Notas iniciais
Hello, amores, tudo bem com vocês? ♥ Bom, como meu tempo está meio curtinho eu vou aproveitar para pedir desculpas pelo atraso. Eu explicarei mais detalhadamente lá no blog, mas já adianto que enfrentei mais um bloqueio, estou atolada de estudos e não estou sabendo bem controlar meus horários. Espero que possam entender. As coisas esquentaram entre Tobias e Tris e tenho quase certeza de que vocês vão gostar desse capítulo. Peço desculpas mais uma vez e espero que não abandonem a história! Amanhã postarei outro capítulo! (hehe, o tempo me ajudou com a criatividade!) Espero que gostem! Até as notas finais ♥ FIQUE POR DENTRO DAS MINHAS HISTÓRIAS --> http://poxamalec-fanfics.blogspot.com ADD NO FACEBOOK --> https://www.facebook.com/profile.php?id=100009085858323

TOBIAS EATON

Por que beijá-la tinha que ser tão bom? Eu estava surpreso com o fato de que ela poderia ser tão viciante. Claro, Tris não era especialista em beijo e eu podia notar claramente sua inexperiência. Só que havia algo diferente ali. Algo diferente em mim. Eu sentia um turbilhão de coisas acontecendo comigo. Era estranho, novo e, por incrível que pareça, era bom também.

— Vamos lá para cima. – eu falei, encerrando nosso beijo com um selinho na ponta do seu nariz. Eu estava começando a amar isso.

Porra, eu tinha me transformado num caralho de marica.

— Eu acho que não é uma boa ideia. – a voz dela tremeu e ela desviou seu olhar, recusando-se a me encarar. A postura dela estava tensa e sua respiração um pouco acelerada. Por que diabos ela estava tão nervosa? Nós já tínhamos combinado isso!

— Tris, eu prometi a você que não iria rolar sexo. – eu garanti mais uma vez, pegando sua mão e apertando-a levemente, tentando passar segurança para ela. Eu queria que ela se sentisse segura comigo. Eu me esforçava pra caralho só para ela se sentir confortável. – Confie em mim.

— Eu confio. – ela soltou uma risadinha e voltou-se para mim. – Eu não confio é em mim. Você me faz sentir coisas que eu... Não entendo. – ela soltou a respiração.

— Eu me sinto assim também. – afirmei para ela sorrindo, enquanto passava meus dedos em seu rosto, contornando o desenho da sua linda bochecha. – Mas eu quero te deixar confortável lá em cima. Acho que você tem um punhado de perguntas para me fazer e se vamos passar a noite juntos, precisamos estar à vontade. O quarto é melhor.

— Tudo bem – ela concordou e começou a ir até as escadas comigo seguindo-a logo atrás. – Eu já tenho uma pergunta.

— Diga. – eu pedi enquanto subíamos.

— Eu vou dormir no seu quarto? – Tris perguntou com um sorriso travesso.

Eu sorri também.

— Se você quiser... Eu juro que não me importo de jeito nenhum. Eu tenho um monte de quarto nessa casa, mas queria que você ficasse comigo.

— Você passando a noite com uma garota no mesmo quarto e não rola sexo? – ela brincou, arqueando uma sobrancelha numa postura desafiadora. – Isso não parece com o famoso Quatro colecionador de calcinhas.

— Tá bancando a espertinha agora? – eu retruquei, enquanto abria a porta do meu quarto e deixava que Tris entrasse primeiro, fechando-a logo em seguida. – E que merda de apelido é esse?

— Christina te chama assim. – ela deu de ombros.

— Eu prefiro que você me chame de Tobias. – garanti, indo até o mini bar no quarto e tirando uma garrafa de vinho da geladeira e pegando duas taças. – Gosto como meu nome soa na sua voz.

— Eu não quero beber hoje. – ela falou enquanto olhava para a garrafa na minha mão.

— Por que não? – eu franzi a testa.

— Porque eu quero conversar. Você disse que iríamos conversar.

