Ao acordar do pesadelo, passando pelas árvores do martírio profundo, sinto os olhos caírem no oceano intocado. Junto de vários animais aprisionados ao sofrimento de uma sombra que procura luz, ou simplesmente um sol que a guie.

A voz que colhia os frutos das palavras ditas agora estava presa no fundo daquele túnel claro.

Se escrevesse o que sentia, faria um espetáculo de rosas e mares que dançariam ao ver aquele horizonte se espreitando. Faria uma música com doces palavras e melodia sutil. Faria um sacrifício pelo o que não é sacrificável. Tudo seria em vão.

Por que quando te jogaram no muro tu estendeste a mão, sabendo que já estava caído?

As palavras daquele que era sábio jamais irão se concretizar porque apesar da sabedoria estar nas pessoas, não está em suas ações.

Quando encontrar alguém que leia estas palavras, quando encontrar... Quando encontrar... O caminho para ser feliz.