Notas iniciais
Hello... it's me! Não, não é Adele não só eu mesmo. (Piada sem graça, eu sei)

— A mamãe não vai gostar de você ter nos trazido aqui sem o consentimento dela! — A menina de cabelos negros cruza os braços olhando nos
olhos verdes da loira.

— Isso é sequestro? — O menino baixinho perguntou, bem sério.

— Não, não. Isso não é sequestro eu conheço vocês a um tempão e só estou trazendo os filhos da minha melhor amiga para se deliciarem com as delícias do Mcdonald's. — Emma apontou para o pratos dos dois pirralhos na mesa sorrindo de canto. — E também pra saber se gostariam de ser meus filhos de mentirinha por uma tarde.

— Isso não parece certo. — Murmurou o garotinho.

— Por que não conta a verdade para a pobre garota?

— Você sabe Mary? — A loira arqueou as sobrancelhas.

— A mamãe conta tudinho pra gente. "Garota da aliança". — A menina aponta para o dedo anelar, dando um risinho.

— Tá, mas contar a verdade pra Ruby está fora de questão agora. Engraçado, eu achei que você ia gostar de interpretar um papel.

— Tudo vem com um preço, minha cara. Se é pra fazer um papel a gente quer é ganhar.

— Mas você vai ganhar, ganhar muita experiencia.

— Isso não é suficiente, quero dinheiro vivo. E quero que pague o término das minhas seis semanas de aulas de teatro que minha mãe não pode pagar. — A moreninha sorri sapeca observando Emma suspirar pensativa.

— Tá legal, quanto você quer criança?

— 600 dólares por dia, mais as horas extras depois das oito da noite. Eu faço meu cabelo e maquiagem. — Mary parecia uma adulta pequena falando, o que fez a loira revirar os olhos. Era o clone da mãe.

— Cinquenta dólares por dia, e duas semanas de teatro no mais barato que tiver perto da sua casa.

— Quinhentos dólares e 5 semanas de teatro.

— Trezentos e cinquenta dólares e 4 semanas de teatro.

— Feito.

— Então fechou. — Negociaram e apertaram a mão num sorriso. — Eu teria aceitado por quinhentos.

— E eu teria feito pela experiencia. — Lançou-lhe uma piscadela, tirando um sorriso incrédulo da loira. Como ela poderia ser tão inteligente? Certamente não teria puxado do pai cabeça de vento.

— E você Henry? — Emma indagou fitando o tampinha. — O que vai querer?

— Eu quero viajar pro Havaí pra nadar com os golfinhos.

— Você cismou com isso não é Kid? — Henry deu de ombros sem tirar os olhos da outra. — Não vai rolar.

— Então eu to fora. — O menino derramou um pouco da lata de refrigerante no copo e tomou o líquido lentamente com seu canudinho encarando Emma com a cara fechada.

— Eita, olhar de mafioso esse hen. Okay Henry Mills tem problema não estamos aqui para negociar. Tem que ter algo a mais que você queira.

— Eu quero um cavalo alado e quero que ele se chame Roberto.

— Eu também quero um cavalo alado, o problema é que eles não existem. — Retrucou a loira.

— Então eu quero um cavalo normal e ele vai se chamar Roberto!

— Que tal um Playstation 4 e colocamos o nome dele de Roberto? — O menino pensou por um minuto.

— Pode ser.. e o que mais?

— Eu posso incluir 3 jogos.

— 5 Jogos e também quero que o encontro com a morena seja no "Brinca Mundi".

— O que acha de ser numa lanchonete la na minha rua?

— Se insistir com essa droga eu vou embora agora! — Apontou com o dedinho pra porta da saída.

— Tá bom.. entendi. Okay eu aceito. — Emma estendeu os braços pra cima em sinal de rendição. — Estamos combinados então? — Os dois assentiram. — Mas eu cancelo tudo se vocês não comerem os hambúrgueres, eu falo sério! — A loira sabia que eles não comiam muito. Principalmente Mary por ser compulsiva pra emagrecer e virar a atriz perfeita, o que irritava Regina, mas daquele jeito eles foram obrigados.

— Posso ter sotaque? — A moreninha pergunta encarando o Hambúrguer na mão.

— Deixa eu ouvir.

