Estranho Conhecido
33 Capítulo 33 Amigos
— Que cansaço! – Rin exclamou ao chegar ao seu quarto no campus da faculdade, acabara de chegar de seu estágio de meio período, ela se jogou na cama e respirou fundo. Ainda bem que a chuva dera uma trégua, andar na chuva ninguém merecia.
Ela ouviu então alguém bater à porta. – Entra – ela gritou.
— Rin! Ai que bom que você chegou, não vai nem acreditar! – Sango exclamou entrando no quarto – Vai levanta dessa cama! – Ela puxou a irmã.
— Ai to cansada San, o que você quer?
— Eu vi o Inuyasha hoje!
— O quê? Onde? – Rin exclamou se levantando num pulo.
Sango riu – Ele veio hoje de manhã e pegou a Kagome, os dois saíram juntos numa moto, bem romântico! Ele disse que o Sesshy logo vem te buscar.
— E por que ainda não veio? Por que não me avisou antes?! Sango! – ela gritou buscando seu celular, eram 17:30 em ponto.
— Calma Rin! Por que não olha pela janela? – Sango sugeriu lutando para conter o sorriso.
Rin correu até a janela e não acreditou, ele estava lá em baixo conversando com o zelador. – Como sabia que ele...? – Rin perguntou assistindo seu namorado, estava tão lindo, tão sexy...
— Oras, eu vi você chegando e corri atrás de você, mas você subiu aqui tão rápido e então eu o vi estacionando, a principio achei que era o Inuyasha, mas dai ele tirou o capacete e uau...ele está lindo né? – Sango disse olhando pela janela também.
— Eu vou lá. Estou bem? – Rin perguntou para a irmã, sentindo seu coração na garganta.
— Está ótima! Vai lá! – Sango disse feliz por sua irmã e por sua amiga que finalmente estavam reencontrando seus amores.
Rin estava perdida em pensamentos, ela desceu lentamente as escadas.
Tivera tão pouco contato com ele nesses anos, poucas ligações e depois que Inuyasha havia dito aquilo para Kagome, o número de Sesshoumaru não existia mais, ela ficara possessa e depois quando ele ligou um mês depois e pediu que não contasse nada à Kagome por causa da decisão de Inuyasha, ela ficara magoada, sua amiga estava sofrendo por que Inuyasha era um idiota e ela tinha que conversar as escondidas com seu namorado, fazia uma semana desde a ultima ligação e ele nunca viera vê-la e nem havia dito que estava por perto, por quê?
Ela respirou fundo e virou a esquina, ele estava há uns 20 metros ainda perguntando algo ao zelador.
— SESSHOUMARU! – ela gritou pondo sua cara de brava, seu peito subia com suas respirações rápidas, o coração a mil, não podia crer que ele estava ali! Sentira tanto a sua falta! Faltava-lhe palavras para descrever o que estava sentindo.
— Rin – ele disse, porém ela não pôde ouvi-lo devido à distância, ele dispensou o zelador, e andou calmamente até ela, Rin segurou o fôlego, ele estava incrível! Caminhava com determinação, o rosto sério. O olhar preso no dela. Tão lindo, sexy e poderoso, mais másculo do que já era, ela já estava hiperventilando.
Ela captou todos os detalhes, os olhos dourados dele, o nariz reto, a perfeição de seu rosto, o cabelo branco quase prateado balançando ao vento, não podia ver a roupa que ele usava por de baixo da roupa de chuva preta característica de motoqueiro, mas mesmo assim ele estava lindo, os olhos que tanto amava, sentira tanta saudade.
— Rin – ele disse parando há apenas alguns centímetros dela.
— Por que demorou tanto? Por que não me avisou que vinha? – ela perguntou lutando para não se jogar sobre ele e cobri-lo de beijos, sentira tanta saudade!
Ele suspirou – Desculpe a demora, quis fazer uma surpresa. – ele respondeu.
— Por quê demorou?
— Por que meu irmão é idiota e me pediu para fazer isso por ele.
— Como assim?
— Vamos ficar discutindo o passado ou você prefere me beijar e matar a saudade? – ele perguntou se aproximando, seu rosto a milímetros do seu. Rin tremeu, sentira tanta falta dele, desse jeito dele, único de ser.
Rin fechou a distância, jogando os braços por cima dos ombros dele, Sesshoumaru lhe cobriu a boca com a sua, dando aquele beijo arrebatador que ela tanto amava, suas mãos a prendendo forte contra seu corpo duro e molhado pela chuva. Ela sentiu sua roupa se umedecendo, seu coração aos pulos, enquanto ele a beijava vigorosamente, possessivamente, suas línguas se encontrando, duelando, se sentia consumida por Sesshoumaru, sempre fora assim.
