Notas iniciais
Oiiii! Tudo bem com vocês? Espero que tenham se empanturrado de chocolate kk E também espero que gostem desse capítulo. Bjooooos

Havia todo um texto escrito abaixo. Olhei de relance para algumas palavras, parecia explicar coisas que não constavam no livro, palavras como " verdade", "ilusão", "engano" predominavam em meio de tantas frases.

– Você acha que foi seu pai que escreveu? — perguntei a Orfeu sem pensar muito.

– Acho, é a resposta mais provável não é? — ele disse.

– É, é sim. Onde ele está agora? — perguntei sem pensar de novo, me arrependi quando vi Orfeu franzir os lábios e não olhar nos meus olhos.

– Também gostaria de saber. — respondeu simplesmente.

– Desculpe perguntar assim...

– Não, Pan! Não tem problema, na verdade, até me sinto melhor contando isso para você. — ele disse, agora me encarando com seus olhos brilhantes e forçando um meio sorriso. — Eu tinha sete anos, não tenho muito o que contar, não sei de muita coisa, mas sei que um dia ele saiu de casa e nunca mais voltou. Nós eramos muito ligados sabe, viviamos juntos, ele lia pra mim, me contava piadas, brincava comigo. Mas ele começou a ter problemas, ficou meio doido. Dizia e via coisas sem sentido, anotava cálculos absurdos e tinha pesadelos horríveis. Aí ele foi embora.

– Eu lamento muito. — digo.

– Tudo bem.

– Você havia me dito que tinha se mudado para cá com seus pais, não sabia disso.

– É porque ainda não me acostumei, todos os dias espero para ver se ele vai voltar. Não sei por que faço isso. Ele não vai voltar. — Orfeu murmurou de cabeça baixa.

– Não pense assim. Talvez o fato de você não saber onde ele esteja, queira dizer que esteja protegido. — disse, tentando convencer a mim mesma também.

– Vou tentar pensar assim. Ah, e antes que você me pergunte, sei que vai perguntar, ele controlava objetos com a mente, adorava vê-lo fazer aquilo. — ele diz. Eu rio.

– Era exatamente isso que eu ia perguntar. — lhe digo. — Você já leu o que ele escreveu?

– Já. Tem sentido. Leia. — diz. Meus olhos se direcionam as letras garranchosas e velozes.

E o que eles encontram é o seguinte:

A verdadeira situação do nosso mundo, os reais poderes de nosso povo

Somos iludidos constantemente, as informações que nos são fornecidas são selecionadas de acordo com aquilo que querem que seja de nosso conhecimento, o que não podemos saber, devemos descobrir por nós mesmos.

Nessa obra em particular, são apresentadas informações que não deveriam ser de nosso humilde conhecimento, por outro lado algumas delas são falsas.Encontrei esse livro na rua quando era pequeno, alguém havia tentado queima-lo, até hoje não entendo o por que. Não sei quem o escreveu, nem o que essa pessoa tinha em mente, mas sei que queria ajudar, essa pessoa sabia, sabia o que viria a acontecer.

Nosso povo é diferente, nós somos capazes de coisas além da compreensão humana, e nossas vidas devem ser investigadas, isso é importante demais para ser esquecido. Esse livro não cita todas as criaturas do mundo, muito menos todos os poderes que existem, seria impossível apresentar todas as coisas, ninguém pode saber tudo, ninguém deve saber tudo.

Esse livro me ajudou muito, eu gostaria muito de conhecer a pessoa que o escreveu, talvez vá atrás dela algum dia, ela deve ser de grande ajuda. Talvez a primeira impressão que você tenha ao encontrar esse livro, é a de que ele contém todas as informações que precisamos saber, também foi o que pensei, mas não é a verdade completa.

Não posso escrever aqui nem em lugar nenhum essas informações que estão faltando, pois também não sei quais são, tenho pesquisado isso, mas, na maioria das vezes, minhas pesquisas não levam a nada, e quando levam, não resultam em coisas que se saia fofocando por aí.

Nesse exato momento você está sendo iludido, talvez por mim, talvez pelo autor deste livro, talvez pelos seus governantes, eu não sei, eu não sei, eu não sei, e isso me incomoda. Você provavelmente está confuso agora, lhe aconselho uma coisa, das palavras que estão escritas aqui tire suas próprias conclusões, cada um tem sua opinião, e eu não posso influencia-lo, nosso mundo está ruindo, descubra o que está acontecendo por si mesmo, busque.

– Uau. — foi a única coisa que consegui dizer.

– Ele poderia ter sido mais específico na minha opinião. — Orfeu disse.

– Talvez não pudesse.

– É, talvez não. — concordou. Do nada o céu começou a escurecer muito, olhei no relógio cuco da parede da sala, eram apenas quatro horas da tarde, a luz do sol não passava mais pelo vidro da janela, porque não havia sol.

– O que está havendo? — me levantei do sofá, coloquei o livro sobre a mesinha de centro e fui até a janela. No céu, nuvens negras como nanquim, raios raivosos e trovões barulhentos.

– Não gosto de tempestades. — falou Orfeu, que agora estava ao meu lado também olhando pela janela.

– Como pode ser possível? O sol estava escaldante, não tinha nenhuma nuvem no céu e do nada uma tempestade de desabar o mundo? — falei, chocada.

– O que disse?

– O que? Sobre aparecer uma tempestade do nada? — não sabia onde ele queria chegar.

– Você disse " Uma tempestade de desabar o mundo". Não me parece algo bom. — falou ele.

– Bem, acho que nossas buscas estão meio atrasadas. — digo. Orfeu vai até a mesinha e apanha o livro, ele busca algo, e quando finalmente encontra o que procurava lê em voz alta:

– Fenômenos naturais repentinos.

Talvez uma chuva ou uma abertura de sol possa parecer algo absolutamente comum, mas nem sempre é tão simples assim. Às vezes em um dia ensolarado surge uma tempestade, isso, na maioria das vezes, é preocupante, pois pode indicar que algo ruim está para acontecer. Fique sempre atento e preparado para esses tipos de sinais. E lembre-se, olhos abertos podem salvar sua vida.

– Isso não parece nada bom.

Notas finais
Por favor por favor por favor comentem seus lindos! Adoroooooo vocês!!!!!!