Notas iniciais
Oooooooi amores como estão? Bom Chegamos a reta final de Estilhaça-me e eu dividi esse capitulo em duas partes, espero que gostem e não matem a autora ainda tenho uma segunda parte para postar e um prologo... Então nos veremos muito ainda... Até lá embaixo. ♥

"Num piscar de olhos, num suspiro de fumaça, você pode perder tudo... Então, eu vou te amar como se eu fosse te perder, vou te abraçar como se estivesse dizendo adeus. Aonde quer que a gente esteja vou te valorizar, pois nunca sabemos quando o nosso tempo vai esgotar. " --- Like I'm Gonna Lose You

Qual o preço de uma escolha?

As vezes custa muito mais do que se pode pagar.

—É menina, uma linda menina. -Comemorou a parteira. A mulher de longos cabelos ruivos sorriu com a noticia, carregará no ventre uma futura Rainha, não poderia receber melhor noticia.

De longe ele observava a cena, uma menina. Sua menina.

A noite era tempestuosa, raios e mais raios cobriam o céu e davam beleza a escura noite de inverno. Algo lhe dizia que ela seria como a tempestade...

Linda e muito, muito

Poderosa.

O anjo fora tirado dos braços do "pai" e colocado no berço. O homem até tentou argumentar, mas ela apenas se levantou da cama e o olhou fazendo com que ele a seguisse.

—Você não a mimará, Henry. Ela será forte. Uma verdadeira Rainha.

—Ela é apenas um bebê. A falta de amor destruí Cora... E ela será muito amada por mim. -O salto parou de chocar-se com o chão e seu corpo virou-se na direção do marido.

—O amor é uma fraqueza, Henry. -Um passo mais perto. -E ela não será fraca como você.

Um riso fraco fora ouvido de longe, mas ignorado. E assim Henry seguiu o caminho oposto da mulher trancando-se na biblioteca mais próxima.

Os ventos ficavam mais fortes e a chuva castigava todo o vilarejo, mas os trompetes não paravam um só minutos de anunciar a chegada da princesa, que estava refletida em cada gota de água que caia do céu.

Os enormes olhos castanhos fitavam o teto ouvindo o forte vento chocar-se com as enormes janelas de vidro.

Sutilmente a porta do quarto fora aberta e longos passos dados até o berço.

—A tempestade não lhe deixa dormir, princesa? -A voz saia cantarolada e com um toque de doçura que a muito tempo não usava. -Sua parteira tinha razão, tu es linda. Se tornará a Rainha mais bela de todos os Reinos. -A pequena fitava o dono da voz o encantando a cada novo minuto. -Nossos caminhos vão se cruzar daqui alguns anos e você já será uma moça cheia de graça e beleza. -Seus dedos deslizaram pela bochecha rosada até não resistir e a pegar em seus braços. -Espero que um dia me perdoe e entenda que todo caos é regado de razões. Eu preciso salva-lo e você é nossa única esperança. -A menina fora novamente coloca no berço. -Até breve Regina.

A ponta dos dedos deslizava pelo ventre, o volume ainda não era perceptível mas ela o sentia, e o amava com todo seu coração. Mas como poderia ser diferente? Ele a havia salvado da loucura, lhe dado uma terceira chance quando achou ter perdido a segunda. E por mínimo que fosse a noticia de sua chegada trouxe as cores que haviam se apagado no dia da morte de seu amor.

Algo no fundo de seu peito desejava que fosse um menino, uma copia do pai e carregasse os oceanos azuis como principal característica. Robin nunca estaria distante se assim acontecesse... Uma grande parte dele ficaria, a principal parte dele.

E mesmo que ele escolhesse partir, o sentiria, o veria e o amaria através daquela criança.

—Então o feitiço fora quebrado? — Os pelos de seu corpo se arrepiaram ao escutar a própria voz. -Estamos gravidas! -Regina levantou-se num pulo e deixou que toda raiva que sentia dominar os poros de seu corpo.

