi minha irmã de vista... As estrelas também haviam desaparecido, o céu agora se tornara azul. A única coisa que sobraram foram as chamas, e o chão... Cada vez mais perto... Tão perto, o que antes era pequeno se tornava enorme... Mais perto... Conseguia enxergar algumas coisas, construções e luzes que não eram luzes... Luzes artificiais... Eu ouvi gritos, pessoas corriam de um lado ao outro… O chão cada vez mais perto… Carros barulhentos e brilhantes em azul e vermelho… Conseguia destingir formas, as pessoas pareciam desesperadas. Encontrei o chão… Um barulho forte e um clarão... Dor, muita dor... Tudo estava confuso… Para onde haviam ido as estrelas, as pessoas… Minha irmã. Meus olhos começavam a fechar, ouvi vozes, mas não entedia o que falavam… Tudo ficou escuro…

Eu acordei sobressaltado, respirando de maneira descompassada, meu peito ardia por conta do oxigênio entrando apressado em meus pulmões. Levei as mãos ao rosto, tirando o sensor cerebral, que lembrava um capacete, mas com luzes azuladas que percorriam sua superfície, enganchado aos meus cabelos encaracolados, colocando-o ao lado da cama… Olhei para ele, pensando se era correto alguém ser tão fortemente vigiado… Meus olhos correram ao redor do quarto, completamente branco, sem detalhes ou decoração alguma, sem cores, assim como minhas roupas… Pensei se era realmente necessário... Meus pensamentos foram interrompidos quando a porta abriu-se e a Dr.ª Forchhammer, que era responsável por minha supervisão, entrou. Sua roupa também era completamente branca, seus olhos não exibiam brilho algum e ficavam guardados por seus óculos quadrados de armação negra e lentes sempre perfeitamente limpas, assim como seus cabelos presos num coque, que nunca exibiam sequer um fio fora do lugar . Eu levantei e fiquei ao lado da cama, arrumando minha postura, ficando completamente ereto.

—Está atrasado –Disse ela, de maneira firme, me furando com o olhar, que depois foi direcionado a prancheta transparente que sempre carregava– Os sensores apresentam ampla atividade cerebral. O que indica atividade telepática. Aconteceu alguma coisa enquanto dormia Jawari?

—N-Não, senhora… –Disse com a voz falha… Não sabia se o sonho era uma lembrança, ou uma mensagem… Mas nunca havia usado a telepatia com alguém fora dos laboratórios. Preferi omitir isso da Dr.ª.

—Entendo. –Continuou ela, me olhando com desdém– Mas, infelizmente, os fatos apontam outra coisa. Vamos iniciar uma bateria de exames. Imediatamente.

A Dr.ª fez um risco na folha, checando um item que provavelmente dizia: “Má ação do dia”... Era a quinta bateria em menos de um mês… Baterias essas que envolviam exposição aos mais diversos tipos de inconvenientes. Desde frios extremos à horas de vigília. Talvez tomado pelo medo de outra vez ser torturado sob a desculpa de todas as dores serem “em prol de um bem maior” levantei gritando.

—Não! – Talvez não devesse ter feito isso, já que as vezes não controlo exatamente o que faço quando me zango. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, as lentes dos óculos da doutora se racharam… –Doutora…

—Apliquem o sedativo. –Disse ela com tamanha frieza que poderia jurar que a temperatura ambiente caíra alguns graus. Mas era só medo do que viria a seguir. Por conta do choque, mal percebi que a doutora havia saído do quarto e me trancara do lado de dentro quando passara, como sempre fazia. Corri em direção à porta, e comecei a socá-la com toda a força.

— Não, espere! –Disse em tom desesperado, enquanto o fazia a cama, que era parafusada ao chão, começou a chacoalhar-se, o receptor em cima da cabeceira soltou fagulhas e parou de funcionar… Mas isso eu via com minha visão periférica, no momento nada me importava além de tentar tocar o coração gélido da carcereira– Por favor, eu te imploro! Não vai se repetir! –A doutora continuou seguindo pelo corredor, inabalável.

