Estranho Conhecido
23 Capítulo 23 - Lembranças
Notas iniciais
Capítulo 23 Lembranças
Depois de passar uma semana mergulhada nos sentimentos conflituosos, Kagome tomou uma decisão: Serei forte – pensou. – Vou superar tudo isso. Esquecerei de Justin e vou descobrir de uma vez por todas tudo o que Inuyasha fez nesses últimos anos!
Como o banho sempre a ajudava a organizar as idéias, Kagome levantou-se da cama que fora seu refúgio durante aqueles dias e seguiu para o banheiro, tirou as roupas sem pressa e em segundos sentia a água quente lavar-lhe o corpo.
Esforçou-se em vasculhar suas memórias, as músicas que Inuyasha cantava eram repletas de sentimentos, precisava encontrar algo que lhe desse uma luz do por que de ele ser um traficante, por que ele era isso. Já tinha conseguido absorver esse fato, por mais que isso não fizesse sentido algum. – Pense bem! – ela conversou consigo mesma – Há cinco anos ele vivia bem com a família, num bairro muito bom, e tudo parecia em ordem, sabia que era muito amado pela mãe, o pai sempre parecera distante, — se lembrou – E quanto aos irmãos, Shippo sempre fora um amor e Sesshoumaru ela nunca chegara a conhecer direito. – refletiu.
Kagome encostou a testa no azulejo gelado e tentou ordenar os pensamentos, quase escorregou quando em um flash de memória lembrou-se de algumas frases das músicas de Inuyasha: I'm tired of being what you want me to be. Eu estou cansado de ser o que você quer que eu seja. All I want to do Tudo que eu quero fazer Is be more like me É ser mais como eu And be less like you. E ser menos como você. I put my trust in you. Coloquei minha confiança em você.
Espera! Ele deve ter sido obrigado a ser um traficante! Ou algo assim... É! Isso mesmo! Não fazia isso por querer, algo o forçava! Só podia ser isso! Tinha que ser isso! Mas por quem? Por quê? – pensou em desespero.
Os pais dele? Será?
Teria que tirar isso a limpo, de uma vez por todas! – pensou afastando as lágrimas que nem sequer percebera que escorriam por sua face. Finalmente parecia que via uma luz no meio daquela escuridão!
No entanto, se sentia tão sem forças.
Não! Tinha que tirar isso a limpo! – se ordenou.
Iria investigar! Aproveitar os últimos dias do festival para dar uma sumida, poder refletir com clareza e então descobrir o que de fato acontecera na vida de Inuyasha desde o dia que ela partira.
Kagome saiu do banho e foi à cozinha comer alguma coisa, preparou cereais para si e voltou ao quarto com a tigela.
Estremeceu ao notar a janela coberta com fita adesiva.
Iria deixar daquela maneira, assim Inuyasha não conseguiria entrar.
Ela não queria vê-lo agora, só faria com que ficasse confusa e tinha medo de perdoá-lo caso ele aparecesse. Seu coração era muito mole e não raciocinava direito quando se tratava de Inuyasha.
Kagome respirou fundo e escolheu roupas para sair.
Pegou uma calça jeans negra e uma camiseta regata da mesma cor, porque era assim que se sentia por dentro, como se tudo fosse negro. Colocou óculos escuros e vasculhou o alto do seu armário a procura de um tênis confortável, achou um all star preto que não usara desde que ganhara e admirou-se por ele ainda servir.
Trocou de roupa, prendeu o cabelo num rabo de cavalo e procurou por uma bolsa pequena.
Achou uma pequena bolsa negra, onde guardou sua identidade, celular e dinheiro.
Observou-se no espelho, os óculos escuros escondiam as olheiras acumuladas naquela semana. Respirou fundo sentindo-se fraquejar.
Não! – obrigou-se a acalmar-se. Respirou fundo. Não fraquejaria, iria investigar, começaria pelo lugar que vira Inuyasha pela ultima vez antes de sua mudança.
Iria a antiga casa onde morara e descobriria as circunstâncias da mudança da família de Inuyasha.
Tomou fôlego mais uma vez, colocou a bolsa no ombro e foi até a cozinha deixar um recado na geladeira. Escreveu que logo voltaria para casa e que precisava espairecer, pediu para que não se preocupassem e assinou.
