Estranho Encontro

24 Capítulo 24 Fantasmas


Notas iniciais
Meninas demorei... desculpa... disse que ia postar até quinta e ontem não deu mesmo! Sei que tem muitas meninas que acompanham essa fiction e algumas outras minhas então sintam-se convidadas para participar do grupo Fanfictions da Isa... é só me add no face e eu coloco vocês lá. É legal e eu posto trechinhos dos capítulos lá!
Bom final de semana e BOA LEITURA
O link do meu face
https://www.facebook.com/patricia.barcelos.1428?ref=tn_tnmn

Eu sabia o quanto o tempo passava rápido. Eu sabia o quanto precioso era cada coisa que acontecia ao nosso redor. E eu sabia dar valor ao tempo porque ele era seu amigo e também o seu inimigo. Perder Brian e Michael me dava uma outra noção das coisas e talvez seja isso que a vida quis me ensinar. O valor do sorriso de Charlotte quando brincávamos no jardim, do abraço de Edward, dos beijos ardentes que trocávamos todo dia, das palavras ditas e não ditas. Eu sabia que tudo era passageiro e que cada coisa contava porque uma dia tudo viraria lembrança.

- Mãe, o Anthony vai ficar aí até quando? – Sorri vendo Charlotte deitada na cama comigo vendo televisão. Ela tocava minha barriga e ele parecia sentir os toques ou a voz dela e se mexia agitado. Ela adorava isso e dizia que estava brincando com o irmão. Algo me dizia que eles iam ser muito amigos apesar dos anos de diferença e de certa forma essa sensação sobre eles me deixava tranqüila porque irmãos precisam disso. Eu era filha única e Edward tinha uma família grande, então o que Esme fez de certa forma me encantava.

- Bom... ele ainda tem mais três meses aqui com certeza.

- Espera.

E minha menina saiu correndo para o quarto dela e ali sem medo e completa eu aproveitava a cada passo dela e cada momento simples em família. Charlotte voltou com um calendário.

- Mãe risca aqui.

Ela queria riscar os dias que já se passaram e fizemos isso conversando sobre o mês que ele iria nascer, os cuidados que precisaríamos ter e como era importante ser uma irmã mais velha.

- Ele vai ter que me obedecer né?

- Não... ele vai querer te ouvir é diferente. O melhor não é ser obedecido Charlotte é ser tão importante na vida do outro que o que você diz vale ouro porque ele sabe que é o melhor... porque você o ama. Entende?

- Então eu vou conversar com ele.... como eu faço agora?

- Isso. Conversem...conversem sobre tudo.

- Mãe quando ele vai falar?

- Com mais ou menos um ano meu amor... não tem data para isso. Quando ele quiser ele vai fazer.

- Mãe...- e eu sabia o que rolava naquela cabecinha.

- Charlotte você sabia que cada um fala quando quer? Tem gente que fala aos dois ... tem gente que nunca fala... Brian nunca falou com palavras comigo.. o máximo foi ele me chamar d mãe e foi num dia que estava chovendo e faltou luz. Foi lindo.

- Mãe, eu vou ajudar ele a falar. – disse ela confiante.

- Eu sei que vai meu amor.

E completa do jeito que estava não poderia estar mais agradecida por tudo que me rodeava. A vida me tirou muito, no entanto eu tinha que admitir que Edward, Anthony e Charlotte eram a generosidade da vida em forma de pessoas diante do meu sofrimento. E eu sofri demais.

- Mãe, mesmo ele chegando daqui a três meses o quarto já está pronto... não quer trazer ele logo?

- Meu amor... ele precisa crescer mais um pouquinho.

Edward e Alice tinham feito um estrago nas lojas com suas compras e ele sempre trazia muitas coisas para Charlotte também e resolvemos reformar o quarto dela para ela se sentir amada, mas ela bateu o pé e disse que queria uma biblioteca. Por isso, Esme tinha um projeto a mais, uma biblioteca para a nossa princesa

Bom, e eu estava em dívida com Jacob. Todos esses anos a verdade é que eu fui um fantasma na vida dele. Eu fui um amor platônico que atrapalhou a vida dele de seguir um curso normal. E fantasmas precisam ser exorcizados.

- Minhas meninas! – Disse Edward chegando por trás de nós. E sorrindo abertamente.

- Chegou cedo meu amor. – Fiz menção de levantar.

- Não levanta Bella, essa barriga precisa de repouso.

Fiz uma careta para ele e Charlotte riu com meu gesto infantil.

- Pai, eu tomei conta deles e ela comeu, dormiu e descansou. Pai eu sou uma ótima irmã.

- Claro que é... agora me mostra o que aquele mostro que você chama de cachorro fez...

E os dois foram para a casa da árvore Charlotte, o cachorro tinha feito um estrago na corda que levava para a subida e eu tive que rir dela brigando com ele. Cara feia, dedos apontados e o pobre do bicho abanando o rabo. Precisei rir.

Fui para cozinha ver como andava o jantar e senti Anthony mexendo. Hoje ele estava agitado e eu acho que eu também. Jacob viria aqui e era a primeira vez depois de tantos anos que ficaríamos muito mais que dez minutos na mesma sala. Edward voltou com Charlotte nos braços e rindo.

- Vão tomar banho. Falta só uma hora para o jantar. – Disse Marta para eles. Que agora estavam sujos por terem provavelmente rolado na grama um pouco molhada de um chuva fina que caiu mais cedo.