Nos cantos das paredes, pequenas aberturas em forma de grade se abriram e começaram a liberar uma fumaça azulada, ouvira uma vez de relance que era um neuro-paralisante, feito especialmente pra me derrubar. Aquilo me dava pesadelos…Todas as vezes que respirava aquele veneno ficava preso, estava acordado, mas não me movia, apenas via e ouvia. Não queria aquilo. Não queria! Comecei a sentir raiva da doutora, de todas aquelas pessoas trajadas de branco. De todas aqueles que me torturavam… Nunca haviam demonstrado nenhuma emoção além de curiosidade, se é que essa conta… Não consegui conter minhas lágrimas, enquanto encostava minhas costas na parede e ia me encolhendo, cada vez mais, até estar sentado no chão, abraçando meus joelhos, balbuciando…

—Por favor… Alguém me tira daqui… Por favor…



P.O.V Hanna

Eu caia... Caia muito rápido, em direção ao chão milhares de metros abaixo de mim, o vento não soprava em meu rosto, pois ali não havia vento, acima de mim milhares e milhares de estrelas, perfeitamente visíveis livres da intromissão da grossa camada que cobria o planeta. Mas como eu sabia daquilo? Nunca tinha estado no planeta que se aproximava. Nunca havia visto o céu, ou sentido o vento me tocar… As coisas começaram a ficar turvas, as estrelas oscilavam, memórias iam sumindo... Já não me lembrava do meu nome, ou o que eu era... Perdido em meus pensamentos, chamas pareciam dançar ao meu redor, sem tocar o meu corpo. l. As chamas aumentaram, quando percebi que não estava sozinho. Ao meu lado, uma esfera das mesmas proporções caia, na mesma velocidade... Eu começava a enxergar uma forma dentro dela, forma humana… Pele negra, cabelos castanhos cacheados, um pequeno nariz e uma boca vermelha... Tive uma sensação boa ao olhar pra ela, familiar... “Irmão”, eu pensei e senti que o garoto havia escutado. Quando começamos a nos distanciar, foi pouca coisa no começo, mas a distância foi crescendo. O desespero encheu meu coração recém adquirido quando finamente perdi minha irmão de vista... As estrelas também haviam desaparecido, o céu agora se tornara azul. A única coisa que sobraram foram as chamas, e o chão... Cada vez mais perto... Tão perto, o que antes era pequeno se tornava enorme... Mais perto... Me vi indo em direção há uma estrada... O barulho de um carro freando… Minha capsula caiu na estrada... Eu ouvi gritos, duas pessoas se aproximaram… Uma mulher com uma longa trança e pele negra, assim como o homem de cabelo curto que vinha ao seu lado, a mulher me pegou no colo e me levou até o carro, os ruídos não faziam sentido ao meu redor, o homem ligou o carro o movimento surpresa me assustou com isso comecei a chorar… No hospital muitas pessoas de branco viam me ver, e eu apenas as enxergava através de um vidro, elas vinham de um lado para o outro, murmurando coisas, e as pessoas que me resgataram permaneciam ali, esperando, pacientes e preocupados… Então o homem me pegou no colo e sussurrou “Vamos para casa filha”.

Acordei assustada minha cama fez um barulho de como se ela tivesse caído no chão, que pesadelo estranho foi esse, eu sei minha historia e não se aparece nada daquilo que sonhei. Minha vida é normal e sem surpresas grandiosas do jeito que eu gosto, monotonia. As paredes roxas do meu quarto estão e são do mesmo jeito desde a hora que eu fui dormir, a janela do meu quarto denunciava que ainda não tinha amanhecido, porém já havia um cor um pouco menos escura vindo através da cortina.

Me levantei e liguei a luz do meu quarto, sempre que tenho pesadelos o escuro me assusta mesmo eu tendo 16 anos. Eu fui até meu guarda-roupa, uma das portas era um espelho encarei meu reflexo, observei os meus próprios olhos estranho, um olho tinha a cor do céu, em azul puro e claro, enquanto o outro era castanho como as arvores... Quando tinha 4 anos e comecei a perceber que eu não era parecida com os meus pais, que possuem cabelos pretos e pele negra, enquanto eu era loira e branca, quase chegando a parecer apática. Na escola muitas pessoas zoavam as cores do meus olhos, não se engane não é algo que elas realmente acham incríveis, apenas me tinham como bizarrice. Quando descobri que era adotada aos 6 anos no começo eu fiquei brava, me senti enganada por meus pais, mesmo que já imaginasse que não possuía seu gene, mas depois uma tristeza muito grande se instalou em meu peito… Eu imaginava que meus “pais verdadeiros” me odiavam o bastante para nunca se dar o trabalho de me visitarem, ou ao menos conviver comigo. Hoje eu sei quem são meus pais de verdade: Lucas e Aghata, pois quando eu preciso eu tenho os dois do meu lado, eles são pessoas incríveis, e me deram um nome africano Hanna Soares.

