Esposa de Mentirinha
9 Negociando
No outro dia, depois do que Ruby falou sobre amar crianças e querer conhecer seus falsos filhos, Emma achou melhor agir com rapidez. Com certeza se falasse sobre seu plano maluco para Regina, ela iria reclamar e jogar na cara da chefe o quanto ela era irresponsável. Bem, agir pelas costas da mulher seria arriscado, mas sua única alternativa. Na hora do almoço pegou as crianças com a babá, a garota fora junto ao encontro vidrada em seu aparelho celular, seria até melhor assim e levou-os até uma pizzaria próxima do consultório.
—Uol, você não falou para a mamãe que iria nos trazer aqui? — O filho mais velho de Regina arqueia a sobrancelha e oferece um olhar de pena para a loira que estava em sua frente.
—Isso está esquisito... — O menor analisou um tanto curioso e oferecia um olhar desconfiada, o qual Emma realmente estava com medo.
—Você sabe que isso é sequestro não é? — Henry deu um sorrisinho esperto desafiando-a.
—Não... Não é isso criança, eu conheço você há um tempão e a Lacey está ali do lado. — Apontou para a morena que estava vestindo um vestido colado e gargalhando de alguma coisa no celular. — Sendo a Lacey de sempre. — Fez uma expressão engraçada e as crianças olharam para onde a babá estava.
—Ela é meio doida. — Roland fez uma careta rindo da mulher que agora estava dando em cima em um dos atendentes.
—É... Deixa pra lá, agora eu tenho uma proposta. Vocês querem ser meus filhos de mentirinha por uma tarde? — A loira perguntou um tanto nervosa, era errado mentir e isso estava virando uma bola de neve, mas queria tanto ficar com Ruby.
—Por que não conta a verdade para aquela menina? — O mais velho disse simplesmente fazendo a mulher arquear as sobrancelhas demonstrando estar espantada pela natureza do conhecimento do pirralho. — Você sabe sobre... isso?
—Claro, a mamãe conta tudinho pra gente... Menina da aliança. — Oferece um sorriso maldoso que realmente parecia com o de Regina Mills quando ela queria demonstrar ter razão sobre algo. Emma apenas cora ao ter sua fama espalhada.
—Shh, eu só pensei que você fosse gostar de ter seu primeiro papel como ator... — Tenta jogar com o menino que tinha vontade de aparecer na tv.
—Sendo assim, eu quero ganhar! — Falou rapidamente com esperteza.
—Sim, claro, você ganhará experiência, garota. — Deu um sorriso animado tentando fazer ele concordar com isso.
—Eu não sou idiota, eu quero dinheiro.
—E quando seria? — Pergunta já com medo do pequeno oportunista.
—Nada de mais... 600 dólares por dia, sem contar com as horas extras... E eu quero que pague um intensivo de teatro de 6 semanas que minha mãe não pode pagar.
—50 dólares e 2 semanas de aula de teatro. — Tentou negociar.
—500 dólares e 4 semanas de aula de teatro. — O garoto era realmente esperto, mas Emma tinha confiança em si mesma.
—300 dólares e 3 semana de aula.
—Aceito. — Ele sorriu orgulhoso de sua conquista erguendo sua mão para selar o acordo.
—Eu teria aceitado os 500 dólares. — A mais velha falou com o intuito de tirar onda com a cara dele.
—E eu faria pela experiência. — Oh, a ousadia do garoto realmente vinha de sua mãe, era completamente chocante.
—Certo... Roland sua vez.
—Eu quero ir ao Havaí nadar com os golfinhos. — Explicou seu pedido com certo desafio depois de ver o irmão fazer o mesmo.
—Meu Deus, pirralho, que coisa chata, isso não vai acontecer, mais alguma coisa? — Revirou os olhos.
—Procura outro menino então. — O irmão mais velho deu um sorriso espantado pelo irmão parecer tão seguro e fez um toque particular de ambos.
—Certo... Vamos negociar, tem alguma outra coisa que você queira?
—Oh sim... — O sorriso da doutora fora instantâneo. — Eu quero um pônei voador. — Mas logo se decepcionou ao ter que ouvir aquilo.
—Isso não existe, vamos lá, você deve gostar de... Playstation. É isso, que tal?
—E o que mais. — Ele semicerra os olhos.
—4 jog...
—5 jogos! E eu quero que o encontro com a barbie seja no no McFunnigans.
—O que acha de ser em uma lanchonete comum?
—Se insistir nessa porcaria eu vou embora!
—Wow, calma ai rapazinho. Fechado então... Mas vocês precisam comer, certo?
Eles comem um pouco sem vontade, principalmente o mais velho que tinha certos problemas de apetite. Logo depois dessa tarde de negociações, as crianças voltam para casa com Lacey e a mulher vai para o consultório se preparar para as próximas consultas. Isso significava que teria que encontrar Regina Mills e contar a verdade, ela estaria morta.
