Estava Escrito - Cobrade
19 Capítulo 19 - Assalto Forjado
Notas iniciais
(Narração Cobra)
Já era noite, eu estava dentro do meu carro, e já na localização que Fabrício havia indicado. Eu não sabia quanto tempo iria ficar ali, então fiquei observando até meu alvo aparecer.
Quando morava em Goiânia conheci um cara chamado Dênis, ele era um cafetão do crime. Os "clientes" procuravam ele e falavam que tipo de serviço queriam: drogas, arma, assassinato, espancamento, e por aí vai. Dênis tinha pessoas para executar cada tipo de serviço. Eu era encarregado em da alguns sustos e espancar. Dava pra tirar uma grana legal.
Quando vim para o Rio obviamente tive que largar essa vida. Porém recentemente um cara procurou Denis, falando que estava com problemas com um tal de Matheus que estava a passeio no Rio de Janeiro, falou com Denis e perguntou se tinha como alguém daqui fazer o serviço, e logo Denis me ligou. E cá estou eu, a duas ruas de um bar de bairro pequeno esperando o tal Matheus ir embora. O plano era simples, forjar um assalto, pegar tudo que tenho direito, e ainda dá uma surra nele. Coisa mole de se fazer.
– olha o babaca vindo. — por uma rua escura vi Matheus vindo andando com um amigo bem mais baixo que ele, nada que eu devesse me preocupar.
Desci do carro devagar e caminhei lentamente, da forma menos suspeita possível. Quando já estava a um metro de distância deles anunciei o "assalto".
– ai seu babaca, passa carteira e o celular agora. E você também! — falei apontando para eles.
– Ta louco? Vou passar nada. — Matheus disse me enfrentando.
– tem certeza? — disse e logo dei 3 socos em sua face. E ele caiu sobre a parede. — passa o celular, anda logo! Você também, rápido.
E assim eles fizeram, me entregaram os celulares e carteiras com as mãos trêmulas de medo.
– isso ai, gostei. Mas só por que você me enfrentou, vai levar uma surra pra largar de ser otario. — eu disse e logo dei um soco ao rosto da minha vítima que caiu ao chão. E eu logo comecei a chutá-lo, até que senti uma pancada forte em minha testa.
– eu vou te matar seu filho da puta. — eu disse enquanto me virava para trás e via o amigo de Matheus com uma barra de ferro na mão.
Senti meu sangue quente escorrer pelo rosto, e uma tontura que estava quase me levando ao chão. Então rapidamente peguei meu celular e tirei foto de Matheus caído desacordado ao chão. E corri para meu carro, e com dificuldade consegui chegar até ele.
Liguei o carro rapidamente e sai dali, minha cabeça doida muito e o sangue escorria pelo meu rosto. 10 quilômetros depois do local do assalto eu parei, quebrei os dois celulares e joguei fora, rasquei os documentos e peguei apenas o dinheiro. As notas da carteira dos dois dava um pouco mais de oitocentos reais, uma grana até legal. Entrei no carro novamente e dirigi em rumo ao QG.
***
Já era de manhã, eu estava me arrumando para ir para a academia. Deixei tudo arrumado e o Tawik no comando. Chegando na academia logo me juntei aos outros que realizavam abdominais.
– isso ai Cobreloa, 200 abdominais pra você que chegou atrasado. — Panda, um auxiliar do mestre estava dando o treino.
Após as abdominais fui pular corda e depois treinar alguns golpes, até que mestre Gael veio falar comigo.
– que machucado é esse na sua sobrancelha? E essa testa roxa? — mestre disse cruzando os braços.
– acidente de moto com um amigo. Nada demais mestre, estou bem. — eu disse rezando para que o mestre não desconfiasse de nada.
– acidente de moto? Amigo? Que amigo Cobreloa, até onde eu sei você não conhece ninguém aqui no Rio.
– não conhecia né mestre, mas eu já fiz amizades.
– e qual o nome desse amigo?
– o nome dele? — eu disse dando uma pausa para pensar em um nome. -Murilo, conheci ele em um bar. Gente boa, faz faculdade de administração.
– sei, sei. Eu vou acreditar nessa sua história. Mas para o seu bem, acho bom que isso não seja mentira. Pois se você estiver se metendo em briga por aí você vai se ver comigo.
– relaxa mestre, eu sei que o senhor não aceita esse tipo de coisa aqui. — eu disse engolindo a seco, e dando um sorriso amarelo.
– que bom que você sabe
Fale com o autor