— Hanna, acordou cedo. — Minha mãe abriu a porta do meu quarto quando eu estava arrumando o meu cabelo, amarrando acima da cabeça em um coque desgrenhado, que mais me fez ficar com cabeça de cebola.

Olhei para ela, apesar de ter 42 anos minha mãe ainda aparenta estar na casa 30, seu cabelo encaracolado está arrumado em um coque alto, seu olhos mostravam que não tinha dormindo muito, então eu percebi que ela passou boa parte da noite escrevendo em seu novo livro. Ela é diretora de edição de livros em uma editora famosa aqui de Goiana, editora Mediadora, mas também era escritora nas horas vagas.

— Eu tive um pesadelo e não consegui dormir de volta. — Eu afirmei escondendo a parte estranha do barulho da cama.

— Vou fazer o café, desce e me ajuda assim que você terminar de se arrumar. — Ela mandou. Sorrindo.

P.O.V ELISA

Eu não o que tinha na cabeça quando entrei para a organização de Conspiracionista Brasileira do meu irmão mais novo Roberto. Ele tem uma grande fixação pela UNICAMP ou Área 51 brasileira, e acredita que o governo brasileiro está escondendo o ET de Varginha. Era louca só que sua organização recebe dinheiro de um desconhecido pela internet e pela Deep Web, e como eu sou uma das únicas pessoas que meu irmão confia, ele me chamou pra essa missão. Ele e eu estamos estudando há sete meses os sistema da UNICAMP.

No começo achei que meu irmão estava pirando totalmente, mas ao invadir o sistema pela primeira vez comecei a desconfiar, pois seu sistema é desenvolvido e engenhoso demais para uma simples universidade no interior de São Paulo. Há sete meses que Roberto está desenhando o sistema para invadir, só não entendi porque temos que fazer essa droga de invasão logo hoje no dia dos namorados.

— Droga Roberto por que temos que faz isso hoje? — Perguntei olhando nos olhos castanho dele, que se divertiam com a situação.

— Porque você não vai fazer nada além de comer chocolate e assistir Titanic a noite toda.— Disse ele zombando de mim.

Para o meu irmão Roberto não existem dias ruins ou depressivos, tudo para ele é brincadeira. Há tempos invadimos os sites do governo, mesmo isso sendo crime, ele chama de diversão e ainda arruma assunto pra fazer piada. Ele não sai da terra do nunca, tem 19 anos e se comporta como se tivesse 8 anos.

Nosso pais estão nesse momento viajando para Goiana, e era o momento certo para atacar a UNICAMP sem falar que é dia dos namorados todos ficam mais sensíveis e vulneráveis nessa época do ano. Era prefeito, perfeito até demais.

3º Pessoa

A garota mais velha com o nome de Elisa se posicionou em uma cadeira roxa de rodinha a frente de um computador de duas telas, com uma sequencia quase infinita de números binários e a outra tela estava com um programa espião para câmera de vigilâncias internas para acompanha por dentro da instituição que estava começando a invadir, o sistema de vigilância e dutos de ar e água para causar uma distração.

Seu irmão dois anos mais novo está em frente a um computador de três telas, duas como códigos binários e outra também como programa espião interno de vigilância, ele estava começando a sequencia antes para passar no primeiro nível de segurança e deixar o caminho mais fácil para distração da sua irmã começar.

Depois de mais ou menos sete minutos para passar a primeira barreira, ele fez uma tossida singela para sua irmã ligar as câmera internas da instituição, de tanto eles fazerem isso a garota podia fazer essa parte de olhos fechados, ainda achava estúpida a facilidade de invadirem suas câmeras de segurança. Existem bancos populares com mais segurança nas imagens internas que eles. Se em uma guerra o Brasil tem munição para três horas de combate para uma invasão em massa de Hackers ele não tem nem preparo para derrubá-los tão rápido. Chegava a ser muito idiota.

