Estrangeiros
1 Capítulo 1 - As quatro pétalas das flores
As quatro pétalas das flores- Phlox Dale
Meu Nome é Dale, moro em Mill City, a cidade tem esse nome graças à um moinho que tinha aqui na cidade quando eu era menor.
Meu pai e minha mãe faleceram à exatamente 1 mês, graças à um "psicopata" que entrou aqui em casa enquanto eu estava na biblioteca com Mary, minha amiga, minha irmã estava na casa de uma colega e meu pai tinha ido ao mercado.
Minha mãe estava dormindo, meu pai tinha trancado as portas, mas a janela lá de baixo estava aberta, o psicopata entrou pela janela e... esquartejou minha mãe, deixando apenas o corpo e uma agulha, que superficialmente, ele tinha usado para costurar sua boca e também... suas pupilas... Mas não gosto de falar sobre isso.
Uma semana depois do fato, meu pai começou a fazer tratamento para tentar superar, mas ele não aguentou e suicidou com um faca na pia da cozinha...
Minha mãe faleceu antes do natal e nosso pai se suicidou no dia seguinte ao mesmo... Minha irmã Kate tem só 10 anos, mas acho que ela superou melhor que eu... Ela é uma criança fria, que claramente não puxou nossa mãe, pois ela era uma pessoa muito sorridente. Mas sinto que Kate ficou um pouco mais distante depois destes fatos, o que é muito compreensível.
Cheguei à colocar ela no mesmo tratamento que meu pai, para a idade dela, claro.. Mas acontece que a Psicóloga disse a mesma coisa... Ela é muito fria e mais ouviu do que falou.
Como eu citei antes... A cidade tem o nome de Mill City graças à um moinho que tinha na cidade pouco antes dos meus 8 anos... O Moinho marcou muito a cidade porque lá dentro da "cabine" do moinho, aconteciam certos... Cultos de "hereges¹" e também certos sacrifícios... Não exatamente feitos pelos Hereges... Além dos sacrifícios terem sido tanto de humanos quanto de animais...
--Nota¹: Herege é aquele que pratica a Heresia, sendo assim aquele que pratica o ensinamento ao contrário do da igreja.
Mas o moinho ainda existe, só que ele fica em uma ilha, mas é muito distanciado daqui, que graças as expansões da cidade, a parte da cidade em que o moinho ficava se separou das outras áreas já que ficava meio beira-mar pelo que eu sei. E claro, como todo fato marcante de uma cidade, várias pessoas criam lendas sobre ele, tipo a que diz que ele é mágico e flutua na água. Ele é de difícil acesso pelo que sei, por causa das rochas altas que ficam na água, sendo assim, impedindo os navios de chegarem até lá... Dizem que a área onde ele se localiza hoje, é muito nublado. mas aposto que é pura bobagem...
Vou para o terceiro ano... devia ter me preparado mais já que o início das aulas está super em cima (amanhã), mas desde os acontecimentos do mês passado, passei à me focar totalmente nos estudos.
Me transferi para uma escola mais próxima de casa, fica só à duas ruas daqui, fiz isso mesmo por minha segurança quanto pela da minha irmã. A escola dela é quase na mesma rua, então passarei ir buscá-la e levá-la. As Aulas começam amanhã, como será que vai ser lá?..
As quatro pétalas das flores – Crisântemo Tomoyo
Meu nome é Tomoyo, hoje, moro em Mill City, graças a certas coisas que aconteceram lá em casa, então decidi recomeçar...
É janeiro... E já faz dois meses que meu pai morreu. Ele morreu do jeito que viveu, me protegendo. Nós estávamos comemorando o aniversário de casamento dos meus pais. Meu pai notou um intruso na festa, mas ele estava muito feliz para ligar.
Um tempo depois nós todos brindamos e começamos a jantar, até que meu pai percebeu um movimento estranho do intruso, ele estava sacando uma arma e apontando para mim, meu pai imediatamente se levantou e se jogou na minha frente, e ele levou o tiro por mim, foi no peito dele em cheio. Dois dias depois soubemos que a bala que o homem sacou, era uma bala de prata. Ele estava me chamando de lobisomem ou oque?
Ele morreu no meu colo. Os seguranças foram imediatamente tentar pegar o indivíduo.