Kagome observou a cozinha de sua casa e respirou fundo. Saiu de casa e pegou o metrô sentido ao bairro que morara durante tantos anos.
Iria descobrir tudo de uma vez por todas. Esqueceria de Justin por enquanto e se focaria em Inuyasha. – pensou.
Dentro de quinze minutos desceu na estação que fazia cinco anos que não passava por lá.
Tudo parecia exatamente como se lembrava. Caminhou pelas mesmas ruas e sentiu-se aquecida, fora tão feliz naquele lugar, os melhores momentos de sua vida haviam acontecido ali.
Finalmente chegou a frente da casa onde havia morado. Pouca coisa havia mudado, as paredes antes brancas estavam pintadas de azul claro, mas no restante era a mesma casa, parecia irradiar harmonia e paz.
Kagome sorriu, lembrou-se de quando costumava brincar naquele jardim com Inuyasha.
— Kagome! Ah, não vale você subir nessa árvore! Sabe que eu não consigo!
Kagome sorriu, subira ali por aquela razão, Inuyasha quebrara a perna tentando andar de skate e agora lá estavam brincando de pique-esconde.
— Feh! Ganhei o jogo, já que te achei! Agora desce já daí! – O menino de longos cabelos claros gritou, com os olhos mais dourados que o sol escurecidos de fúria.
— Não desço! – a Kagome de nove anos gritou.
— Vou falar para sua mãe que você não quer brincar direito e fica implicando com a minha perna e que me chamou de idiota.
— Ai Inuyasha! Você ta parecendo a Chiquinha choramingando! – ela riu, fazendo com o menino emburrasse ainda mais.
— Feh! Fique aí então, vou para a minha casa! – gritou ele, virando-se de costas e caminhando com dificuldade com a muleta.
— Hey, espera Inu. – ela gritou, apressando-se em descer a árvore.
Quando chegou perto do garoto, ele a surpreendeu pulando em cima dela, fazendo com que ambos caíssem.
— Tá com você – ele gritou rindo.
— Ah não vale seu espertinho! – ela reclamou, empurrando-o.
Inuyasha sorriu e falou – Conte até cem.
— Isso é injusto sabia! Porque eu tenho que contar até cem se quando é a sua vez você conta só até cinqüenta? – reclamou cruzando os braços.
— Claro que não é injusto, afinal estou com a perna estourada por culpa sua, foi você quem insistiu em aprender a andar de skate!
Kagome fez cara de emburrada e empurrou Inuyasha para longe dela.
— Hey! – ele gritou.
— Vamos brincar de outra coisa? – perguntou ela aproximando-se dele na grama depois de alguns segundos.
Inuyasha sorriu e Kagome sorriu para ele.
Aquele dia fora muito especial percebera o quanto gostava da companhia daquele garoto, na realidade já era apaixonada por ele – constatou. Olhou então para a casa do outro lado da rua, essa sim tinha mudado. A casa onde Inuyasha havia morado estava abandonada, ervas daninha cobriam todo o quintal da frente, como se ninguém morasse lá há muitos anos.
Kagome comparou o imóvel à sua frente àquele que tinha guardado em sua memória, antes a casa era muito bela, na cor creme, com flores sempre bem cuidadas pela bela senhora, Izayoi Taisho.
O que será que acontecera?
Ficou a observar a construção abandonada por uns instantes e lembrou-se do dia que conhecera Inuyasha naquela mesma calçada há tantos anos.
— Mamãe! Não gostei dessa casa, ela é muito feia! – a menina morena de apenas sete anos de idade reclamou com a mãe.
— Filha, essa casa é linda! Muito mais bonita que a nossa antiga, você vai ver, seremos muito felizes aqui. – Rumiko falou carinhosamente, se abaixando para ficar no mesmo nível que a menina.
Kagome emburrou-se e cruzou os braços em frente ao pequeno corpo.
— Deixe-a aí, querida – Keitaro falou. – Vá cuidar de Souta, que eu descarrego o carro.
Rumiko sorriu docemente e desarrumou os cabelos da filha, assentiu para o marido e foi ao carro pegar a criança de quatro anos que estava adormecida, em seguida entrou em casa com o menino nos braços.