—O que faz aqui?

—Vim lhe fazer um favor. -A Rainha sentou-se na ponta da cama e a prefeita deu uma passo em sua direção.

—Vai.Embora.Agora.Majestade -cuspiu as palavras deixando que as tempestades se encontrasse. Castanho no castanho, era sempre um desafio quando as cores se cruzavam.

—Mia dolce Regina ascoltami.

—Eu não tenho tempo para os seus favores, não me faça repetir o pedido e saia da minha casa. -A Rainha sorriu sarcástica e negou com a cabeça se levantando.

—Não, não, não. Não foi assim que Cora nos educou. Haja como a Rainha que sempre foi, Regina. Mantenha a compostura.

—Eu já a perdia a muito tempo.

—Mas eu não, então ouça-me com atenção. -A Rainha tocou no queixo da prefeita que estava perto demais. -A destruição que causamos não é nada comparado ao que eu posso e vou fazer com cada cidadão desta cidadezinha se Robin não partir comigo, não há uma segunda opção, e se for preciso eu acabo com a futura princesinha que carregas no ventre. -Um arrepiou percorreu todo o corpo de Regina a fúria lhe tomou como nunca antes, ninguém tocaria em seu bebê.

—É um menino. -respondeu buscando o ultimo golpe de ar antes de explodir. -E Robin é o único que decidirá que caminho seguir.

—Não tente influencia-lo colocando a princesinha no meio, eu detestaria ter que acabar com seu ultimo fio de esperança em um final feliz. -As mãos da prefeita subiram para jugular da Rainha fechando seus dedos com toda força que possuía.

—Não ouse tocar no meu pequeno príncipe, ou eu mato nos duas.

—Você não faria isso. -sussurrou.

—Pague pra ver, Majestade. -Suas mãos se soltaram do pescoço da outra que caiu ao chão sem forças. -Saia da minha casa agora.

Seu corpo pesou quando a porta bateu. Ela sentia o quão verdadeira era aquela ameaça. Não era mais uma escolha entre ficar ou deixar seu amor ir embora, haviam vidas correndo perigo... E ela o perderia mais uma vez.

A porta do quarto bateu e Regina respirou fundo antes de encarar quem resolverá invadir sua privacidade pela segunda vez no dia.

—Definitivamente existe algum problema com a porta de entrada e com o famoso pedido de licença. -Seus olhos caíram sobre Gold que revirou os olhos e continuou a caminhar em sua direção.

—Achei que estava na presença de uma Rainha, onde estão seus modos Regina? -Ela gargalhou sarcástica e sentou-se na penteadeira.

—Foram embora junto com a minha copia.

—Uma Rainha nunca perde a majestade. -Ela revirou os olhos e respirou fundo antes de responder.

—Veio aqui me cobrar as regra de etiqueta que não ando seguindo, ou fazer mais um de seus comentários que não nos leva a lugar algum? -Gold respirou fundo, ela estava afiada.

—Vim lhe fazer um favor, Regina.

—Eu estou farta de favores por hoje. Muito obrigada. -As palavras acompanhavam seus passos que seguiam em direção a porta do quarto indicando que ele saísse. Mas Gold a ignorou.

—Eu sei como podes destrui-la, ficar com Robin e finalmente viver o seu final feliz.

O tempo congelou junto com as falas dele. Ela destruiria a si mesma por alguém incapaz de escolhe-la? Ela destruiria seu outro eu por que só era capaz de ter seu final feliz ao lado de um homem?

Ela mataria novamente por ele?

—Você é muito mais poderosa que ela, Regina. Sabes disso. Uma facada certeira e todos seus pesadelos chegam ao fim. -Ela hesitou por um segundo, mas sabia que junto com tal decisão vinha o peso do mal invadindo suas veias e não estava disposta a pagar esse preço.

—Não estou interessada.

