Notas iniciais
Gente foi só uma introdução, por isso ta bem curtinho, mas prometo que os próximos estarão maiores. Espero que gostem, beijinhos :*

POV Emma

Era pra ser o dia mais feliz da minha vida, mas as coisas não saíram muito bem como eu esperava. Eu estava aos nervos com um sorriso enorme no rosto, já tinha me vestido. O combinado era ela usar o vestido de noiva e eu um terninho feminino. Não parava de andar em círculos pra tentar me acalmar, foi aí que ouvi algumas vozes altas no quarto que a minha noiva, Zelena, estava se arrumando. Eu não era do tipo de me entrometer nas coisas, mas não resisti.

—E ai, como foi ontem com o Robin? — Uma das madrinhas que identifiquei ser Evanora perguntou com certa malícia. — Ele te deu o presente de casamento? — Todas riram em conjunto.

—Shh. Pode-se dizer que foi um presentão. É a última vez, eu juro. — Fala em forma de falsa promessa. — E a Emma é tão fofa, e ela vai ser pediatra, então eu vou casar com ela e lidar com o fato de ela não ser um homem e ter aquele nariz horroroso. — Ela fala de uma maneira má que nunca vi.

Eu não era uma modelo, com certeza tinha os meus defeitos, mas meu principal era o meu nariz que era um pouco torto, nada de absurdo, mas ainda assim ela parecia se incomodar. E parecia que não era apenas esse o problema, eu me surpreendi quando ela reclamou do fato de eu ser mulher. Namorávamos há um bom tempo e ela sempre disse que preferia as mulheres e como elas eram mais carinhosas e boas de cama. Ela é com certeza uma falsa lésbica, como eu nunca descobri isso antes?

Nisso meu primo Killian chega e houve tudo. Eu me sinto triste e indesejada, uma lágrima escorre pelo meu rosto.

—Que maldade prima. — Ele me consola.

Bem, eu não era tão trouxa assim a ponto de me casar com uma mulher dessas, eu precisava largá-la e foi isso que fiz quando decidi afogar minhas mágoas numa danceteria. Fui com o terno mesmo, não tinha paciência para me trocar.

Depois da quarta dose vi uma morena linda caminhando até o banco ao lado. Ela me parecia irritada e não percebeu quando deixou a bolsa cair. Educadamente a chamo.

—Será que não dá pra sentar sem ter que ouvir uma cantada?! — Fala irritada. — Obrigada. — Suspira.

Pego a bolsa dela.

—Só ia avisar que deixou sua bolsa cair. — Falo entregando e dando ampla visão para a minha aliança que ainda usava.

—Oh, me desculpe. Você é casada. Prazer, me chamo Lily... Acho que conheceu sua mulher num açougue melhor que esse. — Comenta tentando puxar assunto.

Eu ia contar, eu juro que ia, mas não queria que ela pensasse que sou uma otária.

—No refeitório da escola.

—E onde ela está agora...? — Fala com uma voz carregada de sensualidade.

—Se drogando... Ela mexe com essas coisas, está acabando com tudo, só aguento tudo isso por causa das crianças...

—Meu Deus... — Fala horrorizada. — Vocês tem filhos?

—Adotamos 14 crianças e pensávamos em adotar mais...

—Oh, você não merece estar com uma mulher como essa, acho que devemos ir para outro lugar... — Se oferece.

Fiquei chocada. Bastou eu contar minha história de vida inventada para ela me dar bola e querer dormir comigo. Era como se eu finalmente tivesse achado as respostas e de brinde a chave do paraíso.

Várias pessoas nos ofenderam no caminho, pois ela, que não deu bola pra ninguém, escolheu justo eu, uma mulher.

Eu dormi com ela e com milhares de mulheres tudo por causa desse presente enviado dos deuses, minha aliança. Eu fiquei completamente na pista, mudei minha especialização para cirurgiã plástica, concertei meu nariz e fiquei deslumbrante a ponto de fazer ainda mais sucesso com as mulheres. Eu estava com tudo em cima, tinha um ótimo emprego, garotas, dinheiro, garotas... Não precisava de mais nada.