— Senti sua falta – ela disse contra os lábios dele.
— Não mais do que eu a sua. Onde fica seu quarto? Vamos fazer suas malas.
Rin sorriu, amava esse jeito dele, poucas palavras, cheio de determinação. Seu homem, sentira muito a falta dele, não via a hora de tê-lo novamente para si. Ela pegou a mão dele e o levou até seu quarto. Sorrindo de pura felicidade.
— Sesshoumaru – ela disse assim que fechou a porta de seu quarto, ele estava avaliando o cômodo, com seu olhar taciturno, uma das coisas que mais amava sobre ele é que nunca podia saber o que estava na mente dele, ele sempre a surpreendia.
— Não imaginava que era assim por dentro, nunca estive em um quarto de faculdade.
O quarto não tinha muitas mobílias, somente duas camas de solteiro, um armário para as roupas e como era de costume de Rin acima de sua cama a parede estava decorada com cartazes de bandas.
Rin sorriu surpresa pelo comentário, ela se sentou na cama – Vem cá. – Sesshoumaru sentou-se ao lado dela e pegou seu rosto com ambas as mãos.
— Te amo muito minha pequena – ele disse.
Rin sorriu – Bobo, por que não me procurou antes?
Ele bufou – Inuyasha é um idiota, queria um tempo para se reorganizar e decidi fazer isso por ele, sabe como ele sempre esteve quebrado, tendo todas as decisões tomadas por ele, sem poder fazer sua própria escolha.
Ela sabia que Inuyasha sempre fora mais frágil que Sesshoumaru a vida que levavam o afetada mil vezes mais e sabia da importância que o outro sentia em buscar algum controle sobre sua vida – Eu entendi o ponto dele, já conversamos sobre isso, mas qual o ponto em nos fazer sofrer junto? Você não me disse que estava tão perto.
— Eu sei – ele respirou fundo – Sinto por isso, eu te espiei bastante nesses últimos anos, não queria impor nada contra Inuyasha, apesar de tudo ele é meu irmão, é um idiota, mas não deixa de ser meu irmão.
Ela entendia, Sesshoumaru havia desenvolvido um senso enorme de proteção sobre seus irmãos durante todos esses anos, e não queria magoar o irmão, mesmo que isso o fizesse sofrer.
— Sesshy, é por isso que eu te amo, pela sua total habilidade de se sacrificar por aqueles que você ama.
— Não queria te machucar no processo. — ele respondeu sem pestanejar.
— Eu sei, agora quem é que tá perdendo tempo conversando? – ela indagou embrenhando as mãos sobre a roupa molhada dele.
Sesshoumaru sorriu, oh Deus, sentira falta desse sorriso safado dele – Te quero tanto minha pequena Rin – ele disse e se levantou, fazendo um strip-tease para ela. Livrou-se das roupas de chuva, revelando que usava uma camiseta azul e jeans apertados por de baixo.
— Senti saudades de minha moleca levada. – ele disse, a puxando contra si.
— Eu senti muito, mas muito mais a sua falta. – ela disse seus lábios contra os dele.
— Isso é um desafio? – ele perguntou com a sobrancelha arqueada.
— E se for? Vai me mostrar o quanto sentiu minha falta? – ela indagou.
— Soa como um desafio para mim. – ele deu aquele sorriso devastador e sussurrou no ouvido dela – Vou fazê-la gritar até que esqueça seu próprio nome.
Rin sorriu, ela mal podia esperar.
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— Hey! – Shippo saudou abrindo a porta de seu quarto – Serviu as roupas Kah? – ele perguntou.
— É, dá para usar – ela disse olhando para si mesma, Shippo lhe sorriu e os três seguiram para a cozinha.
— O que vai fazer? – Shippo perguntou à Inuyasha.
— Pão de queijo – Inuyasha respondeu pegando o pacote do freezer.
Kagome abriu a geladeira e achou o refrigerante. Shippo se adiantou e pegou os copos enquanto Inuyasha ligava o forno e em seguida abria o pacote de pão de queijo. Shippo colocou os copos na mesa, Kagome serviu o refrigerante e Shippo pegou a forma de assar e entregou-a para Inuyasha.
A garota sentou-se a mesa sentindo-se confortável ali, os três haviam interagido de modo tão doméstico e tão naturalmente que ela ficou surpresa.
Ela tomou um gole de seu refrigerante e se pôs a ajudar Inuyasha a separar os pãezinhos congelados e coloca-los na forma.
