Estranho Conhecido

17 Capítulo 17 - Finalmente férias!


Capítulo 17 Finalmente férias!

Duas semanas depois...

— Bom dia! – Kagome exclamou.

— Bom dia! – Sango e Miroku responderam. Estavam na praça perto da casa de Kagome, prontos para aproveitarem o primeiro dia das férias.

— Tenho uma boa nova! – Sango exclamou sorrindo – Ontem Rin voltou para casa na calada da noite!

— Ai que bom, San! – a morena disse sorrindo.

— É, senti muita falta dela, com minha mãe surtando, tive que agüentar poucas e boas – Sango respondeu, soando triste.

— Não fica assim Sango, pensa pelo lado positivo! – Miroku afirmou com um sorriso largo nos lábios – Acabaram as provas e você não tem que fazer nenhuma de recuperação! – ao contrário dele que na segunda-feira teria que ir ao colégio para realizar mais duas provas, juntamente com Kouga e Inumaru.

— É San, pelo menos nós duas não ficamos de recuperação e podemos aproveitar esse sábado tranquilamente.

— É – Sango assentiu – E você deveria estar estudando – acusou, colocando um dedo no peito do namorado.

Miroku sorriu – E como conseguiria estudar sabendo que minha adorável Sangozinha está aqui ao ar livre aos olhos de todos esses marmanjos! – ele olhou a volta e de fato havia muitos garotos na praça.

Kagome não podia evitar lançar um olhar sob a área à procura de Justin, porém o episódio fatídico ainda estava fresco em sua memória. De repente lhe ocorreu que queria que Inuyasha também estivesse lá, aproveitando a bela manhã com ela, como um casal, tal qual Sango e Miroku. Suspirou, como se isso fosse possível, as coisas nunca aconteceram como deveriam com ela e o garoto.

Psiu — Kagome ouviu e olhou em volta a procura do dono daquela voz. – Psiu— ouviu de novo, um movimento atrás de uma árvore lhe chamou a atenção, era um garoto, pelo que podia ver. Mais uma vez ouviu o psiu e viu parte do rosto da pessoa que agora lhe acenava. Kagome não acreditou no que via e sorrindo correu até a árvore, deixando seus amigos para trás.

— Shippo! – exclamou e o menino sorriu ao abraçá-la.

— Kagome!

— Quanto tempo não te vejo menino! – Kagome sorriu. – O Inu está com você? – perguntou sussurrando, ao mesmo tempo em que olhava ao redor deles, à procura.

O menino negou, balançando a cabeça.

— Ele não sabe que estou aqui.

— Ah – assentiu Kagome, um pouco decepcionada. – E aí como anda? – perguntou voltando a sorrir, sem deixar de abraçar o menino.

— Estou bem – Shippo respondeu, com um sorriso tímido. Sabia que não deveria estar ali, mas sentira saudades da garota.

— E o Inu, está bem também? – Kagome não pode evitar perguntar, afinal amava aquele garoto.

Aham, não conte a ele que eu vim, ok? – o menino olhou a volta para verificar se alguém conhecido os via ali atrás da árvore.

— Kagome! – ouviram Sango e Miroku chamar.

— Aqui! – Kagome saiu de trás da árvore e acenou. O casal foi até onde ela e Shippo estavam.

— Oi. – Shippo saudou com o rosto corado.

— Oi – Sango disse sorrindo e se inclinou um pouco para chegar ao nível do menino que era bem mais baixo que ela. A morena lhe acariciou os cabelos e perguntou: — Qual seu nome?

— Shippo – ele respondeu corando mais ainda.

— Ele é irmão do Inuyasha – Kagome afirmou.

Sango e Miroku a olharam intrigados, o menino não se parecia em nada ao irmão mais velho.

Miroku sorriu para o menino e perguntou:

— Quer sorvete?

Shippo olhou para Kagome incerto.

— Vamos lá – Kagome o pegou pela mão. Ele não era mais uma criancinha, afinal já devia estar com uns onze anos, porém estava tão tímido que parecia até mais novo do que de fato era.

Juntos os quatro seguiram até a sorveteria a uma quadra dali.