Enquanto meu pai estava em meu colo e eu estava simplesmente pasma, com raiva, chorando pencas, meu pai disse:
“Filha, cuida da sua mãe por mim... e de si mesma... Eu te amo muito... e espero que... que você sempre siga... Os conselhos que eu te dei... Eu te amo filha.!”
E me abraçou... Assim que eu o abracei, olhei o rosto dele... Estava de olhos fechados... Chorei, o chamei e nada... Chequei a pulsação dele... Ele já estava morto... Ele era a única pessoa que me entendia, que passava um tempo comigo e tudo mais.
Dois dias depois minha mãe já estava normal... Como pode? Era o marido dela! Ela é simplesmente insuportável, fútil, controladora, impassível e cética! Meu pai era o General do Exército do país. Minha mãe era Psicóloga e Advogada, por isso eu não a via muito e quando a via ela fazia algo para eu ficar furiosa. Mas eu nunca fui de "explodir" já que fui sempre tratada como a filhinha favorita, já que minha irmã mais velha não morava mais conosco. Mas ninguém entendia o quanto eu odiava isso. Além de também ser tratada como criança.
Como estava dizendo, minha mãe depois que meu pai morreu ela encheu a minha paciência o máximo que pôde, então foi a primeira vez que eu gritei com ela, e a primeira vez que eu explodi de raiva. Decidi recomeçar, então fui em um avião para os estados unidos, já que meu pai sempre me falava de lá. Ele havia me prometido que me levaria lá, mas como já não isso não era mais possível, eu fui poder ver o lugar que meu pai mais gostava. Também vai ser minha primeira vez em... uma escola... Sempre tive aulas particulares... Como será que é?
As quatro pétalas das flores – Papoila Luca
Meu nome é Luca, atualmente eu estou morando em Mill City por causa de uma transferência de trabalho.
Hoje faz 13 dias que minha mãe não está mais com a gente. Nós morávamos na Itália à um tempo, minha mãe era médica e meu pai também, pouco antes de eu nascer eles ergueram um restaurante muito frequentado ao lado da nossa casa. Minha mãe era muito boa no que fazia, estava treinando uma novata, mas minha mãe sempre foi muito fraca e um dia ela pegou uma doença de um de seus colegas, que por sinal, foi irresponsável e estava sem máscara para fazer o próprio trabalho, mas nós só soubemos disso quando os sintomas começaram a fluir...
Ela me disse que queria ficar internada até melhorar, mas que não sabia quando mais ou menos podia melhorar e para eu entender que se ela não melhorasse era pra eu cuidar do meu pai e de mim, e para eu não deixa-lo fazer loucuras.
A levamos lá, como ela trabalhava lá e eram colegas dela, eles fizeram tudo com o maior carinho.
Mas a doença foi ficando pior à cada dia, e todos já sabiam disso. Um dia, estava na hora do remédio dela, eu ia preparar até que um "enfermeiro" veio e meio alterado ele disse que ele que ia preparar. Como eu não tinha nada a ver com isso mesmo, decidi deixar essa passar, acho que esse foi meu erro.
Eu e meu pai toda noite insistíamos em ficar com ela lá no hospital, mas minha mãe era muito teimosa, ela sempre dizia que era pra nós confiarmos nela que ela sabia se virar, e nós não gostávamos de contrariá-la, então nós sempre voltávamos pra casa, mas toda hora ligávamos para o hospital para ver se ela estava bem. Mas dois dias sem passaram, e aquele "enfermeiro" todo dia preparando o tal do remédio...
Até que se passou uma semana, nesse outro dia estava na hora do remédio da minha mãe, mas as tranqueiras para preparar o remédio dela não estavam ali e nem aquele "enfermeiro"... Eu decidi voltar ao quarto dela, quando eu estava chegando lá, ele estava dando o remédio pra minha mãe. Meu pai ainda estava lá na recepção vendo os exames dela... Mas como o "enfermeiro" saiu a uns minutos, ficamos só eu e minha mãe. Até que enquanto conversávamos, aconteceu algo estranho....
Minha mãe começou a tossir, e tossir.... Até que ela começou a cuspir sangue...