— Nossa! Vocês compraram alianças! – Shippo exclamou pegando a mão de Kagome, a garota sorriu e permitiu que o mais jovem observasse de perto sua nova aliança.
— É linda né – Kagome comentou.
— Uhum, muito linda, parabéns! – o menino disse sorrindo para o casal.
Finalmente seu irmão criara juízo e fora atrás de Kagome, ele num impulso abraçou a garota.
— Senti saudades – ele disse e Kagome sorriu o abraçando de volta. De repente Kagome se sentiu livre do abraço do menino.
— Hey, segura a onda ai pirralho, vai buscar uma garota para si que essa é minha – Inuyasha disse segurando Kagome firmemente contra si.
— Ai Inu, tá com ciúmes do seu irmão?! – Kagome perguntou o empurrando levemente para que pudesse fita-lo nos olhos. Shippo ainda os observava de olhos arregalados as mãos ainda levantadas como se a abraçasse.
— Feh! – Inuyasha soltou e aproximou a boca do ouvido de Kagome – Não quero ninguém tocando mesmo que sem querer o que é meu – ele disse olhando para baixo sugestivamente. Kagome entendeu então, como estava sem sutiã um mero abraço já era suficiente para sentir plenamente seus seios livres da proteção do sutiã.
— Credo Inuyasha – Shippo resmungou – Sabe que amo a Kagome como a irmã que nunca tive.
De repente a porta da sala se abriu e um Sesshoumaru apareceu trazendo uma enorme mala, Rin estava logo atrás dele com um sorriso que ia de orelha a orelha.
— Nossa, vou perder uns quilinhos de subir essa escadaria todo dia – ela comentou olhando a sua volta, admirando seu novo lar, sem notar os três pares de olhos que a observavam diretamente da cozinha no lado oposto da porta ao qual entrara. O casal atravessou a sala e Sesshoumaru guardou a mala em seu quarto, fechando a porta em seguida enquanto dizia:
— Não ouse emagrecer uma grama, seu corpo continua perfeito como sempre – Rin sentiu seu rosto em brasa.
— Oi Rin! – Kagome disse quando a amiga entrou na cozinha seguindo o namorado, com as bochechas quentes por causa do comentário que certamente todos na cozinha haviam escutado.
— Oi Kah! Que roupa é essa? – ela perguntou, sorrindo, tentando disfarçar seu constrangimento. Foi a vez de Kagome ficar vermelha.
Sesshoumaru passou pelas duas e indagou o irmão o que ele estava fazendo para eles comerem.
— Pegamos uma chuva e Shippo me emprestou essas roupas – Kagome respondeu, era tão desconfortável estar sem sutiã! Ela pensou.
— Ah entendi! Que ruim isso, sua roupa deve ter se ensopado, choveu muito forte hoje. – ela comentou, observando o cômodo — Ei! Oi muleque! – ela falou notando Shippo amuado sentado na mesa olhando para o próprio copo, chateado por Rin não ter lhe notado. – Venha logo me abraçar pirralho – ela disse e Shippo sorriu, largou o copo na mesa e correu para ela a abraçando em seguida. Rin e Kagome eram como se fosse suas mães substitutas, as duas haviam sido as mulheres mais importantes de sua vida, já que convivera tão pouco com sua própria mãe, quase não lembrava-se dela. Ele a abraçou apertado. – Cresceu ein – ela disse bagunçando seu cabelo. O menino riu e Kagome sorriu assistindo a cena. Shippo sorriu para Rin e afastou-se sentando novamente na cadeira.
— Hmmm eu trouxe minha mala, — Rin disse para Kagome lembrando-se do que ia falar antes de ter notado Shippo — Estou mudando para cá, ainda ficou algumas coisas na faculdade..vem que eu te empresto algo para vestir – a amiga disse puxando a outra pela mão.
Kagome assentiu e ficou atordoada ao saber que Rin estava se mudando para morar com Sesshoumaru.
Rin arrastou Kagome atrás de si. Levando-a para o quarto de Sesshoumaru, logo que as duas entraram e trancaram a porta do quarto, Rin ascendeu a luz e notou a aliança na mão da amiga.
— Parabéns Kah! Finalmente! – Rin exclamou a abraçando. – Finalmente estão namorando!
Kagome sorriu e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha – Depois de tanto tempo de espera. – ela riu.
Rin lhe afagou o braço – Estou feliz por você de verdade.
— E eu por você! Está radiante!
— Estou! Esperei tanto por isso. Venha pegue umas roupas. – ela chamou e avistou sua mala sobre a cama.