— Ok. – eu levantei os braços em rendição e sorri para ela depois de guardar a garrafa e as taças. – Conversa para a menina bonita, então. Sobre o que você quer falar? – perguntei, enquanto afrouxava a gravata e tirava o paletó, colocando-o em cima do sofá.

— Eu acho que quero tirar esse vestido e esses saltos primeiro, mas não trouxe nenhuma roupa. – um vínculo se formou no meio da sua testa quando ela fez uma careta. – Meus pés estão doendo.

— Tire as sandálias e fique à vontade. Se você quiser eu posso te emprestar uma camisa e um short. – eu olhei para ela quando um sorriso se formou em seus lábios. – Você sabe. Coisas de casais. – eu dei de ombros com um sorriso largo para ela e em resposta ela balançou a cabeça para mim.

— Será que você tem algum palpite de qual roupa eu devo escolher?

— Pega qualquer merda. – eu respondi enquanto arregaçava as mangas da minha camisa social. – Eu não ligo. Se dependesse de mim você ficaria nua.

— Você é um descarado! – ela apontou o dedo para mim e soltou uma risada.

— Você se acostuma. – eu pisquei para ela, enquanto ela ria e caminhava até o armário para pegar uma muda de roupa e se dirigia até o banheiro.

Enquanto ouço o chuveiro ser ligado, tiro meus sapatos e meias e sento no sofá, tirando minha camisa e ficando apenas vestido com a calça social. Tento pensar em algo para manter Tris entretida esta noite. Se não vamos fazer sexo, eu preciso ter algum assunto. Deixar que apenas ela guie o rumo desta noite não é uma decisão muito inteligente. E se ela me fizer perguntas sobre Nita? Sobre o seu pai? Sobre sua mãe? Porra, eu não vou saber como responder. Eu não estou pronto ainda. Se ela descobrir... Eu não posso perdê-la. Não agora quando as coisas estão finalmente começando a dar certo entre nós.

Eu preciso pensar numa forma de contar a verdade sem que ela me deixe.

— Estou pronta para conversar. – a voz de Tris me tirou da névoa de pensamentos em que eu estava perdido e eu olhei para ela.

Eu não me lembrava de tê-la visto tão bonita. A camisa que ela vestia tinha sido minha quando eu ainda era vocalista da The Lost e batia pouco abaixo das suas coxas. Ela também tinha vestido um samba-canção que estava ridiculamente folgado nas suas pernas, mas ela continuava linda. Não, ela estava maravilhosa. Porra, ela estava malditamente perfeita. Eu queria gritar para todo mundo que ela estava vestindo minha roupa, caralho!

— Sente comigo. – eu a chamei batendo no canto do sofá ao lado do meu.

Ela andou até a poltrona, colocou seu vestido dobrado em cima dela junto com seus saltos prateados, então veio até mim e sentou-se ao meu lado. Eu virei meu corpo na direção do dela, mas mantendo uma distância consideravelmente segura, porque se não íamos ter sexo hoje, eu precisava de alguma porra de espaço. Vê-la com minhas roupas estava me matando de tesão.

— Sobre o que você quer conversar? – eu sorri e peguei uma almofada colocando em cima da minha calça. Eu parecia um moleque de quinze anos tentando esconder a droga do pau duro, mas foda-se. Era exatamente isso que eu estava tentando fazer.

— Hmm... – ela pensou, enquanto se remexia no sofá para ficar mais confortável. – Você já esteve com alguma virgem antes?

Eu franzi a testa e encarei a loira na minha frente, não entendendo onde diabos ela queria chegar com isso.

—Algumas vezes. – eu respondi ainda receoso. – Mas em minha defesa eu não sabia que elas eram. Até... Bem, você sabe.

— Não. – ela balançou com a cabeça e me olhou com sinceridade. – É aí onde eu quero chegar. Eu não sei quase nada. Eu preciso que você me diga essas coisas. É sobre isso que eu quero conversar. Eu estou cansada de ser inexperiente e não entender quase nada do que os garotos falam lá no clube. – ela bufou, frustrada, e isso era a coisa mais adorável que eu já tinha visto em toda minha vida. – Eu terei 20 anos na semana que vem e só tive um único namorado na minha vida que me trocou porque eu era inexperiente.