Kagome observou os pais e foi sentar-se na calçada para olhar a rua. Não queria ter se mudado, havia deixado todos seus amigos para trás, e agora o que faria sem amigos?
Foi nesse momento que percebeu um menino sentado na calçada oposta, ele parecia triste, estava com a cabeça abaixada. Kagome atravessou a rua e sentou-se ao lado dele.
Reparou no tom quase esbranquiçado dos cabelos dele, nunca vira alguém com aquele tom de cabelo e ficou fascinada.
— Hey, seu cabelo é branco – falou sorrindo, pegou uma mecha dos longos cabelos para analisar mais de perto.
O menino ergueu a cabeça só um pouco e seus olhos vermelhos de choro ficaram a mostra.
Então o sorriso no rosto de Kagome desapareceu dando espaço para uma expressão preocupada, ela largou o cabelo assustada quando ele gritou:
— Vá embora! – o menino girou o corpo para o outro lado.
— Hey! Você é tão mal educado! Só queria conversar! – exclamou a menina se levantando e em seguida se ajoelhou na frente do garoto.
Kagome segurou o rosto dele e obrigou-o a fita-la nos olhos.
— Você está bem? – perguntou.
O menino olhou naqueles olhos castanhos e duas gotas redondas desceram por sua face.
— Hey, calma – Kagome pediu comovida e o abraçou. Logo os dois estavam chorando abraçados.
— Por que você ta chorando? – o menino resmungou.
— Porque te ver chorar me deu vontade de chorar! – ela berrou, abraçando-o mais apertado.
Inuyasha congelou no lugar. Essa menina estranha estava chorando por causa dele?
— Kagome! Já para dentro de casa, vá ajudar sua mãe a fazer o almoço! – Kagome ouviu o pai gritar ao longe, separou-se bruscamente do menino e viu que seu pai estava voltado para dentro do capô do carro descarregando as coisas.
— E-eu tenho que ir... – sussurrou para o garoto à sua frente e correu para dentro de casa.
Kagome sentiu uma lágrima quente escorrer por seu rosto, aquele dia fora tão triste, porém nos anos que se seguiram aquela recordação passara a ser boa, por que fora o dia que conhecera Inuyasha. Lembrou-se também que aquele dia fora um dos únicos que o vira chorar, expor seus sentimentos sem medo ou timidez. Percebeu então que nunca soube a razão dele estar chorando quando o conhecera. Ele nunca contara.
Kagome olhou uma vez mais para a bela casa onde morara e avistou uma roseira, o cheiro doce das rosas sempre a fazia lembrar-se daquele momento. Ela sentiu-se mais uma vez inundada pelas lembranças.
— Hey Kagome, você acha que um dia vai se casar? – O Inuyasha de oito anos perguntou a ela, ambos haviam passado o dia brincando de boneca e estavam deitados na grama ao lado da roseira observando as nuvens.
— Acho que sim, mas tem que ser com meu príncipe encantado. – ela declarou sonhadora, o doce perfume das rosas amarelas inundou seu olfato e ela inspirou alegremente.
— Feh! Não existe essa coisa de príncipe, não sabe que todos eles viraram sapo e nunca se transformaram de volta? – ele perguntou apoiando o rosto na mão para poder olhar Kagome.
A garota o imitou e sorriu para ele – Seu bobo! É claro que eles ainda existem, mas estão disfarçados. Você poderia ser um e nem saber disso. – ela sorriu zombeteiramente. – 'Você poderia ser o meu' – pensou.
— Feh! Até parece. Isso é coisa de menininha boba. – ele retrucou, remexendo nos cabelos bagunçados.
Kagome sentou-se – Eu não sou nenhuma menininha boba viu! – ela gritou, empurrou Inuyasha e ele caiu deitado na grama – Eu te odeio! – Kagome gritou correndo para dentro de casa.
— Hey! O que foi que eu fiz? – o menino gritou de volta se levantando, mas ela já entrara em casa e fechara a porta.