— E quem vai pagar, Miroku? – Sango indagou, arqueando a sobrancelha, já que sabia que o namorado estava totalmente sem grana.

— É... – Miroku sorriu sem graça.

— Deixa que eu pago. – Kagome falou.

Após pegarem os sorvetes, o grupo se sentou numa mesa na varanda da sorveteria.

— Kagome — Shippo chamou depois de engolir uma colherada de seu sorvete de chocolate – O meu irmão vai ir cantar no Dino Places hoje. É aniversário da banda. Você quer ir?

Kagome olhou para os amigos que a observavam, não poderia revelar que ela e Inuyasha de alguma forma mantinham contato, e não saberia dizer se era bom ela aparecer no show. Pelo que entendera do que Inuyasha dissera, não podiam ser vistos juntos.

Ela abriu a boca para responder quando ouviu:

— Aí está você seu moleque!

Um garoto vinha na direção deles, com uma expressão nada boa, parecia furioso.

— Nunca mais faça isso! – ele falou seriamente, pegando o menino pela orelha.

— Ai! – Shippo gritou – Desculpa, desculpa!

Só então Inuyasha pareceu reparar nos outros três pares de olhos que o observavam, arregalados.

— Feh – ele bufou – É..oi... — disse soltando a orelha do irmão e coçando o pescoço. Quando os outros continuaram simplesmente a olhá-lo, ele acrescentou – Vem Shippo.

Inuyasha estava com um boné vermelho na cabeça, quase na altura dos olhos, que encobria totalmente seus cabelos, encobrindo também parcialmente seu rosto, ao contrário da habitual roupa negra, vestia uma camiseta branca, calça jeans e uma mochila negra pendurada nas costas. Não se parecia em nada com o Inuyasha que estavam acostumados ver, a única coisa que não mudara, era o brinco de argola na orelha e o piercing na sobrancelha, o restante do visual estava totalmente diferente, parecia quase 'normal'.

Shippo se levantou, emburrado.

— Espera – Kagome gritou quando os dois se viraram para sair. – Seu sorvete – concluiu assim que os dois a olharam. Estava tão surpresa por vê-lo! E ainda mais com aquele visual diferente! Uau! Ele estava lindo!

Shippo pegou o sorvete de cima da mesa com a cabeça abaixada.

— I-Inuyasha? – a morena chamou.

O garoto a fitou por de baixo do boné. Kagome engoliu em seco, ele estava tão lindo! E ela ainda tinha a sensação de beijá-lo fresca na memória, apesar de já ter se passado duas semanas, mal podia esperar para beijá-lo de novo, porém sentiu-se insegura com o olhar que ele lhe lançava, indecifrável.

— Err...Shippo me convidou para o show no Dino Places, p-posso ir?

Inuyasha olhou para seu irmão por uns instantes, o menino se encolheu diante do olhar do mais velho e voltou a fitar o chão. Inuyasha olhou a sua volta, como se procurasse algo ou alguém e então respondeu. – Podemos conversar a sós? – ele olhou para os outros dois na mesa. O casal se entreolhou e voltou-se para Kagome.

— Claro – Kagome respondeu já se levantando. – Volto já. – se despediu.

Os três caminharam para a praça novamente. Assim que ficaram a uma distância considerável da sorveteria Inuyasha indagou ao irmão:

— O que veio fazer aqui?

— E-eu senti saudades. – o garoto respondeu olhando para os próprios pés.

— Inuyasha, ele não fez nada demais – Kagome interviu.

Inuyasha a olhou e suspirou. – Fique fora disso, Kagome.

— Por quê? – Kagome perguntou e cruzou os braços diante do corpo, pronta para discutir.

— Droga! – Inuyasha exclamou – Por que sim! Olha Shippo vá para casa agora! Depois a gente conversa.

Shippo olhou para Kagome com lágrimas brilhando nos olhos, mas engoliu o choro e abraçou a garota. – Tchau Kagome.

Kagome o abraçou de volta e perguntou a Inuyasha com um olhar feroz: — Por que ele tem que ir?