—Meus filhos?! Você está louca, senhorita Swan?! — Seu tom tinha subida uma oitava e seu olhar parecia que iria queimar alguém, Emma no caso. A loira pensou que ela não receberia tão bem a notícia, mas não tanto demonstrava. Fora difícil entrar nesse assunto e quando mal terminou de falar já fora interrompida por um Regina furiosa Mills.
—Sério Gina?! Você atendeu o celular, você estragou tudo!
—Nada a ver! — Falou saindo pela porta para chamar a paciente. — Ashley Boyd a doutora Emma irá atendê-la. — Falou um tanto assustada ao ver a mulher que estava com um seio maior que outro. Logo após a pausa ela volta a reclamar com Emma durante o caminho de volta para a sala. — Não acredito que está fazendo tudo isso pra transar, poupe-me.
—Não é isso, pra sua informação já transamos, acha mesmo que alguém escapa de Emma Swan? — Sua declaração fez a morena revirar os olhos. — Eu quero continuar com isso apenas... — A paciente senta na cadeira específica e espera pelas instruções da doutora, que volta-se para ela. — Tira a blusa, por favor, senhorita?- Diz enquanto coloca a luva e prepara alguns equipamentos. Logo sua feição foi mudada para um careta. — Está sentindo um cheirinho?
—O que? — Regina pergunta confusa.
—Cheiro de perfume... — A outra responde com um sorrisinho irônico e Regina congela. — É você?
—T-talvez... Por que quer saber? Está me controlando agora? Lembre-se que não sou sua esposa. — Zomba.
—Eu só estava me perguntando...
—O que, doutora Swan?
—Se você vai sair com alguém, sabe... O famoso encontro. — Ria, mas de certa forma estava curiosa com isso.
—Claro que não, eu vou apenas almoçar... — Fala sem olhar nos olhos da chefe. Esta se ocupando em esterilizar alguns objetos que Emma usaria.
—E almoçar com quem, posso saber?
—Com a gerente do consultório da doutora Úrsula, já que perguntou, ela se chama Malévola. — Falava um tanto nervosa.
—Aquela mulher dos chifres?
—O que?
—Ela é obcecada com essa coisa, já viu a foto do perfil dela? Só porque ela tem o nome de uma personagem de um desenho não quer dizer que precise ser obcecada com isso, Jesus...
Antes de qualquer coisa a loira começo a zombar fazendo chifres nela mesma com os dedos.
—E ai gata, tá afim de almoçar comigo — Tentava imitar ironicamente. — Ela vai almoçar com você depois da maratona da Disney? — Emma ria das zombarias diferente de Regina que apenas respirava fundo. Logo ambas são interrompidas por Ashley que pigarreia a procura de atenção.
A doutora faz algumas perguntas para a loira a sua frente que responde de acordo com o que sabe. Ela dissera que bateu com um dos seios na porta do carro e logo estava dessa forma. No meio dessa conversa, algum telefone parece vibrar. A loira já sabia que era de Regina e para provocar dá alguns cutucões até que acerta o botão de atender dentro do bolso do jaleco. A morena olho com certa censura e se afasta um pouco para atender. Seu tom de voz era mais fino ao falar com a "amiga" e parecia estar sob efeito de outro humor. Já Emma estava boquiaberta com o quão estranha sua funcionária parecia ser ao telefone. Sua feição mantém congelada até que a outra nota.
—Que voz era aquela?
—Era a minha voz, oras.
—Jura? — Zombou imitando a voz fina da amiga.
—Eu não falo assim...
—Você está muito afim dessa mulher, hein? — Regina apenas ignora e resolve falar com a paciente.
—Vamos passar esse anestésico aqui, certo?
Enquanto elas passavam o produto, Emma resolveu tentar de novo sobre o encontro.
—Vai ser apenas uma tarde eu prometo...
—Sabe qual o seu problema? Não pensa antes de fazer as coisas Emma!
Ashley apenas olhava sem jeito e confusa para os dois que tocam seus seios passando o anestésico e mesmo assim continuavam a discutir.
—Claro que eu sei! Pare de me chamar de irresponsável. Eu consegui colocar um sorriso no rosto de Roland... Ah, e eu fiz Henry comer.
—Conseguiu?
—Três fatias de pizza.
—Comigo ela não come nada. — Regina reclamou.
—Eu sei que não, é por isso mesmo... Não por mim, pelos seus filhos. — Agora passava a usar chantagem emocional descarada. Era sua única saída. Talvez falar das crianças fizesse algum efeito.
—Eu te odeio, Swan!
—Oh não, pelo contrário, ex esposa. — Zombou com um sorrisinho vitorioso.
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