— Eu odeio esse cara. – eu controlei minha raiva e meu tom de voz para não assustar Tris, mas a minha vontade mesmo era de sair atrás de Albert e arrebentar a maldita cara dele. Como ele pôde abrir mão de uma garota como ela? – Ele não merecia você.

— Eu sei, mas a questão aqui não é essa. – ela revirou os olhos e se remexeu novamente.

— Tudo bem, pergunte o que quiser. Eu prometi, não foi? – eu sorri e ela abriu um sorriso também, antes de voltar a falar novamente.

— Sexo oral é bom? – ela perguntou e eu engasguei com a própria saliva. Ela precisava ser tão direta? Meu Deus, eu estava tentando me controlar para não voar em cima dela e tirar toda aquela roupa e aí a menina vem e me aparece com isso.

Deus me ajude.

— Jesus Cristo, Beatrice, isso não é uma conversa para se ter com Christina?

— Eu acho que você é a melhor pessoa para me explicar. – ela abriu um largo sorriso para mim e eu tive a certeza de que responderia qualquer maldita pergunta que ela me fizesse. Por Deus, eu faria qualquer coisa por essa menina. – Você é muito experiente. E para ser sincera eu me sinto mais à vontade com você.

Isso era bom.

— Ok. – eu concordei e me remexi no sofá. Eu tinha estado de pau duro a noite inteira vendo Tris naquela porra de vestido. Então, ela tinha vindo para cá e vestido minhas roupas: mais uma sessão de pau duro. Agora, Tris estava falando sobre sexo comigo e isso me causava um desconforto do caralho. Eu parecia uma porra de pedra.

— Então... Você não vai me responder? – ela levantou uma sobrancelha.

— Sinceramente, eu acho que você vai achar maravilhoso se o cara souber fazer em você. Eu gosto pra caralho. Tanto de fazer, quanto de receber.

— Será que o meu gosto vai ficar na sua boca? – ela pensou em voz alta e rapidamente as bochechas ficaram vermelhas e ela corou. Isso era bonito nela também. – Quer dizer... Será que o gosto fica na sua boca? Ou na minha? Se algum de nós dois fizer... O gosto vai ficar?

— Sim, geralmente fica. – eu assegurei, me divertindo vendo-a se atrapalhar toda. Desde quando Tris era confusa com sua escolha de palavras?

— É bom?

— Aonde você quer chegar com isso, Tris? Você só vai saber se é bom se você tentar.

— Será que eu posso tentar em você? – de repente o acúmulo de oxigênio tinha se instalado na minha garganta e eu tossi, arregalando meus olhos para Tris. Ela riu. – Eu estou brincando.

Eu tomei uma respiração profunda. A imagem de Tris fazendo um oral em mim agora estava na minha cabeça e meu pau latejava dolorosamente. Que porra.

— Próxima pergunta. – falei, depois de respirar fundo mais uma vez.

— Será que eu vou sentir dor na minha primeira vez?

— Beatrice, eu não sou a porra de uma garota, como eu vou saber? – eu brinquei com ela. – Talvez você deva perguntar isso a Christina. Ela tem muita experiência também.

— Ela me contou que sua primeira vez foi ruim. – Tris fez uma careta. – Chris não me deu detalhes e eu quero os detalhes, por isso preciso de você.

— Eu acho que se você pensar que dói, vai doer, entende? – eu expliquei. – Talvez se você ocupar sua mente na hora da transa com outros pensamentos, creio que você não sente dor.

— Os homens sentem algum tipo de dor na primeira vez?

— Não. Pelo menos eu não senti. Foi diferente de qualquer punheta que eu já tinha batido, isso sem dúvida.

Tris soltou uma gargalhada.