Inuyasha revirou os olhos, perdendo a paciência. – Por que sim! Por que eu to mandando! Vá embora Shippo – gritou, olhou para ela e suspirou — Algum dia te explico. Vai Shippo. – disse num tom mais calmo.

Shippo tentou se soltar de Kagome, mas a garota o impediu. – Por favor Kagome, ele só quer o meu bem. – o menino pediu.

Kagome o soltou, comovida pelo que via no rosto do menino mais novo.

Shippo disse adeus mais uma vez e atravessou a praça rapidamente.

— Explica – Kagome exigiu, assim que ficaram a sós.

Inuyasha olhou em volta outra vez e puxou Kagome para mais perto, prendendo-a entre seu corpo e a árvore, a expressão em seu rosto era feroz.

— Kagome – ele disse e a ficou olhando nos olhos por alguns instantes, ele fechou os olhos, respirou fundo e então sua expressão abrandou e ele a abraçou – Ele não deveria vir aqui e nem eu. Você sabe.

Kagome relaxou de encontro ao corpo do garoto que amava. – Já sei, você não pode me contar. – suspirou.

— Feh, isso é um saco né?- ele sorriu — Mas você não vai gostar mais de mim se eu te contar.

— Inuyasha, eu te amo. O que você pode ter feito de tão ruim que poderia mudar o que sinto por você? – ela perguntou angustiada, não queria ter revelado que o amava, mas simplesmente não conseguira se conter.

Inuyasha a fitou atônito, ela o amava? E queria mesmo saber de tudo?

Ele se sentiu torturado, se pudesse contar...

Então respondeu da única forma que podia, beijou-a. Me perdoe Kagome, pensou antes de se perder nos lábios da garota.

Era sempre tão bom beijá-la, podia relaxar e esquecer de tudo quando a tinha em seus braços. Kagome não ofereceu resistência e se entregou com facilidade as sensações dos lábios firmes, porém suaves sobre os seus, deixou que invadisse sua boca com uma fome feroz e correspondeu da mesma forma.

Um barulho fez com que interrompessem o beijo. Inuyasha relaxou quando viu que era só um cachorro correndo com um frisbe na boca.

— Kag – ele suspirou, encostou a testa na da garota e de olhos fechados continuou. – Você não pode ir ao show.

Kagome o olhou tentando entender. Ele abriu os olhos para ver a reação dela.

— Yura vai estar lá. – ele acrescentou revirando os olhos.

— Por que você fica com aquela garota? Não gosto de pensar que estou te dividindo e.. — Kagome retrucou, mas Inuyasha colocou um dedo nos lábios dela.

— Está com ciúmes? – perguntou sorrindo.

— É claro! – Kagome exclamou o empurrando para se afastar dele. Ele riu.

— O que é engraçado? – a morena perguntou franzindo a testa.

— Desculpa – disse e a trouxe para mais perto de si. – Não se preocupe com Yura, ela não é nada. É você quem eu amo, não se esqueça disso. – ele a beijou novamente, antes que ela reagisse ao que dissera. – Boba. – separou-se dos lábios dela por alguns centímetros, sorriu e então foi embora, deixando-a ali plantada, ainda sem reação.

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— E então? – Sango perguntou assim que avistou Kagome se aproximando da sorveteria.

— Bem...- Kagome começou, pensando no que poderia dizer, estava zonza pelas ultimas palavras que trocara com Inuyasha que ainda ecoavam na sua cabeça, Eu te amo Kagome, não se esqueça disso.— Eu não vou ir ao show, ele não quer me ver por lá – mentiu.

Sango arqueou a sobrancelha desconfiada, porém não disse mais nada.

— Droga, meu sorvete derreteu – afirmou Kagome observando o que restara de seu sorvete.

O casal de amigos riu.

— Toma, compra outro – Miroku ofereceu uma nota de dois à ela.

Foi a vez de Kagome ficar desconfiada.

— Tá bem – ele deixou a nota na mesa, fingindo-se de emburrado e viu que a namorada também o olhava da mesma forma, ela sabia que ele estava sem dinheiro. – Eu não ia contar ainda, mas to trabalhando! – ele sorriu.

— Onde? – Kagome perguntou.