Kagome escolheu uma camisa, uma calça e um conjunto de calcinha e sutiã de Rin rapidamente, e se trocou enquanto a amiga explorava o quarto de seu namorado.
— Sesshy é tão certinho – Rin comentou explorando o local, não havia praticamente nenhum objeto de decoração, o quarto era extremamente simples, o único objeto que encontrou foi um livro sobre o criado mudo 'A arte da guerra' de Sun Tzu, ela sorriu com isso, lera esse livro no primeiro ano da faculdade, era basicamente um livro de estratégia.
Enquanto as garotas conversavam no quarto, Sesshoumaru notou a aliança na mão de seu irmão.
— Finalmente irmãozinho – Sesshoumaru disse e empurrou Inuyasha que estava encostado na pia.
— Feh! – Inuyasha disse revirando os olhos.
— Venha logo, me ajude a colocar mais pão de queijo para assar – o mais velho disse pegando mais uma forma.
— Rin vai vir morar com a gente? – Shippo perguntou olhando para seu copo agora vazio.
— Sim – Sesshoumaru respondeu.
Os dois irmãos se puseram a trabalhar na cozinha enquanto Shippo os assistia feliz com sua família, agora ela estava completa, Rin moraria com eles, isso era maravilhoso, perguntou-se se Kagome também o faria.
xXx
Kagome terminou de se vestir e disse a Rin – Pronto, bem melhor agora, o que você achou aí?
— Um livro – Rin disse lhe mostrando o objeto.
— Já li esse livro – Kagome comentou.
— Eu também, é bem bacana... — ela comentou e seus pensamentos divagaram — Nossa Kah, é incrível pensar que estamos com eles né?
— É verdade, não aguento nem ficar longe dele – Kagome riu e Rin riu também.
— Você está corada – Rin comentou rindo.
Kagome se sentiu mais vermelha.
— Aposto que sei o que fizeram hoje. – Rin disse.
— Oras, aposto que você também fez! – Kagome reclamou. E começou a rir quando Rin lhe brindou com um sorriso safado.
— Ai Kagome foi melhor do me lembrava. – Rin comentou sorrindo feito boba.
Kagome sorriu – Para mim também, foi como uma nova primeira vez.
— Você nunca me contou que já tinha dormido com ele. – Rin disse.
Kagome ficou constrangida – Sim, é...bem, foi um dia antes dele partir e foi uma única vez.
Rin riu – Eu estava morrendo de saudades, aí Kagome estou radiante. E o sexo foi incrível. – ela riu mais ainda quando notou a amiga ainda mais vermelha.
— Pare Rin! Já me ruborizei tanto hoje que acho que vou ficar assim para sempre. – ela sorriu – Mas foi incrível! – Kagome respirou fundo para se acalmar – Que horas Sesshy foi te buscar?
— Umas 17:30.
Kagome procurou um relógio e encontrou sobre o criado mudo passavam das 19:50.
— Estava até agora na cama? – ela perguntou de olhos arregalados.
— Kagome você ainda é inocente nessa área. – Rin riu, e piscou para ela – Admito nós conversamos um pouco. Só um pouco, Sesshy não é homem de muitas palavras.
— Rin! Não sabia que era tão safada!
— Safada? Eu? Sou é apaixonada – ela riu e Kagome sorriu para ela, a vida não poderia estar mais perfeita.
— Estou faminta — Kagome abriu a porta. – Vamos? – perguntou à outra.
— Também estou faminta e você sabe o por quê!
Kagome lhe beliscou e as duas saíram rindo do quarto.
Inuyasha observou Kagome entrar na cozinha e abriu os braços, a garota foi até ele, pegou seu copo sobre a mesa e encostou-se a Inuyasha, que a abraçou, ela tomou um grande gole.
— É tão bom ver vocês juntos de novo! – Rin disse trocando um sorriso cúmplice com a amiga.
Kagome sorriu de volta, suas bochechas ainda quentes, morria de raiva de se ruborizar por qualquer comentário sexual.
— Por que vocês não vão para a sala enquanto o pão de queijo assa – Sesshoumaru sugeriu.
— E você? – Rin perguntou se aproximando, Shippo se levantou e foi para a sala seguindo Inuyasha e Kagome que já estavam saindo do cômodo.
— Vou ficar aqui com você – ele disse abrindo os braços e Rin correu para ele.
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— O que você tanto conversou com a Rin? – Inuyasha sussurrou sentado junto a Kagome no sofá na sala.
Kagome ficou tensa.
— Espero que não esteja comparando minhas habilidades dentro de quatro paredes. – ele sussurrou, suas bochechas ligeiramente rosadas.
