Estou melhor sem você.
5 Tentativas frustradas.
P.O.V. Klaus.
Parece que agora ela está mais difícil do que nunca. Lhe comprei um lindo buquê de rosas vermelhas as suas preferidas e fiz um lindo cartão até ela me lembrar que eu errei. Ela gostava de rosas brancas, quem gostava das vermelhas era Hayley.
Caroline ficou com pena das flores e as deu para Davina dizendo que era um presente meu.
–Obrigado pelas flores papai.
–De nada querida.
Felizmente acertei no chocolate. Branco.
–Está aprendendo.
Ela me deu um beijinho na bochecha.
–Obrigado.
Tentei beijar-lhe a boca, mas ela colocou o dedo indicador na frente.
–Na na ni na não. Ainda não, voltamos á estaca zero lembra?
Que decepção.
–Own, não faz essa cara. Isso não funciona comigo amor.
–Posso saber porque?
–Porque sou mãe. Acha que a Davina não faz esse mesma cara? Igualzinho cara, é impressionante.
–É mesmo?
–É.
–Me diga Caroline, como pode Davina ser morena e nós dois sermos loiros?
–Eu não sou loira Klaus. Eu pinto o cabelo.
–Porque?
–Acho que loira eu fico mais bonita. Mas, quando era criança minha mãe dizia que eu era a Branca de Neve dela.
–E qual é o problema?
–Eu achava e ainda acho que eu de cabelo escuro fico igual a Samara Morgan.
–Samara Morgan?
–Isso do filme O Chamado. E eu achava que eu ficava com cara de fantasma, de morta-viva.
Eu ri.
–É, eu sei. Que ironia. Mas, na época eu não sabia que os vampiros eram reais.
–Que tal irmos á locadora e pegar esse filme? Assim eu posso tentar imaginar como você não se parece com a monstra.
Ela pensou e então disse:
–Tá bem.
–Tá bem?
–Isso quer dizer sim.
–Eu sei. Só estou surpreso, geralmente eu tenho que insistir muito.
–Se quiser eu posso dificultar.
–Não.
–Ótimo. Vamos logo antes que eu mude de ideia.
Pegamos o tal filme e eu realmente não consegui imaginar a minha linda e doce Caroline se parecendo com aquela coisa.
–Aqui, tenho uma foto de como eu era antes. Olha.

–Linda. Nada a ver com a abominação do filme.
–Se acha?
–Acho.
–Vou pensar em voltar a escurecer então.
–Por mim?
–Quem sabe.
No dia seguinte ela saiu e quando voltou estava com os cabelos pintados de castanho avermelhado.
Caroline olhou pra mim, colocou as mãos na cintura e deu uma voltinha.
–Então? Fiquei bonita?
–Maravilhosa.
Ela sorriu pra mim e subiu as escadas:
–Davina! Hope! Trouxe presentes!
As duas desceram correndo, se atropelando.
–Meninas! Cuidado com a escada!
–Onde estão os presentes mãe?!
–Onde estão seus tios? Eles tem que estar aqui.
–Eles saíram.
–Então, quando eles retornarem abriremos os presentes juntos. Como deve ser.
–Ah, manhê!
–Regras são regras.
–Mas, você não é a minha mãe!
P.O.V. Caroline.
Aquilo foi como levar uma estaca no coração. Foi como ser esfaqueada.
–Tudo bem então. Daqui em diante não serei mais a sua mãe. Com licença.
Subi as escadas calmamente como se nada estivesse errado, mas assim que cheguei no meu quarto e tranquei a porta eu desabei. Acho que nunca chorei tanto na vida.
Por mais que eu quisesse desligar a humanidade eu não podia. Tinha que pensar na minha filha Davina, o meu milagre.
Por fim, decidi tornar o desejo de Hope realidade. Afinal a psicologia reversa funciona muito bem com a Davina e espero que funcione com a Hope.