— Com o que? – Sango indagou quase que ao mesmo tempo.

Miroku sorria radiante. – To vendendo geladinho! – exclamou.

Kagome e Sango se olharam – Geladinho? — perguntaram incrédulas.

— Sim! Eu faço em casa e já faz uma semana que to vendendo na praça todas as tardes!

— E da onde tirou o dinheiro para fazer geladinho? – Sango indagou.

— Oras, eu achei umas moedas no sofá, comprei uns pacotes de suco de dez centavos, os saquinhos e to vendendo. Já juntei uma graninha nessa semana passada. Agora só falta mais trinta e seis e pago a multa! – olhou para Kagome e prosseguiu – Não te disse que tinha que pagar a multa? Achei uma forma!

Kagome fitou o amigo e riu, só Miroku mesmo para ter essa idéia. – Quer dizer que está sendo um sucesso? – perguntou rindo.

— Sim! – ele respondeu ainda com o sorriso bobo nos lábios.

Sango riu também e apertou as bochechas do namorado — Ai Mi só você mesmo – disse balançando a cabeça.

— Toma – Kagome devolveu o dinheiro – Precisa mais do que eu. Acho que perdi a vontade. – ela suspirou e cansada se sentou novamente.

— E agora? O que fazemos? – Sango perguntou depois que o silêncio se instalou entre eles. Kagome parecia imersa em pensamentos e Miroku continuava a sorrir, feliz com seu sucesso com os geladinhos.

— Já sei! – Miroku exclamou de repente. – Sangozinha minha flor a gente poderia ir naquele parque aquático, como é mesmo o nome?

Wild and wet? – indagou, franzindo a testa.

— Esse mesmo! Por que nós três não passamos a tarde nos divertindo na piscina?

— Sei! O que você quer mesmo e ver garotas de biquíni! – Sango acusou cruzando os braços.

— Ah Sango, acho que ele quer é te ver de biquíni! – Kagome falou sorrindo.

Sango deu um cascudo no namorado quando a expressão dele revelou que era aquilo mesmo que tinha em mente.

Enquanto Miroku gemia de dor e esfregava a área atingida, Sango disse:

— Sabe que não é uma má idéia?

Kagome sorriu – Concordo! Que tal nos encontrarmos lá no ponto perto da minha casa, às duas horas? A gente pode ir de ônibus, é só uma condução até lá né?

— Mas com que dinheiro você vai? – Sango indagou o namorado.

— É vintão não é? – perguntou. Sango assentiu – Então beleza, depois eu junto de novo. – o garoto deu de ombros.

Sango assentiu, dando de ombros também.

Sorrindo, as amigas se despediram, deixando Miroku sozinho na sorveteria. O garoto olhou para o local onde elas desapareceram se perguntando se era tão dispensável assim.

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— Oi pessoal, espero que não se importem, mas chamei amigos – Kagome falou para Sango e Miroku, apontando Ayame, Inumaru e Kouga que estavam logo atrás dela no ponto do ônibus.

— Claro que não tem problema! – Sango exclamou. O casal cumprimentou os outros.

— Será que vai demorar muito esse ônibus, San? – Miroku perguntou à namorada.

— Não sei, Mi, foi a Kag que ficou de ver o horário. O Kah – chamou.

— Hum? – Indagou distraída, olhando o movimento dos carros.

— Que horas o ônibus vai passar?

Kagome deu uma olhada no relógio de pulso e respondeu – Daqui uns dez minutos.

Inumaru observava a garota conversando com os amigos a uns metros dele.

— Hey Inu – Ayame o chamou. – Não fica assim, né? – ela sorriu, solidária. Inumaru nem se quer olhou na direção da prima. Então o sorriso dela se tornou malicioso – Não vai estragar esse passeio que nem você fez quando fomos ao zoológico, né?

Aquilo chamou a atenção do garoto, porém os outros também olharam e Ayame se sentiu no dever de contar a todos uma das trapalhadas do primo.

— Vocês nem sab..-

Ayame.— Inumaru alertou em tom de ameaça.

