Notas iniciais
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Olhando para o céu, que já avisava que a noite chegara. Ela admirava cada estrela, tentava achar um significado especial para cada ponto brilhante. Agradecia a Deus todos os dias pela sua família, pela liberdade e pelo seu cônjuge. Ela era feliz. Feliz pôs Deus cuidou e ainda cuida muito bem de sua família. Ela orava todos os dias ao Senhor, ela não deixava de agradecê-Lo. Todos os dias, faça chuva ou faça sol ela ia aquela parte isolada do acampamento e orava a Deus. Ela gostava de ir sozinha, pôs ficava mais a vontade para falar com Deus. Mas, também gostava quando seu esposo ia com ela, ela podia vê que ele estava voltando as suas raízes hebreias. Deixando os costumes egípcios de lado, e voltando para o seu povo e seus costumes israelitas. Estava deixando de "fingir ser egípcio".

Mas, hoje ela foi sozinha. E a noite estava bem gelada, sua manta a aquecia, porém não era suficiente. Suas mãos estavam congelando por dentro. Estava com muito frio, isso ela não poderia negar. Entretanto, não deixaria que o inverno da noite, a interrompesse de falar com o Senhor. Tentou se agarrar mais a manta, sentia que isso tinha a ajudado, mas ela ainda estava com frio. O gelo foi tomando conta de seus pés. Ela resolveu se sentar na areia para poder cubrir os pés com a manta. Sem êxito. A areia estava mais gelada que o tronco que sentara.

Sentiu alguém a cubrindo com outra manta e ainda a envolvendo em um lençol. De primeira ficou imóvel, pensando ser alguém que a fizesse mal. Apenas olhou para trás e suspirou aliviada. Era o seu marido.

— Está com frio? — Perguntou ele sentando de frente para ela.

— Muito. — Respondeu ela sorrindo. — Por que demorou hoje?

— Já estava vindo, notei que você estava se tremendo de frio. — Explicou ele. — Voltei em casa e trouxe está manta, o lençol, e uma sopa para você.

— Uma sopa? — Miriã ainda não havia notado a sopa na mão dele.

— Sim. Toma isso vai alivia. — Entregou ele. Ela provou e exclamou um "hm" e apenas sorriu. — Gostou? Eu próprio fiz.

— Ficou ótima! — Ela provando mais ainda. — Está bem quentinha!

— Miriã você está bem? — Ele preocupou-se. — Está pálida.

— É apenas o frio. — Respondeu ela. — Nada de mais.

— Não. — Implicou ele. — Está pálida a dias. Acho que uns 3 ou 4.

— Não se preocupe! — Tentando tranquiliza-lo. — Estou bem.

— Você não me engana. — Ele provocou. — Está acontecendo alguma coisa?

— Nada. — Tentou convencê-lo. — Apenas o frio repentino que me deixou assim.

— Espero. — Ele duvidou. — Percebi que está pálida a uns 3 ou 4 dias. E só hoje que fez frio.

— Deve ser. — Pausou ao responder. — Eu não sei.

— Acho que está febril.

— Talvez. — Murmurou ela.

— Não quer ir até a sua mãe, e tomar chá. Talvez melhore. — Hur falou.

— Ela está cansada. Além do mais, é apenas uma febre, vai passar. — Miriã convencida. Hur tocou no pulso da esposa e sentiu que estava frio. Depois tocou com a costa da mão no pescoço e sentiu que estava frio. Miriã não estava com febre.

— Mas, não está quente! — Hur exclamou.

— O frio deve ter gelado. — Miriã ao falar isso fez uma careta, tinha sentido um leve enjôo. Devia ser da sopa. — Acabei. — Sorriu ao olhar o fundo da tigela.

— Não, sei não. — Desconfiou. — Vamos até sua mãe.

— Não. Ela quer descanso. Isso logo, logo vai passar.

— Isso o quê? — Duvidou ele. Miriã apenas ficou mais pálida e seu enjôo aumentou. Ela fez mais uma careta. Ele notou. — Você não está bem.

— Vai passar. — Miriã tranquilizou-se. Mas, o enjôo aumentou. Fez novamente a careta e insinuou vomitar.

— Vamos até sua mãe! — Pediu ele novamente. Desta vez, apenas viu a esposa vomitar toda a sopa que havia tomado. E depois ela voltou e fez careta.

— Esse enjôo não passa nunca. — Exclamou fazendo outra careta.

— Enjôo? — Quase gritou. — Desde de quando senti enjôo?

— A 3 ou 4 dias. Eu acho.

— Vamos até sua mãe, desta vez é sério. — Ele se levantou e estendeu a mão para ela se levantar. Ela tentou mais caiu desmaiada.