Estou melhor sem você.
3 Tombo.
P.O.V. Caroline.
Lá estávamos nós, eu, Davina e Hope conversando sobre as férias na casa de praia quando chega o metido do Klaus e começa a se meter na conversa.
–E quando nós vamos?
–Você não vai. Não é bem vindo.
–Não sou?
–Não! Levo a Hope, levo o Elijah, levo até a Rebekah, mas você não levo nem a pau!
–Porque não?
–Porque quero você o mais longe possível de mim!
–Eu não vou deixar a minha filha ir sem mim.
–Tá. A mansão é enorme mesmo.
–O que isso quer dizer?
–Que vou poder colocar 25 quartos entre nós!
–Você ainda não esqueceu aquilo?
–Nunca! Nunca vou esquecer! Te falei que aturava qualquer coisa menos traição desde o começo!
–Meu Deus! Estávamos bêbados!
–E daí? Porque estava com ela?
–Porque ela era divertida!
–Isso não é desculpa! Eu tenho amigos homens e não saiu por ai dormindo com eles!
As meninas não estavam mais na sala e os irmãos de Klaus tenham saído.
–Que merda Caroline! Deixa isso pra lá!
Ele jogou um vaso em mim.
–Ah,é assim é? Então toma seu viado!
Nós ficamos atirando coisas um no outro até a Davina aparecer no topo da escada tão irritada quanto eu.
–Chega!
As coisas explodiram.
–Davina, o seu nariz.
–Ajude-me.
Ela caiu escada a baixo inconsciente.
–Davina! Minha filha, minha pobre filha.
Peguei-a no colo e corri pra fora para leva-lá ao hospital, mas não deu certo.
–Quem foi o idiota que parou o carro atrás do meu?!
–Eu.
–Pegue a chave do seu carro, vou levar a Davina ao hospital!
Se eu não estivesse morta acho que infartava. A minha filha está na cirurgia.
Quando finalmente acabou pude levá-la pra casa.
–Ai, minha filha. Acho melhor a gente ficar aqui até você ficar melhor.
–Não! Não quero ficar aqui. Quero ir pra praia!
–Tá bem querida. Se sentir alguma coisa me avise.
–Pode fazer minhas malas por favor? Quando eu levanto a minha cabeça dói e eu fico tonta.
–Claro, meu bem.
P.O.V. Klaus.
Eu tinha me esquecido o quão carinhosa ela conseguia ser, entretanto ela consegue ser muito mal educada também.
Lembro-me de como ela me olhava antes, com ternura do mesmo jeito que ela olha para nossa filha Davina. Mas, agora eu vejo nos olhos verdes de Caroline ódio e repulsa.
Fui muito idiota de tê-la traído e agora eu a perdi talvez para sempre e quando se é imortal para sempre é muito tempo.
–Vão fazendo as malas gente! Vamos sair amanhã.
–E o voo?
–Vamos de jatinho.
–Jatinho?
–Sim. O meu.
–E cabe todo mundo?
–E ainda sobra espaço. Relaxa Rebekah, vai dar tudo certo.
Quando o dia nasceu a limusine de Caroline já nos esperava e como ela é uma das garotas mais patricinhas que eu conheço a dela era rosa.
–Uau!
–Eu sei. Ela não é linda?
–É sim. Demais.
O que mais me chamou a atenção foi o fato de terem duas limusines estacionadas na rua e os fotógrafos caiam matando em cima dela e da Davina, as duas estavam de óculos escuros, sobretudo, calça jeans e bota de salto.
–Você vai com a Davina na dela Hope e você também Klaus.
–Quero ir com você.
–Só que eu não quero! Vem Rebekah, sei que quer andar na limusine rosa.
Quando chegamos o tal jatinho também era rosa.
–Tudo o que você tem é rosa?
–É e daí? Comprei com o meu dinheiro.
–Só estou perguntando.
–Se só estivesse perguntando, não usaria esse tom de indignação.
Rebekah estava doida descrevendo o interior da limusine de Caroline.
–Ai, Elijah era tão bonito. Os bancos de couro rosa com almofadas rosa e peludas era linda. E no teto haviam espelhos em forma de estrela.
O sobretudo de Caroline era rosa cheio de brilho e as suas malas também, mas tinham detalhes em xadrez.
Eram umas vinte malas pra dizer o mínimo, mas felizmente tudo coube no porta-malas como um milagre. As dela e as de Rebekah.
O coitado do rapaz teve que pegar as malas dela.