Fiquei meio desesperado, então falei para ela esperar cobrindo a boca que eu já voltava, fui desesperadamente até alguém, saí gritando pelos corredores, até que um grupo de médicos e enfermeiros foram até lá. Aquele enfermeiro estava indo também. Lá fizeram um monte de coisas, mas eu tive que ficar do lado de fora.
Quando eles já tinham controlado a situação eu pude entrar, lá só estava
Eu, meu pai, o médico -Que estava organizando suas coisas para sair-, minha mãe e o "enfermeiro". Nessa noite, eu e meu pai ficamos no hospital, era quase 1 da manhã, hora do remédio, meu pai tinha ido dormir, eu fui procurar o enfermeiro e de novo ele me driblou, fui correndo pro quarto da minha mãe, e eu vi uma coisa diferente ali no lugar do remédio.
Eu fui checar, ele estava colocando veneno no soro dela, eu chutei ele nas costas e peguei o veneno, joguei-o lá no corredor, peguei um bisturi que estava li na mesa ao lado e fiz um corte no nariz dele, começou a sangrar, ele meu deu um soco no barriga mas eu caí no chão.
Chegaram uns enfermeiros bem na hora que ele ia sair, mas a cara dele estava roxa e aparentemente com o tal rasgo na cara, nós fomos julgados, eu fui preso por agressão. Mas não foi só isso, me acusaram de matar minha própria mãe. Já que: O cara sumiu e não depôs no tribunal.
E ele foi visto como o cortadinho que aliás, o rosto dele saiu da minha memória e que pelo jeito, da de todo mundo, porque ninguém se lembra dele. Aquele povo do hospital só me soltou porque viram que havia veneno no corpo da minha mãe e porque conferiram as câmeras de segurança. Passei dois dias naquele lugar podre que chama de cela graças a eles.. Então, eles finalmente escutaram minha versão da história, mas já era tarde demais pra acreditarem.. Ele havia sumido. E minha mãe estava morta.
Meses depois, meu pai continuou com restaurante, mas decidiu se transferir de hospital. Então, tivemos que nos mudar já que ele foi transferido, viemos para os Estados Unidos em uma casa enorme. Vou ter que começar a frequentar uma escola daqui.. Infelizmente.
As quatro pétalas das flores — Flor de Liz Anne
Meu nome é Anne, comecei a morar aqui em Mill City faz dois dias devido a circunstâncias ocorridas em minha família.
Eu, meus pais e irmão, morávamos na França. Um dia, quis passear com meu irmão, então levei meu irmão e meu amigo Louis para Cassis, Marseille.
Mas como lá, no quesito chão perto da água está em falta, para um menino de 12 anos é perigoso, eu devia ter sido mais responsável... Nos divertimos bastante, mas meu irmão Nathan quebrou o braço um tempo depois... Ele tropeçou naquelas pedrinhas chatas que ficam no chão e caiu na água, mas não se afogou. Louis imediatamente pegou Nath no colo e o colocou no carro. Eu dirigi com pressa até o hospital, mas correu tudo bem.
O médico estava enfaixando o braço de Nath, então eu e Louis estávamos esperando ele. Nós fomos lá pra fora, então liguei para meus pais, quando desliguei eu e ele começamos a conversar, até que surgiu um silêncio. Eu o agradeci e o abracei, não fazia ideia do porque, mas naquela hora; eu senti um arrepio desconfortável na espinha, agora que posso parar para pensar, teria sido um aviso?
Nathan estava vindo em nossa direção, eu o segurei pela mão, abaixei e pedi desculpa por não ter prestado tanta atenção nele. Ele me abraçou, e me pediu desculpa, ele disse que devia ter tomado mais cuidado. Ignoramos as melações e fomos para o carro para voltarmos. Estávamos deixando Louis em casa, quando ele tentou abrir a porta, gritou e bateu na porta, mas ninguém atendeu, ele viu que ninguém estava em casa, então o chamei para dormir lá em casa.
Chegando em casa já era 20.hrs. Explicamos a história para meus pais e que Louis ia dormir lá, então Nath foi ajudar meus pais com o jantar e eu e Louis subimos para prepararmos as coisas para ele. Tudo normal até que sem querer eu caí em cima dele... Fiquei super envergonhada até que olhei para o rosto dele e ele estava pior que eu, nós dois rimos até que aquele silêncio veio de novo, e mais uma vez ele foi quebrado, só que dessa vez com o Louis dizendo:
-Je t'aime Anne...
