Estranho Conhecido
3 Capítulo 3 - Excursão
Notas iniciais
Capítulo 3 – Excursão.
— Inuyasha! Sai agora do meu lugar! – Kagome gritou furiosa.
— Não saio, não saio e não saio! – ele respondeu petulante, se esparramando confortavelmente na poltrona do ônibus.
— Mas Inuyasha! Está por ordem alfabética! A sua poltrona é a outra, antes da minha, sai daí, quem tem que sentar ao lado da Jessy sou eu! – ela exclamou, já ficando cansada de argumentar.
— Não é não. Eu sento onde eu quero! – ele cruzou os braços sob a cabeça, colocou as pernas em cima do encosto da poltrona da frente e fechou os olhos.
— Ai! Como é marrento. Vaza do meu lugar, seu idiota! – ela gritava a pleno pulmões.
— Não e não. – ele respondeu calmamente sem mudar de posição.
— Ah é? – ela perguntou, farta.
Kagome pegou ele pelo colarinho da camisa e o puxou, o pegando desprevenido. Inuyasha caiu com tudo no chão do corredor do ônibus. Todo mundo começou a rir. Ele se levantou e com um olhar gelado fez todo mundo se calar. – É bom mesmo que calem a boca. – exclamou ele empurrando Kagome e se sentando na poltrona da frente onde era seu verdadeiro lugar.
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— Merda! Dá pra parar de balançar essa merda dessa poltrona Inuyasha! – Kagome gritou.
— Não dá não. – respondeu o garoto com um tom divertido.
— Ai, mas que ódio! Que bicho te mordeu hoje? Tirou o dia para me atazanar? – exclamou a morena estressada até o ultimo fio de cabelo. Desde cedo Inuyasha a estava provocando, atormentando e a deixando tão confusa que se sentia prestes a estourar.
— Kagome? Se você quiser o Lence troca de lugar com você. Não é Lence? – um garoto de cabelos negros e compridos falou olhando ameaçadoramente para o garoto sentado ao lado dele. As poltronas onde estavam sentados eram do outro lado do corredor ao lado da poltrona de Kagome e Jessy.
— Cla..claro. – disse o garoto chamado Lence já se levantando.
— Ah Obrigada. – Kagome respondeu sorrindo, em seguida se levantou e trocou de lugar enquanto Inuyasha bufava. — Seu nome é? – ela perguntou ao garoto que oferecera a poltrona.
— Ai que falta de tato a minha – ele bateu na própria testa — Kouga. Sou Kouga Ookami. – se apresentou esticando uma mão para cumprimentá-la.
— Obrigada Kouga. – ela aceitou a mão em cumprimento e sorriu agradecida.
— Pagodeiro, cuidado ai atrás ein. – Inuyasha ameaçou, sem olhar para o casal sentado a uma poltrona de distância.
— Qual é, rockeirinho? – Kouga perguntou elevando a voz.
— Só to te avisando. Não mexe com ela. – Inuyasha ameaçou se erguendo na poltrona para poder apontar um dedo para Kagome.
— E por que não? Inuyasha? – perguntou ela enfurecida. Não conseguia entender o que se passava, tudo a deixava furiosa, Inuyasha principalmente, pois parecia brincar com sua paciência.
— Por que você é minha. – disse ele sério.
— Haha. Desde quando que eu não estou sabendo? – ela perguntou.
— Desde que eu te disse. – ele respondeu simplesmente.
— Você é um descarado. Idiota. Vira-lata, cachor...
— Dá pra vocês calarem a boca que eu to tentando dormir? – uma voz esganiçada e irritada veio das primeiras poltronas do ônibus.
—Ninguém pediu sua opinião! Richard! – todos os alunos gritaram em uníssono para o garoto que atrapalhara a discussão do 'casal'. Em seguida todos riram.
O silêncio reinou no ônibus por alguns minutos.
— Hey Kagome? – Kouga cochichou.
— Oi?
— Você tem alguma coisa com ele? – perguntou o garoto apontando para Inuyasha que estava com as pernas cruzadas em cima da poltrona da frente, fingindo dormir.
— Não – respondeu ela simplesmente. "Eu não o entendo. Me beija depois me ignora a semana inteira. Depois decide me irritar e faz showzinho de que sou dele? Ele é pirado! E está me deixando louca!". – Sei lá qual é a dele. – concluiu ela colocando os fones no ouvido, encerrando a conversa, precisava pensar.
O restante do caminho transcorreu tranquilamente. Inuyasha de cinco em cinco segundos virava a cabeça para trás para observar Kagome que estava com os olhos fechados curtindo o som, perdida em seus pensamentos.
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O ônibus chegou ao laboratório e todos os alunos pegaram suas coisas e desceram esperando as ordens do professor.
— Hey Kagome?
— O que é Inuyasha? – perguntou ela num tom cansado, sem olhar para ele.
— Você não está afim do bolêro, não, né?
— Quem? – perguntou ela parando de andar. Estavam fazendo fila para entrar no laboratório.
— Bolêro, o pagodeiro.
— Ahhh. E se eu estiver? – perguntou ela desafiadoramente.
— Você não pode. Eu já disse que você é minha.
— Inuyasha você se acha demais né? Vê se si enxerga! Eu sou solteira. S-O-L-T-E-I-R-A, compreendeu?
— Menos mal, pelo menos não é dele.
— Inuyasha! – Bankotsu estava no final da fila o chamou.
— Já vou Ban! Falou então gata, te vejo depois. – disse ele dando um selinho nela.
— Mas...? – ela perguntou para o nada, por que ele já havia ido. A deixando parada com cara de besta.
