A brisa leve do outono toca meu corpo, a sensação me lembra o passado. Tudo foi igualmente leve. Tudo foi igualmente breve. As folhas secas dançam com o vento, começou assim — com uma dança. Só que uma canção é tão pouco, nem cabia tudo que eu tinha a falar.

Naturalmente estendemos nossa conversa, contigo as horas tornavam-se segundos. Falávamos sobre o futuro e, sem perceber, fazíamos planos juntos A minha vida encontrava-se parada até aquele momento, e então você chegou, a força que faltava para me fazer avançar .

Caminhei ao seu lado acreditando estar na direção certa. A primavera havia chego, a vida ganhou cores, A vida ganhou flores. Entre tanto toda flor possui espinhos e então eles começaram a me arranhar. Sua desconfiança me fazia sangrar. Quando percebi havia saído dos trilhos.

Aos poucos tomávamos caminhos opostos e eu fingia não perceber. Não queria acreditar que o meu combustível para caminhar havia se tornado uma pedra no meu caminho. E assim o inverno chegou, frio e congelante.

Encaramos a realidade da nossa relação, tudo que havíamos construído se quebrou. A vida me despedaçou. A minha vida congelou. Nada mais fazia sentido, me vi parada novamente.

Foi um período longo e obscuro, entretanto o tempo não para, os meses passaram, e aos poucos as feridas cicatrizam.

Desse modo aprendi a me reconstruir, lentamente enxerguei as cores em mim. Assim encontrei o verão, e com ele meu caminho. Voltei a andar, voltei a sonhar. E agora o outono voltou, mas não sou a mesma daquela época. Você me transformou e sou grata por isso.

Não guardo magoas do passado, afinal foi bom enquanto durou. Passei um longo período tentando te esquecer, mas hoje entendi que não é necessário esquecer o passado e sim aprender com ele.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Sua opinião é bem-vinda ali nos comentários.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.