Claro que eu como um bom samaritano o ajudei.
–Hum, mas não tem vergonha na cara mesmo. Mas, eu gostei, afinal sei que está fazendo isso só pra me impressionar.
Lá dentro do jato era lindo. Impressionante.
A comissaria de bordo nos ofereceu champanhe e nós aceitamos.
–A Davina pode beber?
–Só uma taça de champanhe não vai matá-la. Não é como se eu fosse embriagar a minha filha.
–Ás férias!
–Ás férias!
Nós brindamos.
P.O.V. Rebekah.
Assim que chegamos ao hotel eu não consegui acreditar. Bebemos no avião o champanhe Goût de Diamonts, que por acaso é o champanhe mais caro do mundo e ficamos hospedados no The Beverly Hills Hotel e Caroline ficou na suíte presidencial.
–Seja bem-vinda senhorita Forbes, é um prazer recebê-la outra vez.
–Obrigado Javier.
–As malas de vocês já estão sendo levadas para os quartos.
–Vamos. Temos que fazer o check in.
Depois de fazermos o check in Caroline diz:
–Que tal irmos ao spa garotas?
–Com certeza!
–Depois de descansarmos vamos ás compras.
–Sim!!
Elas pegaram os biquínis na mala, chinelos e foram.
Para minha surpresa o de Caroline era branco, mas o roupão era rosa.

Nossa! Cara, esse lugar é incrível, nós fizemos massagem, pedras quentes, sauna, banho de lama, pedicure com peixes que se alimentam da pele morta dos nossos pés,máscara facial de ouro, permanente de cílios, máscara de chocolate, massagem sueca, drenagem linfática, banho de chocolate, ofurô, desintoxicação iônica, depilação, hidratação no corpo e no cabelo etc.
Na hora de comer a dieta também era desintoxicante. Fizemos o cabelo e as unhas.
–Nossa, estou me sentindo meio mole.
–Verdade.
Subimos para os quartos e fomos descansar. Acho que nunca dormi tão bem na vida.
Depois de descansadas e alimentadas fomos fazer compras no centro.
P.O.V. Elijah.
Aquelas doidas voltaram com tantas sacolas que eu até fiquei com medo.
–Nossa! Andamos pra caramba.
–Amanhã vou acordar cedo e vou á uma aula de ioga.
–Temos que sair á noite.
–Desculpe Rebekah, tenho um compromisso hoje.
–Que compromisso?
–Que lhe interessa?
–Nossa! Que grossa!
–Não faça perguntas para as quais não quer saber as respostas.
P.O.V. Klaus.
Lá estava eu deitado na cama, assistindo televisão. Quando ela entra sem bater na porta.
–O que foi? Algum problema com a Davina?
–Não. Davina está bem.
–Então o que está fazendo aqui?
–É simples, quero transar.
Quando ela falou aquilo fiquei meio chocado. Levei alguns minutos pra processar a informação. Enquanto isso, ela já estava tirando a camisola.
–Ei! Espera.
–Que é?
–O que te faz pensar que eu vou transar com você?
–Não quer? Ótimo, problema seu. Vou sair e arrumar alguém que faça o serviço.
Ela estava saindo, mas eu a impedi.
–Não vou deixar nenhum marmanjo tocar no que é meu.
–É seu?
Caroline começou a dar gargalhadas.
–Vem cá!
Peguei-a de jeito.
Ela veio sem reclamar. Meu Deus como eu senti falta dessa mulher!
Do cheiro de perfume importado, da pele macia, dos cabelos da cor do sol cuidadosamente cacheados.
–Você não faz ideia da falta que eu senti de você mulher.
–Duvido. A lobisomem vadia estava lá pra esquentar a sua cama.
–Mas, ela não é você.
–Eu sei.
–Eu poderia te devorar.
–Então, cale a boca e devore.
Fiquei ouvindo ela gemer e gritar a noite toda. Caroline sempre foi a melhor parceira que eu já tive, não só quando se trata de sexo.
Acordei com um chiado e um cutucão.
–O que foi?
–Você... me.... mordeu.
Aquela simples frase me fez dar um pulo.
–Bebe.
Dei o meu sangue a ela e ela voltou a respirar normalmente e a ferida cicatrizou.
–Obrigado.
A simples ideia de perdê-la faz o meu coração parecer que vai explodir.
Caroline virou do outro lado e dormiu.
–Me perdoe.Tudo o que eu fiz desde que te conheci foi te magoar, te ferir e eu não tenho como dizer o quanto eu lamento.
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