— Olá..

— NÃO!

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— Os meus filhos?? — Regina encara a loira com o jaleco branco. Não podia negar que a mesma sempre ficara muito atraente com tal roupa. Espera, hãn? — Pegou os meus filhos sem a minha permissão Swan?

— Não fala assim comigo, foi você que atendeu o celular aquele dia. — A loira fez beiço e cruzou os braços.

— Ah nada a ver! — A morena abre a porta da sala depois de atenderem uma paciente e se direciona para a recepção em passo apressados.

— Hey, você sabe que.. perai. — Emma ao se aproximar da assistente, começa a inspirar pelo nariz, cheirando o ar. — que cheiro gostoso, isso é perfume? — Encarou a outra que olhou para os lados corando de leve.

— Talvez — Deu de ombros, pegando alguns papéis do balcão.

— Deixa eu sentir melhor. — A loira pega os ombros da amiga e aproxima o nariz do seu pescoço, entre as mexas negras e cheirou.

— O que, o que ta fazendo? — Regina ficou estática. Dura como pedra estranhando o jeito da outra. Um arrepio longo circulou por sua espinha.

— É maçã? Nunca tinha sentido em você antes. — Emma sorriu de olhos fechados ainda com o nariz mergulhado no pescoço da morena, viu- se hipnotizada pelo cheiro delicioso.

— É maçã e canela e nem vem que ainda estou brava com o que você fez. — Puxou a loira para se afastar. A mesma teve que, infelizmente abrir os olhos mas assim que abriu, notou o ato esquisito que fizera e olhou pro lado na tentativa de disfarçar o vermelho nas bochechas.

— Por que ta colocando perfume? Aquele Robin conquistou seu coração? — Num tom de deboche, imitando o homem Emma faz graça.

— Para, foi só um almoço. Não posso andar cheirosa?

— Então o almoço rendeu né. Ele veio com aquele papo de "Temos que viver a vida e morar na floresta gata" "Só eu e você o que acha?" — Regina não conteve o riso e balançou a cabeça. — Vai me dizer que não sentiu um cheiro de sebo naquele colete que ele não larga nunca? Ele deve até tomar banho com aquilo. — Soltou uma risada recebendo um olhar reprovador da amiga.

— Pra sua informação Miss Swan ele é um loiro atraente, que me cativou e ele toca violão profissionalmente. Disse até que vai compor uma música pra mim.

— Esse é brega hen. — Emma faz careta sorrindo.

— Eu nem vou me estressar com você. Você critica todos os caras com quem saio!

— É por que todos são fedorentos, ou se vestem mal ou tem uma lábia pior que a do meu tio esquizofrênico de 85 anos. Ou pior, possui todas essas características.

— Ou talvez você ache que todos não são suficientes pra sua maravilhosa amiga aqui. — Sorriu de canto apontando pra si.

— Menos, queridinha. — A loira implica sorrindo de canto.

— Tá, voltando ao assunto. Não era pra envolver meus filhos nas suas mentiras Emma. — A feição da morena mudou totalmente.

— Ah Regina, corta essa. Você sabe que eu preciso conquistar essa garota, nós duas tivemos a culpa nessa história.

— Como? Você se envolveu nisso sozinha, e depois me colocou junto e agora meus filhos?

— Qual é, você fez aquela ligação. Não custava ter atendido no carro?? — Questionou a Doutora cruzando os braços.

— Argh! — Grunhiu a morena andando de um lado para o outro.

— Eu fiz as crianças comerem. — Emma diz convencida fazendo Regina parar de andar e a fitar incrédula.

— Mentira...

— Juro, e arranquei um sorrisão do Henry. Quando eu disse que íamos no Brinca Mundi ele só faltou pular de alegria, nunca vi o menino sorrir tanto!

— Mas como fez Mary comer? Ela nunca come quando eu ofereço.

— Ela comeu, ainda por cima dois Big Tasty. — A assistente suspirou pensativa. Encarou o chão e depois fitou os olhos esmeraldas da Doutora. — Viu só.. não faça por mim, faça pelas crianças.

— É melhor isso acabar bem hen! — Apontou o dedo para a loira que sorriu vitoriosa.

Notas finais
Até o próximo pessoinhas. Comentem ;)