—Não está? -A surpresa em sua voz era evidente.

—Ela não morrerá Gold, voltará para dentro de mim mais forte que nunca. E a guerra interna começara outra vez e eu não estou disposta a viver isso de novo.

—Nem por ele? -Seu coração pesou, é claro estava disposta a renunciar por ele, a tela dentro de si novamente por ele. A escolhe-lo e colocar suas prioridades em segundo plano.

Mas ele a escolheria? Ou amava demais todos os seus lados para estar disposto a viver com qualquer um deles como se fosse o original?

—Era só isso? -a resposta não veio e ele sumiu envolto de sua tão inseparável fumaça vermelha.

É o dia seria longo... ainda não se passava das 12am

O cheiro de mato, as folhas molhadas e até mesmo a lama que antes lhe trazia paz e tinha cara de casa, hoje eram cumplices do seu desespero.

Escolhas...escolhas.

Sempre se sabe qual é a certa, mas segui-la causa mais sofrimento e dor. Seja a dois ou ao conjunto de pessoas que nada tem com aquilo.

Com os pés cansados, ele, parou e permitiu-se sentar no tronco mais próximo. Sua mente vagava pelas ultimas horas e nada de coerente se formava em sua cabeça.

Ele estava encurralado.

Podia sim escolher a Rainha, salvar todo um povo e tentar liberta-la de todo o mal que a envolvia.

Mas

Por mais que ainda fosse ter um de seus lados, não era ela e escolher partir com a copia faria a obra prima perder todas as cores que tanto amava ver.

Dia anterior

Regina havia partido fazia alguns minutos e as palavras dela se repetiam em sua mente incansáveis vezes...

"-O amor também mata, aprisiona e machuca. Destrói vidas. Está destruindo agora

Está destruindo agora

Destruindo agora.

Agora."

O peso de saber que a destruiria por dentro se tornava cada vez maior a cada segundo, mas junto com ele o peso de saber que a escolha errada destruiria uma cidade inteira também o dominava.

Talvez continuar morto fosse melhor para todos.

Passos quebrando galos o tirou de seus pensamentos.

—O que faz aqui?

—Vim me certificar de que tomara a decisão correta. -Correta pra quem, pensou. -Essa é sua grande chance, Robin. Você se tornará o grande herói que sempre sonhou. Ficará com uma bela parte da mulher que ama e iremos atrás de seu tão amado filho. -Ele respirou fundo tentando ignorar cada palavra que a Rainha dizia. -Não vejo porque há tantas duvidas em seu olhar, o que mais deseja além da chance de poder salvar-me de mim mesma e tornar-se um herói diante de todo um povo? -Ele a fitou e procurou o que sempre procurava quando via seus olhos e pela primeira vez não encontrou sua tão amada tempestade perdida naqueles castanhos.

O motivo era obvio. Não era ela.

—Desejo ela. Apenas ela. Minha tempestade particular.

—Eu estou aqui Robin. -Seus dedos tocaram-lhe o rosto. — Completamente sua. -ele riu se afastando, por um lado a Rainha rinha razão. A beleza estava ali, cada perfeito traço que tanto amava, mas não era ela.

—Me refiro a obra prima e não a copia.

Os olhos castanhos foram escurecendo e ela se levantou adquirindo a postura imponente.

—Aproveite então seu tempo com a obra prima. -começou sarcástica. -E lembre-se que escolhe-la é condenar uma cidade inteira e a você também.

—Regina pode protege-los. -disparou fazendo com que a Rainha o olhasse. Ela sorriu e olhou com pena.

—Ela não colocaria a vida da princesinha em jogo, nem por você.

—Princesinha?

—Até Robin.

Ficar revivendo aquele momento definitivamente não o ajudaria em nada. Precisava agir, falar com ela e pedir que o ajudasse a fazer uma escolha. Mas o quão injusto isso era?