A ruiva sorriu e emendou – Sabem, uma vez quando nós estávamos na quinta série, tinha um passeio da escola para irmos ao zoo, né. Daí esse moleque aí – apontou. O garoto em questão se aproximou da prima ameaçadoramente. Ayame continuou sorrindo e passou a falar mais de pressa – Então, vocês sabem como ele é, nós tínhamos brincado de verdade e desafio no dia anterior ao passeio, e eu o desafiei a... – a ruiva se escondeu atrás do namorado, com medo da cara do primo e prosseguiu com a narração – tomar um milkshake de pimenta, ovos e catshup...

O ônibus que o grupo esperava chegou e Ayame foi logo entrando, com Kouga na cola dela, e Inumaru tentando alcançá-la, parecia engasgado de raiva, a olhando com fogo nos olhos. Ayame foi até o final do ônibus e se sentou na ultima cadeira do canto, o namorado sentando ao lado dela.

— Continua! – Miroku instigou assim que se acomodou numa das divisórias das cadeiras ocupadas, com Sango a sua frente, encostada nele. Inumaru se afastou o máximo que pode, e desistindo, decidiu fingir que não escutava.

— Daí – Ayame continuou – Ele como sempre, né, aceitou. Bebeu aquele treco inteiro e passou mal durante a noite, mas, como sempre foi muito cabeça dura, não quis contar nada para minha mãe, para poder ir ao zoo no dia seguinte, né. Gente, aquilo foi cômico! No outro dia nós fomos ao passeio, daí ele: Ô Ayame, acho que vou vomitar. Isso nós já estávamos a meio caminho do zoológico, no que ele disse aquilo, não se agüentou e vomitou, vomitou, vomitou, e vocês nem sabem aonde!– Ayame riu antes de continuar – No colo da garota que ele gostava! Aquilo tinha um cheiro horrível, todo mundo começou a passar mal, daí o menino sentado ao lado dele, vomitou também. Cara foi o pior passeio da minha vida, até hoje nunca me esqueci do fedor e a garota nunca mais chegou nem perto desse dali – a garota riu e o grupo a acompanhou nas risadas, olhando todos divertidos para o garoto que tentava passar despercebido encostado ao lado de uma senhora muito gorda. – No fim tivemos que voltar para casa, e todos ficaram muito bravos com ele! E ainda por cima ganhou o apelido de 'Hugo', o colégio inteiro o chamava assim, foi hilário!Foi muito engraçado ! — concluiu, explodindo numa gargalhada, que foi seguida por muitos dentro do ônibus.

— Eu tenho mais histórias para contar! – a ruiva falou, depois de se recuperar do acesso de riso.

Ayame!— Kouga e Inumaru falaram ao mesmo tempo, um a repreendendo e o outro ameaçando.

— Eu também tenho muitas histórias hilárias suas para contar, e se você não quiser que todo mundo saiba que você fez xixi na cama e dormia abraçada com um urso chamado Toni até a quarta série, é melhor calar a boca! – Inumaru gritou.

O ônibus inteiro estalou em gargalhadas, enquanto Ayame desejava que o chão se abrisse a seus pés e a tirasse daquele inferno. Dentro de segundos ela se recuperou e despejou muitas outras histórias engraçadas sobre o primo. Os dois passaram o caminho todo contando os segredos mais sórdidos um do outro, divertindo a todos dentro da condução.

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— Ah finalmente chegamos! – Inumaru exclamou quando eles desceram do ônibus em frente ao parque aquático.

— É chegamos sim, Senhor Hugo! – Miroku tirou sarro e levou um cascudo do outro. – Aí! Só a Sango que pode me bater! – reclamou.

— Pois então não mexe com quem ta quieto! – Inumaru respondeu, dando as costas.

— Bem, vamos para a fila então – Sango afirmou, nem ligando para o namorado que ainda resmungava de dor.

O grupo foi então para a fila e após pagarem a entrada, seguiram para os vestiários.

— Hey Kag! Que arraso esse seu biquíni! – Ayame exclamou, fitando o biquíni estilo cortininha de alça grossa manchado entre tons de roxo e azul que a amiga usava.