— Você batia... Meu Deus, eu não consigo nem repetir! – ela falou em meio aos risos.

Eu ri junto com ela e me senti aliviado por diminuir a tensão entre a gente. Não que Tris estivesse tensa, mas conversar com ela sobre sexo estava me deixando inquieto para caralho. Ela não tinha papa na língua e estava mandando as perguntas naturalmente para mim, como se conversarmos sobre um boquete ou meu pênis na sua vagina não fosse grande coisa. Ela não entendia que aquilo era grande coisa para mim. Meu pau latejava tanto em desejo por ela que eu estava quase gemendo de tanta angústia.

Era uma tortura do inferno.

— Tris, será que podemos mudar de assunto? – eu me remexi no sofá novamente e se estivesse contando poderia jurar que ela a milésima vez.

— Por quê? – ela juntou as sobrancelhas. A inocência na garota me fascinava.

— Porque vou acabar não cumprindo a promessa que te fiz mais cedo.

Ela soltou um suspiro decepcionado, mas concordou com um aceno.

— Tudo bem, já que não podemos conversar, será que eu posso beijar você?

— Você precisa da minha permissão para isso? – eu perguntei sorrindo, enquanto estendi minha mão para ela e ela aceitou.

A puxei para perto de mim e envolvi minhas duas mãos no seu rosto, pegando-o com cuidado e a examinando bem, antes de afundar minha boca na dela. Primeiro explorei seus lábios com a ponta da língua e provei do gosto de Tris. Ela era fantástica. Nos beijávamos com calma, ternura e amor. Entretanto, o beijo que antes era lento fora se transformando em uma espécie urgente de fervor, desejo e paixão. Tris agarrou meus braços e empurrou com o joelho a almofada que escondia minha ereção, posicionando-se bem em cima de mim.

Porra.

Inferno, não. Ela não poderia fazer isso.

— Tris, o que você está fazendo? – apertei meus olhos com força quando pressionei meu pau contra o V das suas pernas. Ela estremeceu.

— Eu estou latejando lá em baixo. – ela me respondeu parecendo estar frustrada. – Eu só quero aliviar com você. Quero sentir mais. – ela gemeu quando se posicionou bem no centro do meu pau e rebolou. – Oh, isso é bom. É errado?

— Eu não acho. – beijei sua boca. Ela acenou com a cabeça e começou a balançar os quadris em cima de mim. – Porra, Tris.

— Tá doendo?

— Não, tá incrível. – gemi junto com ela quando ela começou a rebolar mais e mais.

Eu já tinha ouvido falar em fazer sexo a seco, mas não podia imaginar que pudesse ser tão prazeroso. Com cada movimento para cima e para baixo da sua virilha contra meu pênis, eu tremia. Os peitos de Tris balançavam por baixo da camisa e eu movi minhas mãos por dentro dela e os segurei. Ela congelou apenas por um milésimo de segundo, colocando suas mãos juntos das minhas e apertando os próprios seios.

— Quero fazer coisas hoje à noite. – ela ofegou enquanto falava durante nosso beijo. – Quero mais.

— Não posso, querida. – eu soei derrotado, enquanto beijava sua bochecha e descia pelo seu pescoço. – Fiz a porra da promessa e tenho que manter minha palavra.

— Isso está me matando, Tobias. – ela fechou os olhos e prendeu seus dedos nos meus cabelos quando mordi seu pescoço e beijei em seguida. – Por favor.

Porra se eu não estava todo fodido. Eu nunca poderia negar nada do que ela me pedisse. Ainda mais quando ela usava o tom de voz tão suplicante. Tris tinha total controle sobre mim. Não iria mais jogar com ela. Eu a queria e era isso. Se ela me quisesse, eu me entregava por inteiro. Na verdade, eu já estava totalmente entregue.

