Esqueça o Sol

1 Capítulo 1: Lágrimas e Sorrisos


Notas iniciais
Agradeço a todos que estão lendo este livro. Escrito com muito amor e carinho.

Autora Narrando

Urupema, Santa Catarina

Era mais ou menos umas duas da madrugada quando Taiana começara a sentir dores de parto, as pressas Sr. William e sua esposa partiram para o hospital Geral do Município.

Fazia cerca de — 4 °C, as ruas estavam desertas e escorregadias, chegaram a rezar para que não sofressem um acidente.

Já no trabalho de parto, Taiana estava extremamente nervosa, mas as dores nem a deixavam sentir esse nervosismo. No corredor William esperava ansioso, não havia entrado para ver o parto porque não queria que os médicos tivessem mais trabalho, pois com muita certeza ele desmaiaria de tão nervoso.

Os minutos pareciam horas, as pessoas andando no corredor não ajudavam, apenas pioravam a situação, William já estava quase tendo uma crise de ansiedade. O homem de 1,70 de altura, esfregava as mãos em seus braços para los esquentar, o frio não estava de brincadeira, afinal é assim que é a cidade mais fria do Brasil.

De repente, um choro ecoou pelo corredor despertando William de seus pensamentos, um médico veio avisar que a criança já havia nascido.

William adentrou a sala onde sua amada estaria o esperando com sua filha, a bebê era encantadora, seus olhos pareciam favos de mel quando retirado das melgueiras. Com certeza aquele seria o melhor dia da vida do casal, mas ainda viria muitas coisas, teriam que ver sua pequena falando, engatinhando e até se casando, isso seria demais, pensava o pai orgulhoso.

(…)

—7 °C em Urupema, Santa Catarina

— Cuidado meu amor! — disse Taiana ao marido que havia escorregado na calçada.

— Ah! Não se preocupe, estou bem! — exclamou William carregando as bagagens até o carro.

— Será que essa viajem é uma boa ideia? — perguntou Taiana quando entrou no carro com sua filha em seus braços.

— É sim, tenho certeza que sua mãe amará a visita e ainda irá conhecer sua netinha. — disse William com um lindo sorriso no rosto.

— Ah! Mas Fortaleza é tão longe e tão quente. — Taiana faz uma cara de descontente para o marido.

— Amor, pense nas coisas boas, sua mãe está doente, ela precisa de companhia nesses tempos difíceis e quanto ao clima, tenho certeza que iremos nos adaptar.

(…)

24 °C em Florianópolis, Santa Catarina

A viagem havia sido exaustiva, o casal nunca havia pensado em ir tão longe, Taiana ainda estava preocupada com o clima de Fortaleza, será que iria mesmo se adaptar a um lugar tão quente?

Enquanto, a esposa trocava a fralda da bebê ainda pensativa, o marido tomava um banho para se refrescar, pois, o clima de Florianópolis não chega nem perto do clima de Urupema.

— Depois de uma longa viagem, um bom jantar seria maravilhoso. — Disse William ao sair do banheiro enrolado em uma toalha.

— Seria mesmo, por quê não vamos à casa de tia Ana? Ela ficaria feliz. — disse a esposa dando um sorriso.

— É seria ótimo, vou me arrumar. — disse William retribuindo o sorriso.

(…)

Ao chegarem na casa de Ana, foram muito bem recebidos, já estavam prontos para jantar quando um choro esgoelado preocupou a todos ali presentes.

Taiana vai às pressas até o quarto onde estaria sua filha, a bebê chorava e gritava como se algum ser maligno a tivesse perturbando. A mãe desesperada pega a filha no colo e começa a cantar para a mesma parar de chorar.

Ana entra no quarto segurando um terço e começando a rezar como se estivesse expulsando os males ali presentes. William vendo Taiana que já começava a chorar, pegou a criança dos braços da esposa, o mesmo se surpreendeu com o calor do corpo da pequena, sua filha estava queimando em febre.

O pai que já era um pouco experiente pegou um pano molhado e passou sobre o corpo de sua filha que ainda estava chorando, mas não como antes. Gradualmente a febre da bebê passava e os corações dos pais e da tia já estavam com batimentos estáveis.

Aquele dia havia sido longo e cansativo, quando voltaram para o hotel tudo o que o casal queria era uma boa noite de sono. Pena que isso não seria possível, afinal quando se tem uma criança não tem sossego.

Taiana havia passado a noite acordada com a pequena que parecia não ter um pingo de sono, durante a madrugada, William cantou uma música de ninar que sua mãe cantava para ele e o irmão quando mais novos. A música fez a bebê dormir e os pais puderam descansar pelo resto da noite.

Na manhã seguinte o casal já estavam prontos para viajarem, passariam muitos dias no barco até chegarem em Fortaleza então teriam que levar lanches para comer durante a viagem. Haviam deixado seu jeep antigo com Ana e partiram para o Porto de táxi.

Não demorou muito tempo para o barco sair, William e Taiana se acomodaram em um local, agora só bastava esperar os dias passarem até que o porto de Fortaleza fosse visto.

(…)

— Mais que linda garotinha. — Disse Daiana ao pegar sua neta no colo pela primeira vez. — Qual o nome dela?

— É Diana, mamãe. — Respondeu Taiana.

— Diana. — falou Daiana pensativa. — É um lindo nome.

— E a doença, não tem cura? — perguntou William chamando a atenção das duas.

— No início tinha, mas eu sou muito teimosa, agora a doença virou câncer de pele e como vocês podem ver. — Daiana mostra as feridas em seu corpo. — Já está muito avançado, não há mais nada que os médicos possam fazer.

— E cirurgia? — Taiana pergunta preocupada com a mãe.

— Já fiz uma vez, mas não tomei cuidado. — Daiana acariciava os cabelos da neta pensativa.

(…)

Notas finais
Este foi o primeiro capítulo. Sempre que publicar um novo capítulo irei postar no Instagram, se quiserem acompanhar, meu user no Instagram é @nilcecostta123.