— Obrigada Ay! O seu também é muito lindo. – Ayame vestia um biquíni cortininha no mesmo tom de seus cabelos, vermelho-alaranjado.

Quando Sango saiu do cubículo onde se vestia, as duas amigas assobiaram.

— Meu Deus! Sango! Era por isso que o Miroku tava louquinho para vir aqui ein? – Kagome quase gritou enquanto observava à amiga. A morena usava um biquíni tomara que caia, trançado na frente com estampa tipo pele de cobra nas cores bronze, preto e ouro. Sango possuía um corpo de dar inveja a muitas mulheres, curvilíneo e sem nenhuma celulite ou estria.

— Nossa senhora! – Ayame exclamou olhando para seu próprio corpo que era muito magro. – Agora estou até envergonhada.

— Ah, parem com isso – Sango falou passando as mãos nos cabelos em desdém.

As três ficaram paradas por alguns instantes observando o reflexo de seus corpos no espelho.

— Com certeza a Sango é a que tem o corpo mais bonito de nós três. – Ayame afirmou observando com inveja a amiga.

— Nossa, obrigada Ayame! – Kagome reclamou com as mãos na cintura, em sinal de indignação.

— Desculpa, mas é verdade. – a outra respondeu sincera.

— Chega disso, né. Vamos passar bronzeador ou vamos primeiro para a água? – Sango perguntou.

— Água! – as outras duas gritaram.

Sorrindo as três guardaram as mochilas nos armários.

— Hey, onde vamos guardar essas chaves? – Ayame perguntou.

— Aqui na minha bolsa de praia. – Sango respondeu mostrando a bolsa que estava levando para a piscina.

— Mas você vai ficar carregando? Quero ir ao tobogã primeiro! – disse Kagome.

— Puts...não sei então.

— Que tal prendermos as chaves nessa sua argola? – Ayame sugeriu apontando para as argolas laterais da calcinha do biquíni de Kagome.

— Ótima idéia! – Sango exclamou — Como são tão pequenas não irão te incomodar em nada!

— Beleza! – a outra morena concordou. Sango guardou a bolsa e as três prenderam as chaves no biquíni de Kagome.

Saíram do vestiário e avistaram os meninos esperando por elas do outro lado do cômodo.

— Ai como a gente é burra. – Kagome exclamou batendo na própria testa – Por que não deixamos as chaves no bolso do shorts de um deles? – perguntou, observando os garotos que conversavam entre si, sem olharem na direção delas. Kouga estava com um shorts preto, Inumaru com um verde e Miroku vestia um azul.

As amigas reviram os olhos e rindo Sango ajudou Kagome a retirar as chaves.

— Meu Deus! – os meninos exclamaram juntos ao finalmente avistarem as meninas.

Inumaru quase babava observando Kagome, Kouga fitava sua namorada e Miroku a sua. Todos com expressões bobas na cara.

— Mi! – Sango gritou e se aproximou correndo do namorado – Podemos guardar as chaves no seu bolso?

— É..é...cla-claro. – gaguejou o outro, com os olhos fixos nos seios de Sango.

A garota guardou as chaves no bolso dele, fechou bem o velcro e finalmente lhe fitou os olhos. Reparou que ele parecia hipnotizado. Então sorriu, deu um passo para trás e deu uma voltinha perguntando – E aí que tal estou?

— Es-plên-di-da! – respondeu o garoto, pausadamente.

Sango sorriu. – Que bom, agora vamos logo! – pegou a mão do namorado e saiu arrastando-o atrás de si. Ayame seguiu o exemplo da amiga e pegou seu namorado.

Kagome se viu sozinha com Inumaru.

— Você está incrível! – ele elogiou.

— Obrigada – Kagome respondeu, remexendo numa mecha de seu cabelo timidamente, era estranho estar sozinha com ele novamente. – Vamos então?

Os dois seguiram atrás dos outros.

— Noooossa! – Kagome exclamou quando se deparou com o enorme tobogã em espiral. – Quero ir nesse!

— Olha só a fila! – Miroku reclamou.

— Então vamos logo! – Ayame gritou e o grupo seguiu atrás dela.