—The Queen or The Mayor? Quem você escolherá? -Robin assustou-se com a intromissão e respirou algumas vezes até sentir sua respiração se acalmar. -Eu poderia apostar em Regina, mas a Rainha hm essa sim sabe jogar.

—O que faz aqui, Zelena? -A ruiva aproximou-se e sentou onde antes o loiro estava. -Veio rir da minha desgraça ?

—Engraçado achei que tivesse ganhado na loteria com a chance que a vida está lhe dando. -Ele a olhou sem entender. -Há duas da mulher que você ama, e olha só Deus lhe dando a chance de escolher.

—Esse maldito sarcasmo é de família?

—Dizem que passa de geração em geração. -Robin revirou os olhos e voltou a se sentar. -Durante todo o tempo que você passou morto muitas coisas aconteceram e eu aprendi a gostar de Regina de uma forma que não fazia parte dos meus planos. E eu vejo que ela sente o mesmo que eu, mesmo que as nossas diferenças sejam gritantes.

—Por que está me falando isso?

—Não sei, apenas não quero ve-lá sofrer novamente. Então meu caro Robin, espero que a tenha escolhido e se não o fez por medo das consequências lembre-se da mulher forte que Regina é renuncie sua decisão e a escolha.

—Há vida de outras pessoas envolvidas, Zelena.

—E o que é a vida de uma cidade comparado ao caos que ela ira sentir? Acredite meu caro a tempestade que lhe atingiu mais cedo não será nem o começo, viveremos dias e mais dias afundados nas lagrimas da Boa Rainha.

—Isso é loucura.

—É claro que é, qual seria a graça de voltar e não ter que lutar pelo amor de vocês? -Ele não respondeu e assim a ruiva se levantou voltando a seguir a trilha que havia percorrido. -Uma ultima coisa, Robin sente sua falta. Assim que se resolver passe para vê-la. -Pela primeira vez sorriu verdadeiramente. Pelo menos um lado de sua vida estava são e salvo.

—Porque está me ajudando Zelena?

—Não é você, é ela.

***

O copo de suco dançava por entre seus dedos e a frustração invadia suas veias a cada novo minutos. Seus olhos pairavam sobre as paredes brancas daquela enorme mansão e a solidão gritavam em sua cara que era a isso que estava destinada. Dias vazios e cheios de nada, como o branco daquelas paredes.

Uma vida inteira sem ele, seu porto seguro, seu amor, seu eu em outra pessoa... Era esse o preço que teria que pagar por um dia ter sido um monstro? Mesmo quando vilões abandonam seus titulo continuam pagando o preço por uma vida inteira?

As palavras de Gold se repetiam em sua cabeça, e não podia negar o quão mexida havia ficado com a possibilidade de acabar com tudo aquilo. Sua metade sumir resolveria mais que todos os problemas que eles tinha, não haveriam escolhas, não haveria destruição. Uma bela solução para o mar de problemas que os envolvia... Mas antes de se sentir tentada a cometer tal ato de loucura precisava saber qual era a escolha dele.

O pijama fora jogado em qualquer canto do quarto e ela respirou fundo fitando o próprio corpo. O vestido vermelho desenhava suas curvas e a barriga levemente saliente. Seus dedos tocaram o local e sorriu boba.

—Vamos atrás do papai meu amor? -Seu interior se aqueceu e ela teve a certeza que mesmo que fosse pela ultima vez, tinha que vê-lo.

A fumaça roxa a envolveu e deixou que seu pensamento a levasse aonde sabia que deveria estar.

—Decisões... Decisões. -Robin soltou o graveto e a fitou surpreso. -Algo me diz que ainda não tomou a sua.

—Regina? -Estaria tão perdido ao ponto de imagina-la bem ali na sua frente?