Kagome sorriu e mordeu o lábio em seguida, ela sussurrou no ouvido dele – Rin só estava me contando como foi incrível só isso.
Ele arqueou a sobrancelha – E você respondeu...?
Kagome sorriu, homens, sempre preocupados, ah o ego masculino.
— Que o nosso também foi incrível – ela sussurrou de volta.
— Mais tarde vou te mostrar quão incrível pode ser, tenho três anos de fantasias frustradas sobre nós dois. – ele lhe sussurrou ao ouvido, seu hálito quente, Kagome estremeceu.
— Mal posso esperar – ela sussurrou de volta.
Shippo não parava de trocar de canal tentando achar algo que prestasse para eles assistirem enquanto tentava não ouvir o que o casal sussurrava, mas já imaginando o que seria, sentia suas orelhas quentes.
Kagome sorriu, tinha tudo que precisava finalmente, sua vida estava completa, tinha Inuyasha para ela, seus hormônios há tanto tempo atormentados de desejos finalmente estavam tendo alguma liberação, e ela só estava sentindo falta de uma coisa.
— Só falta a San aqui – Kagome comentou.
— É mesmo, nunca cheguei a conhecer muito a sua melhor amiga. Não é? – Inuyasha respondeu coçando a cabeça.
— É verdade...e a coitada está sozinha lá no campus. Se bem que, que dia é hoje mesmo? – Kagome perguntou.
— Sexta feira, vinte de setembro. – Inuyasha respondeu.
Kagome lançou um olhar sobre a sala buscando um relógio, encontrou-o na parede sobre a televisão, eram 20:00 hrs, — Ah, Miroku deve estar chegando, ele disse que viria hoje.
— Liga para ela, veja se eles não querem vir para cá. – Inuyasha sugeriu.
— Boa ideia – ela respondeu – Onde está a minha bolsa? – perguntou virando-se de frente para ele.
— No banheiro – Inuyasha sussurrou por causa de Shippo.
Kagome sentiu-se vermelha de novo, e teve vontade de se bater, por que ficava sempre vermelha quando estava constrangida?! Ela assentiu e se levantou, indo para o banheiro, fechou a porta atrás de si, e pegou o celular na bolsa, na discagem rápida ligou para a amiga.
— Oi San – Kagome disse assim que a amiga atendeu.
— Oi Kah! E ai como está? Como foi? — Sango lhe indagou — Faz algum tempo que o Sesshy passou aqui e pegou a Rin.
Kagome riu – Estou ótima, melhor impossível! É, eu sei, ela está aqui. O Mi já chegou?
— Não, ele me ligou agora a pouco e disse que está quase chegando.
— Quer vir para cá? Estamos fazendo pão de queijo.
— Vou ver com o Mi quando ele chegar, mas acho uma ótima ideia estarmos todos juntos! É quase difícil de acreditar né, você está feliz?
— Nossa San, você não faz ideia! Estou muito feliz! Nós já compramos as alianças de compromisso!
— Sério?! Antes tarde do que nunca!— a amiga riu – Hey, acho que o Mi chegou, peraí. É ele sim, vou ver com ele e já te ligo, ok?
— Claro! Hey, a propósito, se vier, me traga um pijama – ela disse.
— Pijama? Por que, vai dormir ai é? Hmmm?
— Sango! – Kagome riu – Tomei toda aquela chuva, minha roupa ainda está molhada, estou usando uma da Rin e sim pretendo dormir aqui hoje algum problema? – ela perguntou fingindo-se de séria.
— Nenhum – Sango riu – Tudo bem, se eu for eu levo, e me diga foi bom?
Kagome sentiu suas bochechas pegando fogo, sabendo exatamente o que a amiga estava perguntando – Foi incrível! – ela respondeu.
Sango riu e Kagome riu também então disse – Tchau San, me liga se for vir!
— Tá bom 'safadenha', pode deixar! — Sango desligou e Kagome encostou-se na porta, ela respirou fundo com um sorriso nos lábios, estava tão feliz!
Ela aproveitou que estava no banheiro e se aliviou. Depois saiu do banheiro e foi até a sala onde Inuyasha e Shippo brigavam pelo controle remoto.
— Ah não Shippo! Esse filme de novo não! – Inuyasha disse puxando o controle da mão do mais novo.
— Ah, mas eu adoro esse filme! – o outro retrucou puxando para o seu lado.
— Vocês dois podem parar já – a voz de Sesshoumaru veio através da porta da cozinha — Se não vou dar um catiripapo nos dois!
Kagome riu enquanto os dois continuaram puxando o controle um do outro, mas em silêncio.
— Que filme Shippo quer ver? – ela perguntou.
