Notas iniciais
Oi gente, primeiramente eu gostaria de agradecer à Indy Ribeiro por recomendar minha fic, muito obrigada mesmo sua linda. Bem, eu fiz um trailer da minha fic, não ficou lá essas coisas, mas tá aí: http://www.youtube.com/watch?v=q99XCs_rbQ8 Se puderam se inscrevam no meu canal no Youtube por favor, amo vocês espero que gostem beijos!

Chovendo. De novo. Não posso dizer que fiquei triste com isso, seria uma enorme mentira, agora a chuva não significa só regar plantas, cheiro bom ou brisa fresca, também significa "empecilhos para os homens feiosos que querem destruir a floresta".
É o último dia de aula. Que alívio, tudo bem eu gosto da escola, mas que criança não gosta das férias? Uma pausa é sempre boa! Eu me vesti, tomei café da manhã e blá blá blá, aquela rotina de sempre que você já sabe.
Fui pra escola sem guarda-chuva, mesmo sendo uma baita tempestade dessa vez, nunca precisei dele.
Orfeu me encontrou no caminho, e ele estava de guarda-chuva claro, como todo mundo.
– Você tá maluca!? O que você tá fazendo sem guarda-chu... Pera, por que não está chovendo em você?
– Eu te disse que sabia mexer um pouquinho mágica. — respondi calma.
– Um pouquinho? Isso é muito demais? Mas esse tipo de coisa não cansa? — perguntou.
– Não, imagina, tá, um pouco.
– Vem cá então. — admito que quando ele disse isso, de primeira claro que pensei porcaria, mas eu fui pra baixo do guarda-chuva dele mesmo assim, e "soltei" o feitiço, já meio exausta.
– Obrigada.
– Não tem de que. — ele sorriu, e eu tive que sorrir também, porcaria de sorriso contagioso!
Na frente da escola já estavam Tales, Helena e Selena e Peter.
– Oi gente. — cumprimentou-os Orfeu.
– Oi.
Selena me lançou uma olhada debochada, dizendo com os olhos:

"Hummm".

E eu dei uma olhada em resposta:

" Não enche! Não tem nada a ver isso ai que você tá pensando".

Ela revirou os olhos:

" Aham, sei."

