Estava Escrito - Cobrade

22 Capítulo 22 - Brigas e mais brigas.


Notas iniciais
Oi amores, estou uns dias sumida né? Poise semana difícil: prova, trabalho, fiquei doente. Mas juro que não esqueci da fic. Esse capítulo esta tiro, porrada e bomba. O título descreve ele super bem. Eu particularmente gostei do capítulo, Espero que vcs também gostem. NÃO DEIXEM DE COMENTAR!!! (gostaria de agradecer, pois chagamos aos 100 comentários e passamos dos 10 favoritos o/)

– entra aqui. — eu disse puxando Ruiva pelo braço e a colocando para dentro do QG.

– está louco garoto? Me solta. — ela disse tentando se livrar da minha mão que estava em seu braço.

– Que merda você foi inventar para o Gael, em garota futriqueira? — eu disse soltando o braço dela.

– inventar? Eu falei apenas o que eu vi. Você é um bandido, marginal, um badboy idiota.

– se eu fosse você não falava merda, você pode se arrepender. — eu disse a encarando friamente.

– se não o que, vai me bater? Isso só vai provar que você é um marginal.

– Cala a boca sua vagabunda. — eu disse a segurando pelo rosto.

– todo mundo já sabia que você não prestava, agora todos têm certeza. Você não vale nada, vou dar um jeito de provar o que você fez e você vai em cana seu babaca.

– agora eu sou babaca, agora eu sou marginal. — eu sorri. — QUANDO EU ERA O HERÓI DA FÁBRICA VOCÊ ESTAVA SE ATIRANDO PARA CIMA DE MIM, NÉ SUA CACHORRA. — eu falei alterando o tom de voz.

– você não fala assim comigo. — ela disse apontando o dedo para o meu rosto.

– FALO, E COMO FALO. BAILARINA ESTRANHA.

– agora eu sou bailarina estranha? Até algumas horas atrás era só elogio né? Seu falso.

– lógico que eu era falso, eu queria te comer. E é só pra isso que você serve, uma ativista safada que ficava se atirando pra cima de mim. Eu NUNCA iria assumir algo com você, algo com alguém chato como você. Você me da raiva, é o tipo de mulher que a gente come e bloqueia o contato no dia seguinte.

– VOCÊ ME DÁ NOJO! — ela disse furiosa, porém com lágrimas aos olhos.

– então estamos quites, pois vagabunda também me da nojo. — eu disse com um sorriso irônico de lado. — agora você vai sumir desse QG e NUNCA mais vai voltar aqui, entendeu? Eu disse NUNCA MAIS! E acho bom você nem tocar no meu nome com o Gael, se não você vai se arrepender e muito.

– eu não vou sair, agora você é quem vai escutar. — ela disse me empurrando.

– há mas vai sair mesmo. — eu disse a empurrando de volta, em rumo à porta.

– SOME DAQUI SUA ESQUISITA. — eu disse a puxando pela blusa e a jogando para fora do QG.


Como para entrar (e sair) do QG haviam dois degraus, após ela ser empurrada acabou desequilibrando e caindo ao chão. Porém rapidamente levantou e saiu assustada em rumo a fábrica.

(Narração autor)

Quando a moça chegou a fábrica percebeu que a mesma estava trancada e com as luzes apagadas. Desesperada ela correu para o outro lado da praça onde avistou um táxi. Ao entrar no táxi ela começou a analisar as conseqüências daquela discursão: um de seus braços estavam esfolados, seu cabelo todo bagunçado, seus olhos inchados de tanto chorar, e sua blusa estava rasgada devido ao puxão que o lutador havia dado.
A jovem foi para a casa, e na cabeça uma frase era dominante: Ricardo Cobreloa vai pagar pelo o que fez.

***
Já era manhã do dia seguinte, a fábrica já estava aberta e a maioria dos alunos ainda não haviam chegado.

– mestre Gael, eu preciso falar com o senhor. — Ruiva disse chegando por trás do lutador.

– pode falar, alguma coisa sobre a Bianca?

–não, na verdade é sobre o Cobra. — a garota disse cruzando os braços.

– ele aprontou mais uma? — o mestre perguntou já assustado.

– pra falar a verdade sim. — ela suspirou. — ontem discutimos feio. Ele me acusou de ter inventado mentiras, disse que eu iria me arrepender, me ameaçou, gritou comigo, me falou coisas horríveis, até rasgou minha blusa.

– rasgou sua blusa? Como assim?

– ele tentou me colocar para fora do QG à força, ai em uma dessas tentativas ele me puxou pela blusa, a qual acabou rasgando.

– esse garoto passou de todos os limites. A gente tem que da um jeito nele. — o mestre disse já furioso.

– ele tem culpa no cartório, certeza. Se não, não haveria reagido dessa forma.

– pode ficar tranquila Bárbara, ele vai pagar pelo o que fez. — o mestre disse já em caminho a porta da academia.

O mestre saiu da academia quase marchando. Atrás dele estavam Bárbara e alguns outros lutadores que estavam curiosos para saber o que iria acontecer.