—Robin... -Sem percebe seus corpos, como imãs, se aproximaram e Robin tocou em seu rosto provando para si mesmo que ela não era fruto de sua imaginação. — Eu não sei qual sua decisão, não sei o que será de nos e muito menos o que me trás aqui. -Seus olhos se fecharam por breves segundos. -Mas eu não saberia viver sem um ultimo beijo seu. -Robin sorriso descendo os dedos por seus labios e meio segundo depois as bocas se encontraram. Regina afundo suas mãos nos fios loiros se entregando aquele momento. Tinha paixão contido em cada toque que os envolvia. -Me promete que nunca vai esquecer disto, dos nossos momentos, do nosso amor? -O loiro fitou seus olhos e sorriu ao ver a tempestade que tanto amava. -E eu prometo que se a escolha for ela, vou ficar feliz por você. -Azul no castanho... Como ir embora depois de um longo caminho até estar de volta em casa? Como partir com a certeza de que nunca se perderia em alguém como se perdia nela?

Plaf plaf

Palmas eram ouvidas de longe e a contragosto o casal se separou fitando a mulher parada a poucos metros de distancia deles. O rosto de boneca havia dado lugar a mulher fatal e seus traços bem marcados pela forte maquiagem se destacavam ali, ao por do sol.

—Talvez e só talvez eu estivesse disposta a lhe dar mais alguns dias para tomar uma decisão tão. -parou por breves segundos. -difícil. -riu sarcástica. -como esta. Mas uma cena tão comovente como essa me fez mudar de ideia. -Passos foram dados em direção ao casal que permanecia inabalável. -Espero que já tenha se decidido, Robin. -Ele olhou para Prefeita e depois para Rainha.

Ir embora ou ficar?

Ela ou a outra?

Salvar a cidade do caos ou seu amor do abismos?

Libertar a Rainha ou Voltar para casa?

Decisões... decisões...

Quem você escolheria?

Quem ele escolherá?

—Uma cidade inteira destruída, mortes e mais mortes por cada canto que se olhar. Famílias devastadas, Robin. É isso que quer? -OS ventos se agitaram e o loiro prendeu a respiração sentindo o corpo todo tremer. -Uma decisão errada pode custar mais caro do que pensas. -Tons de roxo passaram a dominar o céu junto com raios e trovões. -Salve-me. -Tocou em queixo fazendo-o a fitar. -Salve-os, mais que isso Robin, liberte-os de mim, liberte-me de mim. -Os olhos mais uma vez caíram sobre Regina que continuava fitando a Rainha. — Escolha-me Robin... Escolha-me.

—Regina? -Seus olhos desviaram da Rainha, e ela o fitou. -Eu amo você.

—E a ama também. -interrompe-o. -Não hesite, Robin. Porque se você hesitar então é melhor que fique com a segunda opção. Escolha quem o seu coração mandar e se a escolha for partir vá sem medo do que deixou para trás. -Seus dedos agarram-lhe a mão e suspirou antes de finalizar. -Mas se escolher ficar, fique sem olhar o preço da sua escolha. Porque eu posso pagar por ela.

—Pode? -Interrompeu a Rainha. -Salvar a todos sem exceção? -Regina sorriu e deu um passo em direção a copia deixando os rostos bem próximos.

—Eu sou muito mais poderosa que você, e tu sabes disso Majestade. -Seus dedos subiram para o colarinho da roupa que a Rainha usava. -Eu jamais deixaria que devastasse uma cidade inteira a custa de uma escolha. Deixe-o escolher sozinho quem quer ao seu lado. — A Rainha revirou os olhos. -Eu posso pagar o preço de sua escolha.

—Eu duvido disso. -Em um movimento rápido a prefeita fora jogada longe. -Seu tempo acabou. Eu ou ela? -Ele olhou para ela, e olhou para Regina.

—Eu queria tanto salvar-te, lhe dar uma segunda chance e libertar os monstros que lhe abitam. -Seus dedos deslizaram pelo rosto de porcelana. -Mas como posso querer libertar alguém se vou estar perdido longe de casa?-suspirou. -Eu queria ser forte o bastante e escolher deixa-la e salvar todo um povo a partir desta decisão, mas eu não posso, eu não posso viver longe da minha tempestade particular.

