Notas iniciais
Minha fofura está em alta esses tempos e não temos nada Lemon. Só bastante Yaoi e perversão do nosso amado maknae.

Era julho de 2010, uma época quente em qualquer lugar da Ásia e na última noite, ainda mais quente. Aparentava que a cada dia que passava Seul só esquentava, e com turnê asiática, era raro eu ter um momento para mim como aquele. O quarto estava completamente escuro e eu acordei por algum motivo desconhecido, o ar estava completamente abafado e a coberta que eu havia me coberto na noite passada, estava no chão. Puxei o celular de debaixo do travesseiro e observei a hora, 10:30 da manhã e eu acordado. Era um dos únicos dias tranqüilos da agenda, um domingo, e eu ainda sentia sono. Voltei com a cabeça em direção do travesseiro... Nada de conseguir dormir. Sentia meu cabelo grudar na nuca e acabei por me irritar, me levantando da cama a busca de beber algo. Usava um short solto e uma regata branca quase apertada, fazia tanto tempo que não ouvia nada no dormitório, um silêncio quase ensurdecedor. As portas dos dormitórios estavam fechadas, todos os membros estavam provavelmente dormindo e eu ali, andando quase sem rumo pelo dormitório. Ouvi o ruído da televisão e deduzi que algum dos membros havia adormecido no sofá, acontecia sempre, principalmente com o Key que era viciado na E! Aproximei-me da sala em silêncio, para acordá-lo assustando e me divertir do seu susto, mas me enganei de quem estava ali. Onew hyung estava sentado ali, com as pernas em cima da mesa de centro de samba canção. Sim, ele era o líder do meu grupo, mas também era reservado de forma que eu nunca havia visto ele vestido de tal forma. Corei com um sorriso nos lábios e certa surpresa ao ver o corpo do mesmo, que por sinal, seminu parecia ser mais tentador ainda. Não tinha o corpo de JongHyun ou de MinHo, mas tinha as pernas mais bonitas do grupo, por mais dócil e fofo que tentava ser, a face do mais velho parecia masculina demais ao olhar o televisor. O rosto bem delineado, os lábios cerrados e levemente molhados por saliva e o abdômen, que não era perfeito, mas era perfeitamente delineado para meus pensamentos mais perversos.

- O que faz acordado, TaeMin? Bom dia, Maknae — Acordei de um transe profundo aonde os mesmos lábios que me pronunciavam me devorava de luxúria. Ele aparentava saber o que causava em mim, os lábios desenharam um sorriso que me tiravam do meu eixo e me estremecia por dentro.

- Eu estava com sede, hyung. Bom dia. — Eu disse e ao ir em direção a cozinha, notei o corpo de Onew se mover para o lado, me dando espaço para sentar, observei um pouco a oportunidade e não vi por que não sentar ali e me aproveitar para fitá-lo. Os orbes escuros se oprimiam escondidos em uma maquiagem de Lucifer da noite passada, quase borrada, o cabelo ainda aparentavam estar um pouco duro por conta do laquê o que me fez rir nasalmente. Na televisão, passava um mangá qualquer que eu mal prestava atenção do que era ou do que se tratava, apesar de fingir muito bem que prestava atenção. Puxei ar pela boca e a senti rasgar com o calor, me fazendo bufar e me levantar. Por uns segundos, senti a mão de Onew puxar meu braço me fazendo sentar de novo.

- Eu busco sua água. — E de novo, as pernas de Onew. Dessa vez as batatas das pernas que me faziam salivar.

Onew tinha um jeito tentador de ser dócil, de tal forma que mesmo fora do alcance do meu olhar, tentava observá-lo pela reflexão da janela, que entrava um sol que nunca antes havia estado ali daquela forma. Levantei-me e me espreguicei, o calor me deixava preguiçoso, mais do que o normal. Dei alguns passos em direção da cozinha ainda o olhando de forma doce, quase malíciosa. Por mais doce e inocente que eu era, o Hyung me desnorteava, era quase uma mistura de sensações idiota. Ele se movimentou um pouco do filtro, dessa vez se encostando-se à pia e me olhando com os olhos apertados, como se quisessem me dizer algo. Eram movimentos simples aqueles que viriam a fazer, mas de tão simples, me desligavam do meu eu real e me levavam aos braços dele. Dei dois passos em direção a ele, estava tão inseguro que minhas pernas tremiam me encostei-me ao corpo dele e sua expressão era a mesma, dessa vez havia uma abertura em seus lábios convidativa. Não hesitei, o beijei de forma quase impulsiva, com certo receio de ser rejeitado, mas foi aí que tive as costas pressionadas. As mãos de Onew me prenderam ali, apertando meus músculos de forma que não me desse movimento algum e me fazendo intensificar meus movimentos. Abri a boca e dei espaço a sua língua, que tocava a ponta da minha me provocando e seus lábios se encaixavam aos meus, em uma sintonia lenta provocante e... Barulho de chave.

- Onew Hyung! Por que caralho você trancou a porta? — Era MinHo. Ele era sempre dócil de manhã. Desprendi meus lábios aos dele e o fitei.

- É mesmo. Por que...? — Aquilo era curioso. Ninguém tinha o costume de trancar as portas, eram quase estranhas chaves para nós. Ele me olhou e sorriu largo de forma que delineava seu rosto.

- Eu realmente queria fazer isso acontecer.

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