–Mãe! Você viu minha toalha?
Perguntou Hope.
–Mãe! Tá surda?
–Eu não sou a sua mãe lembra?
–O que?
–Foi você que falou.
–Olha eu não quis dizer aquilo.
–Quis sim. Você é igual ao seu pai, quando fica com raiva desconta em todo mundo ao redor. Mas, as pessoas tem sentimentos Hope Mikaelson. Aprenda isso ou vai passar a eternidade morando com o papai.
–Mãe! Você viu minha toalha?
–Coloquei pra lavar Davina, pega outra no armário!
–Valeu!
–Disponha!
–Mas, eu fiz a mesma pergunta segundos atrás mãe!?
–Eu não sou sua mãe não é mesmo?
–Ah, para com isso mãe. Por favor.
–Você tem que aprender a dar valor a quem ama você Hope. Tem que entender como você me magoou hoje. Dois dias antes do natal menina!
–E daí?
–Você ao menos sabe o significado do natal?
–Presentes bonitos e caros.
–Tá errada. O Natal é para ser passado com a família, na companhia dos seus entes queridos celebrando o início de uma nova vida, um novo começo, uma oportunidade de ser alguém melhor.
–Porque o natal foi inventado?
–Porque segundo a bíblia sagrada foi no dia 25 de dezembro que nasceu o profeta, Jesus Cristo. Uma vida nova, de uma alma iluminada que veio fazer o bem e mostrar que todos temos a capacidade de sermos pessoas melhores se quisermos.
P.O.V. Hope.
Caraca! To me sentindo uma idiota agora.
Como eu pude dizer aquilo pra minha mãe? Ela cuidou de mim enquanto minha mãe biológica me abandonou.
Depois de uma longa e franca conversa ela disse que me perdoava e que eu não devia dizer aquilo de novo pra ela.
–Eu prometo.
–Olha lá ein? Promessa é dívida.
–É mesmo.
Nos abraçamos e nos beijamos.
–Agora, banho mocinha.
–Tá mãe. Mas, e a minha toalha.
–Coloquei pra lavar, pega outra.
–Tá bem. Eu te amo.
–Também te amo.
Depois de refletir bastante eu percebi que a minha mãe me descreveu como o meu pai.
Tinha que falar com ele.
–Pai.
–Sim querida?
–Porque você fez isso comigo?
–Isso o que?
–Eu não quero ser igual a você. Não quero, eu quero ser uma boa pessoa, uma pessoa melhor. Se quer me transformar em um clone seu devia ter deixado as bruxas me matarem quando eu era bebê.
–O que você está falando?!
–Você me ensinou a me vingar ao invés de deixar pra lá e por isso eu magoei a minha mãe hoje. Você nunca me falou sobre o significado do natal, ela falou que o natal é pra ser passado com a família que o que vale é a companhia.
–Minha filha...
–Porque nunca me contou? Porque nunca passamos o natal todos juntos como uma família de verdade? Porque nunca me explicou?
–Porque eu nunca tive isso!
–Mas, a cada natal e a cada ano novo temos a oportunidade de tentar outra vez, de recomeçar e deixar o passado pra trás.
–Sua mãe falou isso?
–Falou.
–Caroline!
–Sim?
–Anda falando mal de mim pra minha filha?
–Não Klaus. Eu não sou como você que envenena a cabeça das pessoas e brinca com elas como se fossem fantoches. Destruindo tudo em seu caminho como uma fera irracional, um tornado. Matando, ferindo, manipulando, ameaçando, chantageando.
–O que?
–Uma vez você me disse: "Somos iguais Caroline". Mas, você estava errado.
Não somos iguais. Eu sou tudo o que você não é.
–Você ousa me afrontar? Na frente da minha filha?!
–Não seja infantil Niklaus! Não seja como ele, seja melhor que ele.
–Ele?
–Mikael! O homem que destruiu a sua família por causa do seu orgulho e do ego.
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