Notas iniciais
Olá gente! Aqui estou eu de volta. Demorei, mas apareci. E desta vez é pra ficar. Fiz uma promeça a mim mesma que esse ano ainda eu termino esta fic. Então não se preocupem, pois vou tentar postar pelo menus um capítulo por semana até o fim do ano. Esse capítlo foi trabalhoso (fiquei 3 horas escrevendo ele), mas também foi muito divertido. Fiz com muito carinho e amor então espero que vocês gostem. As coisas logo vão começar a animar e se encaminhar para o fim. Aproveitem o capítulo.

–Você não acha que isso ficou um pouco exagerado não?-perguntei para Laura que terminava de fazer minha maquiagem.

–O que?

–Isso tudo. –digo movimentando minhas mãos em torno do corpo. –Principalmente esse decote.

–Deixa de bobeira Delly, você está linda. Todos só vão olhar pra você nesse baile. – Ela respondeu sorrindo. –Pronto terminei.

Laura se afasta e eu me olho mais uma vez no espelho gigantesco que há em meu quarto.

A fantasia é simplesmente maravilhosa, começando pelo corpete marrom apertado por cima de uma blusa branca e leve de mangas caídas nos ombros. O corpete começa bem abaixo dos seios, deixando-os marcados e com aparência ainda maior. A saia se compunha de vários panos finos marrons, pretos, vermelhos e laranja bem escuro, descendo até quase um palmo antes dos joelhos. Por baixo havia varias camadas para deixar a saia mais volumosa.

Botas pretas de salto grosso até os joelhos e um chapéu de pirata preto com detalhes dourados arrematam a roupa. Termino por colocar brincos e pulseiras também dourados.

– Realmente é uma linda fantasia. –concordo sorrindo. –Fiquei com cara de pirata luxuosa e fina.

Ouvimos a campainha tocar varias vezes seguidas em um som ensurdecedor.

–É o CK com certeza. – Digo.

–Eu vou atender. Passe esse batom enquanto isso. –Laura pediu me entregando o batom.

Tento passar sem borrar e estragar todo o trabalho que Laura teve pra fazer minha maquiagem, mas desisto quando percebo que não consigo.

–Vamos, ele já está esperando você na sala. –Ela diz. –Por que não passou o batom que pedi?

–Não consegui.

–Vem aqui então.

Aproximei-me dela entregando-lhe o batom vermelho vivo.

–O que você acha dele? –Pergunto.

–CK? –Afirmo com a cabeça.

–Ele sempre usa essa mascara de “bad boy”, mas sei que no fundo é uma boa pessoa. E a mãe dele era muito amiga da nossa. Liz é uma pessoa maravilhosa, não tem como ele não tem herdado nem um pouquinho disso.

Laura sempre via o melhor das pessoas. Ela era a primeira pessoa a falar algo bom de CK para mim e isso me fez rir.

–Pronto. –Laura exclamou assim que terminou. –Agora vamos descer depressa.

CK esperava sentado no sofá batucando as mãos nas pernas ao mesmo tempo em que olhava o chão. Levantou a cabeça em minha direção nas escadas e sorriu.

Levantou-se depressa quando chegamos à sala e se aproximou.

–Fiquem juntos assim. –Disse Laura nos empurrando para mais perto um do outro. –Quero tirar uma foto para guardar o momento.

–Que brega Laura. –Digo sorrindo.

–Mais juntos. –Ela reclama.

CK se aproxima mais ainda, me puxando pela minha cintura. Não resisto em olhar para cima e observa-lo sorrir para foto o que me faz sorrir também.

–Vocês são lindos, agora vão. –Laura ordena nos empurrando para fora.

A caminhonete de CK está estacionada em frente a minha calçada assim como naquela madrugada. Entro pela porta do carona e me sento no banco de coro.

–Você sabe que é uma festa a fantasia, não é?- Pergunta assim que ele entra no carro.

–Sei. Por isso me fantasiei de pirata.

–Vestir roupas normais colocar um tapa-olho não é considerado uma fantasia.

–Sou um pirata do século XXI. –CK rebate sorrindo.

***

Saímos do carro e andamos até o ginásio onde seria a festa. Mesmo de longe podia ouvir a música alta e as luzes na porta. Quando entramos me impressiono com a decoração, o ginásio estava agora repleto de luzes e pessoas. Umas dançavam no centro, outras conversavam sentadas a mesa e outras tiravam fotos em frente ao painel de navio.