Me levantei do sofá apoiando seu corpo pequeno ainda colado ao meu e a levei até minha cama, enquanto ela insistia em me beijar. Eu amava a maneira como ela me beijava. Ela tinha gosto de bala de cereja ou qualquer porra que fosse doce. Era bom pra caralho. Eu tinha certeza de que, por mais que eu a beijasse, eu nunca me cansaria dela. Meu corpo ficou sob o seu e eu fiz pressão em cima dela, mas pareceu não ser o suficiente para Tris.

— Eu preciso... – ela murmurou, enquanto tentava encontrar a palavra certa para dizer o que ela queria. Merda. Como ela podia ser tão ingênua? Não era possível. Será que ela não frequentou o colegial ou sua mãe não conversou sobre isso com ela?

— Eu sei o que você precisa, meu amor. – eu beijei seu ombro quando seu corpo pareceu se acalmar debaixo do meu. – Você confia em mim? – ela concordou com um aceno de cabeça. – Posso tirar sua roupa?

— Tobias... – ela apertou os olhos, mas eu beijei sua testa e aproximei minha boca do seu ouvido.

— Confie em mim. – sussurrei. Tris, ainda relutante, meneou com a cabeça e levantou os braços para que eu pudesse retirar minha camisa que ela vestia. Puxei a barra e levantei o tecido, retirando-o do corpo dela e jogando-o no chão, me afastando apenas alguns centímetros para que eu pudesse observá-la enquanto ela colocava ambas as mãos cobrindo seus seios. – Não esconda nada. – inclinei meu rosto e inalei o cheiro do seu pescoço, enquanto tirava gentilmente suas mãos que cobriam o que eu mais queria ver.

Minha respiração se tornou difícil quando eu me afastei novamente para olhá-la. Tris tinha virado o rosto e fechado os olhos, enquanto eu admirava seu maravilhoso par de seios. Eles eram proporcionais para o corpo magro, porém com curvas, dela. Eram médios, redondos e rosados. O melhor de tudo é que eu sabia que ela não tinha pagado uma fortuna por eles e eles eram reais.

Sem conseguir manter o meu maldito controle, abaixei minha cabeça e puxei um mamilo com a minha boca, chupando-o como eu já tinha imaginado e sonhado tantas vezes. Tris agarrou meus ombros e gritou meu nome, fazendo desaparecer qualquer controle que eu ainda tivesse. Eu coloquei minha língua para fora e levantei meus olhos para Tris. Eu queria que ela me visse fazendo isso. Sua boca estava levemente aberta e ela ruborizou quando lambi seu seio inteiro.

— Oh, isso é bom demais. – ela gemeu.

Continuei a lhe dar prazer com a minha boca, mas assim como ela, eu também queria mais. Na verdade, isso não era sobre mim; era por ela. Tudo era por Tris. Eu não iria deixá-la sair desta casa enquanto ela não tivesse o que queria. Se Tris estava por avançar as coisas hoje, não seria eu a impedi-la. Manteria minha palavra por uma questão de honra, mas tinha certeza de que eu poderia leva-la ao céu e ela ainda seria virgem pela manhã.

Desci minha mão por entre suas coxas e a toquei em seu ponto sensível. Tris agarrou meus ombros e seu corpo tremeu quando comecei a massageá-la lá em baixo. O samba-canção estava encharcado com sua excitação e aquilo só me deixou ainda mais louco por ela. Era bom saber que eu lhe causava o mesmo efeito que ela tinha sobre mim.

— Você não está usando calcinha, querida. – eu disse, quando senti sua pele através do tecido fino da cueca que ela usava.

— Eu não tinha nenhuma extra, então a deixei secar para usar amanhã. – ela tentou me explicar em meio aos suspiros que ela dava.

— Você encharcou minha cueca. – eu sorri para ela enquanto beijei sua barriga e passei minha língua em seu corpo.

— Eu sinto muito. – Tris choramingou em meio a ansiedade, desespero e desejo.