***

Eu olhava pela janela da sala de aula e via muitos raios, e ouvia muitos trovões. O céu estava tão cinza, que, por pouco, não ficava negro.
Aula de ciências, mas já que era o último dia de aula a professora Andora deixou a aula livre (o que era um milagre), podíamos fazer qualquer coisa, contanto que não fosse, ferir ou matar o colega, destruir materiais escolares e/ou danificar a sala de aula, ou seja, não era tão livre assim.
Eu, Sele, Hele, Orfeu, Tales e Peter juntamos as mesas pra jogar cartas (Tales sempre tinha um baralho com ele, não me pergunte por que, coitado, vai que é doença). Enquanto meus colegas jogavam futebol dentro da sala usando as suas mesas como gol, e a professora mexia em seu celular sem notar nada, eu mereço.
Andora é uma senhora baixinha e gordinha, nerd da biologia, neurologia, e todas as outras coisas que terminam em "gia", Coque alto, cabelo parcialmente grisalhos com algumas mechas castanhas.
Enquanto jogávamos pôquer apostando chocolate (Tales traz baralho mais não traz fichas), Marchal Damon e seu grupinho ridículo veio encher, toda turma, em toda escola sem e exceção possui um idioto, Marchal é o nosso idiota.
– Oi nerds! Jogando esse jogo de gente velha de novo? — Marchal provocou, e seu grupinho riu que nem retardados, os idiotas que andam com ele são: Clark um baixinho de cabelo castanho-avermelhado e olhos castanhos que mais parece uma fuinha do que uma pessoa, Baron, o mais burro da sala, sujeitinho chato, alto e grandão, com uma vozinha ridiculamente fina, e Krigor um ruivo sardento e irritante com olhos negros e vazios.
Mas Marchal é certamente o pior deles, é alto e magricelo, com uma voz fanha que chega a doer os ouvidos, cabelos quase brancos de tão loiros, e olhos cruéis e avermelhados como o de um vampiro.
Quando Damon provocou a raiva tomou conta de mim, mas eu respirei fundo, me controlei, e continuei jogando.
– Deboche quanto quiser Marchal, mas nós temos chocolate, e você não tem nem um cérebro. — devolveu Orfeu, sem nem olhar pra ele, arrancando gargalhadas.
– Olha isso gente! O novato já se achando o tal só por que namora a princesinha. — sim, aquilo foi a gota d'água, eu me levantei já erguendo o punho pra dar um soco naquela cara besta, quando Orfeu me puxou pelos ombros e me fez sentar de volta na cadeira. — "Não discuta com pessoas burras, ..."- Orfeu ia me dizendo.
– "... elas vão te arrastar ao nível delas e ganhar de você por ter mais experiência em ser ignorante." — continuei — Eu sei, eu sei, perdão Mark Twain.
– Ótimo.
– Vocês gostam desses outros nerds velhos né? Como é gostar de lixo? — disse Marchal.
– Não sei, pergunta pra sua mãe. — respondi, nos fazendo rir novamente.
– Olha aqui sua princesinha egocêntrica de meia tigela... — ele ia dizendo.
Foi a vez do Orfeu quase ter um ataque.
– Ahn, ahn, lembra do Twain. – conti ele.
– Mas...
Fiz que não com a cabeça.
– Que gracinha pessoal, a namoradinha tá defendo dele. – disse a anta do Baron com aquela vozinha de taquara rachada.
– Pelo menos ele tem namorada. – Tales entrou na discussão, me fazendo ruborizar.
– Ei, eu não sou namora... – Eu ia dizendo mas Tales me deu um chute fraco na canela e piscou pra indicar que era só uma brincadeira.
– Eu não tenho namorada por que garotas são ridículas. – Baron retrucou.
– Você não tem namorada por que é um idiota. – Selena não podia deixar o barraco passar batido.
O sinal do fim da aula bateu. Salvos pelo gongo, literalmente.

– Boas férias à todos me queridos. – disse Andora saindo da sala, provavelmente dando pulos de felicidade por ter dois meses de folga da gente.
Marchal e seus capangas sem opinião própria voltaram para os seus lugares, e nós continuamos jogando, a próxima aula era filosofia, obviamente também seria livre.
Sofia entrou na sala:
– Oi amorecos, boa tarde, como já devem saber hoje é o último dia de aula de vocês, então deixarei a aula livre, eu ia levar vocês lá fora, mas com essa chuva infelizmente não será possível.
A turma começou a protestar. Sério? Sempre isso? Parece que eles não veem que do lado de fora está ocorrendo o que provavelmente é a maior tempestade do ano todo.
– E se a Pan fizesse parar de chover na gente? – perguntou Astrid, uma menina morena de olhos roxos (é uma doença que ela tem), inteligente e simpática.
– Amenos que vocês queiram que ela desmaie. – disse Orfeu, eu sorri pra ele agradecida.
– Orfeu está certo, todos sabemos que feitiços esgotam muito as energias e Pandora, terão que inventar algo para se distrair aqui dentro.
Nós continuamos com nosso jogo de pôquer, e no fim Tales acabou com todo o chocolate, eu sinceramente acho que ele rouba, aqueles blefes deles são ridiculamente geniais, e olha que ele nem é lá inteligente, na verdade ele é muito lerdo mesmo, mas no pôquer ele vira um gênio.
No fim todas as aulas foram livres, a gente ficou jogando cartas, fazendo charadas e contando piadas até o sinal final bater, e todo mundo, saiu correndo e gritando feito um bando de doidos.
– A gente vai se ver nas férias né? – perguntou Selena.
– Claro! Além do mais vou precisar da ajuda de vocês pra resolver uns probleminhas. – então contei a história à eles.

Notas finais
deixem reviews por favor! E digam se gostaram do trailer também! Bjs!