Esse Tal Mundo.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Baseio-me em histórias reais, que alternam entre o não real, entre o surreal. Sempre procuro dar um final feliz, mas nem sempre é isso que acontece. Mas sim, dessa vez, finalmente, tenho meu final feliz. Mas ainda tenho muito a caminhar. Mas agora não to só. Agora tenho alguém para me abraçar, para me dar a mão. Te amo. N&N.

Há muito que o céu parece triste, as nuvens não são mais de algodão, o mundo é tão... Mundo. Houve dias que lutei com todas as minhas forças, e com uma coragem admirável pelos outros. Eu sempre fui um “porto seguro”, fui à fortaleza de alguns por um longo tempo... E ainda sou... Mas isso me causou uma conseqüência, a de perder uma parte de mim a cada luta alheia! Fui os ombros de todos, e quando mais precisei não tinha mais nem o meu! Chorei perdida no silencio da noite, onde o céu estava escuro... Sombrio... Triste. Parecia mais assustado que eu!


Olhei para a lua, e pude ver que seu brilho estava abalado, estava a chorar também. “A Humanidade assusta!”- ela me disse. Concordei, e pus sua cabeça em meu ombro. A lua concordou em chorar ali até o sol aparecer trazendo o “novo dia”, mas o mesmo não trouxe boas noticias... Ele parecia cansado, tanto quanto a lua, estava desacreditado. Olhou pra mim e fraquejou... Senti um forte arrepio percorrer minha espinha. Se nem a lua e o sol eu poderei contar, o que ainda faço aqui? Fingir está sendo a solução, mas até quando vou aguentar isso? Até quando irei dizer que estou bem, sendo que NÃO TO!

Minha vida é engraçada, só pode! A palhaça do circo? Eu mesma! Estou cercada de uma platéia cruel, onde não aplaudem minha arte, aplaudem meus tropeços, minhas fraquezas. Saio correndo, e me vejo na jaula dos leões, mas o domador não está presente. Fico acuada em meu canto, com medo. Sento encostando-me na parede, abraço meus joelhos. Sinto um medo o qual nunca senti igual. Vejo-me uma criança novamente, perdida num mundo adulto, sem sentido, sem volta...

Grito por minha mãe, mas ela também grita por mim... Ela não pode me ajudar, e eu a ela, posso? Não me nego, vou ajudá-la, mas acabo trazendo seu peso para mim, onde fico ainda mais sobrecarregada... Ainda com aquele enorme peso em minhas costas continuo a caminhar, em busca de algum sentido... Paro no caminho quando vejo algo que não concordo... Algo que me decepcionou profundamente... Vi duas pessoas que amo muito, ir por um caminho perigoso, o qual pode não ter volta... O qual é doloroso... Fui por esse caminho, queria trazê-los de volta... Até consegui trazê-los para perto do inicio do caminho... Mas ficaram com um pé na linha divisória. Eu continuo meu caminho, mas com o coração na mão por deixá-los lá, podendo voltar a dar passos errados!

Mais a frente me vejo no mais perigoso jogo... O mais tortuoso caminho... Uns chamam de destino, outros praga... Dor... Eu o chamo de amor!
Amor... O mais complicado e doloroso caminho, onde muitos perderam sua sanidade... To quase perdendo a minha.

Primeiro abriu-se um caminho, lindo, mas era um sonho, acordei. Vi-me em outro... Caminhei, caminhei... E já não caminho mais... O caminho mais lindo, o qual sonhei, se realizou... Caminhei por ele, mas vi que era o mais difícil... O mais tortuoso... Confuso... Vi-me cortejando a insanidade! Até que sinto uma mão me puxando... Resgatando-me! A única que me puxou pela mão, que afastou meus medos... Que me trouxe de volta o sorriso... Com ela, me vi tendo finalmente meu dia bom. E me peguei imaginando um futuro melhor ainda... Afastou a dor. O amor se fez amor! Completou-me e nem percebeu... Se percebeu não cobrou nada em troca, por que meu amor eu já tinha dado de bom grado! Hoje ainda tenho problemas, meu Céu não é tão escuro, a vida tem cor sim... O mundo é tão... Eu e Ela! Ela se tornou meu mundo, meu tudo... E hoje sei que também sou o dela!

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!