Estava Escrito - Cobrade

25 Capítulo 25 - como você lidou com a dor?


Notas iniciais
Oi amores, podem ficar animados pois vou voltar a postar com frequência. 👏👏👏👏 finalmente estou melhor (não estou 100%, mas já estou 90% 👏). Proooooooometo que o próximo capítulo sai até amanhã. Leiam as notas finais.

(Narração Jade)

Já tinha mais de mês que minha mãe havia descoberto o maldito câncer. As seções de quimioterapia já haviam começado, e ela estava bastante abatida. Desde a descoberta da doença ela nunca mais havia sido a Lucrecia Gardel de sempre, agora ela era uma mulher fria, com o olhar triste, amargurada. Sua paixão pela vida havia ido embora, e junto levou sua auto estima e seus belos cabelos.
Os dias de químio eram horríveis. Minha mãe passava mal, tremia, chorava, vomitava, e ficava o tempo todo deitada. Nós sabíamos que aquilo tudo era terrível, porém era preciso, com as quimioterapias ela logo iria sarar e ficar boa. Bom, pelo menos era o que achávamos.

(Narração Cobra)

Dinheiro, não havia nada que me fizesse tão bem quanto o dinheiro. Era um vício, uma paixão. Quanto mais eu tinha, mais eu queria.
A luta tinha trago bons frutos, com o dinheiro eu havia comprado algumas coisas para o meu cafofo no QG, umas peças para o carro, umas roupas, e um celular novo.
Toda semana tinha luta, e hoje finalmente era dia de faturar novamente. E foi exatamente como na semana anterior: eu sai com o pessoal da Khan, fomos para o mesmo lugar, nós apresentamos, teve o sorteio da sequência da luta, batemos muito naquele bando de babacas que estavam lá, e mais uma vez eu sai vitorioso.
A Khan era a academia favorita. Eu e o Luiz detonávamos em todas as lutas, e os apostadores apostavam pesado em nós.
Mais uma vez eu voltei para o QG com o corpo cheio de hematomas e o bolso cheio de dinheiro. Essa vida de luta clandestina era um vício, e eu estava ansioso pela semana que vem.

(Narração Jade)

Hoje finalmente era dia de consulta. Minha mãe iria ver como estava o tumor, e ver se os benefícios da quimioterapia já estavam bastante avançados.
Eu estava do lado de fora do consultório, com um sorriso de orelha a orelha, eu sabia que minha mãe iria sair daquela consultório esperançosa, cheia de alegria, pois os resultados iriam ser bons.
Mas não foi isso que aconteceu. A porta do consultório se abriu, e em lugar ao sorriso que eu achei que teria em seu rosto, eu encontrei uma boca trêmula, a qual segurava o choro.
Os olhos dela estavam baixos, e ela vinha caminhando em rumo a mim e Ed com passos lentos. Eu podia sentir a sua dor. Era óbvio que os resultados não eram animadores, mas por que? Ela tomou os remédios, ela fez a parte dela.

– mãe? — eu disse com o tom da voz baixo.

– o câncer não diminuiu, pelo contrário, o tumor está aumentando. — ela disse e uma lágrima se formou em seu olho. — a quimioterapia não está fazendo efeito. — e a lágrima se escorreu.

– por enquanto querida, mas vai fazer. — Ed disse a abraçando.

– a muitos tratamentos por aí, calma, está somente no começo.

– é verdade mãe, tem um monte de tratamento alternativo. Não existe só a quimioterapia. — eu disse buscando um sorriso dentro de mim.

– meus amores, eu estou perdendo essa luta, não tem para onde correr. Não iludam a si mesmo. Eu sei o que me aguarda.

– eu odeio quando a senhora fala assim. Para com esse drama mãe, a senhora vai sair dessa sim, que coisa. — eu disse a abraçando bem forte.

(Narração Cobra)

Eu estava sozinho do QG, até que vi minha dama entrar com um olhar triste.
Ela se sentou ao meu lado, e suspirou.

– quer conversar? — eu perguntei colocando minha mão sobre a sua.

– como você ficou quando soube que seu pai estava piorando? — ela perguntou me olhando com aqueles olhos marejados em lágrimas.

– mal, muito mal. Foi difícil lidar, ainda mais por que minha família é pobre. Eu tive que parar os estudos, abandonar o muay thai. Mas o pior foi ver ele triste, ele sem esperança, perdendo a vontade de viver, e se contentar com a contagem regressiva acelerada para a morte.

– a quimioterapia não está fazendo efeito. — ela disse colocando as mãos ao rosto e chorando. — a merda do câncer está aumentando. Eu não vou conseguir viver sem ela Cobra, ela é tudo pra mim. Eu não sei como vai ser minha vida sem a minha mãe. — enquanto Jade falava uma mecha de seu cabelo estava enrolada em seus dedos, em seu colo havia vários fios. Eu analisava aquilo tentando entender o que ela estava fazendo, até que a vi arrancar vários fios de uma vez.

– por que diabos você esta arrancando cabelo? Esta maluca? — eu disse puxando sua mão.

– eu nem percebi que estava fazendo isso. — ela disse arrumando o cabelo.

– não faz mais isso, sério. — eu disse colocando a mecha de seu cabelo atrás da orelha.

– não vou fazer. — ela disse dando um leve sorriso.

– Sobre a sua mãe: Jade eu sei o quanto dói, porém você precisa ser forte, passar essa força para ela. Sua mãe é nova, em vai sair dessa, relaxa.

– eu não tenho mais forças para lidar com isso. — ela disse com a cabeça baixa.

– eu estou aqui para te dar forças. — eu disse à abraçando.

Notas finais
Amores vamos comentar.. Eu sei que a fic tem muitos leitores, mas vcs tem que comentar. Sem comentário, sem fic!!!! Não sejam leitores fantasmas, comentem sem medo de me fazer feliz. Comentem o que estão achando da história, tirem dúvidas, deem sugestões, critiquem. Não deixem só um "continua" ou "está perfeito". Terá morte no próximo capítulo. Quem vocês acham que irá morrer?