— Não sinta por isso, meu amor. É a coisa mais sexy que eu já vi. – eu levantei meu rosto para piscar para ela, mas logo em seguida desci beijando da sua barriga até o começo de onde eu mais queria beijar. Levantei mais uma vez a cabeça para que Tris me visse. Pus as mãos na barra do samba-canção e esperei para ver se ela iria me impedir. Sabia que eu estava indo rápido com ela, mas se ela não me dissesse para parar, eu não pararia. Quando Tris fechou os olhos e concordou, eu não esperei. Arranquei a cueca que ela usava e suspirei quando finalmente pude ver o que eu tanto ansiava.

Ela era linda. De todas as malditas formas, ela era linda. Meu Deus, eu pertencia a ela. Estava tudo muito claro para mim: ninguém jamais me teria da maneira como eu estava entregue a esta garota. Eu nunca pertenceria à outra pessoa. Eu era dela. Não podia mudar isso. Já tinha ido longe demais.

Eu amava Beatrice Prior.

Quis ir devagar, degustar e apreciar todo o corpo de Tris, mas ela estava carente, necessitando de mim para acalmá-la. Ela queria se sentir bem e eu faria isso acontecer. Eu faria qualquer coisa para ela. Seu cheiro tomava conta de cada canto desse quarto e quando pus minha língua nela, pude ter certeza de que o gosto era ainda melhor. Eu estava tão perto de gozar nas calças que era ridículo.

— Tobias, por favor... – Tris implorou, quando eu ainda a torturava lambendo-a e chupando-a bem lentamente.

— Você é linda. – eu a lembrei, porque falar coisas sujas para ela agora não parecia ser o momento certo. Por mais que eu gostasse de sexo safado e selvagem, precisava me lembrar de que isso era novo para ela e que qualquer coisa que rolasse entre a gente hoje à noite seria para ela e não para mim.

Continuei a lhe dar prazer com a minha boca e quando Tris gozou gritando meu nome, eu me senti o cara mais sortudo do caralho. Enquanto seu corpo ainda se acalmava dos espasmos, eu beijei sua barriga, seu ombro, seu torso e seu pescoço. Apenas pus um rápido beijo nos lábios de Tris, pois tinha quase certeza de que ela odiaria o gosto em minha boca.

— Você tem um bafo estranho. – ela riu meio sonolenta, mas completamente satisfeita. – O gosto fica, não é?

— Com certeza. – eu ri e beijei o topo da sua testa. – Você não tem noção do quanto está linda. Gostaria de ficar admirando esse brilho de satisfação que você tem. Me sinto um baita de um fodão sabendo que eu fui o responsável por isso. – ela sorriu para mim e alisou meu cabelo. Parecia não se importar mais com o fato de estar completamente nua em cima da minha cama. – Como foi? Para sua primeira vez... Foi... bom?

— Incrível. – ela riu e beijou meu peito. – Eu nunca poderia imaginar que pudesse ser tão bom assim. Você claramente é muito talentoso com sua língua.

— Anos e anos de muita prática acabam nos deixando muito experiente. – eu pisquei para ela numa tentativa de fazer uma brincadeira, mas quando Tris fez uma carranca, percebi a merda que eu tinha falado. – Desculpe. Péssima coisa para se dizer num momento tão... Nosso.

— Tudo bem. – ela sorriu, mesmo que fosse um sorriso triste. – Lembro-me de que quando eu te conheci, você já era um prostituto muito disputado. Só preciso me acostumar com a ideia de que elas também estiveram aqui. Isso é muito estranho para mim. Não gosto de pensar nisso.

— Do que você está falando? – franzi minha testa e olhei bem no fundo dos seus olhos. – Eu nunca trago ninguém aqui em cima. Você é a primeira. Pensei que isso fosse óbvio.

— Na minha primeira noite aqui você me disse que sua cama estava lotada e que não tinha tempo para mim. No outro dia, outra garota pareceu sair do seu quarto e você a chutou. Não faz sentido o que você está dizendo agora.

Eu puxei o lençol fino que estava sob a cama e cobri o corpo de Tris antes de beijar sua testa e acariciar seu cabelo.