Assim que chegaram ao topo, Sango falou:

— Por que não vamos todos juntos como 'trenzinho' nessa primeira vez?

O grupo se olhou e sorrindo assentiram. Organizaram a 'formação' da seguinte forma, já que os garotos não queriam ir 'encoxando' um ao outro:

Sango foi à frente com Miroku sentado logo atrás dela, em seguida Ayame, Kouga, Kagome e por ultimo Inumaru que aproveitou para ficar bem agarrado ao corpo da ex-namorada.

Gritando os seis desceram o tobogã.

— Nossa! Foi demais! – Sango gritou saindo da água.

— Foi sim! – Ayame e Kouga afirmaram juntos.

— Põe demais nisso! – Miroku afirmou sorrindo maliciosamente. Inumaru concordou em pensamento, com o mesmo sorriso brincando em seus lábios.

Sango beliscou o namorado.

— E agora aonde vamos? – Kouga perguntou.

— Aquele ali! – Kagome e Ayame gritaram juntas, apontando para um toboágua de pelo menos vinte metros de altura. O brinquedo tinha diversas entradas, para irem muitas pessoas ao mesmo tempo, portanto a fila era conseqüentemente menor. O grupo seguiu para lá então.

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Depois de se divertirem muito com os tobagã e toboáguas do parque, o grupo se separou. Sango e Kagome foram tomar sol, enquanto Miroku boiava numa das piscinas, o restante do grupo seguiu para as piscinas olímpicas do outro lado do parque.

— Hey Kag, tava pensando. Você não vai querer participar do festival? – Sango perguntou.

— Não sei. Sabe, eu até queria, gosto muito de cantar, mas precisaria duma banda.

— Hey! Eu sei tocar bateria! – Sango exclamou empolgada – Bem, faz um ano que não toco nada – continuou um pouco sem graça, coçando a cabeça. – A Rin sabe tocar guitarra, o Inuyasha que a ensinou.

— Sério? – Kagome indagou interessada.

A morena assentiu – E o Mi, sabe tocar baixo. – apontou para o garoto na piscina próximo das cadeiras onde elas estavam deitadas.

— Pois é, sei tocar baixo, alto, até médio se você quiser! – afirmou o garoto balançando a cabeça e jogando respingos de água nas meninas.

— Dããã! – as duas exclamaram, tentando evitar com as mãos que os pingos as atingissem.

— Mas sabe que poderia dar certo. – Kagome falou, pensativa. – Eu como cantora, você na bateria, Miroku no baixo e a Rin na guitarra. Hummm, mas será que sua irmã pode participar? Afinal, ela não é aluna do colégio.

— É, não sei...mas a gente pergunta se ela pode participar, né. Por que acho que a Rin toparia. Só preciso ver com ela, poderia ser uma forma de passar algum tempo junto dela. E as inscrições vão até o final do mês, ainda dá tempo!

— Então ta decidido, vamos montar uma banda!

Kagome e Sango olharam para o garoto na borda da piscina, que fora quem afirmara, trocaram um olhar entre si e juntas correram até a água se lançando ao ar gritaram: Bomba! Molhando tudo que estava à volta.

Mais tarde naquele dia o grupo voltou exausto para casa.

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— Nossa, estou exausta – Kagome exclamou ao se jogar na cama.

— O que fez o dia inteiro para estar exausta? – Kagome soltou um grito e levantou-se de pronto, logo começou a relaxar ao ver Inuyasha sentado na arvore do lado de fora do quarto dela.

— Caramba Inuyasha! Quase me matou de susto! – ela disse e foi abrir a janela, o garoto saltou para dentro.

— Desculpe, não tive intenção, só que estou aqui a um tempinho já, esperando você aparecer e comecei a ficar impaciente.

— Ah desculpe, estava tomando banho.

— O dia foi bom? – ele perguntou de modo estranho.

— Foi...que foi Inuyasha?

— Nada, só que vi você saindo com seus amigos hoje de tarde. O Inumaru estava junto né...

— Ciúmes de novo? – ela perguntou.

— Feh! – ele cruzou os braços na frente do corpo.