Fiquei pasma até que ele me beijou. E eu ainda estava encima dele, oque piorava minha vergonha, até que eu cedi aos encantos do meu melhor amigo de infância. Os braços em que eu me apoiava, foram pra nuca dele, e os dele, para as minhas costas.
Naquele momento, eu estava completamente encima dele, nossas pernas entrelaçadas e nossas bocas coladas. Mas só até que meu irmão chegou e abriu a porta gritando para irmos jantar e viu aquela Linda Cena. Ele arregalou os olhos... Nós dois ficamos meio desconfortáveis nessa hora, pasmos e com vergonha, mas não mudamos a pose. Meu irmão voltou ao normal, riu de leve e saiu. Nós dois olhamos um para o outro, rimos. Depois de jantar nós fomos dormir, mas no meio da noite, percebi que ele veio para minha cama, entrou no meu cobertor e sussurrou no meu ouvido:
-Bonne nuit, chérie Petite amie..
Então dormimos juntos. Nessas férias, eu estava fazendo um tipo de trabalho no Museu, então toda Terça e Quinta-feira eu era uma guia do museu. Eu saía de casa as 8hrs e chegava em casa 20.30hrs, todo mundo sempre já estava acordado quando e saía, então tomei café, tomei banho, dei tchau para meus pais e meu irmão, dei um beijo dans mon copain (no meu namorado) e saí. Mal eu sabia, que quando voltasse teria a maior surpresa da minha vida.
Quando eu cheguei, eram 21hrs, tinha sido um dia muito movimentado. Entrei e bem no lado de dentro, do lado da porta havia um bilhete, dizendo:
"Vá lá em cima, temos uma surpresa para você."
Subi toda feliz pensando que era um presente ou algo do gênero, mas quando abri a porta super sorridente, acendi e sim, eu tive a maior surpresa do mundo. Mas não como eu esperava. O meu quarto repleto de sangue e poças de sangue, na parede escrito com sangue bem grande : “Surpresa!”, no chão minha mãe toda cortada e com um super corte na garganta derramando sangue, meu pai com a cabeça toda machucada, os braços cortados, Nath com o seu tórax esfaqueado e as mãos, os pés todos cortados quase esquartejados, e ao seu lado Louis com a boca cortada como se tivesse sido um arranhão na vertical, suas pernas quebradas, seus olhos abertos com um prego no direito. E o pior era que, todos eles estavam com os rostos desfigurados.
Eu estava emocionalmente contagiada, não sabia se gritava, se corria, se chorava ou qualquer outra coisa. Fiquei parada ali na porta até que sinto uma mão tampando minha boca, uma mão gelada, e uma faca começando a cortar meu pescoço.
Eu tentei puxar a mão dele pra jogar ele no chão, como uma cena bem de filme de ação, mas acho que não deu muito certo, eu até consegui, mas eu caí por cima dele. Ele tentou quebrar meu braço, mas eu dei uma cabeçada nele, que para falar a verdade, doeu mais em mim do que nele.
Ele ficou meio atordoado. Nesse momento, eu vi que ele estava com uma máscara, mas não do tipo máscara V de vingança, aquelas que te deixam desconfortavelmente mal. Eu tentei tirar mas parecia que estava simplesmente colada no rosto dele. Eu peguei a faca da mão dele e comecei a cortar sua barriga.
Quando o sangue começou a sair eu não aguentei, quase vomitei. Mas eu tinha que fazer isso. Eu fechei os olhos e — o esfaqueei em seu peito rasgando sua pele e seu moletom até sua barriga. Com o estômago embrulhado saí correndo igual louca e liguei para a polícia, quando eles vieram acharam o cara mas ele estava: morto, sem máscara e com o rosto todo desfigurado. Como toda a minha família. Eu quase fui acusada de matar minha família, mas se não fossem as câmeras de segurança lá de casa, eu poderia estar presa agora.
Me levaram para uma delegacia, mas por coincidência o policial era o pai do Louis, fiquei na casa dele por uns tempos, depois de uns meses agradeci por tudo, mas estava decidida à recomeçar e tentar superar, por isso vim para a casa de uma amiga minha aqui nos Estados Unidos, vou começar à estudar em uma escola a uma quadra daqui, espero que seja legal.