— Transformes de novo. – Inuyasha disse revirando os olhos.
Kagome franziu a testa, detestava aquele filme – Hey, Shippo, você me deixa escolher?
Shippo a fitou e nesse momento Inuyasha conseguiu pegar o controle.
— Deixo – Shippo resmungou de má vontade.
Inuyasha entregou o controle para Kagome com um sorriso, percebeu então que fazia anos que não conversavam sobre filmes, não sabia se a preferência dela havia ou não mudado.
Kagome pegou o controle e começou a mudar de canal – Hey vai começar Crepúsculo.
De repente o controle sumiu de sua mão, e ela percebeu que Rin estava na sala.
— Nada disso Kagome – Rin disse – Já assistiu mil vezes esse lixo.
— Hey! Não é lixo! E quem disse que eu ia deixar nesse?!
— Perdeu sua vez – Rin lhe falou e mostrou-lhe a língua, ela sentou-se no sofá, e Kagome sentou-se junto a Inuyasha emburrada.
O garoto riu e puxou sua boca para a dele – Relaxa. – ele disse e Kagome derreteu-se contra ele.
Rin sorriu, feliz ao ver a amiga e Inuyasha felizes, ela também estava profundamente feliz, estava onde sempre quisera estar. Ela continuou trocando de canal até que achou um filme que prestava – Olhe, As branquelas, é muito engraçado esse filme, é antigo, mas é ótimo. – ela disse – Alguém tem alguma objeção? – ela perguntou arqueando a sobrancelha, Kagome e Inuyasha nem estavam lhe prestando atenção, olhando um para o outro e sorrindo bobamente. Ela riu e olhou para Shippo que continuava amuado numa poltrona.
— Shippo e você o que acha? – Rin lhe perguntou. Ele deu de ombros e Rin conformou-se com a falta de resposta, logo Sesshoumaru saiu da cozinha e foi sentar-se com ela, passando um braço sobre seus ombros.
O celular de Kagome tocou, ela pegou-o e atendeu – Fala San! Você vem para cá então? Peraí que o Inu vai te ensinar como chegar – ela disse passando o celular para Inuyasha. – Sabe que sou péssima em dar instruções. – ela argumentou.
Inuyasha deu de ombros e explicou a Sango como chegar até a loja, vindo da faculdade.
Logo ele desligou – Eles daqui a pouco chegam por aqui.
— Você convidou minha irmã? – Rin perguntou.
— Uhum, só estava faltando ela.
— Que bom assim nossa família estará completa – Rin comentou.
Kagome sorriu, era verdade, agora tinha uma outra família, era inacreditável pensar que depois de tudo que havia acontecido, eles estavam juntos de novo, pegou-se pensando sobre Rin morar com eles, será que Inuyasha ia querer que ela se mudasse também? Não sabia o que pensar sobre o assunto, ela queria, mas ao mesmo tempo não queria, morar junto é quase como casar...queria se casar já? Não tinha certeza.
A primeira fornada de pão de queijo saiu e Sesshoumaru se prontificou trazendo para a sala um pote para ele e Rin, outro para Inuyasha e Kagome e um para Shippo.
Kagome recostou-se a Inuyasha – Tudo bem? – ele perguntou. Percebera que ela estava quieta.
— Uhum – ela disse depois de engolir seu pão de queijo. – Só pensando aqui, é incrível ver todo mundo reunido. – ela disse, para disfarçar a direção de seus pensamentos.
Percebeu que Inuyasha não engoliu pelo modo que ele arqueou a sobrancelha, como podia tanto tempo ter passado e conhecê-la tão bem?
Sesshoumaru e Rin se levantaram e foram à cozinha colocar mais pães de queijo para assar. Deixando o casal sozinho com Shippo.
— Que foi? – Inuyasha sussurrou.
— Depois a gente conversa. – ela sussurrou de volta.
— Vai dormir aqui? – ele perguntou.
Kagome assentiu sentindo suas bochechas queimarem, Inuyasha lhe beijou a ponta do nariz. – Linda. – ele disse.
— Ai dá para vocês pararem de se lamber que quero ver o filme? – Shippo reclamou.
Inuyasha lhe mostrou a língua abraçando Kagome contra si – Shippo, você tem que arranjar uma namorada para si e parar de me encher, você mais do que ninguém sabe à quanto tempo não vejo minha Kagome.
Shippo lhe mostrou a língua – Pare de lambe-la na minha frente, o quarto está logo ali.
Kagome ficou vermelha, prendeu o fôlego surpresa com o comentário.
— D-Desculpe Kagome. – Shippo disse percebendo o que dissera, não quisera constrangê-la.