— Kagome? Eu vi o que eu acho que eu vi? – Sango perguntou se aproximando.
— É Sango, ele me beijou de novo. É muito abusado. Imagina ficar dizendo por ai que eu sou dele?
— Foi hilário vocês discutindo! – Miroku afirmou dando risada.
— Ah vai catar coquinho Miroku! – Kagome deixou o casal para trás e foi atrás de Kouga, assim ficaria longe dos comentários e o melhor longe de Inuyasha.
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— AAAAAAAAAAAh! Essa foi a pior excursão da minha vida! – Kagome falava consigo mesma debaixo do chuveiro. – Aquele Idiota! Ficou me perturbando a manhã inteira: Kagome? Kagome? Kagome? Olha isso. Olha aquilo...AAAAAAh que saco, cara chato!
Ela passara o restante do dia fazendo um relatório sobre a excursão que teria que entregar na próxima aula.
— O mana, dá pra parar de ficar falando sozinha e sai logo daí que eu quero tomar banho! – Souta gritou batendo insistentemente na porta do banheiro.
— Ah Souta! Não me enche! Hoje estou revoltada! – Kagome gritou de volta.
Ela levou mais uma hora dentro do banheiro.
— Finalmente! – exclamou Souta entrando no banheiro enquanto Kagome saia com uma toalha enrolada nos cabelos. Havia desfeito as trancinhas.
— Finalmente, blá blá blá. Que saco. Ô dia ruim! – falou ela consigo mesma, trancando a porta de seu quarto.
— É concordo.
— AAAAH! Seu louco como entrou aqui? – Kagome gritou surpresa com o intruso no quarto dela.
— Calma! Não grita! Entrei pela janela, precisava falar com você.
— Inuyasha! Seu tarado! Doido! Fora do meu quarto antes que meu pai te pegue aqui! – sussurrou ela, fechando os olhos com a mentira.
— Espera. Vim aqui te convidar, esqueci de te chamar antes. Minha banda vai se apresentar amanhã no Dallas bar, as nove. Tá afim de ir? – perguntou Inuyasha.
— O quê? Você invadiu a minha casa pra me perguntar isso? – ela perguntou exasperada.
— É...teoricamente invadi sim. Vai ou não vai? Pode levar seus amigos. Eu gostaria que você fosse. – ele disse sorrindo.
Kagome estava feliz de ter se trocado no banheiro. Caso contrário, essa situação seria muito mais constrangedora.
— Vou pensar no seu caso. – afirmou ela secando o cabelo com a toalha.
— Ah você tirou as tranças! Deixa eu ver. – disse ele se aproximando e puxando a toalha dos cabelos dela.
— Para! Me larga! – Kagome segurando a toalha com força sobre a cabeça.
— Ah qual é? Kagome? Deixa eu ver seus cabelos soltos! – ele exclamou perdendo a paciência.
— Só se você me deixar ver os seus sem gel. – ela respondeu, certa de que ele desistiria.
— Tá bom. – ele afirmou pegando a garrafa d'água dela que estava em cima do criado-mudo. Foi até a janela, pôs a cabeça pra fora e derramou o liquido em cima dos cabelos. – Pronto – disse ele se voltando para ela passando a mão nos cabelos para tirar o excesso de água e também o gel.
— Você é louco está molhando todo meu quarto! – gritou ela.
— Ah qual é! Fiz o que você pediu! Agora tira essa toalha do seu cabelo e para de fazer graça! – disse ele autoritário.
— Humpf! – bufou ela tirando a toalha. Deu uma ajeitada nos cabelos com as mãos evitando olhá-lo. – Seus pensamentos se embaralhavam quando ele se aproximava.
O cabelo de Inuyasha estava curto, mas não tão curto. (Sem o gel ficava na altura dos olhos). Enquanto os de Kagome estavam longos, batiam no meio das costas.
— Você é tão linda. – disse ele se aproximando, fitando-a seriamente.
— Eu..eu... – ela gaguejou sentindo o hálito mentolado dele batendo contra sua boca quando ele chegou perto demais.
— Kagome! Vem jantar! – gritou a mãe do lado de fora da porta.
— Já vou! – Kagome gritou de volta, aproveitando para tentar empurrá-lo para longe. – Você tem que ir embora. – sussurrou ela com os olhos nublados pela proximidade.
— Não antes disso. – disse ele tomando os lábios da morena com os dele, noutro beijo roubado. Depois de alguns segundos Kagome não se agüentou e correspondeu com fervor, se beijaram até o ar faltar – Agora sim, do jeito que eu gosto. – disse ele sorrindo antes de sair apressado pela janela.
Kagome já estava ficando toda derretida com esses beijos roubados. Ele com certeza não era mais aquele garotinho tímido. Mudara muito, mas estava incrivelmente atraente e sensual. Só de olhar para ele, as pernas de Kagome tremiam. Ele era lindo demais. Estranho demais. Tudo demais.
Depois do jantar Kagome ligou para Sango.
— Então você quer ir?
— Não sei não Kah.
— Ah vamos? Eu não vou ir sozinha.
— Vou falar com o Mi, daí dependendo dele, nós vamos. Ok?
— Valeu Sango! – Kagome exclamou com entusiasmo.
— Você está caidinha por ele! –Sango aproveitou a oportunidade para gritar no ouvido da amiga antes de desligar.
— O quê? – Kagome gritou para o telefone mudo – E ainda desliga na minha cara! O que há com as pessoas nessa cidade? São todos uns abusados! – gritou ela para o vento, emburrada. Mas logo, seu aborrecimento passou. Ficou pensando num garoto de olhos dourados que fazia seu coração bater com força e sua cabeça girar de emoção.
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