Kagome riu com a lembrança, naquela idade, já se descobrira apaixonada por ele, é claro que nunca pensou que fosse algo sério, apenas paixão de criança, típico da idade de se apaixonar pelo melhor amigo. Tentara esconder até os doze anos, e então Sango descobrira.
Balançou a cabeça, Inuyasha sempre fora um enigma, tão meigo com ela, tão bobo e mesmo assim tão tímido com estranhos.
Sentindo-se perturbada pelas memórias, ela se sentou na calçada em frente à antiga casa onde morara e se pôs a refletir.
Sempre amara Inuyasha. Ele havia sido e ainda era seu melhor amigo.
Sempre companheiro, sempre lá para ajudá-la. Aqueles cinco anos nos Estados Unidos não haviam sido suficientes para esquecê-lo. Sentira tanta falta dele, de Sango também. Porém dele sentira mais falta ainda, ela passou a mão pelos lábios lembrando-se do dia que partira para ir morar no exterior. Naquele dia estava tão triste, não queria perder Inuyasha. Nunca tivera a força e a coragem necessárias para dizer a ele o quanto o amava e então antes dela partir, ele a beijara, como naquela vez no jogo de verdade ou desafio. Fora tão especial, tão maravilhoso. Depois de Inuyasha todos os garotos que conhecera nunca foram o que ela procurava.
Percebeu que nunca nenhum de seus namoros havia dado certo por que nunca se entregara de corpo e alma com nenhum deles, somente com Inuyasha, mesmo sem ter tido um relacionamento de verdade com ele. Se bem que no ultimo mês, eles estavam meio que namorando escondidos, concluiu.
Inuyasha...ele era o único que fazia seu coração se acelerar quando o via, que podia derrete-la com um sorriso. Beija-lo era como provar do manjar dos deuses, seus lábios eram tão doces, sua expressão quando a fitava com todo o amor refletido naqueles olhos dourados era de desmanchar o coração.
Ela suspirou. Lembrou-se de seu ultimo encontro com ele, quando ficara sabendo que ele era traficante. Não sabia ainda o que pensar sobre o assunto, chegara à conclusão de que não era por querer, algo o levara àquilo. Mas o que?
Não queria pensar sobre isso, estava ali para investigar, para descobrir e não para fazer suposições. Mas como começaria?
Perguntando para alguém?
Kagome levantou o rosto e permitiu que o sol lhe aquecesse. Decidiu aproximar-se da antiga casa onde Inuyasha morara. O fato dela estar abandonada a intrigava.
Ela atravessou a rua e aproximou-se da residência dos Taisho. De perto o aspecto de abandono era gritante. Estava observando o matagal e a sujeira acumulada na frente da casa, tentando imaginar por que ela estava daquela forma, quando ouviu alguém chamando:
— Hey moça? – Virou-se na direção da voz. Um velho senhor apoiando-se numa bengala olhava para ela a poucos metros dali. – Está interessada na casa?
Kagome assentiu. Por alguma estranha razão um arrepio lhe percorreu a espinha e sua voz ficou presa na garganta. A expressão no rosto do velho senhor a intimidou.
— Não aconselharia. – ele balançou a cabeça – O lugar é assombrado.
Kagome olhou novamente a casa e as cortinas esfarrapadas pareceram se mover, ela deu um passo para trás, assustada. Provavelmente fora só uma impressão, causada pelas palavras do homem, mas mesmo assim a assustou.
O velho relampeou o olhar entre a moça e a casa e continuou – Uma mulher foi assassinada aí dentro e dizem que a alma dela ainda vaga por essas paredes... – ele falou com tom sombrio.
A morena permaneceu olhando para as cortinas por mais alguns instantes e virou-se para perguntar ao homem.
— Você... – ela se interrompeu arregalando os olhos, o senhor não estava mais lá, Kagome voltou-se a avistou-o caminhando uns metros mais a frente dali, indo para longe.
Estremeceu – Só era o que me faltava, assombrações e velhinhos que desaparecem! – pensou. – Bem, ele só me deixou falando sozinha – constatou tentando ser racional.
O que será que acontecera ali? – pensou. – Mulher assassinada? Que coisa esquisita.
Teria que pesquisar mais a respeito desse suposto assassinato, estremeceu. Será que tinha algo haver com Inuyasha? Não, não podia ser.