— Ah não, nem comece Inuyasha, não estou fazendo nada de errado, você que fica com a outra na minha frente e até agora não me explicou por que, só disse que ela não é nada para você, tá se ela não é nada por que você fica com ela?! – ela gritou.

— Sei que estou errado e que você não é obrigada a gostar dessa nossa situação, mas é complicado. Ela pensa que sou dela. – ele fechou a cara.

— Mas você não é dela! – Kagome se exaltou.

— Hey! Já te disse que ela não importa. E você fica atrás desse garoto por que ele se parece comigo não é? Você não pode negar que fisicamente somos parecidos! Ele podia ser meu irmão!

Kagome ficou sem graça — Sim, bem, mas ele não é uma imitação sua, e não faça essa cara de presunçoso como se eu tivesse ficado com ele pela aparência dele! Foi você que se afastou de mim, acabei conhecendo ele, e sem querer tive um relacionamento com ele, mas não foi por que ele me lembrava você! E pode parar de mudar de assunto! Você também não gosta que eu passe meu tempo com o Inumaru, sendo que nem se quer estou ficando com ele e você fica com a outra na minha frente! – acusou.

— Feh! Eu sei – ele bufou. – Vamos mudar de assunto ou vamos passar o resto da noite discutindo? – perguntou bravo.

— Me responde Inuyasha! Por que você fica com ela?!

— Não posso. – ele disse a contragosto. – Mas que droga, Kagome! Ela ta me chantageando! – ele soltou sobressaltado.

— Chantageando? Mas como?

— Feh, chantageando, chantageando oras... – ele começou a andar em círculos pelo quarto.

— Me explica isso direito. – ela ordenou.

— É complicado...olha.. já deu por hoje, não quero mais discutir. – ele suspirou — Se for para ficar falando disso e começar com cobrança é melhor parar por ai... – ameaçou.

— Se não? – indagou arqueando a sobrancelha.

— Se não, vou embora.

— Inuyasha...não sei o que fazer com você, por que não pode me explicar?

— Kagome...olha eu não quero brigar...eu não posso largar ela por enquanto...

Kagome suspirou, estava exausta e também não queria brigar – Olha, essa situação está me dando nos nervos...ok, não quero brigar por causa dessa garota, não sei o que te faz ficar com ela, mas não está com ela por que quer?

— Não, eu não quero ela, mas não posso deixa-la, as coisas ficariam ruins se eu a deixasse...

Kagome respirou fundo, ficou em silêncio por alguns instantes – Ok, se é desse jeito, e você não fica com ela por que quer...mas pare de sentir ciúmes do Inumaru ok? Ele é só meu amigo.

— Vou tentar... – ele bufou.

— É bom que tente mesmo, você não gostaria se a situação fosse inversa não é?

— Eu sei que você tem razão. – ele retrucou bravo ainda.

— Se serve de consolo, eu queria que fosse você que estivesse lá se divertindo conosco. – ela falou.

Inuyasha suspirou, relaxou um pouco e a abraçou – Eu queria poder passar o dia de boa contigo.

Kagome relaxou de encontro a ele e resolveu mudar de assunto — Hoje você estava tão diferente de boné vermelho e camisa branca. – afirmou, suas mãos acariciando as costas do garoto enquanto inclinava o rosto para olha-lo nos olhos.

— Sim, de dia minhas roupas pretas chamam muita atenção. – ele respondeu.

Kagome esperou que ele se justificasse, mas ele nada disse.

— Kagome, só vim te ver um pouquinho já tenho que ir – ele encostou a testa na dela e então se afastou um pouco — Desculpe por essa discussão, e tento segurar o ciúmes, mas poxa vida, não é fácil!

— Eu sei que não é fácil! Me corrói te ver com a outra todos os dias! – ela exclamou.

— Eu sei, me desculpe Kagome, mas realmente essa situação tem que ficar assim por enquanto, não posso...

— Já entendi, não sei quais são seus motivos, mas vou tentar te compreender, ok?

— Ok, isso já basta por enquanto. – ele se soltou dela e saiu pela janela antes que ela pudesse reagir.

Kagome o observou correr pela calçada, se sentindo confusa com as atitudes dele.