As quatro pétalas das flores- Phlox Dale
Meu Nome é Dale, moro em Mill City, a cidade tem esse nome graças à um moinho que tinha aqui na cidade quando eu era menor.
Meu pai e minha mãe faleceram à exatamente 1 mês, graças à um "psicopata" que entrou aqui em casa enquanto eu estava na biblioteca com Mary, minha amiga, minha irmã estava na casa de uma colega e meu pai tinha ido ao mercado.
Minha mãe estava dormindo, meu pai tinha trancado as portas, mas a janela lá de baixo estava aberta, o psicopata entrou pela janela e... esquartejou minha mãe, deixando apenas o corpo e uma agulha, que superficialmente, ele tinha usado para costurar sua boca e também... suas pupilas... Mas não gosto de falar sobre isso.
Uma semana depois do fato, meu pai começou a fazer tratamento para tentar superar, mas ele não aguentou e suicidou com um faca na pia da cozinha...
Minha mãe faleceu antes do natal e nosso pai se suicidou no dia seguinte ao mesmo... Minha irmã Kate tem só 10 anos, mas acho que ela superou melhor que eu... Ela é uma criança fria, que claramente não puxou nossa mãe, pois ela era uma pessoa muito sorridente. Mas sinto que Kate ficou um pouco mais distante depois destes fatos, o que é muito compreensível.
Cheguei à colocar ela no mesmo tratamento que meu pai, para a idade dela, claro.. Mas acontece que a Psicóloga disse a mesma coisa... Ela é muito fria e mais ouviu do que falou.
Como eu citei antes... A cidade tem o nome de Mill City graças à um moinho que tinha na cidade pouco antes dos meus 8 anos... O Moinho marcou muito a cidade porque lá dentro da "cabine" do moinho, aconteciam certos... Cultos de "hereges¹" e também certos sacrifícios... Não exatamente feitos pelos Hereges... Além dos sacrifícios terem sido tanto de humanos quanto de animais...
--Nota¹: Herege é aquele que pratica a Heresia, sendo assim aquele que pratica o ensinamento ao contrário do da igreja.
Mas o moinho ainda existe, só que ele fica em uma ilha, mas é muito distanciado daqui, que graças as expansões da cidade, a parte da cidade em que o moinho ficava se separou das outras áreas já que ficava meio beira-mar pelo que eu sei. E claro, como todo fato marcante de uma cidade, várias pessoas criam lendas sobre ele, tipo a que diz que ele é mágico e flutua na água. Ele é de difícil acesso pelo que sei, por causa das rochas altas que ficam na água, sendo assim, impedindo os navios de chegarem até lá... Dizem que a área onde ele se localiza hoje, é muito nublado. mas aposto que é pura bobagem...
Vou para o terceiro ano... devia ter me preparado mais já que o início das aulas está super em cima (amanhã), mas desde os acontecimentos do mês passado, passei à me focar totalmente nos estudos.
Me transferi para uma escola mais próxima de casa, fica só à duas ruas daqui, fiz isso mesmo por minha segurança quanto pela da minha irmã. A escola dela é quase na mesma rua, então passarei ir buscá-la e levá-la. As Aulas começam amanhã, como será que vai ser lá?..
As quatro pétalas das flores – Crisântemo Tomoyo
Meu nome é Tomoyo, hoje, moro em Mill City, graças a certas coisas que aconteceram lá em casa, então decidi recomeçar...
É janeiro... E já faz dois meses que meu pai morreu. Ele morreu do jeito que viveu, me protegendo. Nós estávamos comemorando o aniversário de casamento dos meus pais. Meu pai notou um intruso na festa, mas ele estava muito feliz para ligar.
Um tempo depois nós todos brindamos e começamos a jantar, até que meu pai percebeu um movimento estranho do intruso, ele estava sacando uma arma e apontando para mim, meu pai imediatamente se levantou e se jogou na minha frente, e ele levou o tiro por mim, foi no peito dele em cheio. Dois dias depois soubemos que a bala que o homem sacou, era uma bala de prata. Ele estava me chamando de lobisomem ou oque?
Ele morreu no meu colo. Os seguranças foram imediatamente tentar pegar o indivíduo.