Perto dali, já na praça estava Cobra. Ele estava a caminho da academia para mais um dia de treino, porém logo viu Gael, e pela a cara do mestre o jovem lutador percebeu que viria bomba.


– Ricardo, a gente precisa conversar. E dessa vez a conversa vai ser definitiva. — Cobra encarou o mestre esperando a bronca que ele queria dar. — eu te dei inúmeras chances de falar o que estava acontecendo. Mas você foi moleque, covarde, e não teve coragem de assumir os seus erros.

– você está...

– não vem falar que eu estou sendo injusto ou que estou te acusando sem provas. — o mestre disse interrompendo o jovem. — vamos ser sinceros Cobra, nós todos sabemos o que você fez. Então assuma, você não foi homem pra bater em um cara menor que você? Agora seja homem para assumir seu erro.

– VOCÊ NUNCA PASSOU NECESSIDADE! EU JÁ GAEL! EU JÁ! EU SEI O QUE É TER VONTADE DE TER ALGO E NÃO PODER, EU SEI O QUE É TER FOME E NÃO TER COMIDA. E EU SEI QUE SER BOM NÃO LEVA NINGUÉM A MERDA DE LUGAR NENHUM. — o jovem disse gritando com o mestre.

– ISSO NÃO JUSTIFICA! — o lutador mais velho disse alterado.

– ESSE É O MEU JEITO DE VIVER, É O JEITO QUE EU ENCONTREI DE ME SUSTENTAR. E EU PREFIRO ASSIM DO QUE VOLTAR A SER UM BABACA QUE PASSAVA VONTADE, QUE ERA INFELIZ.

– VOCÊ ESTÁ SENDO EGOÍSTA, ESTÁ PENSANDO SÓ EM VOCÊ. E AQUELE RAPAZ? E A FAMÍLIA DELE? — Gael disse inconformado com as palavras que saiam da boca do jovem.

– você me julga por que não passa e nunca passou pelo o que eu passei. Eu conheço a minha história, e eu sei o quanto eu já sofri. Você faz parte de uma sociedade burguesa Gael, uma sociedade que tem tudo de mão beijada. Mas eu não Gael, eu sou a outra face dessa maldita história, eu tenho 19 anos e posso te falar com toda a certeza: eu perdi tudo.

– você não sabe o que é perder algo na vida. Eu perdi a mãe das minhas filhas e nem por isso saio por aí agindo como um marginal. — Gael disse com o semblante do rosto sério.

– ha não? — o lutador riu debochando. — eu abri mão dos meus sonhos para ajudar a sustentar minha família, eu abandonei uma bolsa de estudos em um dos melhores colégios de Goiânia. E você vem insinuar que seu sofrimento é maior que o meu? — eu riu novamente. — EU PERDI O MEU PAI! VOCÊ SABE A DOR DE PERDER UM PAI? APOSTO QUE NÃO, ENTÃO EU VOU TE CONTAR. É HORRÍVEL, EU PERDI A PESSOA QUE MAIS AMAVA, EU E MINHA FAMÍLIA PERDEMOS A NOSSA TERRA PARA UM MALDITO BANCO, EU VI A MINHA MÃE INICIAR UM PROCESSO LENTO DA MORTE, DE TANTA TRISTEZA QUE HAVIA EM SEU CORAÇÃO. EU PERDI TUDO SIM, EU SEI O QUE É SOFRER.

– isso não justifica Cobra, você teve uma vida difícil e Meus sinceros pêsames. Mas isso não justifica os seus atos. Se você disser que vai mudar eu vou te ajudar, tem como ser alguém melhor, tem como ser alguém, tem outro caminho. Basta você se arrepender e querer mudar. — o mestre disse querendo ajudar o aluno.

– MAS EU NÃO QUERO MUDAR, EU NÃO ME ARREPENDO. EU VOU CHEGAR ONDE EU QUERO, E PELO ÚNICO CAMINHO QUE DA. E NÃO IMPORTA QUANTOS EU VOU PRECISAR DERRUBAR PARA CHEGAR AO TOPO.

– então eu acho melhor você procura outra academia, por que na minha você não treina mais.

– tanto faz. — o jovem disse dando as costas e já voltando para o QG.

***
Do outro lado da praça, dentro de um carro preto, dois homens de pele e cabelo claros analisavam toda aquela situação.

– ai Luiz, é aquele o novo lutador do Gael?

– é sim mestre, o cara é gente fina. E pelo jeito é dos nossos. — Luiz disse bebendo um gole do refrigerante que estava em sua mão.

– e pelo jeito está sem academia. — Lobão disse sorrindo. — acho que a Khan vai receber um novo lutador.

– o cara luta muito mestre, vai ser uma ótima aquisição para a academia.

Notas finais
Que desabafo do Cobra hein? Vocês acham que a história dele justifica os atos? E a saída do Cobra da equipe Gael? DEIXEM NOS COMENTÁRIOS O QUE ACHARAM DO CAPÍTULO!!