Notas iniciais
Oiii gente, mais um cap fresquinho amores, eu realmente espero que estou gostando e amei os feedbacks seus lindos ♥ continuem comentando pra eu saber como está o andamento da fic ;)

Nesse instante o consultório é "invadido" pelos filhos da recepcionista e pela babá deles.

—Mãe, me dá dinheiro? — Roland, o menino mais novo, pediu sem ao menos cumprimentar.

Regina pensou em repreende-lo, mas não adiantaria nada, então apenas suspirou.

—Oi, eu adorei ver vocês também. — Falou com ironia. — Agora sejam educados e cumprimentem a doutora Swan.

Henry e Roland já eram bem íntimos da loira que apesar de não ter muito afeto para com crianças, gostava deles. O mais velho não era tão velho assim, tinha apenas 11 anos, e o outro, que adorava imitar o irmão, tinha 6 anos.

—Hey Emma, olha que legal. — Ele disse agarrado a um livro enorme.

—Uol, o que é isso?

—Um livro, dã. — Zombou dela. — É sobre contos de fadas, igual na série que eu assisto.

—E você rapazinho. — Chama a atenção do menor. — Gosta de séries de contos de fadas?

—Não, eu gosto de American Horror Story.

—E desde quando você vê American Horror Story? — A mãe pergunta indignada, em tom de bronca.

—A Lacey deixa a gente assistir quando liga para uns caras lá...

Regina direciona seu olhar para Lacey que estava sentada rindo de alguma coisa no celular e mordendo o lábio inferior. Nem queria imaginar que tipo de mensagens ela estava trocando. Revirou os olhos.

—Você tem uma família perfeita em... — Emma se intromete com humor e Regina apenas sorri tentando se acalmar e dá de ombros, caminhando até o balcão onde ficava seu posto.

Roland que já estava cansado de ficar em pé se joga no sofá ao lado da loira e com aquela expressão adorável fica pensando se devia ou não falar o que estava pensando.

—Fala logo garoto. — Emma riu sabendo que ele estava ansioso para perguntar algo.

—Doutora Emma, você me leva para o Havaí para eu poder nadar com os golfinhos?

—Levar você para o Havaí? — Constatou confusa e querendo rir. — Levo não.

O garoto ficou boquiaberto com a resposta curta e negativa, achou que seria fácil convencê-la.

—Minha mãe não deixa a gente ficar assistindo muitos programas na TV sabe, só quando a Lacey está que podemos ver o que quisermos, então normalmente vemos programas educativos... — Bufa e Emma não sabe onde o garoto estava querendo chegar, mas por curiosidade resolve perder deu tempo com isso. — Isso parece muito chato né? Eu também acho, mas foi ai que num belo dia eu estava assistindo discovery channel e passou um episódio no Havaí e lá no Havaí dá até pra nadar com os golfinhos se a gente pagar. — Falou dengoso.

—É... — Falou sem saber o que responder, apenas olhando confusa.

—Eu não tenho dinheiro... E minha mãe disse que você é rica...

—Roland! — Regina que ouvia a conversa o repreendeu.

—Não, tudo bem. — A loira piscou para a amiga. — Olha, por que você não ganha seu próprio dinheiro? Muitas crianças da sua idade, sei la, vendem limonada na porta de casa, entregam jornal... Sabe o porquê? Porque gente rica não banca viagem dos outros, por isso que continuam ricas. — Explicou.

—Mas a minha mãe disse que você faz caridade pra crianças. — Falou sorrindo e mostrando suas covinhas.

—Faço caridade com meu trabalho concertando alguma deformidade sabe, meu trabalho não é sair dando dinheiro.

—E se eu fosse deformado? Você me levaria?

—Levaria e te deixava lá sabe, eu não ia querer ficar olhando pra sua cara. — Respondeu com paciência e humor negro.

A morena vendo que Roland já estava passando dos limites e atrapalhando, o chamou.

—Chega, pega o dinheiro e ah, eu quero o troco ouviram? E quero saber o que você estão comendo, nada de porcarias que não fazem bem para a saúde, só lanches saudáveis.

Henry bufa e revira os olhos.

—Mãe, antes de ir, posso fazer Mary?

—Claro, no fim do corredor. — Explicou para o menor. — Agora vá com ele, senão ele fica plantado no banheiro.

O garoto foi atrás deixando Emma com uma cara ainda mais confusa que antes. Aquela família era mesmo bizarra.

—Ele disse que queria fazer Mary? Que história é essa? — Soltou uma risadinha.

—É uma homenagem a uma amiga de faculdade que se chamava Mary Margaret, não era bem amiga, era mais como uma arqui-inimiga. Ia gostar dela, sempre pegava os caras mais gatos e tudo que era de melhor...

Emma que estava com um sorriso divertido levanta-se e apoia-se no balcão próximo a Regina.

—Ela te irritava né?

—Muito. — Respondeu prontamente. — Uma noite, eu estava tomando uma taça de vinho e...

—Uma garrafa. — Emma sabia que não era a cara dela beber pouco.

—Uma garrafa. — Concertou revirando os olhos. — E as crianças não paravam de gritar que queriam fazer cocô e aquilo já estava me irritando, além de não ser nada educado... Então eu disse que era fazer Mary, eles gostaram, e ai pegou. — Explicou.

—Nossa, vocês são tão normais. — Falou ironicamente.

—Você não sabe o que é ter que cuidar de dois filhos que vão um dia na casa do pai ausente e voltam falando palavras vulgares. — A desafiou com o olhar e um sorriso provocante, então a loira apenas deu de ombros.

—Mas e agora, o que vamos fazer com a minha vida amorosa?

—Eu juro que eu saberia se eu tivesse o mínimo de vontade para pensar na sua fama de galinha que pega menininhas de 20 e poucos anos. — Ironizou enquanto mexia em alguns papéis.

—Ai que Mary! Você nunca colabora e me leva a sério, isso não é uma Mary de uma transa qualquer, eu estou falando sério, vai dar a maior Mary. — Falou com humor mas depois ficou mais sério e com os olhos brilhando apaixonadamente. — Eu me vejo casando com ela...

—Tem razão, não pode contar a verdade pra ela, mas... Quer saber? Você não quer se envolver, porque depois vai acabar se casando e casamento leva ao divórcio, que leva ao que eu estou passando com os meus filhos e o "pai" deles. Era para o Robin pegar eles hoje.

—Amarelou de novo?

—Mas pelo menos eu tenho consciência e vi que as coisas estavam de mal a pior e me divorciei logo.

Emma não estava muito interessada na história de vida da amiga, apenas queria saber logo o que fazer com a própria.

—Espera ai! — A morena destruiu sua linha de pensamento e deu um sorriso confidente