Enquanto meu pai estava em meu colo e eu estava simplesmente pasma, com raiva, chorando pencas, meu pai disse:
“Filha, cuida da sua mãe por mim... e de si mesma... Eu te amo muito... e espero que... que você sempre siga... Os conselhos que eu te dei... Eu te amo filha.!”
E me abraçou... Assim que eu o abracei, olhei o rosto dele... Estava de olhos fechados... Chorei, o chamei e nada... Chequei a pulsação dele... Ele já estava morto... Ele era a única pessoa que me entendia, que passava um tempo comigo e tudo mais.
Dois dias depois minha mãe já estava normal... Como pode? Era o marido dela! Ela é simplesmente insuportável, fútil, controladora, impassível e cética! Meu pai era o General do Exército do país. Minha mãe era Psicóloga e Advogada, por isso eu não a via muito e quando a via ela fazia algo para eu ficar furiosa. Mas eu nunca fui de "explodir" já que fui sempre tratada como a filhinha favorita, já que minha irmã mais velha não morava mais conosco. Mas ninguém entendia o quanto eu odiava isso. Além de também ser tratada como criança.
Como estava dizendo, minha mãe depois que meu pai morreu ela encheu a minha paciência o máximo que pôde, então foi a primeira vez que eu gritei com ela, e a primeira vez que eu explodi de raiva. Decidi recomeçar, então fui em um avião para os estados unidos, já que meu pai sempre me falava de lá. Ele havia me prometido que me levaria lá, mas como já não isso não era mais possível, eu fui poder ver o lugar que meu pai mais gostava. Também vai ser minha primeira vez em... uma escola... Sempre tive aulas particulares... Como será que é?
As quatro pétalas das flores – Papoila Luca
Meu nome é Luca, atualmente eu estou morando em Mill City por causa de uma transferência de trabalho.
Hoje faz 13 dias que minha mãe não está mais com a gente. Nós morávamos na Itália à um tempo, minha mãe era médica e meu pai também, pouco antes de eu nascer eles ergueram um restaurante muito frequentado ao lado da nossa casa. Minha mãe era muito boa no que fazia, estava treinando uma novata, mas minha mãe sempre foi muito fraca e um dia ela pegou uma doença de um de seus colegas, que por sinal, foi irresponsável e estava sem máscara para fazer o próprio trabalho, mas nós só soubemos disso quando os sintomas começaram a fluir...
Ela me disse que queria ficar internada até melhorar, mas que não sabia quando mais ou menos podia melhorar e para eu entender que se ela não melhorasse era pra eu cuidar do meu pai e de mim, e para eu não deixa-lo fazer loucuras.
A levamos lá, como ela trabalhava lá e eram colegas dela, eles fizeram tudo com o maior carinho.
Mas a doença foi ficando pior à cada dia, e todos já sabiam disso. Um dia, estava na hora do remédio dela, eu ia preparar até que um "enfermeiro" veio e meio alterado ele disse que ele que ia preparar. Como eu não tinha nada a ver com isso mesmo, decidi deixar essa passar, acho que esse foi meu erro.
Eu e meu pai toda noite insistíamos em ficar com ela lá no hospital, mas minha mãe era muito teimosa, ela sempre dizia que era pra nós confiarmos nela que ela sabia se virar, e nós não gostávamos de contrariá-la, então nós sempre voltávamos pra casa, mas toda hora ligávamos para o hospital para ver se ela estava bem. Mas dois dias sem passaram, e aquele "enfermeiro" todo dia preparando o tal do remédio...
Até que se passou uma semana, nesse outro dia estava na hora do remédio da minha mãe, mas as tranqueiras para preparar o remédio dela não estavam ali e nem aquele "enfermeiro"... Eu decidi voltar ao quarto dela, quando eu estava chegando lá, ele estava dando o remédio pra minha mãe. Meu pai ainda estava lá na recepção vendo os exames dela... Mas como o "enfermeiro" saiu a uns minutos, ficamos só eu e minha mãe. Até que enquanto conversávamos, aconteceu algo estranho....
Minha mãe começou a tossir, e tossir.... Até que ela começou a cuspir sangue...
Fiquei meio desesperado, então falei para ela esperar cobrindo a boca que eu já voltava, fui desesperadamente até alguém, saí gritando pelos corredores, até que um grupo de médicos e enfermeiros foram até lá. Aquele enfermeiro estava indo também. Lá fizeram um monte de coisas, mas eu tive que ficar do lado de fora.