- Vem amor.

E subimos com ele segurando minhas mãos. Ele fazia coisas muito parecidas com Michael as vezes. E precisei rir dele achando que eu ia cair a qualquer momento.

- Bella você acha isso certo? Amor ele é,louco.

Íamos ter de novo essa discussão. Pela milésima vez.

- Jacob precisa saber que estou bem. Que o que aconteceu é passado. Ele precisa entender que a vida seguiu.

- Vindo jantar aqui? – ele cruzou os braços enquanto eu entrava no banheiro.

- Edward convide-o para um programa no jantar,

- Não temos na da em comum Bella.

- Você gosta de golf e ele também. Vão ao clube.

Ele cerrou o cenho.

- O que está aprontando?

- Ele precisa estar no meio de nós Edward. Foi um erro afastá-lo a primeira vez. Ele não faria mal a mim ou ao bebê... nem a Charlotte. Jacob precisa seguir e eu preciso que me ajude.

- Convidando ele para ser meu amigo?

- Convidando ele para nossas vidas... desmistificando as coisas... simples. Alice concorda que pode funcionar.

- Então Jacob é um viciado em você e vamos dar a droga para ele?

- Não, você entendeu errado. Ele é um viciado que passou anos sem sua droga e agora precisa entrar no mundo real. Que ele precisa conviver com a droga sem usá-la.

- Você e Alice agora viraram terapeuta dele?

Ri tirando a roupa e entrando no chuveiro.

- Você não vem?

E a discussão acabou com ele tirando rapidamente a roupa e vindo tomar banho. Sentindo que meu amor era dele, meus suspiros eram dele, meus gemidos de prazer e tudo que meu corpo podia transmitir eram dele. Edward poderia ser um homem maravilhoso e um menino inseguro quando se tratava de Jacob quando na verdade não havia competição ou ameaça. Me arrumei e descemos. Minha barriga estava linda. E lembrei descendo as escadas do que Michael disse, eu ficaria mais bonita, eu estava mais bonita porque estava muito feliz.

- Bella! – Disse Jacob com alegria quando me viu. É claro que ele ficou feliz.Ele se virou para Edward – Obrigado pelo convite.

Abracei ele para a surpresa de todos.

- Obrigada por ter vindo. – ele ficou visivelmente sem saber o que fazer e Edward fingindo normalidade sentou-se no sofá.

- Bella ficou feliz quando confirmou. – ele disse – Acho que depois de tudo precisamos de normalidade.

- Sente-se Jacob.

Eu sentei do lado de Edward e ele em nossa frente no grande sofá branco a nossa frente.

- Como vai a gravidez Bells?

- Bem, ele mexe muito... é mais agitado...

- Vai ser um menino que correrá essa casa toda.

- Eu espero porque quero essa casa cheia de alegria. – disse sorrindo. – Charlotte é bem comportada... precisamos de agitação.

Ele sorriu com aquilo. Um sorriso triste, mas sorriu.

- Então outros filhos já estão na programação.

- Pelo menos mais uma gravidez. – disse Edward passando a mão nas minhas e me olhando besta.

Parecia tortura, mas ele precisava saber que acabou. Que a vida não parou.

- Me conta da empresa... muita coisa por lá? – Disse Edward.

- Foi um ano bom. Não posso reclamar. Fechamos negócios importantes. Mandei meu contador entregar os relatórios recebeu?

- Sim, fiquei impressionado como lidou bem com o caso em Bagdá.

Ele sorriu feito um menino bobo. Ele não recebia elogios dos pais. Eu sabia que aquilo tinha sido importante.

- Foi difícil, mas tenho uma equipe boa também. Não fiz sozinho.

- Olha, você merece o mérito. Minha equipe também é boa, mas se não estiver de olho as coisa saem dos eixos. Então grande parte é sua Jacob.

E eles emendaram numa conversa sobre mercado externo, economia e diversos assuntos em que fiquei admirada com a naturalidade com que Edward levava a situação. Ele relaxou quando viu que Jacob se esforçava para estar ali. Que para ele era difícil. Jantamos tranquilamente e depois de um delicioso café e muitos risos de Jacob falando que na época de faculdade éramos uma gangue de uns vinte que ia para todo canto juntos e que eu ajudava a todos nas privas e fazia trabalhos para ele e seus amigos que tinham bebido demais. Edward contou suas histórias também e Jacob riu com ele. No final Edward o convidou para o clube e ele aceitou.

Jacob não tinha amigos e eu sabia disso. Talvez agora ele pudesse formar um circulo de amizades que o abrasasse e o amasse de verdade. Desse a ele o que ele sempre quis. Eu cheguei a conclusão no final da noite de que ele só precisava disso para ser feliz, ser amado. Sue tinha feito um estrago muito grande e poderia se arrepender disso.

No final da noite quando já estávamos nos despedindo ele me entregou um lindo cartão e pediu que abrisse quando ele saísse. Nos despedimos e ele foi embora deixando eu e Edward de mãos dadas olhando o carro partir.

- Abre, estou curioso. – Disse Edward sorrindo.

“ Obrigado por me deixarem entrar na vida de vocês. J.B”

Naquela hora eu soube que ele iria se recuperar e um dia talvez conseguisse se abrir para outra pessoa. Jacob iria ser feliz.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Espero que não tenham ficado chateadas coma demora! Meninas lindas comentem por favor! Beijos lindas!