Com as câmera ligadas eles puderam ver alguns dos corredores, e um dele que está localizado no canto inferior esquerdo com o nome cam 11 era o maior alvo dessa invasão, porque se algo estava escondido seria essa a parte que mostraria.

A área era uma cozinha que não parecia ser muito utilizada, tinha umas sete pias industrial que quando as torneiras acionadas espiravam muita água e transformava uma boa distração antes cortarem a luz parcialmente para abrir as celas.

— Hora de soltar as águas, na área 3. — Avisou o irmão mais novo.

A câmera 7 tremeu e todas a torneira sem abriram liberando água para que começo a encheram as pias rapidamente, demorou muito pois como tudo embaixo UNICAMP era acionado pelo computador a Elisa esqueceu de fechar os ralos.

— Quase esqueceu o ralo, né? — Perguntou Roberto para sua irmã que o ignorou.

Chão da área 3 começou a alagar e ninguém apareceu ainda para verificar o que no começo foi bem estranho parecia que todos que trabalhava lá estavam em outras atividades. Roberto preocupado por ninguém está mais nas instalação, pela as câmera que ele conseguiram tinha no máximo uns 10 ou 13 funcionários. Geralmente tem quase cem pessoas uniformizadas em toda instalação. Roberto começo a pensar em um outro plano quando viu um mulher de roupas pretas e cabelos castanho claro quase loiro preso em coque olhou bem a cena fez um gesto com as mãos como se tivesse feito um okay e correu.

— Quem é essa, Roberto? — Perguntou Elisa

Roberto não sabia quem era é garota, ela parecia ajudar os dois. Nunca se sabe com quem também está tendo ajudar, ou nos destruir. Ele sempre acho que ainda estava tudo fácil para um organização secreta mesmo sendo do Brasil. Não falando mal do seu país, mas era horrível sua segurança virtual em órgãos públicos. Sempre teve acesso a muitas informações sigilosas sem nem um esforço. Ela até já entrou na usina nuclear de Angra e a qualquer momento ele poderia criar uma nova Chernobyl se um dia ele precisar.

Elisa continuou com seu trabalho ela tinha que fazer de tudo como se a garota nunca esteve naquela sala, ela teria que começar o acesso á todas as portas. Seja lá o que seu irmão estava planejando, ela precisava fazer logo esse trabalho.

A área alagada estava cheia de pessoas tentado fazer a água para que até que finalmente, as luzes foram apagadas por completa, as câmeras ainda funcionavam por causa de um técnica que deixava a energia apenas nas câmeras, levou aproximadamente trinta segundos até que as luzes de emergência fossem acesas, em parte foi um pandemônio, foi muito dos guardas se posicionariam em quase todas as portas que Elisa começou a abrir como se criasse uma barreira para impedir que algo ou alguém escapasse, tanto Elisa e Roberto estavam mesmo de olho na porta 1013 que era mais protegida.

Muitos guardas e pessoas que trabalhava lá correram para a porta 1013, pela câmeras os irmãos acompanhava tudo, era quase palpável seu nervosismos para ver o que sairia de daquela cela. Eles imaginava que sairia dali um Grey* ou Reptiliano**.

— Pode abrir a cela Elisa.
— Disse seu irmão olhando fixamente a tela para não perder o espetáculo.

Notas finais
Tipos de Aliens citados: Grey (Grises) – Os extraterrestres mais “populares” entre nós são os “greys”. São de estatura baixa, em torno de 1,30m. Sua cabeça, ovalada, é desproporcionalmente maior que o corpo franzino. Os olhos são pretos,enormes e oblíquos, contrastando com o reduzido tamanho da boca e do nariz (pode ser que aquilo tudo não sejam olhos mas na verdade uma lente protetora, por não suportar luz forte) Reptilianos - Os Reptilianos são definidos como uma raça de humanoides répteis, são um tema comum em obras de ficção científica, fantasia, ufologia e teorias de conspiração. São denominados por muitos termos dependendo do contexto, incluindo – Povo serpente, Homens cobra, Reptóides ou Draconianos (Ufologia), Dinossauróides, Povo Lagarto, e Homens Lagarto.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.