Inuyasha balançou a cabeça com a falta de tato do irmão e puxou Kagome mais para si de modo que estava praticamente sentada no colo dele – Eu sei que o quarto está logo ali Shippo, você que precisa começar a pensar antes de falar alguma coisa.
— Olha quem fala – Sesshoumaru disse entrando na sala novamente – O mestre do falo-tudo-que-tem-na-mente.
— Sesshoumaru! – Inuyasha rugiu bravo com a interferência.
— Meninos, meninos, não briguem – Rin disse apaziguando a situação como já estava acostumada. – Vamos assistir ao filme, sim? Já já está pronta mais uma rodada de pão de queijo para acalmar os ânimos.
— Quer refrigerante Kagome? – Inuyasha perguntou, Kagome assentiu e os dois foram para a cozinha.
— Escuta, sabe que ele não comentou com intenção de te magoar – Inuyasha disse abraçando Kagome na cozinha.
— Eu sei, não fiquei magoada, só surpresa, não estou acostumada com esse tipo de conversa.- Inuyasha acariciou seus ombros fazendo relaxar de encontro a ele.
— Sabe que nós homens vivemos fazendo comentários idiotas sobre o assunto né? – ele perguntou unindo sua testa à dela.
Kagome riu – Eu sei, na faculdade ouço bastante, só não estou acostumada a estar envolvida, sabe que – ela parou e sussurrou – Minha vida sexual era nula e não fico muito a vontade em conversar sobre o assunto.
— Tranquila Kah, não precisamos conversar sobre isso se não quiser. E é bom saber que era nula, a minha também foi, até hoje.
— Qual era o ponto da nossa conversa? – ela perguntou, indagando-se do por que de estar conversando sobre sexo com Inuyasha, não havia nada a ser dito, ela o queria e ele a queria, ponto.
— Sei lá – Inuyasha riu – Vamos atrás de uns refris.
Eles pegaram os copos e Inuyasha serviu refrigerante para sua namorada, era inacreditável ainda pensar que ela era finalmente sua.
Kagome tomou uns goles de sua coca cola, largou o copo na mesa e abraçou o Inuyasha – É tão bom estar contigo.
Inuyasha sorriu, esvaziou de uma vez só seu copo de refrigerante, largou-o na pia atrás de si e retornou o abraço da morena, apalpando-lhe o traseiro – É maravilhoso estar contigo.
— Safado – Kagome resmungou sorrindo.
— Só para você – ele disse antes de sua boca cobrir a dela.
A campainha tocou e Shippo correu para atender, ele abriu a porta e desceu as escadas para abrir a outra porta.
— Hey! Oi! — Shippo cumprimentou os recém chegados.
— Oi é Shippo né? — Sango perguntou e o garoto assentiu.
— Venham — ele disse correndo na frente.
— Oi San, Oi Mi! – Rin saldou sua irmã e o namorado quando eles chegaram à porta e os apresentou a Sesshoumaru. — E esse é Shippo, vocês já conheciam ele né?
— Oi – Miroku disse e apertou a mão de Sesshoumaru e depois a de Shippo, o garoto que se lembrava de ter conhecido num dia na praça mudara e muito. — Sim, vimos Shippo uma vez.
Sango assentiu e perguntou — Cadê a Kah? – não vendo sua amiga na sala.
— Na cozinha com o Inuyasha – Rin lhe piscou o olho e Sango riu.
— Vamos sentem-se – Sesshoumaru sugeriu e foi até a cozinha pegar pão de queijo para Sango e o namorado.
— Pombinhos temos visitas – Sesshoumaru disse interrompendo o beijo de seu irmão na cozinha. Pegou a luva e se dirigiu ao forno para olhar os pães de queijo.
Kagome se afastou de Inuyasha, um sorriso em seus lábios, — Vamos lá falar com a San – ela disse pegando na mão dele e o levando até a sala.
— Oi San que bom que veio! – ela disse abraçando a amiga, e depois se dirigiu a Miroku enquanto Inuyasha cumprimentava Sango. – Mi, como foi de viagem?
— Tranquilo, cheguei bem a tempo, os pãezinhos estão com cheiro bom – ele disse e abraçou a amiga, Kagome sorriu e Miroku se dirigiu a Inuyasha.
— Prazer em conhecê-lo Inuyasha. – Miroku disse.
Inuyasha sorriu e disse – Feh! Conhecer de vista você já me conhece. Fique a vontade a casa é sua.
Miroku sorriu — Bom saber, espero que faça feliz essa moça ein? Ela sofreu muito por sua causa.