— Você entendeu errado. Quando eu disse aquilo foi porque eu queria que você acreditasse no monte de merda que eu era. Quis te provocar e fazer você acreditar que eu era um imbecil. Você precisava ficar longe de mim, Tris. Eu nem sempre fui rude com as meninas, mas nunca trouxe ninguém aqui para cima. Não queria manchar esse lugar. Esse quarto tem sido meu refúgio por muito tempo. Sexo barato não combinava aqui.

Ela me estudou por um momento tentando descobrir se eu estava realmente falando a verdade. Quando seu par de olhos lindos encontrou os meus, ela sorriu e ruborizou um pouco. Eu podia afirmar com toda convicção que tudo ao redor dela ficou ainda mais bonito.

— Então eu sou especial para você. – não era uma pergunta. Ela meio que estava afirmando.

— Achei que fosse óbvio.

— Já que estamos sendo sinceros, eu preciso te contar uma coisa. – ela riu. – Eu nunca te achei um cretino. Sempre vi muito mais do que você deixava transparecer. Eu sabia que, por baixo dessa sua postura de indiferença e inabalável, havia um cara incrível dentro de você. E fico feliz porque você me deixou conhece-lo.

Eu te amo, Beatrice.

Queria tanto dizer essas palavras que doía, mas eu ia assustá-la. Conhecia Tris muito bem e se algo estivesse indo rápido demais, sua tendência era fugir. Apesar de ser a pessoa mais corajosa que eu já conheci, Tris ainda tinha medo. Eu não a culpava. Ela passou os últimos anos cuidando de si mesma, então não me surpreenderia se ela fugisse de mim quando eu a assustasse. Era sua forma de se proteger e eu não poderia estar mais orgulhoso da mulher que ela tinha se tornado.

— Você tem um pedaço de culpa nessa minha mudança drástica. – eu brinquei. – À medida que eu ia passando tempo com você, sentia mais vontade de mostrar quem sou. Estava cansado de ser conhecido como o lendário Quatro ex-vocalista da The Lost. Você me fez querer despertar algo que eu não era há muito tempo: eu mesmo.

— Não devia ter vergonha do seu interior, Tobias. Você é maravilhoso.

— Não é bem vergonha de quem eu sou, mas quando se entra no mundo da fama, Tris, é muito difícil sair sem suas sequelas. Eu estava acostumado a ser uma marionete dos meus produtores e da mídia manipuladora. Quando decidi deixar a banda, também deixei uma imagem minha para o mundo. Eu não era aquele cara, mas mudar aquilo parecia ser impossível, então eu nem mesmo tentei. Se eles queriam o Quatro festeiro prostituto de Miami, certamente teriam. Nunca senti vontade de mudar minha imagem. Eu era adorado pelas mulheres e invejado pelos homens. Era legal ser conhecido assim. Até conhecer você.

— Você devia voltar a cantar. Tá na cara de que sente falta disso.

— Eu ainda penso muito nisso, mas não quero ser como o meu pai.

— É possível mostrar sua música ao mundo sem perder a essência de quem você é. E quer saber minha opinião? Acho que você seria muito mais adorado se mostrasse quem é o verdadeiro Quatro. Ele é incrível. As pessoas ficariam encantadas por ele.

— Você está?

— O quê?

— Encantada por mim. – eu sorri. – Agora que você me conhece de verdade... Você está?

— Pensei que fosse óbvio. – ela riu e bateu de leve no meu peito.

Puta merda. Eu amava essa mulher pra caralho.

— Quem sabe no futuro? – eu pensei em voz alta. Não estava mentindo para ela quando disse que cogitava voltar para os palcos. Eu ficava várias noites sem dormir só pensando nisso. A música era a coisa mais importante na minha vida, mas somente até conhecer Tris. Ela era minha vida agora. Eu não tinha como sair dessa ileso. – Agora eu só quero ficar abraçadinho com você.

— Eu estou exausta. – Tris bocejou e se aninhou em mim. – Obrigada por hoje. Eu provavelmente irei sentir muita vergonha amanhã de manhã, mas... Obrigada.