Um pensamento estranho lhe cruzou a mente, percebeu que havia entrado naquela casa poucas vezes durante aqueles cinco anos e nessas visitas Sesshoumaru e o pai, nunca estiveram presentes.
Aquilo era muito estranho, nunca prestara atenção nesses detalhes. – notou.
Kagome olhou a sua volta e avistou uma senhora caminhando do outro lado da rua.
— Oi! Por favor, poderia me dar uma informação? – perguntou, atravessando a rua novamente.
— Claro minha jovem.
— Sabe quem foram os últimos donos daquela casa e o que aconteceu?
A senhora fitou a casa que a garota apontava e assentiu.
— Sim, faz uns cinco anos que essa casa está abandonada dessa maneira, há muitos boatos a respeito, mas todos dizem que uma senhora foi assassinada ali e por essa razão a casa nunca foi vendida.
— E quanto aos donos? A senhora sabe o nome? – indagou, sentia o coração bater forte no peito, tinha medo da resposta. Fazia cinco anos! Ela se mudara há cinco anos! Será que era alguém da família de Inuyasha?
A senhora pareceu pensar por alguns segundos – Acho que era Taishu ou Taishi. Algo assim.
— Taisho? – sugeriu, rezando para que ela dissesse que não.
— Isso. Era esse o nome. – Kagome sentiu o sangue gelar, ficou estupefata, será que se tratava de Izayoi? Não! Não podia ser!
— Algo mais? – a senhora indagou.
Kagome fitou a mulher a sua frente, por uns segundos havia se esquecido dela – Err... Não! Só isso. Espera! – gritou quando a senhora começou a se afastar. – Você sabe quais foram as circunstâncias desse assassinato?
— Isso eu não sei, mas sei que... Quer dizer, comenta-se que o assassino foi preso, mas são somente boatos.
— Ok, obrigada pelas informações.
Kagome voltou a fitar a casa. Estava com mais dúvidas do que antes de sair de casa.
Precisava falar com Inuyasha, só ele poderia responder com toda certeza. Mas como encontrá-lo?
Pegou o metrô de volta, refletindo sobre o que descobrira naquele dia. Será que a mãe do Inuyasha havia sido assassinada? Era o mais provável, já que o nome era Taisho e só havia Izayoi de mulher na família, deveria ser isso... Mas como? Por quê? Por quem? – sentiu um arrepio perpassar pela espinha, não podia acreditar que aquela doce mulher estivesse morta. Não, tinha que ser outra pessoa — tentou se convencer.
Analisou que Inuyasha não quisera falar da família depois de seu reencontro com ele, o que era muito estranho. Não, não podia ser. — repetiu para si. Os boatos tínham que ser falsos. Não podia ser a mãe de Inuyasha a mulher que fora assassinada. Não podia!
Porém, algo de muito ruim acontecera logo depois dela se mudar, disso tinha quase certeza. A mulher dissera que o assassinato acontecera há cinco anos, então as datas batiam. Ela se mudara e a mãe de Inuyasha morrera. Será? Era difícil acreditar que Izayoi estava morta, tinha que ser mentira.
Nos dias que se seguiram, Kagome voltou duas vezes mais à antiga casa dos Taisho, interrogou vários vizinhos, mas sempre obtinha as mesmas informações, todas eram boatos, nada era certo.
Pesquisou na internet, mas não encontrou nenhuma informação diferente das dos boatos. Porém confirmara o nome, Taisho. Kagome se sentiu gelada, não restavam dúvidas de que alguém da família de Inuyasha morrera naquela casa.
Mesmo torcendo para que não fosse Izayoi, Kagome decidiu que só tinha uma saída para descobrir tudo de uma vez por todas, teria que confrontar Inuyasha.
Pensou em ir atrás dele, e então se lembrou do que ele dissera, ela estava sendo ameaçada. Não queria colocar-se em perigo novamente e muito menos queria que algo de ruim acontecesse a Inuyasha, afinal ainda o amava com todo seu coração. Por mais que tentasse arrancá-lo do peito, era impossível. O amor persistia.
Irei esperar por ele, uma hora ele aparecerá – pensou.
No entanto não foi o que aconteceu...
Fale com o autor