—Essa é sua palavra final? -Ele confirmou com a cabeça.

Regina aos poucos foi se levantando e sorriu ao ouvir o que ele havia dito.

—Eu vou te dar uma ultima chance de mudar de ideia Robin. -A prefeita a olhou confusa e a Rainha se afastou de Robin fitando agora sua outra metade. -Ou você vem comigo ou... -Uma faca aparecera em sua mão e o loiro prendeu a respiração ao pensar na possibilidade da Rainha matar-se e consequentemente matar Regina. -Eu mato a princesinha.

—Nãaaaaaao! -Gritou Regina. A faca ia sendo direcionada ao ventre da Rainha.

—Escolha-a e o bebê morre. -Sua voz não passava de sussurros e o olhar vago cheio de nadas fazia Regina tremer. -Eu disse que não havia uma segunda opção, Robin.

—Você está gravida Regina? -A resposta não veio, mas a mão da prefeita permanecia no ventre como se pudesse, de tal forma, protege-lo. -Vamos ter uma filha? -Seu peito se aqueceu. -Uma menina.

—É um menino. -sussurrou. Os ventos se tornavam cada vez mais fortes e a nuvem roxa que cobria o céu foi descendo até dominar a lareira os envolvendo.

Ela estava sem controle.

Ninguém machucaria seu bebê

—Um passo e eu afundo essa faca no meu ventre. -Regina hesitou, não ela não poderia ariscar a vida do seu bebê. -Acha mesmo que essa manifestação de poder irá me deter? -Gargalhou alto. A Prefeita até que tentou mas os ventos se tornavam mais forte e seu corpo mais incontrolável. -Robin qual a sua decisão? -Não havia o que ser pensado, não era mais um jogo onde Regina poderia intervir e salvar a todos. Um passo em falso e perderia alguém que até dois minutos atrás não sabia da existência, mas que por mais louco que fosse já amava com todas as suas forças.

—Você vai cuidar da nossa princesa? -Os olhos castanhos se encheram de lagrimas, ela sabia que ele estava tão quebrado quanto ela.

—Com toda minha vida. -Seus dedos se tocaram e um ultimo olhar foi trocado. -Eu amo você.

—Eu amo você.

Notas finais
E eeeeeeeeeeeeeeeeentão? Antes de qualquer coisa quero pedir um minutinho da atenção de vocês... Bom eu não me prolongar muito aqui mas quero agradecer a cada um de vocês que vem acompanhando, favoritando e comentando a fic, isso é muito importante pra mim e faz com que meu dia se torne muito melhor. As vezes eu acabo demorando pra responder comentarios mas vocÊs não fazem ideia do quão importante eles são. E eu queria dizer que fecho 2016 de uma maneira melhor do que comecei, voltando a fazer algo que havia parado mas que sempre me encheu de alegria. Escrever é uma parte muito importante de mim a qual eu havia deixado de lado, retomar isso e ter a aceitação e o tempo de cada um de vocês é muito precioso, acreditem eu sou muito grata por isso. Espero que esse final de ano tenha sido muito bom na vida de cada um, que 2017 seja recheado de coisas maravilhosas e que vocês se permitam... se conhecer, conhecer o outro e dar o seu tempo as coisas que acha importante afinal o tempo da gente é que de mais valioso podemos dar a alguém pois nunca o teremos de volta. Então aproveitem cada segundo de 2017 e vivam esse ano da melhor e mais intensa forma possível afinal a vida é uma só. Eu não vou encarar isso como uma despedida pois ainda há uma segunda parte para ser postada e um prologo, então nos vemos em breve mas eu já estou com gostinho de reta final na boca e acho que não quero acabar uma fic que aconteceu tão inesperadamente mas que foi tão inspiradora e escrever.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.