— Acredite, quem saiu ganhando nessa história toda fui eu. – eu desliguei o sistema de luz e deixei apenas o abajur aceso.

— Boa noite, Tobias.

— Boa noite, doce Tris. – beijei sua testa e a observei pegar no sono.

A respiração de Tris enquanto ela dormia era calma e lenta. Eu não sei por quanto tempo eu fiquei admirando ela dormir, porque quando eu estava com ela não sentia o tempo passar. Era como se tudo congelasse e existisse apenas eu e ela. Era foda pra caralho. Eu não mexi um músculo para não acordá-la. E embora eu estivesse duro como pedra e o meu pau não parasse de latejar, percebi que nunca havia dormido tão bem na minha vida.

Acordei com um corpinho nu ainda enroscado em mim. O sorriso no meu rosto refletia exatamente como eu me sentia em relação à Tris. O sol atravessava as pequenas brechas da cortina. Eu sabia que era cedo e queria voltar a dormir com Tris, mas ela tinha que trabalhar hoje. Pelo que eu sabia, ela havia sido dispensada ontem para ser a acompanhante de Peter, o que significava que ela teria que trabalhar hoje. Embora eu não quisesse acordá-la, sabia que ela odiaria faltar ao trabalho. Tris era muito responsável e envolvida em tudo que fazia. Além do mais, ela não tinha nenhuma roupa aqui. Provavelmente teríamos que passar na casa de Christina para ela se trocar, o que tomaria tempo.

— Tris, acorde. – eu sussurrei ao seu ouvido, enquanto depositava um beijo no lóbulo da sua orelha. Ela fez um ruído e apertou os olhos. Eu ri. Minha menina não queria sair da cama. – Vamos, querida. Você tem trinta minutos para chegar ao trabalho. – ela arregalou os olhos e sentou de forma tão brusca que tive que soltá-la. – Relaxa, você tem tempo. Eu preparo algo para comer enquanto você toma banho e em seguida podemos ir na casa de Chris pegar umas roupas.

Ela me estudou por um momento, inclinando levemente a cabeça.

— Alguém já lhe disse que você tem bafo de manhã? – ela soltou uma risada e em seguida correu para o banheiro.

Que porra ela tinha dito?!

Soltei uma gargalhada e me levantei. Pus minha cueca, uma bermuda jeans, uma camisa e desci para a cozinha. Eu tomaria banho em outra hora. Agora eu precisava me preocupar em fazer o café de Tris e leva-la até o trabalho. Lembranças da noite passada vieram como lampejos em minha mente e minhas bochechas doíam de tanto que eu sorria. Não era possível que isso estivesse mesmo acontecendo. O destino adorava me pregar uma peça. Eu tinha me apaixonado pela única garota que eu não poderia ter. Isso não era uma verdadeira merda fodida? Eu só esperava que Tris pudesse me perdoar no final. Ela iria entender. Eu explicaria e ela me amaria também. Eu só precisava de tempo.

Depois de tomar café e vestir um par de roupas minhas, Tris e eu fomos para a casa de Christina no meu carro. Nós não falamos muito no caminho, mas ela não tinha soltado minha mão enquanto eu dirigia. Às vezes eu me pegava sorrindo e me sentia um baita idiota, mas então eu olhava para a mulher ao meu lado e via que ela estava tão boba quanto eu.

Notas finais
E aí? Curtiram? Amaram? Odiaram? Comentem ♥ No próximo teremos a visão da Tris e ele será postado amanhã! Também adianto que teremos um bônus narrado por Nita e entenderemos um pouco o lado dela (até porque ela anda muito sumidinha e isso com certeza não é bom)! Também teremos o capítulo do aniversário da Tris e muitas surpresas virão! Espero que tenham gostado! Os espero nos comentários! Amo vocês ♥ FIQUE POR DENTRO DAS MINHAS HISTÓRIAS --> http://poxamalec-fanfics.blogspot.com ADD NO FACEBOOK --> https://www.facebook.com/profile.php?id=100009085858323