Podia até mesmo avistar Simon e Bea dançando animados juntos e David sentado sozinho em um canto me encarando. Ele ainda estava com raiva de mim, e com razão. Porém me doí demais ver seu rosto triste toda vez que me vê, eu tenho que concertar isso de algum jeito, mas não hoje.

–Até que está animado. –Digo. -Mas o ar desse lugar parece estranho pra mim. Essas pessoas, essa música. Eu não me vejo encaixando aqui.

–Muito menos eu. –CK concorda. –Vamos.

–Para onde?

–Para minha festa particular.

CK e eu caminhávamos juntos até as arquibancadas do campo de futebol agora vazio. Ele se senta na segunda fileira e resolvo acompanha-lo. Nós dois, sentados lado a lado fugindo de uma festa da escola realmente me parecia algo bem normal agora.

–É estranho dizer isso, mas nós dois somos parecidos.

–Parecidos? –Ele pergunta.

–Sim. Nós dois tentamos fugir de coisas das quais não podemos. –Digo pensativa.

–E como você sabe que eu fujo de algo?

–Não sei, apenas sinto que sim.

CK tira uma pequena garrafa de metal do bolso da jaqueta, toma um gole grande e então me estende a garrafinha.

–Beba um pouco, só é permitido filosofar depois que estiver bêbado. –Ele diz me olhando nos olhos.

Pego a garrafa e cheiro o conteúdo. Com certeza é algo bem forte, pois só o cheiro já me faz sentir tonta. Mesmo assim viro a garrafinha em minha boca dando um gole grande demais. O líquido amargo desce queimando minha garganta como fogo.

–O que é isso afinal? –Pergunto ainda fazendo careta enquanto CK pega outra garrafinha de seu bolso.

–Rum. Se você se diz uma pirata de verdade tem que beber muito disso ai.

–É horrível. –Digo e dou outro gole provocando mais caretas e fazendo CK rir.

Após muitas goladas eu já nem acho o gosto tão ruim assim. Sinto-me mais leve e feliz, como se nada mais importasse.

–Você realmente fica bêbada muito fácil. –CK diz rindo quando resolvo me levantar para dançar e quase caio. Ainda podia ouvir a música claramente mesmo daquela distância.

–Vem dançar comigo. –Puxo-o assim que me levanto.

E para minha surpresa CK se levanta e começa a dançar no ritmo da música animada junto comigo.

Seus movimentos aleatórios e desengonçados tornam a cena engraçada o que me faz rir muito. Mas então, somos surpreendidos quando a música animada é trocada por uma música lenta.

Olho para um CK sem jeito que de repente me puxa pela cintura. Ajeito minhas mãos em volta do seu pescoço quando ele começa a nos guiar com um balançar lento.

Estamos tão próximos que consigo sentir seu coração batendo ritmado. Ele me olha nos olhos e então muda o olhar para minha boca. Vejo-o aproximar ainda mais seu rosto do meu sem desviar os olhos. Sei o que ele pretende fazer e nesse exato momento também desejo sentir sua boca.

Sinto uma sensação estranha no meu estomago que sobe pela minha garganta. Afasto-me de CK a tempo de não vomitar em cima dele e boto tudo que comi para fora na grama.

–Eca! –Digo quando termino.

–É isso que acontece quando se bebe demais.

–Isso é tudo culpa sua, foi você que me obrigou a beber.

–Obriguei? –CK pergunta rindo.

–Sim obrigou. E agora? Como que eu vou pra casa nesse estado? A Laura vai me matar se me vir assim. Eu estou perdida de vez.

–Calma garota. Dê aqui seu celular que eu vou dar um jeito nisso.

–Eu deixei no seu carro. –Respondo quase chorando.

–Vamos lá então. –Ele diz pegando minha mão e me levando para a garagem da escola.

–Onde está o seu celular? –Ele pergunta assim que entramos na caminhonete.

–Eu não sei. –Digo com voz de choro.

CK começa a procurar pelo carro até encontra-lo no porta-luvas, digita rápido uma mensagem e me entrega o celular.

–Problema resolvido. –Ele diz ligando o carro.

–Pra quem você enviou a mensagem?

–Para sua irmã.

Abri a mensagem para saber o que ele tinha escrito.

“Laura o canalha do CK foi embora e me deixou sozinha aqui. Como está ficando tarde decidi ir para casa com Bea, vou dormir lá então não se preocupe.”

–Eu vou dormir na casa da Bea? Mas eu nem falei com ela hoje?

–Claro que não lerdinha. Você vai dormir na minha casa.

Notas finais
E aí? Comentem o que acharam do capítulo e sobre o que vocês pensam que vai acontecer agora. Vejo vocês nos comentários, Beijão.