Quando eles já tinham controlado a situação eu pude entrar, lá só estava
Eu, meu pai, o médico -Que estava organizando suas coisas para sair-, minha mãe e o "enfermeiro". Nessa noite, eu e meu pai ficamos no hospital, era quase 1 da manhã, hora do remédio, meu pai tinha ido dormir, eu fui procurar o enfermeiro e de novo ele me driblou, fui correndo pro quarto da minha mãe, e eu vi uma coisa diferente ali no lugar do remédio.
Eu fui checar, ele estava colocando veneno no soro dela, eu chutei ele nas costas e peguei o veneno, joguei-o lá no corredor, peguei um bisturi que estava li na mesa ao lado e fiz um corte no nariz dele, começou a sangrar, ele meu deu um soco no barriga mas eu caí no chão.
Chegaram uns enfermeiros bem na hora que ele ia sair, mas a cara dele estava roxa e aparentemente com o tal rasgo na cara, nós fomos julgados, eu fui preso por agressão. Mas não foi só isso, me acusaram de matar minha própria mãe. Já que: O cara sumiu e não depôs no tribunal.
E ele foi visto como o cortadinho que aliás, o rosto dele saiu da minha memória e que pelo jeito, da de todo mundo, porque ninguém se lembra dele. Aquele povo do hospital só me soltou porque viram que havia veneno no corpo da minha mãe e porque conferiram as câmeras de segurança. Passei dois dias naquele lugar podre que chama de cela graças a eles.. Então, eles finalmente escutaram minha versão da história, mas já era tarde demais pra acreditarem.. Ele havia sumido. E minha mãe estava morta.
Meses depois, meu pai continuou com restaurante, mas decidiu se transferir de hospital. Então, tivemos que nos mudar já que ele foi transferido, viemos para os Estados Unidos em uma casa enorme. Vou ter que começar a frequentar uma escola daqui.. Infelizmente.
As quatro pétalas das flores — Flor de Liz Anne
Meu nome é Anne, comecei a morar aqui em Mill City faz dois dias devido a circunstâncias ocorridas em minha família.
Eu, meus pais e irmão, morávamos na França. Um dia, quis passear com meu irmão, então levei meu irmão e meu amigo Louis para Cassis, Marseille.
Mas como lá, no quesito chão perto da água está em falta, para um menino de 12 anos é perigoso, eu devia ter sido mais responsável... Nos divertimos bastante, mas meu irmão Nathan quebrou o braço um tempo depois... Ele tropeçou naquelas pedrinhas chatas que ficam no chão e caiu na água, mas não se afogou. Louis imediatamente pegou Nath no colo e o colocou no carro. Eu dirigi com pressa até o hospital, mas correu tudo bem.
O médico estava enfaixando o braço de Nath, então eu e Louis estávamos esperando ele. Nós fomos lá pra fora, então liguei para meus pais, quando desliguei eu e ele começamos a conversar, até que surgiu um silêncio. Eu o agradeci e o abracei, não fazia ideia do porque, mas naquela hora; eu senti um arrepio desconfortável na espinha, agora que posso parar para pensar, teria sido um aviso?
Nathan estava vindo em nossa direção, eu o segurei pela mão, abaixei e pedi desculpa por não ter prestado tanta atenção nele. Ele me abraçou, e me pediu desculpa, ele disse que devia ter tomado mais cuidado. Ignoramos as melações e fomos para o carro para voltarmos. Estávamos deixando Louis em casa, quando ele tentou abrir a porta, gritou e bateu na porta, mas ninguém atendeu, ele viu que ninguém estava em casa, então o chamei para dormir lá em casa.
Chegando em casa já era 20.hrs. Explicamos a história para meus pais e que Louis ia dormir lá, então Nath foi ajudar meus pais com o jantar e eu e Louis subimos para prepararmos as coisas para ele. Tudo normal até que sem querer eu caí em cima dele... Fiquei super envergonhada até que olhei para o rosto dele e ele estava pior que eu, nós dois rimos até que aquele silêncio veio de novo, e mais uma vez ele foi quebrado, só que dessa vez com o Louis dizendo:
-Je t'aime Anne...