Inuyasha coçou a cabeça sem graça – Feh! Pode deixar – ele disse puxando Kagome para si. Abraçando-a por trás.
— Quem quer pão de queijo? – Sesshoumaru ofereceu trazendo dois potinhos.
Sango e Miroku agradeceram e cada um pegou um. – O que estão assistindo? – Sango perguntou se sentando no sofá com o namorado.
Inuyasha foi até a cozinha buscar uma cadeira para Kagome enquanto Rin e Sesshoumaru voltaram a cozinha para buscar os copos com refrigerante.
— As branquelas, mas nem estamos prestando muito atenção. – Kagome respondeu.
— Hey Kah, tenho uma novidade – Miroku disse – Saiu o resultado do vestibular, eu passei!
— Nossa! Parabéns Mi! – Kagome disse e o abraçou.
Inuyasha voltou e Kagome lhe contou o que Miroku dissera.
— Parabéns é um grande feito passar em medicina – Inuyasha disse colocando a cadeira próxima ao sofá ele estendeu a mão para Miroku o parabenizando e sentou-se na cadeira puxando Kagome para seu colo.
— Obrigado — Miroku respondeu.
Sesshoumaru e Rin voltaram com os copos cheios. Rin ofereceu um para Sango e outro para Miroku enquanto Sesshoumaru entregou um à Shippo e outro à Kagome.
— E o meu? – Inuyasha perguntou enquanto Rin voltava à cozinha com os potes vazios de pães de queijo para enche-los.
— Vai buscar – Sesshoumaru respondeu e Inuyasha se emburrou.
— Não precisa – disse ele tomando um gole do copo de Kagome. A garota sorriu.
Rin voltou trazendo dois potes, entregou um à Kagome e outro à Shippo que estava tentando assistir o filme, mas era quase impossível com todos conversando ao seu redor.
Kagome sorriu observando a casa cheia com seus amigos, ficou feliz ao ver todos juntos, convivendo como uma família. Sesshy e Rin agiam como se fossem casados, os perfeitos anfitriões.
Sesshoumaru finalmente sentou-se no sofá e Rin sentou-se junto a ele, com um copo de refrigerante em uma mão e um pote com pão de queijo na outra.
— Está uma delicia esses pãezinhos! – Miroku comentou deliciando-se com os pãezinhos crocantes.
Inuyasha riu – Essa marca é a melhor no ramo dos congelados.
— É, já experimentos todas – Shippo disse de boca cheia.
— Não acredito que vocês tem se alimentado somente de congelados, não me diga que é isso Sesshy! – Rin falou voltando-se para o namorado.
— Sabe que não somos nenhum mestre da culinária querida. – Sesshoumaru respondeu dando de ombros.
— E comida congelada é barata – Inuyasha entrou no meio.
— Vocês homens é que tem péssimo hábito, pois saibam que isso vai mudar ein, estava com saudades de cozinhar. – Rin respondeu.
Kagome riu – Vocês com certeza já comeram comida da Rin né? A gente está até com saudade né San, esses anos comendo a comida da faculdade e fast foods foram tortura.
Sango riu também – É verdade, quando ainda morávamos em Tókio, Rin fazia cada coisa maravilhosa, vamos vir comer aqui sempre se você começar a cozinhar – Sango piscou o olho para Kagome.
— Há! Ainda mais que ano que vem to aqui também, mais uma boca para alimentar. – Miroku disse.
— Passou no vestibular Miroku? – Rin perguntou.
— Sim! – ele respondeu com um sorriso de orelha a orelha.
— Parabéns! – Rin deu seu copo e o pote a Sesshoumaru e levantou-se, abraçou Miroku o parabenizando – Com certeza foi merecido! – ela sorriu.
Sesshoumaru deixou o pote sobre o braço do sofá e estendeu a mão para Miroku – Parabéns! – ele disse.
Miroku sorriu – Muito obrigado! Vão se cansar de mim nesses próximos anos.
— Ai Mi não precisa ser tantos anos não, basta alguns minutos para se cansar de você – Sango disse lhe beliscando.
— Hmmm sei, você está é morrendo de saudades de mim minha Sangozinha. – ele disse lhe dando um selinho.
— Ixe, acho que preciso seguir seu conselho Inuyasha – Shippo disse.
— Huh? Qual? – Inuyasha perguntou, dando uma mordida em seu pão de queijo, enquanto todos se viravam para olhar o mais jovem.
— Preciso urgente de uma namorada, antes que eu vire um castiçal cercado de tantos casais! – o garoto disse e tomou um grande gole de seu refrigerante.
Os três casais deram risada, pobre Shippo o único solteiro do grupo!
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