Estava Escrito - Cobrade

5 Capitulo 5 - O dia do teste


Notas iniciais
Veja o trailer da nossa fic ~~> https://www.youtube.com/watch?v=1Bkj6WGHxYA Deixe nos comentários oque achou da fic, um comentário é algo muito importante para um autor. (:

(Narração Jade)

Eram oito horas da manhã quando meu relógio despertou. Hoje se iniciava uma nova fase da minha vida, finalmente eu entraria para a Ribalta. Ok, ok, sabemos que primeiro tem que fazer o teste pra depois entrar, mas eu sou Jade Gardel né amor, o prazer é todo deles em me ter lá.

Toda a minha vida eu me preparei para ter uma carreira de bailarina, sempre tratei isso como minha obrigação. E minha mãe sempre investiu pesado em mim: aulas de balé, jazz, sapateado, danças de salão e outros. Entrar para a Ribalta e ser uma bailarina de sucesso era algo que eu devia à minha mãe, ela havia depositado em mim uma confiança tão grande, e eu não podia decepciona-lá. Por isso hoje era um dia divisor de águas em minha vida, e eu iria arrasar, por mim e pelo amor da minha vida, Lucrecia Gardel, minha mãe.

Tomei um banho caprichado e escovei meus dentes, voltei para o quarto e vi meu figurino para o teste, um salto enorme, um sobretudo preto bem justo, curto e sensual. Vesti rapidamente minhas roupas íntimas, e empurrei minha cama para o canto, para uma última ensaiada, de calcinha e sutiã mesmo.

Vesti meu figurino e me sentei em frente ao espelho, me maquiei e fiz um penteado simples, com o cabelo mais solto. Fui até a sala na esperança de encontrar minha mãe, queria que ele me visse pronta para arrasar.

– Valentina, cadê minha mãe? — perguntei à empregada que estava na sala arrumando os porta-retratos.

– Sua mãe já saiu Jade, foi cedinho para a Ribalta. Esta precisando de algo?

– ela nem me esperou? Ela sabia que eu queria ir com ela, ela sabia a importância desse dia. — falei enquanto olhava para o nada com os olhos cheios de lágrimas. E sem mesmo perceber estava a arrancar meu cabelo.

Esta ai outro defeito da imperfeita Jade Gardel, Tricotilomania, calma vou explicar. Por algum motivo, que não sei qual, quando estou nervosa ou ansiosa enrolo meu cabelo nos dedos e o arranco. Não é por querer, é involuntário.

– Jade ela saiu e não falou nada. Capaz que ela esqueceu.

– Não Valentina, ela não esqueceu. Ela está lá ansiosa para me ver no palco, para colocar um milhão de defeitos na minha apresentação. — eu disse com tom de raiva.

Peguei minha bolsa que estava no sofá da sala e sai dali, nem me despedi de Valentina. Apenas abri a porta e fui. Peguei um taxi e cerca de 25 minutos depois já estava na Ribalta.

A Ribalta era uma segunda casa pra mim, cresci naquele palco, naquele auditório, camarim, e coxias. Conhecia ali tão bem, e isso me livrava de todo o nervosismo que dominava os outros alunos.

A escola ficava em uma antiga fábrica, onde no andar de baixo se localizava uma academia de muay thai, com uns lutadores...

Entrei pela academia e parei em frente à escada, olhei aqueles lutadores gostosos treinando, com aquelas bermudinhas, aqueles braços grossos e peitorais sarados.

– São verdadeiros colírios. — eu disse mordendo o lábio.

– opa gata, falou em colírio? Então prazer, Lírio Lorenzzo, com dois Z. — olhei para trás e um loiro de um metro e oitenta, com um físico M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O sorria pra mim.

– Prazer Lírio Lorenzzo, sou Jade Gardel. Eu sei é um prazer me conhecer mesmo. — sorri rapidamente, passei os dedos por minha franja e subi as escadas. Eu escutava Lírio atrás de mim com elogios baratos, nem liguei, mais um fã apenas.