Fiquei pasma até que ele me beijou. E eu ainda estava encima dele, oque piorava minha vergonha, até que eu cedi aos encantos do meu melhor amigo de infância. Os braços em que eu me apoiava, foram pra nuca dele, e os dele, para as minhas costas.
Naquele momento, eu estava completamente encima dele, nossas pernas entrelaçadas e nossas bocas coladas. Mas só até que meu irmão chegou e abriu a porta gritando para irmos jantar e viu aquela Linda Cena. Ele arregalou os olhos... Nós dois ficamos meio desconfortáveis nessa hora, pasmos e com vergonha, mas não mudamos a pose. Meu irmão voltou ao normal, riu de leve e saiu. Nós dois olhamos um para o outro, rimos. Depois de jantar nós fomos dormir, mas no meio da noite, percebi que ele veio para minha cama, entrou no meu cobertor e sussurrou no meu ouvido:
-Bonne nuit, chérie Petite amie..
Então dormimos juntos. Nessas férias, eu estava fazendo um tipo de trabalho no Museu, então toda Terça e Quinta-feira eu era uma guia do museu. Eu saía de casa as 8hrs e chegava em casa 20.30hrs, todo mundo sempre já estava acordado quando e saía, então tomei café, tomei banho, dei tchau para meus pais e meu irmão, dei um beijo dans mon copain (no meu namorado) e saí. Mal eu sabia, que quando voltasse teria a maior surpresa da minha vida.
Quando eu cheguei, eram 21hrs, tinha sido um dia muito movimentado. Entrei e bem no lado de dentro, do lado da porta havia um bilhete, dizendo:
"Vá lá em cima, temos uma surpresa para você."
Subi toda feliz pensando que era um presente ou algo do gênero, mas quando abri a porta super sorridente, acendi e sim, eu tive a maior surpresa do mundo. Mas não como eu esperava. O meu quarto repleto de sangue e poças de sangue, na parede escrito com sangue bem grande : “Surpresa!”, no chão minha mãe toda cortada e com um super corte na garganta derramando sangue, meu pai com a cabeça toda machucada, os braços cortados, Nath com o seu tórax esfaqueado e as mãos, os pés todos cortados quase esquartejados, e ao seu lado Louis com a boca cortada como se tivesse sido um arranhão na vertical, suas pernas quebradas, seus olhos abertos com um prego no direito. E o pior era que, todos eles estavam com os rostos desfigurados.
Eu estava emocionalmente contagiada, não sabia se gritava, se corria, se chorava ou qualquer outra coisa. Fiquei parada ali na porta até que sinto uma mão tampando minha boca, uma mão gelada, e uma faca começando a cortar meu pescoço.
Eu tentei puxar a mão dele pra jogar ele no chão, como uma cena bem de filme de ação, mas acho que não deu muito certo, eu até consegui, mas eu caí por cima dele. Ele tentou quebrar meu braço, mas eu dei uma cabeçada nele, que para falar a verdade, doeu mais em mim do que nele.
Ele ficou meio atordoado. Nesse momento, eu vi que ele estava com uma máscara, mas não do tipo máscara V de vingança, aquelas que te deixam desconfortavelmente mal. Eu tentei tirar mas parecia que estava simplesmente colada no rosto dele. Eu peguei a faca da mão dele e comecei a cortar sua barriga.
Quando o sangue começou a sair eu não aguentei, quase vomitei. Mas eu tinha que fazer isso. Eu fechei os olhos e — o esfaqueei em seu peito rasgando sua pele e seu moletom até sua barriga. Com o estômago embrulhado saí correndo igual louca e liguei para a polícia, quando eles vieram acharam o cara mas ele estava: morto, sem máscara e com o rosto todo desfigurado. Como toda a minha família. Eu quase fui acusada de matar minha família, mas se não fossem as câmeras de segurança lá de casa, eu poderia estar presa agora.
Me levaram para uma delegacia, mas por coincidência o policial era o pai do Louis, fiquei na casa dele por uns tempos, depois de uns meses agradeci por tudo, mas estava decidida à recomeçar e tentar superar, por isso vim para a casa de uma amiga minha aqui nos Estados Unidos, vou começar à estudar em uma escola a uma quadra daqui, espero que seja legal.
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